A Polícia Civil de São Paulo instaurou em março um inquérito para investigar a plataforma Discord. A decisão ocorreu após investigadores terem solicitado que a rede social derrubasse uma live em um grupo fechado em que imagens de violência eram transmitidas para crianças e adolescentes. O pedido, no entanto, não foi atendido, informa a Secretaria de Segurança Pública. O episódio foi flagrado por policiais do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) enquanto os agentes investigavam um grupo conhecido por disseminar cenas de violência. Segundo a pasta, os líderes do grupo usavam as transmissões para compartilharem cenas de estupros virtuais e automutilação. Na comunidade também foi registrada a venda de pornografia infantil. Segundo a delegada que coordena o Noad, Lisandrea Salvariego, o pedido para que a live fosse derrubada não foi tratado como emergencial pela plataforma. — Nesse caso específico, os investigadores flagraram muita violência sendo transmitida ao vivo, por isso determinamos à plataforma o fim da transmissão e, mesmo assim, não fomos atendidos — disse Lisandrea. Um documento sobre os casos foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que instaurou o inquérito em 28 de março. Os policiais devem colher depoimentos dos representantes da empresa no país, além de outros envolvidos no episódio. O Discord informou em nota que conduziu uma investigação sobre o caso e que conta com “equipes especializadas dedicadas a combater esse tipo de rede, identificando e removendo usuários e espaços em que pessoas mal-intencionadas estejam se organizando em torno de ideologias de ódio”. A rede social diz possuir ferramentas automatizadas de bloqueio de envio de conteúdos que violem as diretrizes da comunidade. Também argumenta já investir em tecnologias para detectar casos de exploração infantil. A empresa informa ainda que mantém diálogo contínuo com órgãos como o Ministério da Justiça e está “comprometida em expandir a colaboração para outras autoridades, incluindo o Noad […] ódio e a violência não têm lugar em nossa plataforma”. Emojis relacionados a conteúdos neonazistas Como mostrou O GLOBO em março, o uso de emojis, siglas e códigos para mascarar diálogos extremistas entre jovens é presente no Discord. O tema ganhou destaque após ser retratado na série “Adolescence”, da Netflix. Os símbolos são usados com essa finalidade em comunidades da internet brasileira frequentadas por adolescentes. O uso de símbolos relacionados a conteúdos neonazistas foi identificado nas chamadas “panelas” do Discord, rede de comunicação que se popularizou no Brasil durante a pandemia. São grupos restritos, para compartilhamento de conteúdo violento, onde surgem símbolos como o “copo de leite” e os “dois raios”, referências a movimentos supremacistas brancos e à SS, a organização paramilitar da Alemanha nazista. Outra particularidade das “panelas” é a venda de pornografia infantil, identificada pelo emoji de um pirulito — ou lolly, em inglês, em referência ao romance Lolita, de Vladimir Nabokov. Por vezes, os usuários são adolescentes vendendo o próprio conteúdo erótico. A plataforma informou ainda que realiza denúncias proativas de comunidades como as “panelas” e que essas ações já resultaram em prisões confirmadas e evitaram a concretização de crimes. “A equipe de Segurança também adota medidas adicionais com base em tendências observadas na plataforma ou em informações recebidas de fontes externas”, diz texto do Discord.
Cientistas “recriam” o extinto lobo-terrível de “Game of Thrones”
Por mais de uma década, a ciência tem se debruçado sobre a ousada ideia de trazer de volta espécies extintas — processo conhecido como desextinção. Agora, a startup de biotecnologia Colossal Biosciences, dos Estados Unidos, afirma ter dado um passo histórico nesse caminho: três filhotes geneticamente modificados nasceram com características marcantes do lendário lobo-terrível (Aenocyon dirus), extinto há cerca de 13 mil anos. Batizados de Romulus, Remus e Khaleesi, os animais foram gerados a partir da edição genética de lobos-cinzentos modernos. Com base em DNA extraído de fósseis milenares, os cientistas alteraram cerca de 20 genes específicos, responsáveis por características como porte maior, pelagem clara e densa, e mandíbulas robustas — traços típicos dos lobos-terríveis. O feito, segundo a empresa, é o primeiro caso bem-sucedido de desextinção funcional. “Estamos criando cópias funcionais de algo que já viveu”, afirmou Beth Shapiro, diretora científica da Colossal. Os filhotes estão sendo acompanhados em cativeiro, em uma área privada nos Estados Unidos, e não há previsão de soltura na natureza. A Colossal afirma que, além do valor simbólico e científico, a pesquisa pode beneficiar espécies ameaçadas, como o lobo-vermelho, hoje criticamente em risco. Criação ou reinterpretação? Especialistas questionam Apesar do entusiasmo em torno do anúncio, parte da comunidade científica tem recebido o feito com ceticismo. Especialistas alertam que os filhotes não podem ser considerados verdadeiros lobos-terríveis — mas sim lobos-cinzentos levemente modificados. “O lobo-terrível está em um gênero completamente diferente dos lobos-cinzentos”, explica o paleogeneticista Nic Rawlence, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. “São animais com algumas características físicas da espécie extinta, mas continuam sendo híbridos.” O professor Corey Bradshaw, da Universidade Flinders (Austrália), também é cético: “Se não foi feita a recriação completa do genoma, não podemos falar em desextinção real. É uma modificação, não uma ressurreição”. Outro ponto de crítica é a ausência de publicação científica revisada por pares. Até agora, os dados divulgados pela Colossal vieram de comunicados de imprensa e reportagens, mas não passaram pela validação formal da comunidade científica. E os lobos de “Game of Thrones”? O quanto eram reais? A série Game of Thrones ajudou a eternizar o imaginário do lobo-terrível ao apresentar criaturas gigantescas, leais e assustadoras. Mas o quanto os lobos de Jon Snow e companhia se aproximam da espécie extinta? Na vida real, os lobos-terríveis eram de fato maiores que os lobos-cinzentos atuais, chegando a pesar cerca de 70 kg e com estrutura óssea mais robusta. Habitavam a América do Norte durante o Pleistoceno e caçavam grandes presas como cavalos e bisões. Porém, ao contrário da imagem da série, não eram tão diferentes visualmente de um lobo comum, e muito menos domesticáveis. Na série, os “lobos-terríveis” foram representados por cães da raça Northern Inuit e depois aumentados digitalmente. O visual foi pensado para ser imponente e simbólico — mas não corresponde exatamente ao animal que viveu na era do gelo. Entre ciência, ficção e bioética A iniciativa da Colossal, que também planeja ressuscitar mamutes-lanosos e já criou camundongos com genes de mamute, levanta não apenas debates científicos, mas também éticos e ambientais. Se os lobos-terríveis voltassem à natureza, encontrariam um ecossistema completamente diferente daquele em que evoluíram. Além disso, o risco de impactos em espécies atuais e de desequilíbrios ecológicos é uma preocupação recorrente. Enquanto parte do público vibra com o avanço tecnológico — e as referências a Jurassic Park se multiplicam nas redes sociais —, cientistas pedem cautela. Como destacou Bradshaw: “Grandes feitos exigem grandes provas. E, até agora, ainda estamos mais no campo da promessa do que da realidade”.
19ª Maratona Kids incentiva estilo de vida saudável para Crianças
Com o foco na saúde e qualidade de vida infantil, o Studio 5 Shopping recebe neste domingo, 13/04, a 19ª Maratona Kids. O evento acontece às 16h30 nas dependências do centro de compras e deve reunir cerca de 400 crianças, de 1 a 14 anos. As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo WhatsApp: (92) 98124-0910. A programação também foca na inclusão social, permitindo a participação de crianças com Autismo, TDAH, TOD, Síndrome de Down e outros transtornos, garantindo que todas possam vivenciar a brincadeira e a atividade física de forma acessível e adaptada. Com o tema “Exercitar através do brincar!”, a Maratona Kids propõe uma abordagem lúdica e dinâmica da atividade física, estimulando as crianças a se envolverem de maneira divertida e ativa. Uma série de atrações estão programadas para acontecer como: a corrida infantil, apresentações do grupo de capoeira ‘Nativos’, a presença do Coelhinho da Páscoa, oficinas interativas, pintura facial e uma blitz da saúde, pensada para proporcionar um ambiente saudável, alegre e acolhedor para as crianças e suas famílias. Luana Cavalcante, coordenadora de marketing do Studio 5 Shopping, reforça a importância da ação afirmando que um dos objetivos da ação é ressaltar a promoção de um estilo de vida saudável desde a infância visando uma vida adulta mais equilibrada. “Estamos felizes em receber a 19ª edição da Maratona Kids e esperamos que esse evento seja uma oportunidade única para as crianças se divertirem, aprenderem sobre saúde e bem-estar, e se conectarem com as famílias em atividades de lazer e esporte..” Para garantir a participação com conforto e segurança, os responsáveis devem providenciar roupas leves e adequadas para atividades físicas, tênis apropriados, garrafinhas de água, protetor solar, boné ou chapéu, e, caso necessário, alimentos ou medicações específicas. Mais informações sobre inscrições, valores e kits podem ser conferidas no instagram @maratonakidsoficial ou pelo WhatsApp (92) 98124-0910.
Piratas utilizam drones para atacar embarcações e roubar combustíveis em rios no Amazonas
A pirataria fluvial no Amazonas alcançou um novo patamar de sofisticação tecnológica. Criminosos que atuam nos rios da região estão utilizando drones para monitorar embarcações, especialmente balsas que transportam combustíveis, principal alvo das quadrilhas. A denúncia foi feita por Galdino Alencar, presidente do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas), durante o Fórum Segurança nas Operações Aquaviárias no Norte do Brasil, realizado em Manaus, em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). “Nos últimos meses estamos recebendo cada vez mais esta notificação das tripulações. É mais um problema que temos que enfrentar, uma vez que os piratas estão utilizando vários drones simultaneamente para inspecionar as balsas, a carga transportada e ameaçar os tripulantes, inclusive no período noturno”, declarou Galdino. Segundo ele, os bandidos combinam o uso de aeronaves não tripuladas com armamento pesado e barcos de alta velocidade para abordar as embarcações e render as tripulações. Embora Galdino não tenha especificado o número de ataques registrados em 2024 ou no primeiro trimestre deste ano com o uso de drones, dados do Sindarma revelam a gravidade do problema em anos recentes. Entre outubro de 2020 e dezembro de 2023, piratas roubaram 7,7 milhões de litros de combustíveis, gerando um prejuízo de R$ 48 milhões. Nesse período, os ataques cresceram 105% em comparação com anos anteriores. Apenas nos três primeiros meses de 2025, foram subtraídos 4 milhões de litros, segundo informações apresentadas em reunião do governo federal no início de abril. Medidas de defesa e conflitos constantes Diante da escalada da violência, as empresas transportadoras, com apoio das distribuidoras de combustível, adotaram escoltas armadas privadas para proteger as balsas. “Desde que as transportadoras, com apoio das distribuidoras de combustível, implantaram as escoltas armadas privadas para acompanhar as embarcações, o sucesso das quadrilhas foi reduzido drasticamente, mas isso não significa que as tentativas e ameaças acabaram. As trocas de tiros são quase diárias e agora com o uso dos drones, a situação fica mais complicada”, explicou Galdino. Os confrontos frequentes evidenciam a ousadia dos piratas, que não hesitam em usar táticas violentas, incluindo espancamentos de tripulantes, conforme relatado por autoridades. Além disso, a presença de dragas de garimpo ilegal no Rio Madeira agrava o cenário. “Estimativas apontam que apenas no Madeira existam duas mil dragas em operação neste momento e a maioria em situação irregular. Algumas posicionadas no canal de navegação”, destacou o presidente do Sindarma, apontando mais um obstáculo à segurança do transporte aquaviário. Resposta legislativa e mobilização federal A crescente ameaça da pirataria fluvial mobilizou o poder público. Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Saullo Vianna (AM) apresentou o Projeto de Lei 2190/24, que propõe aumentar de 30% a 50% a pena para roubos de cargas transportadas por rios e lagos. Atualmente, esse crime prevê prisão de quatro a dez anos e multa, mas, se aprovado, o tempo máximo de reclusão pode chegar a 13 anos. O projeto aguarda análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania antes de seguir ao plenário. Enquanto isso, o governo federal também entrou em ação. No dia 2 de abril, representantes dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e de Portos e Aeroportos reuniram-se em Brasília para estruturar um programa de segurança nos rios da Região Norte. Dados apresentados no encontro estimam que o prejuízo anual causado por furtos e roubos de cargas em rios amazonenses alcance R$ 100 milhões. O secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, defendeu a ampliação do papel das forças federais no combate ao crime nas hidrovias. “Isso inclui o patrulhamento das hidrovias do nosso país, que servem, muitas vezes, de porta de entrada para os mais diversos crimes”, afirmou. A proposta prevê maior atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de integração entre tecnologia, segurança e concessões hidroviárias. Um futuro seguro para os rios? A combinação de drones, violência armada e garimpo ilegal transformou os rios do Amazonas em palco de uma guerra logística. Para o setor produtivo e as comunidades que dependem do transporte fluvial, a expectativa é que as medidas em curso — do reforço policial à modernização das hidrovias — tragam segurança e eficiência. Enquanto isso, tripulações e empresas seguem em alerta, enfrentando diariamente os piratas que dominam as águas com tecnologia e ousadia.
Dia do Jornalista: a responsabilidade de Informar em um mundo de desinformação
O dia 7 de abril marca o Dia do Jornalista no Brasil, uma data para lembrar, valorizar e, acima de tudo, refletir sobre a importância do jornalismo na construção de uma sociedade mais justa, informada e democrática. A escolha da data não é aleatória: ela homenageia Giovanni Battista Líbero Badaró, médico e jornalista italiano radicado no Brasil, assassinado em 1830 por suas ideias liberais e críticas ao autoritarismo. Seu assassinato causou grande comoção e se tornou símbolo da luta pela liberdade de imprensa no país. Desde então, o jornalismo brasileiro percorreu um longo caminho — enfrentando censuras, regimes autoritários, perseguições políticas e, mais recentemente, uma onda massiva de desinformação que ameaça não só a credibilidade da profissão, mas também a própria noção de verdade. Do papel impresso ao digital, o compromisso com a verdade permanece Se no passado o jornalista era aquele que ia às ruas, bloco e gravador na mão, hoje ele navega entre redes sociais, bancos de dados, ferramentas de checagem e inteligência artificial. A tecnologia transformou a forma de produzir e consumir notícias, mas o essencial permanece: o compromisso ético com a verdade, a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilidade com o impacto da informação publicada. Com a popularização da internet e o acesso facilitado às redes sociais, todos passaram a poder publicar, opinar e compartilhar informações. Isso democratizou a comunicação, mas também abriu caminho para a explosão das fake news, muitas vezes impulsionadas por interesses políticos, econômicos ou ideológicos. Nesse cenário, o jornalista se torna uma figura ainda mais central: ele é o filtro necessário entre o público e a avalanche de informações diárias. Jornalista: entre a pressão do tempo e a urgência da verdade A profissão, no entanto, não está isenta de desafios. Além da desvalorização em muitos setores, jornalistas enfrentam ameaças, campanhas de descredibilização, discursos de ódio e a constante pressão para produzir conteúdo em tempo real. Mesmo assim, seguem firmes, atuando como guardiões da informação de qualidade, desmentindo boatos, checando fatos e oferecendo ao público a chance de formar opiniões baseadas em dados reais — e não em narrativas distorcidas. O jornalismo profissional, com sua metodologia, ética e responsabilidade social, é uma das principais ferramentas no combate à desinformação. Por isso, ao celebrarmos o Dia do Jornalista, celebramos também a defesa da democracia, da liberdade de expressão e do direito do cidadão à informação confiável. Valorizar o jornalista é valorizar a verdade Em tempos de dúvidas, polarizações e incertezas, o trabalho do jornalista é ainda mais essencial. Ele não é apenas o mensageiro das notícias, mas também um fiscal da realidade, que ajuda a manter a sociedade informada, crítica e ativa. Hoje, mais do que parabenizar os profissionais da notícia, é hora de reafirmar seu papel indispensável no Brasil e no mundo. Porque onde há jornalismo sério, há democracia. E onde há democracia, há esperança.
Cinco chapas disputam eleições da Ufam nesta segunda-feira
Disputam a reitoria da Ufam: Adriana Malheiro (chapa 04) , Allan Rodrigues (chapa 23), Marcos Freitas (chapa 25), Tanara Lauschner (chapa 57) e Therezinha Fraxe (chapa 35) (Foto: Junio Matos) Estudantes, professores e técnicos-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) escolhem na próxima segunda-feira quem querem que seja o novo reitor ou reitora da instituição para os próximos quatro anos. Cinco chapas disputam a eleição que já é considerada uma das mais concorridas dos últimos anos. A consulta à comunidade acontecerá das 8h às 20h, por meio de uma plataforma on-line que permite somente um voto individual. O resultado é esperado em até uma hora após o fim da votação. Segundo a Associação dos Docentes da Ufam (Adua), 37.088 docentes, técnicos-administrativos e alunos matriculados poderão votar. O número também inclui servidores aposentados. Os candidatos à reitoria são, por ordem alfabética: Adriana Malheiro e Plínio Monteiro (chapa 04); Allan Rodrigues e Victor Lamarão (chapa 23); Marcos Freitas e Armando Júnior (chapa 25); Tanara Lauschner e Geone Maia (chapa 57); e Therezinha Fraxe e Sérgio Freire (chapa 35). Fraxe e Sérgio Freire (chapa 35). Se nenhuma das chapas alcançar mais da metade dos votos do pleito neste primeiro momento, haverá segundo turno com as duas duplas mais votadas. O novo dia de consulta à comunidade está marcado para 14 de abril. A decisão final sobre quem será a nova reitora ou reitor é do presidente da República, conforme a Constituição Federal. No entanto, é comum que o nome mais votado pela comunidade seja considerado. CAMPANHA A existência de cinco chapas — ao contrário do mais comum, três — foi algo que marcou este pleito. Outro ponto que agora está vencido, mas ainda gerou debates no início da campanha, é o fato de a eleição acontecer por um sistema on-line, não por urna eletrônica, como defendia a maioria dos candidatos. A decisão partiu da comissão de consulta à comunidade, formada em dezembro pelo atual reitor, Sylvio Puga. Cada uma das duplas que concorre ao cargo máximo na reitoria representa diferentes grupos políticos de professores e técnicos da Ufam. Dentre os principais assuntos abordados nesta eleição, estavam problemas crônicos da universidade: falta de infraestrutura adequada, limitações orçamentárias e a ausência de maior descentralização da gestão, com um olhar especial para as unidades do interior do estado. A maior parte da campanha das chapas foi composta por visitas a unidades da Ufam em Manaus e no interior, com apresentação de propostas e compromissos firmados junto a discentes, docentes e técnicos- -administrativos. Um ponto alto foi o debate ocorrido no dia 21 de março, na Ufam em Manaus, quando as duplas se enfrentaram em discussões acaloradas sobre problemas da universidade. O auditório Eulálio Chaves lotou de apoiadores das chapas. Fim da bonificação O novo reitor ou reitora da Ufam precisará lidar com um desafio recentemente imposto. ´É o fim da bonificação de 20% para estudantes amazonenses no Sistema Seletivo Unificado (Sisu), que utiliza notas do Enem para ofertar vagas em universidades. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a política era inconstitucional. Todos os candidatos concordam que os estudantes do Amazonas enfrentam desigualdades regionais em comparação a alunos do sudeste, por exemplo, e propõem debates que devem ser feitos pela nova reitoria. As ideias variam desde fortalecer processos locais, como o PSC (para alunos do ensino médio), aumentando as vagas, até retirar cursos com alta demanda no Sisu, como medicina, e realizar vestibulares únicos. Interior cobra descentralização da gestão Uma cobrança histórica de membros da comunidade da Ufam no interior do Amazonas é a maior descentralização da gestão. A universidade possui campi em cinco municípios: Itacoatiara, Parintins, Benjamin Constant,Coari e Humaitá. Já há autorização federal e recurso para ser construída a sexta unidade, em São Gabriel da Cachoeira. A professora Adriana Malheiro propõe um modelo de gestão administrativa e financeira descentralizada. Parte da ideia é criar subprefeituras que consigam ter um olhar mais direcionado para problemas específicos de campi no interior. Outro plano é instituir canais de escuta para receber demandas. Projeto similar é pensado pelo professor Allan Rodrigues, que propõe garantir autonomia administrativa, financeira e acadêmica para as unidades do interior. Ele também almeja ter maior presença de docentes e técnicos do interior em cargos de gestão, como nas pró-reitorias, e criação de uma pró-reitoria de interiorização. Unidades carecem de melhorias Outro problema histórico da universidade é a falta de infraestrutura adequada nos campi de Manaus e do interior. Na avaliação dos candidatos, parte disso se deve ao fato de a instituição ser centenária e ter crescido muito ao longo das últimas décadas. É como entende o professor Sérgio Freire, que defende o soterramento da rede elétrica para reduzir as quedas de energia ocasionadas pela queda de árvores. Além desse projeto, presente em outras chapas, há candidatos que também defendem a instalação de subestações de energia dentro do campi em Manaus, para conferir maior segurança energética. Essa é a defesa do professor Marcos Freitas, por exemplo. A candidata Tanara Lauschner ressalta que uma parte considerável de ter uma boa infraestrutura é solucionar problemas de falta de gestão. Para ela, é importante revisar contratos de manutenção e cobrar a finalização de obras paradas ou em ritmo lento em Manaus e no interior. Orçamento de R$ 960 milhões Após assumir o cargo, o novo reitor ou reitora da Ufam precisará lidar com um orçamento de pouco mais de R$ 960 milhões. Embora seja um valor expressivo, mais de 80% do montante é limitado à folha de pagamento, um gasto obrigatório. O restante é para contratos de manutenção e um percentual de cerca de 1% é, de fato, para investimentos. Consultados pela reportagem, todos os candidatos defenderam a busca por recursos extra orçamentários para colocar em prática seus projetos de mudança para a universidade. Para conhecer todas as propostas de cada um, acesse os canais oficiais das chapas, indicados ao fim desta reportagem. Um exemplo de projetos é o plano de gestão da professora Adriana Malheiro, que pretende instituir um Conselho Gestor da Ufam para discutir a distribuição
Whindersson Nunes volta aos palcos após internação psiquiátrica
Whindersson Nunes fez sua primeira aparição pública após passar mais de um mês internado em uma clínica psiquiátrica. O humorista subiu ao palco no último domingo, 6, em São Paulo, para apresentar o espetáculo “Isso Definitivamente Não é um Culto”, uma nova versão do show de sucesso que percorreu o Brasil em 2023. Na chegada ao teatro, Whindersson esbanjou simpatia, acenando para fotógrafos e fãs que aguardavam por seu retorno. Durante a apresentação, ele abordou com leveza e bom humor temas como o fim do mundo, religião, redes sociais e dilemas contemporâneos — além de fazer menções sutis e emocionadas à sua internação, arrancando risos e aplausos da plateia. Com uma agenda cheia, o comediante terá mais oito sessões do espetáculo em São Paulo, passará por Campinas e, em maio, embarca em uma turnê internacional. Em apenas nove dias, ele se apresentará em Portugal, Irlanda, Inglaterra, Suíça e Alemanha. Whindersson foi internado voluntariamente em fevereiro deste ano, após anunciar que precisava cuidar da saúde mental. A decisão foi compartilhada pela sua equipe em uma nota oficial, destacando o afastamento temporário dos holofotes. Agora, com alta médica e um novo projeto em mãos, o humorista retoma sua carreira e rotina de shows.
Prefeito David Almeida celebra um ano do mirante Lúcia Almeida
O prefeito de Manaus, David Almeida, celebrou, neste sábado, 5/4, o primeiro aniversário de entrega do mirante Lúcia Almeida, um dos maiores símbolos da transformação urbana e turística do centro histórico da capital amazonense. Localizado no largo da ilha de São Vicente e integrado ao casarão Thiago de Mello e ao píer Manaus 355, o mirante se consolidou como novo cartão-postal da cidade, atraindo moradores e visitantes de diversas partes do mundo, especialmente durante a temporada de cruzeiros. “São quatro obras em uma. Um ano atrás, esta área era um prédio abandonado, degradado. Hoje, é um dos pontos mais importantes do turismo de Manaus, com mais de 250 mil visitantes neste primeiro ano. Estamos mostrando Manaus de frente para o rio, como ela merece ser vista”, destacou o prefeito. A programação especial de aniversário contou com exposições, apresentações musicais, feira de artesanato, gastronomia e uma queima de fogos de baixo ruído, além da presença de centenas de lanchas atracadas no píer 355, que se tornaram parte do espetáculo do pôr do sol amazônico. O evento foi organizado pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), que celebrou o impacto positivo do equipamento na economia criativa da cidade. “Aqui temos espaços dedicados à arte, à música, ao artesanato, ao lazer e à gastronomia. O mirante é um polo cultural e de geração de renda para os nossos artistas e empreendedores”, reforçou o diretor-presidente da ManausCult, Jender Lobato. Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Carlos Valente, o empreendimento representa uma mudança histórica na relação da cidade com o rio. “Antes, era um lugar que ninguém queria visitar. Hoje, estamos recebendo quase 5 mil pessoas em um sábado, com cultura popular, barcos festejando, famílias inteiras aproveitando esse espaço que virou referência turística nacional”, afirmou. Durante o evento, a exposição dos fotógrafos da prefeitura também foi destaque. “São profissionais que vivem o cotidiano da cidade e registram com sensibilidade os empreendimentos que estamos entregando. Eles captaram a grandiosidade dessa transformação em suas lentes”, declarou David Almeida. A homenagem in memorian a Lúcia Almeida, que dá nome ao mirante, também emocionou o público. Irene Melo Ferreira, mãe de Lúcia, destacou o impacto do espaço para a cidade. “É uma homenagem linda. Manaus precisava disso. É um lugar que chama pela beleza natural e vai atrair ainda mais turistas”, disse. A artesã Rúbia Rodrigues, que expõe no mirante, comemorou o fortalecimento da economia criativa local. “As vendas são maravilhosas. A gente tem a chance de mostrar a nossa arte, nossa floresta, nossos rios. É um espaço que valoriza o artesanato e dá visibilidade ao nosso trabalho”, celebrou. A moradora Rosemary Soares sintetizou o sentimento do público. “É uma ótima opção de lazer, maravilhosa para a família. Há muito tempo não tínhamos nada assim no Centro. O prefeito está de parabéns”. O mirante Lúcia Almeida é mais que um ponto turístico. É símbolo de um novo tempo para Manaus. E, segundo o prefeito, vem mais novidades por aí. “Aguardem! Em breve, vamos ter o nosso aquário aqui no entorno. Estamos apenas começando”, finalizou David Almeida.
Mulheres recebem 20% a menos que homens no Brasil
As mulheres brasileiras receberam salários, em média, 20,9% menores do que os homens em 2024 em mais de 53 mil estabelecimentos pesquisados com 100 ou mais empregados. A diferença salarial se manteve praticamente estável em relação à 2023, quando foi registrado que as mulheres recebiam 20,7% a menos que os homens. Em 2022, as mulheres recebiam 19,4% a menos. “Na remuneração média, os homens ganham R$ 4.745,53, enquanto as mulheres ganham R$ 3.755,01. Quando se trata de mulheres negras, o salário médio vai para R$ 2.864,39”, diz o 3ª Relatório de Transparência Salarial e Igualdade Salarial. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (7) pelos ministérios da Mulher e do Trabalho e Emprego (MTE). Foram analisados, ao todo, 19 milhões de empregos, um milhão a mais que no relatório de 2023. Em relação às mulheres negras, a média salarial é 52,5% menor que a dos homens não negros. Em 2023, mulheres negras recebiam 49,7% a menos que os homens não negros. Alta gestão Nos cargos de alta gestão, de diretoras e gerentes, a diferença salarial é ainda maior, com mulheres recebendo 26,8% a menos que os homens. Se comparadas as mulheres com nível superior, a diferença em relação aos homens com mesmo nível de escolaridade é ainda maior, com mulheres com diplomas recebendo 31,5% a menos. A ministra da Mulher, Cida Gonçalvez, considerou que a desigualdade entre mulheres e homens persiste porque ainda é necessário que se sejam feitas mudanças estruturais na sociedade. “Desde a responsabilidade das mulheres pelo trabalho do cuidado à mentalidade de cada empresa, que precisa entender que ela só irá ganhar tendo mais mulheres compondo sua força de trabalho, e com salários maiores”, disse a ministra. Os estados como Acre, Santa Catarina, Paraná, Amapá, São Paulo e Distrito Federal foram os que registraram as menores desigualdades salariais. Mais mulheres no mercadoOs ministérios envolvidos na pesquisa destacaram como positivo o fato de ter caído o número de empresas com menos de 10% de mulheres negras contratadas, de 21,6 mil para 20,4 mil. “Houve um crescimento na participação das mulheres negras no mercado de trabalho. Eram 3,2 milhões de mulheres negras e passou para 3,8 milhões. Outra boa notícia é que aumentou o número de estabelecimentos em que a diferença é de até 5% nos salários médios e medianos para as mulheres e homens”, informaram as pastas. Desigualdade estável A porcentagem da massa de todos os rendimentos do trabalho das mulheres, entre 2015 e 2024, variou de 35,7% para 37,4%, segundo dados do MTE. A subsecretária de Estatísticas do Trabalho do MTE Paula Montagner avaliou que, apesar das mulheres estarem mais no mercado de trabalho, o rendimento delas se manteve estável entre 2015 e 2024. “Essa relativa estabilidade decorre das remunerações menores das mulheres, uma vez que o número delas no mercado de trabalho é crescente”, afirmou. O número de mulheres empregadas aumentou de 38,8 milhões em 2015 para 44,8 milhões em 2024, crescimento de mais de 6 milhões de vagas ocupadas por mulheres. O de homens empregados cresceu no mesmo período em 5,5 milhões, chegando a 53,5 milhões no ano passado. Caso as mulheres ganhassem igual aos homens na mesma função, R$ 95 bilhões teriam entrado na economia em 2024, apontou o relatório.
Paciente com acesso e soro na veia tenta fugir de hospital no interior do Amazonas
Um paciente, que não teve a identidade divulgada, tentou fugir do Hospital Geral José Mendes, no município de Itacoatiara, interior do Amazonas, com acesso e soro na veia. O momento da tentativa de fuga foi filmado por uma testemunha no domingo (6) e viralizou nas redes sociais. Nas imagens, o homem aparece desorientado, com uma camisa cobrindo a cabeça e segurando o suporte do soro, enquanto tenta deixar o hospital a pé. Pessoas que estavam no local alertaram o segurança da unidade, que conseguiu conter o paciente antes que ele deixasse o prédio. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, principalmente pela forma inusitada com que o homem tentou escapar do hospital, ainda em tratamento. O g1 questionou a Prefeitura de Itacoatiara para saber qual o estado de saúde do paciente e quais medidas serão tomadas para evitar novas falhas de segurança, mas até o fechamento desta reportagem não houve resposta.


