O evento tem entrada gratuita e reúne curtas e longas-metragens sobre meio ambiente, cultura e questões sociais, com foco no fortalecimento do cinema amazônico. A 2ª edição da ECOA – Mostra Socioambiental de Cinema de Manaus acontece neste sábado (23) e domingo (24) no Teatro Gebes Medeiros, localizado na avenida Eduardo Ribeiro, nº 937, Centro de Manaus. O evento tem entrada gratuita e reúne curtas e longas-metragens sobre meio ambiente, cultura e questões sociais, com foco no fortalecimento do cinema amazônico. A proposta é integrar cinema, arte e debates socioambientais, usando o audiovisual como ferramenta de reflexão e valorização cultural. Nesta edição, serão exibidos 29 filmes, entre produções nacionais e obras de realizadores amazonenses. As sessões acontecem no sábado (23) às 16h, 17h30 e 19h15; e no domingo (24) às 15h, 16h35 e 18h15. Após cada sessão, o público poderá participar de rodas de conversa com diretores e convidados. Entre os destaques estão os longas “Mato”, de Severino Neto, e “Xingu, Nosso Rio Sagrado”, de Angela Gomes. Também serão exibidos curtas que discutem memória, ancestralidade, meio ambiente e resistência dos povos amazônicos. Programação Sábado (23/5) Domingo (24/5) A mostra é organizada pela produtora Duplofilme e pela Organização OCA Amazônia, com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Arena Planeta Boi transforma Arena da Amazônia em palco cultural
A poucos dias de mais uma edição, o Arena Planeta Boi 2026 movimenta os bastidores da Arena da Amazônia. Marcado para o dia 30 de maio, o espetáculo chega ao quinto ano com estrutura ampliada e expectativa de público de cerca de 35 mil pessoas. Criado em 2022, o Arena Planeta Boi passou a atrair visitantes de diferentes regiões do país. O crescimento do evento acompanha o aumento da procura por experiências ligadas ao universo bovino antes do Festival de Parintins, atraindo visitantes interessados em vivenciar o clima da festa na capital amazonense. Durante visita técnica realizada nesta semana, a organização acompanhou o avanço da montagem da estrutura, que deve ocupar toda a arena. A proposta é transformar o espaço em um grande palco, com apresentações distribuídas em diferentes pontos, criando uma dinâmica que aproxima o público do espetáculo. Entre os momentos mais aguardados da programação está a recriação de manifestações tradicionais igadas aos bois, como o Boi de Rua e a Alvorada, reinterpretadas dentro da Arena da Amazônia por meio de intervenções cênicas, cortejos, performances coreográficas e efeitos especiais. Outro destaque da edição de 2026 será o encontro inédito entre diferentes linguagens musicais. Pela primeira vez, a Amazonas Jazz Band integra oficialmente a programação do evento, apresentando releituras de toadas com arranjos exclusivos assinados pelo maestro Ênio Prieto. O espetáculo contará ainda com a participação de vozes femininas consagradas do festival, como Márcia Siqueira e Julieta Câmara, pelo Garantido, além de Mara Lima e Paula Gomes, pelo Caprichoso. Já o grupo Bumba Beat aposta em versões contemporâneas de toadas tradicionais, criando uma ponte entre a musicalidade amazônica e novas sonoridades. Além do impacto cultural, o Arena Planeta Boi também movimenta setores ligados ao turismo, hotelaria, gastronomia e economia criativa em Manaus durante o período bovino. Com público vindo de diferentes regiões do país, o evento passou a integrar o calendário de experiências ligadas ao Festival de Parintins na capital amazonense, impulsionando a circulação de visitantes, marcas e negócios locais. Para esta edição, a produção aposta em uma estrutura ampliada, com cenografia temática, experiências sensoriais, espaços instagramáveis e áreas exclusivas de convivência na Arena da Amazônia. Amazônia como inspiração A ambientação do evento também será um dos pilares da experiência deste ano. O camarote da Amazon Best ganhará identidade própria inspirada na Ilha do Marapatá, referência histórica ligada à entrada fluvial de Manaus pelo Rio Amazonas. A proposta visual busca valorizar elementos amazônicos de maneira contemporânea, unindo vegetação cenográfica, iluminação artística e referências culturais da região em uma leitura sofisticada da estética nortista. Na quinta edição, o Arena Planeta Boi reafirma sua força como uma das maiores prévias do Festival de Parintins fora da ilha, reunindo cultura, música e tradição em Manaus.
Brahma transforma os tambores de Caprichoso e Garantido em arte e revela latas especiais para Parintins 2026
A marca da Ambev apresentou oficialmente as novas embalagens inspiradas na Marujada e na Batucada, reforçando sua conexão histórica com o Festival de Parintins e com as grandes paixões culturais do Brasil A temporada do boi-bumbá segue a todo vapor. Em um evento realizado nesta segunda-feira (18), no Restaurante Das Águas Cozinha Cabocla, em Manaus, Brahma revelou as novas latas temáticas do Festival de Parintins 2026 e deu início à contagem regressiva para uma das maiores celebrações culturais do país. Em sua 59ª edição, o Festival de Parintins acontece nos dias 26, 27 e 28 de junho, no Bumbódromo, reunindo milhares de pessoas na Ilha Tupinambarana em torno de uma tradição que atravessa gerações e transforma a cultura amazônica em um espetáculo conhecido mundialmente. Neste ano, Brahma escolheu homenagear dois dos elementos mais emblemáticos da arena: a Marujada de Guerra, do Boi Caprichoso, e a Batucada, do Boi Garantido. Responsáveis por conduzir o ritmo das apresentações e emocionar o público dentro e fora do Bumbódromo, essas duas potências rítmicas inspiram as ilustrações criadas novamente pelo artista amazonense Ronan Marinho para as novas embalagens da marca. As latas traduzem a vibração dos tambores, a força das toadas e a paixão que move o Festival. Em cada detalhe, a arte busca representar a emoção coletiva que toma conta de Parintins durante o espetáculo e transforma a cidade em um dos maiores símbolos de pertencimento cultural do Brasil. Durante o evento de lançamento, os convidados também puderam ter acesso à uma exposição especial que resgata parte da trajetória das marcas da Ambev no Festival de Parintins, reunindo latas de edições anteriores e revisitando momentos marcantes da presença das marcas na festa ao longo dos anos. “Parintins é uma das expressões culturais mais potentes do país e Brahma tem muito orgulho de fazer parte dessa história há mais de duas décadas. As latas carregam a conexão verdadeira da marca com a cultura popular, com os bois e com as pessoas que fazem essa festa acontecer”, afirma Felipe Cerchiari, diretor de Brahma.” Para Ronan Marinho, a criação das artes nasceu justamente da emoção provocada pelo som e pela energia da arena.“A Marujada e a Batucada têm uma força muito própria. Quando os tambores começam, o Festival inteiro ganha vida. A ideia foi transformar esse sentimento em imagem e levar um pouco dessa experiência para as latas”, destaca o artista.Os representantes do ritmo no Festival de Parintins, que representam cerca de 400 ritmistas em cada boi, não esconderam a alegria de serem homenageados nas latinhas de Brahma. “Ter a Batucada estampada na latinhas da Brahma, uma marca de tradição nacional, é reconhecer a importância da criação de mestre Lindolfo Monteverde. Depois do boi, a Batucada é o símbolo mais forte do Garantido. Ela é o coração do nosso boi”, disse o mestre da Batucada em Manaus, Francisnaldo Pinheiro. “É uma emoção gigantesca sermos reconhecidos por uma marca de grande renome nacional, especialmente homenageando a nossa amada Marujada de Guerra, que carrega o ritmo mais cadenciado do Norte. É um orgulho imenso estampar a lata da Brahma Caprichoso 2026”, declarou, emocionado, Caio Vinícius, mestre da Marujada de Guerra – Manaus. Ao longo dessa temporada, Brahma amplia sua presença entre Manaus e Parintins com ativações e experiências que acompanham o público durante todo o período do Festival. A marca também mantém tradições já aguardadas pelos torcedores, como o caminhão dourado, destinado ao boi campeão e ações especiais espalhadas pela cidade durante os dias de festa. Em um ano em que o Brasil também vive a expectativa da Copa do Mundo, Brahma reforça sua conexão com as grandes paixões populares do país e prepara ativações especiais em Manaus para celebrar a temporada. A cidade contará com bares parceiros transmitindo os jogos, além de experiências proprietárias da marca, como a Rua Nº 1, com arquibancadas e telões espalhados pela cidade em choperias e em bares conectando o clima do futebol à energia coletiva que também faz parte da cultura brasileira. Com mais um ano ao lado de Caprichoso e Garantido, Brahma reafirma seu compromisso com a valorização da cultura brasileira e com iniciativas que ajudam a ampliar a visibilidade da Amazônia para o Brasil e para o mundo. Fotos: Daniel Brandão
Faltam 20 dias: Arena Planeta Boi 2026 chega à Arena da Amazônia
A Arena da Amazônia recebe no dia 30 de maio o Arena Planeta Boi 2026, prévia do Festival de Parintins. O evento, um dos mais esperados pelos torcedores azulados e encarnados, acontece em Manaus e marca a contagem regressiva para a temporada bovina. A programação segue até o amanhecer, com apresentações dos bois-bumbás e seus itens oficiais. O público também vai acompanhar shows e intervenções artísticas que recriam o clima do Festival de Parintins dentro da arena. Os ingressos estão à venda no site da Bilheteria Digital, nas centrais Oba Ingressos dos shoppings Millennium e Manauara, e nas lojas da Amazon Best em Manaus e Parintins. A Pista Dabacuri dá acesso às arquibancadas e ao gramado, além de contar com bares, praça de alimentação, feira criativa e banheiros. A Área VIP Cunhã Poranga oferece espaço mais próximo ao palco, com visão privilegiada das apresentações e estrutura exclusiva. A Cadeira Especial Amo do Boi foi pensada para quem deseja acompanhar o evento com mais conforto e vista diferenciada da arena. No Camarote Amazon Best, o público terá acesso a open bar, open food com sabores regionais, lounges, espaço de beleza, acesso ao gramado e camisa exclusiva do setor.
Rio Preto da Eva: alunos conquistam medalha de Ouro na Olimpíada Internacional de Matemática na França
A educação de Rio Preto da Eva alcançou um marco histórico com a conquista da medalha de Ouro na Grande Finale da Olimpíada Internacional de Matemática, realizada em Salon de Provence, na França. Os estudantes Tabita Paixão, Sara Rihanna, Eskenaz Yamara e Luan Serrão representaram o município e se destacaram entre participantes do Brasil e da França. A prova foi realizada nesta quarta-feira (6), às 13h30 no horário local da França (7h30 em Rio Preto da Eva), com duração de duas horas. Os quatro alunos realizaram a avaliação em conjunto, evidenciando não apenas domínio do conteúdo, mas também trabalho em equipe, foco e alto nível de preparação. Um dos grandes destaques dessa conquista é que apenas duas escolas do Brasil alcançaram a medalha de ouro na competição, sendo uma delas a Escola Municipal Alegria de Saber, onde os estudantes estudam, elevando ainda mais o nome do município no cenário educacional. O resultado reflete o compromisso com a qualidade do ensino na rede municipal, fruto de investimentos, incentivo à aprendizagem e dedicação de alunos e educadores. A conquista internacional reforça o potencial da educação municipal de Rio Preto da Eva e demonstra que, com apoio e oportunidades, é possível alcançar resultados de destaque no cenário internacional. Mais do que a medalha, a vitória simboliza o poder transformador da educação e fortalece o orgulho de todo o município. Rio Preto da Eva celebra essa conquista histórica, que passa a integrar, com destaque, a trajetória de avanços da educação local. Texto: Aline Barbosa
Sebastião Júnior e Prince unem as duas nações no ‘Arena Planeta Boi 2026’ em Manaus
Sebastião Júnior e Prince unem as duas nações no ‘Arena Planeta Boi 2026’ em Manaus, no dia 30 de maio. O evento ocorre na Arena da Amazônia, com abertura dos portões 20h. Os ingressos estão à venda. A dupla se apresenta às 2h50 em um formato de “dobradinha”, promovendo a integração das torcidas logo após as apresentações oficiais de cada bumbá. SINERGIA NO PALCO A dinâmica da apresentação foi pensada para manter o engajamento do público com uma sequência ininterrupta de toadas. De acordo com Sebastião Junior, a proposta é celebrar o momento unindo os torcedores das duas nações no encerramento do evento. “Vou estar junto com o Prince fazendo essa dobradinha de repertório. Eu canto as do Garantido e ele as do Caprichoso, interagindo e brincando com a galera. Esse momento será muito especial porque, após os bois se apresentarem individualmente, nós subimos no palco para unir as duas nações”, explica Sebastião. EXPECTATIVA Prince destaca que o foco do show será o dinamismo e a proximidade com as galeras, garantindo a energia até o último minuto da programação. “Vamos fazer uma apresentação bem dinâmica, com bastante rotatividade no palco e toadas que fazem a galera vibrar. Estamos ansiosos por esse ‘after’, que vai colocar todo mundo para dançar”, afirma. Diante disso, ele projeta o evento como a oportunidade ideal para o público de Manaus antecipar a experiência da Ilha na capital. “Quem não for a Parintins terá aqui a chance de viver de perto os itens do festival, o meu Boi Caprichoso e o Boi contrário”, finaliza. PROGRAMAÇÃO INGRESSOS Os ingressos podem ser adquiridos em pontos presenciais e na internet. A venda presencial ocorre Centrais Oba Ingressos, localizadas nos ShoppingsMillennium e Manauara. Na internet, a venda é feita no site Bilheteriadigital.com, neste link direto. As entradas também, podem ser obtidas a partir das 9h, na Sede Amazon Best na Rua Nova Prata, nº 225, Vieiralves, e na Amazon Best Parintins, na Rua Vieira Júnior, 1688, Centro. SERVIÇO Evento: ‘Arena Planeta Boi 2026’ em ManausData: 30 de maio de 2026Local: Arena da AmazôniaHorário: abertura dos portões 20hEntrada: ingressos à venda no site nas Centrais Oba Ingresso e no da Bilheteriadigital.com, neste link diretoInformações: no Instagram @planeta.boi e @amazon.best
Violência contra mulheres indígenas cresce 411% no Norte
Em uma década, a violência contra mulheres indígenas mais que triplicou no Brasil, na região Norte, o aumento foi de 411% entre 2014 e 2023. Diante do cenário de vulnerabilidade e violação de direitos, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) intensificou a atuação na capital e no interior para ampliar o acesso à justiça e garantir a proteção de mulheres e meninas indígenas em situação de violência. No início deste mês, um pacote de leis voltado à proteção das mulheres foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com medidas que estabelecem penas mais rígidas para agressores e a criação do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas. Em todo o estado, a Defensoria, por meio do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) e o Núcleo de Defesa dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Defensoria (Nudcit) atuam na prevenção e combate de casos de violência contra as mulheres, sobretudo indígenas, que vivem em regiões mais isoladas do Amazonas. “Em março, lançamos, em parceria com o Coletivo de Mulheres Indígenas Javari Vale da Arte, uma cartilha sobre direitos da mulher indígena, abordando violência obstétrica, de gênero e informando sobre direitos sociais e previdenciários. Reforçamos também os equipamentos públicos que podem oferecer ajuda em caso de violação desses direitos, entre eles, a Defensoria Pública”, destaca a defensora pública e coordenadora do Nudcit, Daniele Fernandes. Além do lançamento da cartilha, em Atalaia do Norte (distante 1.138 quilômetros de Manaus), a Defensoria também acompanha os casos de denúncias que chegam ao Nudem, coordenado pela defensora pública Caroline Braz. De acordo com a titular do núcleo, as violências que mais atingem as mulheres são psicológicas, sexuais e físicas, com um agravo maior para mulheres indígenas. Por conta da particularidade geográfica onde muitas vivem, o acesso é dificultado e elas ficam mais vulneráveis a sofrerem sem poder denunciar. “É muito importante que essa problemática tenha visibilidade para que as políticas públicas de proteção sejam fortalecidas não só aqui no Amazonas, mas em todo o Brasil. Muitas dessas violências sofridas por mulheres indígenas ocorrem em regiões isoladas, o que dificulta a investigação e as devidas punições”, pontua a defensora pública. Violência em números e o problema da subnotificação De acordo com um levantamento feito pelo coletivo Gênero e Número, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, entre 2014 e 2023 o registro de casos de violência contra mulheres indígenas aumentou 411% na região Norte. Durante o Acampamento Terra Livre (ATL), realizado no início de abril, em Brasília, lideranças indígenas da Amazônia Brasileira denunciaram casos de violência e lançaram um documento, intitulado “Território seguro para mulheres indígenas”. Nele, foi destacado a falta de acolhimento durante as denúncias e a necessidade de fortalecer as políticas públicas de proteção. O protesto das lideranças vai de encontro a outro problema no Brasil: a subnotificação dos casos e a falta de capacitação durante os atendimentos de denúncias feitas por mulheres indígenas. Para além das barreiras geográficas, os desafios linguísticos também contribuem para a falta de formalização das notificações. Atualmente, o Projeto de Lei (PL) 4.381/23 está em tramitação no Senado e visa estabelecer medidas a serem adotadas pelas delegacias de polícia e demais órgãos de Justiça e de Segurança Pública para atendimento de mulheres indígenas vítimas de violência doméstica e familiar. O PL integra os esforços feitos no legislativo, nos últimos anos, para garantir a segurança deste público. Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aponta que o número de mortes violentas de mulheres e meninas indígenas aumentou 500% nas últimas duas décadas. O levantamento foi feito com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e destacou a faixa etária de 15 a 29 anos como a mais impactada, totalizando 40,4% dos homicídios, sugerindo uma vulnerabilidade particular das mulheres indígenas, meninas e jovens adultas. Como e onde buscar ajuda No Amazonas, mulheres vítimas de qualquer tipo de violência podem procurar as delegacias da capital e interior. O registro do Boletim de Ocorrência (B.O) é um passo importante para formalizar a denúncia e ativar a rede de proteção necessária. O Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) também está à disposição e pode ser acionado, mesmo sem a formalização da queixa. Nessa situação, a equipe fica responsável por orientar os procedimentos legais e acompanhar o caso. O Nudem fica localizado na Avenida André Araújo, nº 7, bairro Adrianópolis, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. O agendamento pode ser feito pelo site defensoria.am.def.br e pelo WhatsApp da Defensoria (92) 98559-1599. O Governo Federal também disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher, por meio do 180, para fornecer informações sobre os direitos e garantias das mulheres em situação de violência e informar locais e contatos dos serviços mais próximos e apropriados para cada caso. No 180, a equipe também pode registrar e encaminhar denúncias de violência aos órgãos competentes. Já para casos mais urgentes, a população pode ligar para o 190, número de denúncia da Polícia Militar.
Bumbá Beat estreia no Arena Planeta Boi com toadas antológicas de Caprichoso e Garantido
Releituras de clássicos dos anos 90 ganham novos arranjos com timbres eletrônicos da música pop internacional, criando uma atmosfera entre nostalgia e modernidade O Arena Planeta Boi 2026 recebe, pela primeira vez, o projeto Bumbá Beat, que chega à Arena da Amazônia com uma proposta que conecta tradição e contemporaneidade ao reinterpretar clássicos do boi-bumbá com influências da música eletrônica e do pop. Idealizado pelos artistas amazonenses Viktor Judah, Pedro Kanan e João Serrão, o grupo faz sua estreia oficial no evento a convite de Valdo Garcia, idealizador do Arena Planeta Boi. A apresentação marca não apenas o primeiro show do projeto, mas também a realização de subir ao palco de um dos principais eventos que antecedem o Festival de Parintins. Conhecido pelas releituras de toadas do Boi Caprichoso, o Bumbá Beat amplia agora seu repertório ao incorporar também clássicos do Boi Garantido, um movimento impulsionado pela recepção do público e pelos pedidos recorrentes. Para o espetáculo, o grupo mantém a linha criativa já explorada: revisitar toadas emblemáticas, especialmente das décadas de 1990, e transformá-las a partir de elementos da música eletrônica e do pop internacional. “A gente segue a mesma lógica do repertório azul, focando em clássicos dos anos 90 e trazendo timbres eletrônicos da música pop internacional pra criar uma vibe retrô futurista. É uma oportunidade de trabalhar também grandes toadas do Garantido que já estavam no nosso radar”, destaca o produtor musical Viktor Judah. A proposta estética do Bumbá Beat parte de um olhar para o passado como ponto de partida para novas possibilidades sonoras e visuais. “Nossa proposta consiste em voltar no tempo e, a partir do passado, chegar em uma nova versão do futuro. Voltamos a uma época de toadas mais simples, menos carregadas de elementos como a toada atual, e modernizamos o som a partir dali. Algo que tem acontecido muito na música pop internacional, que vêm flertando com as décadas de 70 e 80 há um tempo. O público pode esperar nostalgia nas canções e modernidade nos arranjos, com uma performance que traz o futurismo amazônico visualmente também”, afirma Judah. 21:00 – Abertura com Amazonas Jazz Band, Márcia Siqueira, Julieta Câmara, Mara Lima e Paula Gomes.21:50 – Abertura Cênica – Art Factory22:00 – Boi Caprichoso00:00 – Bumbá Beat00:40 – Abertura Cênica – Gandhicats00:50 – Boi Garantido02:50 – Sebastião Jr e Prince do Boi04:00 – Encerramento O Arena Planeta Boi acontece no dia 30 de maio, na Arena da Amazônia, e reúne, na programação, os itens oficiais dos bois Caprichoso e Garantido, além de atrações musicais e intervenções cênicas. O evento, consolidado no calendário cultural da cidade, se firma como uma grande prévia do Festival Folclórico de Parintins em Manaus.Os ingressos estão disponíveis no site da Bilheteria Digital, nas centrais Oba Ingressos dos shoppings Millennium e Manauara, além das unidades da Amazon Best em Manaus e Parintins.
Quando o “terrorismo” vira ferramenta: o que está por trás da ofensiva dos EUA contra PCC e CV
Ao pressionar pelo enquadramento de PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, Washington desloca o combate ao crime para o terreno da segurança internacional e amplia sua margem de ação sobre problemas internos da região. Não é apenas uma nova classificação Existe uma diferença importante entre combater o crime organizado e redefinir juridicamente a natureza desse combate. A tentativa do governo Donald Trump de enquadrar facções brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas precisa ser observada a partir dessa diferença. À primeira vista, a proposta pode parecer apenas mais um gesto de endurecimento contra o crime organizado. Mas a mudança vai além da nomenclatura. Quando grupos criminosos passam a ser classificados como terroristas, o problema deixa de estar restrito ao campo da segurança pública e passa a ser tratado dentro da lógica da segurança nacional e da geopolítica. Não é apenas uma troca de rótulo. É uma mudança de enquadramento que amplia o alcance político, jurídico e estratégico das decisões tomadas em Washington. Foi justamente por isso que o governo brasileiro rejeitou, em 2025, a pressão americana para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Na ocasião, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, afirmou que, embora essas facções sejam violentas e tenham grande poder de organização criminosa, elas não se enquadram na definição jurídica de terrorismo prevista na legislação brasileira. A recusa não significou complacência com o crime. Significou preservar a autonomia jurídica do país. Uma coisa é combater facções com as ferramentas da lei brasileira. Outra é importar para dentro do ordenamento nacional uma categoria política moldada pelos interesses estratégicos de outra potência. Quando a linguagem da polícia dá lugar à lógica da guerra Nos últimos meses, o discurso vindo de Washington tem se tornado cada vez mais duro. Stephen Miller, assessor de segurança interna da Casa Branca, afirmou que os cartéis latino-americanos só poderiam ser derrotados com poder militar. Esse tipo de declaração indica uma mudança importante de abordagem. O debate deixa de ser conduzido na esfera policial e judicial e passa a ser formulado na linguagem da guerra. Em vez de cooperação em inteligência, investigação e repressão financeira ao crime organizado, ganha espaço uma visão militarizada do problema, mais próxima da chamada guerra ao terror. Mas é justamente nesse ponto que o precedente venezuelano ajuda a entender o que realmente está em jogo. Em 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Nicolás Maduro e integrantes do alto escalão venezuelano de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração armada. Segundo Washington, o governo venezuelano operaria uma rede conhecida como “Cartel de los Soles”. A acusação representava uma inflexão importante: o problema deixava de ser tratado apenas como narcotráfico e passava a ser enquadrado dentro da lógica do terrorismo. Nos anos seguintes, Washington aprofundou essa narrativa. Ao associar narcotráfico, terrorismo e segurança nacional, o caso venezuelano passou a ser tratado dentro de uma lógica estratégica que ampliava as possibilidades de ação dos Estados Unidos. Esse novo enquadramento ajudou a justificar o aumento das sanções, a intensificação da pressão internacional, a ampliação da recompensa pela captura de Maduro e, posteriormente, sua captura para julgamento em território americano. É justamente aí que o método se torna evidente: primeiro redefine-se juridicamente a ameaça. Depois ampliam-se as “opções”. É por isso que a tentativa de enquadrar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas precisa ser observada com cautela. O debate não é sobre a necessidade de combater essas facções. Isso é evidente. O ponto central é a moldura dentro da qual esse combate será travado. Quando o conceito de terrorismo passa a ser utilizado como instrumento político, ele deixa de ser apenas uma categoria penal e passa a funcionar como ferramenta de influência. O método não é novo: redefine-se o inimigo, internacionaliza-se a ameaça e ampliam-se as opções de intervenção. Na América Latina, a história mostra que esse tipo de movimento raramente termina apenas em cooperação.
Última convocação antes da Copa traz surpresas, mantém Neymar fora e acirra disputa por vagas na Seleção
Nesta segunda-feira, 16 de março, Carlo Ancelotti anunciou a última convocação da Seleção Brasileira antes da lista final para a Copa do Mundo de 2026. Os amistosos contra França e Croácia serão os últimos testes do treinador antes da definição do grupo que disputará o Mundial, transformando esta convocação em um dos momentos mais importantes da reta final do ciclo. A lista divulgada pelo técnico italiano trouxe novidades, confirmou observações que já vinham sendo feitas pela comissão técnica e reacendeu debates inevitáveis sobre nomes importantes que seguem fora do grupo. Mais do que uma simples relação para amistosos, a convocação desta segunda funciona como um retrato do momento da Seleção: um time ainda em ajuste, com disputas abertas em vários setores e com pouco espaço para erros daqui para frente. Surpresas e apostas para os últimos testes A relação anunciada por Ancelotti chamou atenção por algumas escolhas que fogem do roteiro mais previsível. Entre os nomes que aparecem como surpresa estão Léo Pereira e Rayan, enquanto Gabriel Sara surge como uma das presenças mais interessantes da lista, impulsionado pelo bom momento que vive no Galatasaray. O retorno de Endrick também reforça a ideia de que a comissão técnica está usando essa convocação para observar peças que ainda podem ganhar ou recuperar espaço no grupo final. A leitura é clara: o treinador quer chegar à Copa com o maior número possível de respostas, mesmo que para isso precise abrir mão de nomes mais consolidados em favor de atletas que vivem fase melhor. Confira a lista de convocados Entre os convocados, a lista ficou distribuída por posições da seguinte forma: no gol, Alisson, Bento e Ederson. Na defesa, foram chamados Alex Sandro, Bremer, Danilo, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Ibañez, Léo Pereira, Marquinhos e Wesley. Para o meio-campo, os escolhidos foram Andrey Santos, Casemiro, Danilo, Fabinho e Gabriel Sara. Já no ataque, aparecem Endrick, Gabriel Martinelli, Igor Thiago, João Pedro, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha, Rayan e Vinicius Júnior. A distribuição da lista mostra um grupo ainda em construção, especialmente do meio para frente, onde a concorrência segue mais aberta e a definição de funções ainda parece em andamento. Neymar fora mais uma vez Se por um lado a convocação confirmou apostas e abriu espaço para novidades, por outro ela reacendeu um debate inevitável: a ausência de Neymar. Mais uma vez fora da lista, o camisa 10 segue sendo o nome que mais mobiliza discussão em torno da Seleção. Para parte do público, sua ausência ainda causa estranhamento. Mesmo com os problemas físicos recorrentes e com as turbulências extracampo dos últimos anos, Neymar continua sendo visto como o jogador de maior talento técnico do futebol brasileiro. Por isso, cada convocação sem seu nome acaba ganhando um peso maior do que o de uma simples decisão esportiva. A justificativa de Ancelotti Na coletiva, Ancelotti justificou a ausência de Neymar de forma direta, afirmando que o atacante não jogou contra o Mirassol. A explicação foi curta, mas suficiente para deixar evidente o critério adotado neste momento: a prioridade parece estar na condição física, no ritmo de jogo e na capacidade de competir imediatamente. A mensagem passada pela comissão técnica é clara. Nesta reta final de preparação, o nome por si só não basta. O jogador precisa mostrar que está pronto para atuar, suportar a intensidade dos jogos e entregar resposta imediata dentro de campo. Paquetá fora e meio-campo em aberto Outra ausência notada foi a de Lucas Paquetá, também lembrada durante a coletiva. Sua não convocação reforça a sensação de que o meio-campo ainda é um dos setores mais indefinidos da equipe. Sem Paquetá, a comissão técnica amplia o espaço para observação de outras alternativas, enquanto tenta encontrar mais equilíbrio, intensidade e criatividade para o setor. Nesse cenário, nomes como Gabriel Sara ganham ainda mais importância, justamente por aparecerem como opções em crescimento no momento decisivo do ciclo. Convocação funciona como recado final No fim, a lista de Ancelotti deixa uma mensagem bastante evidente: a corrida para a Copa segue aberta, mas o tempo está se esgotando. Os amistosos contra França e Croácia terão peso de prova final para muitos nomes, tanto para quem tenta se firmar quanto para quem ainda sonha em entrar no grupo definitivo. Mais do que prestigiar trajetórias ou reputações, a convocação indica que a comissão técnica quer premiar quem chega mais inteiro, competitivo e pronto para responder agora. É isso que torna esta lista tão simbólica: ela não apenas anuncia convocados, mas revela o critério que deve definir os escolhidos para o Mundial.


