Em uma década, a violência contra mulheres indígenas mais que triplicou no Brasil, na região Norte, o aumento foi de 411% entre 2014 e 2023. Diante do cenário de vulnerabilidade e violação de direitos, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) intensificou a atuação na capital e no interior para ampliar o acesso à justiça e garantir a proteção de mulheres e meninas indígenas em situação de violência. No início deste mês, um pacote de leis voltado à proteção das mulheres foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com medidas que estabelecem penas mais rígidas para agressores e a criação do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas. Em todo o estado, a Defensoria, por meio do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) e o Núcleo de Defesa dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Defensoria (Nudcit) atuam na prevenção e combate de casos de violência contra as mulheres, sobretudo indígenas, que vivem em regiões mais isoladas do Amazonas. “Em março, lançamos, em parceria com o Coletivo de Mulheres Indígenas Javari Vale da Arte, uma cartilha sobre direitos da mulher indígena, abordando violência obstétrica, de gênero e informando sobre direitos sociais e previdenciários. Reforçamos também os equipamentos públicos que podem oferecer ajuda em caso de violação desses direitos, entre eles, a Defensoria Pública”, destaca a defensora pública e coordenadora do Nudcit, Daniele Fernandes. Além do lançamento da cartilha, em Atalaia do Norte (distante 1.138 quilômetros de Manaus), a Defensoria também acompanha os casos de denúncias que chegam ao Nudem, coordenado pela defensora pública Caroline Braz. De acordo com a titular do núcleo, as violências que mais atingem as mulheres são psicológicas, sexuais e físicas, com um agravo maior para mulheres indígenas. Por conta da particularidade geográfica onde muitas vivem, o acesso é dificultado e elas ficam mais vulneráveis a sofrerem sem poder denunciar. “É muito importante que essa problemática tenha visibilidade para que as políticas públicas de proteção sejam fortalecidas não só aqui no Amazonas, mas em todo o Brasil. Muitas dessas violências sofridas por mulheres indígenas ocorrem em regiões isoladas, o que dificulta a investigação e as devidas punições”, pontua a defensora pública. Violência em números e o problema da subnotificação De acordo com um levantamento feito pelo coletivo Gênero e Número, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, entre 2014 e 2023 o registro de casos de violência contra mulheres indígenas aumentou 411% na região Norte. Durante o Acampamento Terra Livre (ATL), realizado no início de abril, em Brasília, lideranças indígenas da Amazônia Brasileira denunciaram casos de violência e lançaram um documento, intitulado “Território seguro para mulheres indígenas”. Nele, foi destacado a falta de acolhimento durante as denúncias e a necessidade de fortalecer as políticas públicas de proteção. O protesto das lideranças vai de encontro a outro problema no Brasil: a subnotificação dos casos e a falta de capacitação durante os atendimentos de denúncias feitas por mulheres indígenas. Para além das barreiras geográficas, os desafios linguísticos também contribuem para a falta de formalização das notificações. Atualmente, o Projeto de Lei (PL) 4.381/23 está em tramitação no Senado e visa estabelecer medidas a serem adotadas pelas delegacias de polícia e demais órgãos de Justiça e de Segurança Pública para atendimento de mulheres indígenas vítimas de violência doméstica e familiar. O PL integra os esforços feitos no legislativo, nos últimos anos, para garantir a segurança deste público. Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aponta que o número de mortes violentas de mulheres e meninas indígenas aumentou 500% nas últimas duas décadas. O levantamento foi feito com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e destacou a faixa etária de 15 a 29 anos como a mais impactada, totalizando 40,4% dos homicídios, sugerindo uma vulnerabilidade particular das mulheres indígenas, meninas e jovens adultas. Como e onde buscar ajuda No Amazonas, mulheres vítimas de qualquer tipo de violência podem procurar as delegacias da capital e interior. O registro do Boletim de Ocorrência (B.O) é um passo importante para formalizar a denúncia e ativar a rede de proteção necessária. O Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) também está à disposição e pode ser acionado, mesmo sem a formalização da queixa. Nessa situação, a equipe fica responsável por orientar os procedimentos legais e acompanhar o caso. O Nudem fica localizado na Avenida André Araújo, nº 7, bairro Adrianópolis, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. O agendamento pode ser feito pelo site defensoria.am.def.br e pelo WhatsApp da Defensoria (92) 98559-1599. O Governo Federal também disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher, por meio do 180, para fornecer informações sobre os direitos e garantias das mulheres em situação de violência e informar locais e contatos dos serviços mais próximos e apropriados para cada caso. No 180, a equipe também pode registrar e encaminhar denúncias de violência aos órgãos competentes. Já para casos mais urgentes, a população pode ligar para o 190, número de denúncia da Polícia Militar.
Quando o “terrorismo” vira ferramenta: o que está por trás da ofensiva dos EUA contra PCC e CV
Ao pressionar pelo enquadramento de PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, Washington desloca o combate ao crime para o terreno da segurança internacional e amplia sua margem de ação sobre problemas internos da região. Não é apenas uma nova classificação Existe uma diferença importante entre combater o crime organizado e redefinir juridicamente a natureza desse combate. A tentativa do governo Donald Trump de enquadrar facções brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas precisa ser observada a partir dessa diferença. À primeira vista, a proposta pode parecer apenas mais um gesto de endurecimento contra o crime organizado. Mas a mudança vai além da nomenclatura. Quando grupos criminosos passam a ser classificados como terroristas, o problema deixa de estar restrito ao campo da segurança pública e passa a ser tratado dentro da lógica da segurança nacional e da geopolítica. Não é apenas uma troca de rótulo. É uma mudança de enquadramento que amplia o alcance político, jurídico e estratégico das decisões tomadas em Washington. Foi justamente por isso que o governo brasileiro rejeitou, em 2025, a pressão americana para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Na ocasião, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, afirmou que, embora essas facções sejam violentas e tenham grande poder de organização criminosa, elas não se enquadram na definição jurídica de terrorismo prevista na legislação brasileira. A recusa não significou complacência com o crime. Significou preservar a autonomia jurídica do país. Uma coisa é combater facções com as ferramentas da lei brasileira. Outra é importar para dentro do ordenamento nacional uma categoria política moldada pelos interesses estratégicos de outra potência. Quando a linguagem da polícia dá lugar à lógica da guerra Nos últimos meses, o discurso vindo de Washington tem se tornado cada vez mais duro. Stephen Miller, assessor de segurança interna da Casa Branca, afirmou que os cartéis latino-americanos só poderiam ser derrotados com poder militar. Esse tipo de declaração indica uma mudança importante de abordagem. O debate deixa de ser conduzido na esfera policial e judicial e passa a ser formulado na linguagem da guerra. Em vez de cooperação em inteligência, investigação e repressão financeira ao crime organizado, ganha espaço uma visão militarizada do problema, mais próxima da chamada guerra ao terror. Mas é justamente nesse ponto que o precedente venezuelano ajuda a entender o que realmente está em jogo. Em 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Nicolás Maduro e integrantes do alto escalão venezuelano de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração armada. Segundo Washington, o governo venezuelano operaria uma rede conhecida como “Cartel de los Soles”. A acusação representava uma inflexão importante: o problema deixava de ser tratado apenas como narcotráfico e passava a ser enquadrado dentro da lógica do terrorismo. Nos anos seguintes, Washington aprofundou essa narrativa. Ao associar narcotráfico, terrorismo e segurança nacional, o caso venezuelano passou a ser tratado dentro de uma lógica estratégica que ampliava as possibilidades de ação dos Estados Unidos. Esse novo enquadramento ajudou a justificar o aumento das sanções, a intensificação da pressão internacional, a ampliação da recompensa pela captura de Maduro e, posteriormente, sua captura para julgamento em território americano. É justamente aí que o método se torna evidente: primeiro redefine-se juridicamente a ameaça. Depois ampliam-se as “opções”. É por isso que a tentativa de enquadrar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas precisa ser observada com cautela. O debate não é sobre a necessidade de combater essas facções. Isso é evidente. O ponto central é a moldura dentro da qual esse combate será travado. Quando o conceito de terrorismo passa a ser utilizado como instrumento político, ele deixa de ser apenas uma categoria penal e passa a funcionar como ferramenta de influência. O método não é novo: redefine-se o inimigo, internacionaliza-se a ameaça e ampliam-se as opções de intervenção. Na América Latina, a história mostra que esse tipo de movimento raramente termina apenas em cooperação.
Última convocação antes da Copa traz surpresas, mantém Neymar fora e acirra disputa por vagas na Seleção
Nesta segunda-feira, 16 de março, Carlo Ancelotti anunciou a última convocação da Seleção Brasileira antes da lista final para a Copa do Mundo de 2026. Os amistosos contra França e Croácia serão os últimos testes do treinador antes da definição do grupo que disputará o Mundial, transformando esta convocação em um dos momentos mais importantes da reta final do ciclo. A lista divulgada pelo técnico italiano trouxe novidades, confirmou observações que já vinham sendo feitas pela comissão técnica e reacendeu debates inevitáveis sobre nomes importantes que seguem fora do grupo. Mais do que uma simples relação para amistosos, a convocação desta segunda funciona como um retrato do momento da Seleção: um time ainda em ajuste, com disputas abertas em vários setores e com pouco espaço para erros daqui para frente. Surpresas e apostas para os últimos testes A relação anunciada por Ancelotti chamou atenção por algumas escolhas que fogem do roteiro mais previsível. Entre os nomes que aparecem como surpresa estão Léo Pereira e Rayan, enquanto Gabriel Sara surge como uma das presenças mais interessantes da lista, impulsionado pelo bom momento que vive no Galatasaray. O retorno de Endrick também reforça a ideia de que a comissão técnica está usando essa convocação para observar peças que ainda podem ganhar ou recuperar espaço no grupo final. A leitura é clara: o treinador quer chegar à Copa com o maior número possível de respostas, mesmo que para isso precise abrir mão de nomes mais consolidados em favor de atletas que vivem fase melhor. Confira a lista de convocados Entre os convocados, a lista ficou distribuída por posições da seguinte forma: no gol, Alisson, Bento e Ederson. Na defesa, foram chamados Alex Sandro, Bremer, Danilo, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Ibañez, Léo Pereira, Marquinhos e Wesley. Para o meio-campo, os escolhidos foram Andrey Santos, Casemiro, Danilo, Fabinho e Gabriel Sara. Já no ataque, aparecem Endrick, Gabriel Martinelli, Igor Thiago, João Pedro, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha, Rayan e Vinicius Júnior. A distribuição da lista mostra um grupo ainda em construção, especialmente do meio para frente, onde a concorrência segue mais aberta e a definição de funções ainda parece em andamento. Neymar fora mais uma vez Se por um lado a convocação confirmou apostas e abriu espaço para novidades, por outro ela reacendeu um debate inevitável: a ausência de Neymar. Mais uma vez fora da lista, o camisa 10 segue sendo o nome que mais mobiliza discussão em torno da Seleção. Para parte do público, sua ausência ainda causa estranhamento. Mesmo com os problemas físicos recorrentes e com as turbulências extracampo dos últimos anos, Neymar continua sendo visto como o jogador de maior talento técnico do futebol brasileiro. Por isso, cada convocação sem seu nome acaba ganhando um peso maior do que o de uma simples decisão esportiva. A justificativa de Ancelotti Na coletiva, Ancelotti justificou a ausência de Neymar de forma direta, afirmando que o atacante não jogou contra o Mirassol. A explicação foi curta, mas suficiente para deixar evidente o critério adotado neste momento: a prioridade parece estar na condição física, no ritmo de jogo e na capacidade de competir imediatamente. A mensagem passada pela comissão técnica é clara. Nesta reta final de preparação, o nome por si só não basta. O jogador precisa mostrar que está pronto para atuar, suportar a intensidade dos jogos e entregar resposta imediata dentro de campo. Paquetá fora e meio-campo em aberto Outra ausência notada foi a de Lucas Paquetá, também lembrada durante a coletiva. Sua não convocação reforça a sensação de que o meio-campo ainda é um dos setores mais indefinidos da equipe. Sem Paquetá, a comissão técnica amplia o espaço para observação de outras alternativas, enquanto tenta encontrar mais equilíbrio, intensidade e criatividade para o setor. Nesse cenário, nomes como Gabriel Sara ganham ainda mais importância, justamente por aparecerem como opções em crescimento no momento decisivo do ciclo. Convocação funciona como recado final No fim, a lista de Ancelotti deixa uma mensagem bastante evidente: a corrida para a Copa segue aberta, mas o tempo está se esgotando. Os amistosos contra França e Croácia terão peso de prova final para muitos nomes, tanto para quem tenta se firmar quanto para quem ainda sonha em entrar no grupo definitivo. Mais do que prestigiar trajetórias ou reputações, a convocação indica que a comissão técnica quer premiar quem chega mais inteiro, competitivo e pronto para responder agora. É isso que torna esta lista tão simbólica: ela não apenas anuncia convocados, mas revela o critério que deve definir os escolhidos para o Mundial.
Com o tema ‘Sorte A Nossa’, Feira D retorna ao Mercado de Origem em abril em Manaus
O Mercado de Origem abre as portas para receber a Feira D com o tema ‘Sorte A Nossa’. O evento será realizado entre os dias 9 a 12 de abril de 2026, das 10h às 20h, e celebra o design autoral, a criatividade brasileira e as narrativas que nascem do território, do fazer manual e da identidade cultural. De acordo com a organização da mostra, a edição propõe um olhar sensível para a sorte como construção — atravessada por fé, trabalho, intuição e presença — elementos que fazem parte do imaginário e do cotidiano de quem cria. “A nossa feira é feita de encontros que fazem sentido, de marcas que carregam propósito e de histórias que merecem ser vistas e compartilhadas. Pensamos nela para além das vendas, pensamos nela como um espaço de trocas, vivências e de ocupação de um território criativo”, salienta o curador e organizador da mostra, André Porto Faleiros. O curador salienta, ainda, que o “calor manauara” é parte primordial do evento e que sua curadoria é composta de processos criativos autorais, identidade cultural e territorial, produção consciente e contemplação de marcas com história, intenção e coerência. “E quando falo do calor, falo da forma que recebemos, que nos encontramos e que criamos. O manauara é um povo generoso, inteligente e ávido por novidades. Quando esses elementos se unem, nasce uma conexão única e genuína. Aguardem uma edição inesquecível. Afinal, a nossa sorte é a nossa gente”, finaliza. O Mercado de Origem é um dos territórios mais simbólicos da cidade. O espaço se consolidou como um ponto de encontro entre cultura, criação, gastronomia e economia criativa, conectando o fazer contemporâneo às origens amazônicas. Feira D, com o tema ‘Sorte A Nossa’Data: 9 a 12 de abril de 2026 Local: Mercado de OrigemHorário: das 10h às 20hEntrada: gratuita
Coca-Cola Brasil celebra 30 anos de parceria com o Festival de Parintins
Com contrato bianual inédito, companhia reforça compromisso de longo prazo com a cultura amazônica e com o desenvolvimento da região Manaus, 13 de março de 2026 – O Festival Folclórico de Parintins, uma das maiores celebrações da cultura popular brasileira, chega à sua 59ª edição com um marco especial: os 30 anos de parceria entre a Coca-Cola Brasil e o Festival. Primeira grande marca a acreditar no potencial da festa e a investir no evento, a companhia celebra três décadas de apoio contínuo à cultura amazônica e ao desenvolvimento da região. Neste ano, a Coca-Cola Brasil firma um contrato bianual com os bois-bumbás, garantindo o patrocínio para as edições de 2026 e 2027 e reforçando um compromisso ainda mais duradouro com o Festival e com a cadeia cultural e econômica que ele movimenta. Pioneira no patrocínio ao Festival – ao se tornar, em 1995, a primeira grande empresa a aportar recursos para a realização da festa – a Coca-Cola Brasil mantém há três décadas uma atuação consistente em Parintins. Para a companhia, apoiar o Festival significa valorizar uma das mais importantes manifestações culturais do país e contribuir para o fortalecimento da economia local. “Há 30 anos, a Coca-Cola foi a primeira grande marca a acreditar na força do Festival de Parintins e no potencial dessa celebração para o Amazonas e para o Brasil. Temos muito orgulho dessa trajetória construída ao lado da comunidade, das agremiações e de todos que fazem o Festival acontecer. Ao celebrar esse marco, reforçamos nosso compromisso de longo prazo com a região, agora também com um contrato bianual que amplia nossa parceria com Caprichoso e Garantido e traz ainda mais previsibilidade para o futuro do Festival”, afirma Eduardo Dias, diretor sênior de Relações Governamentais da Coca-Cola Brasil O apoio e o patrocínio da Coca-Cola Brasil ao Festival de Parintins e às agremiações Caprichoso e Garantido, de acordo com o diretor, também impulsionam uma ampla cadeia da economia criativa na ilha e na capital amazonense. A preparação para o Festival mobiliza artistas, artesãos, costureiras, soldadores, cenógrafos, músicos e diversos fazedores de cultura que ajudam a transformar Parintins em palco de um dos maiores espetáculos culturais do país. Ao completar 30 anos de patrocínio ao Festival de Parintins, a Coca-Cola Brasil celebra uma trajetória construída ao lado da cultura amazônica e da comunidade local – reafirmando sua convicção de que investir no Festival é também fortalecer a economia criativa, valorizar os talentos da região e contribuir para o futuro da Amazônia. Impacto que vai além do Festival Outro importante impacto dos investimentos da Coca-Cola Brasil no Festival e na cidade de Parintins são as ações realizadas dentro e fora do Bumbódromo. Ao longo dos anos, a companhia tem buscado contribuir para que esse movimento cultural também gere impactos positivos para a comunidade local. Um exemplo é o Recicla, Galera, iniciativa realizada em parceria com o Governo do Estado do Amazonas que promove a gestão de resíduos durante o Festival e gera renda para os trabalhadores da Associação de Catadores de Parintins (Ascalpin). Outro destaque é o Coca-Cola dá um Gás: Mulheres, programa que incentiva o empreendedorismo feminino na cidade, ampliando oportunidades de capacitação e geração de renda para mulheres da região. Coca-Cola Brasil e o Amazonas O compromisso da Coca-Cola com o Amazonas também se estende para além dos dias de Festival. A região abriga a Recofarma, fábrica de concentrados da companhia em Manaus e uma das maiores do sistema Coca-Cola no mundo, além da operação da Solar Coca-Cola, responsável pela produção e distribuição das bebidas na região. Essas operações contribuem para a geração de emprego e renda e para o fortalecimento da economia local. A atuação da companhia também inclui iniciativas voltadas à valorização da sociobiodiversidade amazônica, como o programa Olhos da Floresta, que incentiva o cultivo sustentável do guaraná em municípios do Amazonas. A iniciativa apoia agricultores familiares organizados em associações e cooperativas, em sua maioria lideradas por mulheres, contribuindo para a geração de renda e para o fortalecimento da economia local. INFORMAÇÕES PARA IMPRENSAPara falar sobre Coca-Cola Brasil | Edelman Brasil | imprensacoca-cola@edelman.com Natália Lucas | 99111-8907 | natalia.lucas@edelman.com
Em clima de final de Copa, Brasil se prepara para noite do Oscar
“O Agente Secreto” chega à premiação deste ano com quatro indicações Faltando poucos dias para a cerimônia do Oscar, o Brasil vive novamente um fenômeno curioso e raro no audiovisual: um clima de torcida coletiva. Como em final de Copa do Mundo, bares, cinemas e cineclubes em várias cidades do país estão organizando transmissões da premiação, bolões, quizzes e sessões especiais para acompanhar a 98ª edição da maior noite do cinema mundial neste domingo (15). Se Hollywood trata o Oscar como uma sofisticada engrenagem de campanhas e estratégias de estúdio, no Brasil ele ganhou novos contornos. Há memes nas redes sociais, correntes de torcida e uma mobilização espontânea de cinéfilos que lembra muito o que aconteceu no ano passado com “Ainda Estou Aqui”, que recebeu o Oscar na categoria de melhor filme internacional. Agora, o centro dessa expectativa é “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que chega a 2026 com indicações de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura. Os números ajudam a explicar o entusiasmo. Mesmo competindo com superproduções de Hollywood, o filme brasileiro, segundo dados da FILME B, portal sobre o mercado de cinema no Brasil, lidera a bilheteria entre os indicados ao Oscar, com 2.464.071 ingressos vendidos e mais de R$ 50 milhões arrecadados. Entre os dez concorrentes ao prêmio principal da Academia Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, organizadora da premiação, é também o longa de menor orçamento, um detalhe que torna sua trajetória ainda mais simbólica. Em várias cidades brasileiras, a premiação será acompanhada coletivamente, um fenômeno que vem crescendo nos últimos anos. No Rio de Janeiro, o produtor e exibidor Cavi Borges, do Grupo Estação e da Cavideo, prepara novamente uma grande festa cinéfila para a transmissão. O evento começou há mais de duas décadas de forma quase improvisada: “Eu faço essa transmissão ao vivo do Oscar há 25 anos. Começou lá na Cobal do Mytown, quando a Cavideo estava nascendo. Era uma reunião pequena, cinéfila mesmo.” Nos últimos anos, porém, o evento ganhou proporções inesperadas. “No ano passado, foi o ápice: quase duas mil pessoas. Cinco salas lotadas e um telão no saguão. Quando o Brasil ganhou o Oscar, o cinema tremeu. Foi histórico.” Para 2026, a expectativa é ainda maior. O evento terá bolão de apostas, quiz cinéfilo, concurso de sósias de Wagner Moura e transmissão simultânea em salas do Estação Net Rio e do Estação Net Botafogo. Mais do que festa, Borges vê nisso um efeito direto do momento que o cinema brasileiro atravessa. “Muita gente que não frequentava cinema de arte começou a aparecer. Pessoas que iam ao shopping ver blockbuster foram à Estação para ver Ainda Estou Aqui ou O Agente Secreto. E quando chegam lá descobrem um monte de outros filmes.” Segundo ele, esse movimento ajuda a revelar algo curioso: “O Brasil produz cerca de 300 filmes por ano, mas o grande público conhece quatro ou cinco. Quando as pessoas entram na sala de cinema por causa de um filme brasileiro que virou fenômeno, elas descobrem que existe muito mais.” Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, O Agente Secreto tornou-se um caso raro: um filme autoral que conseguiu dialogar com o público sem abrir mão de sua identidade estética. O longa já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores, tornando-se o filme mais visto no Brasil entre todos os indicados ao Oscar deste ano. Nas redes sociais, Kleber tem demonstrado uma mistura de celebração e responsabilidade diante da mobilização nacional. O diretor agradeceu recentemente a “energia incrível” do público brasileiro e destacou algo que considera essencial para o sucesso do filme: as políticas públicas de incentivo ao audiovisual. Para ele, o reconhecimento internacional também tem um significado cultural mais amplo. O cineasta afirma que a presença do filme no Oscar representa uma forma de “soft powerbrasileiro” — a capacidade de o país projetar sua cultura e sua identidade no palco global.Ao mesmo tempo, Kleber reconhece a pressão e já comentou sentir “medo de decepcionar” diante da enorme expectativa criada no Brasil. Entre todas as categorias, especialistas apontam uma em que o Brasil aparece particularmente forte. A nova categoria de Melhor Direção de Elenco, criada pela Academia em 2024 e inaugurada nesta edição do Oscar, pode marcar um momento histórico para o país. O brasileiro Gabriel Domingues foi indicado pelo trabalho em O Agente Secreto, responsável pela seleção de mais de 60 atores, combinando nomes consagrados e novos Mesmo com o entusiasmo brasileiro, a disputa continua aberta. Veículos especializados americanos apontam “Pecadores”, de Ryan Coogler, como possível grande vencedor da noite. Publicações ligadas ao cinema independente foram mais generosas com o longa brasileiro. O site IndieWire, por exemplo, colocou O Agente Secreto no topo do ranking entre os indicados a Melhor Filme. Entre os favoritos estão Timothée Chalamet, vencedor do Globo de Ouro, e Michael B. Jordan. Mas há também histórias que Hollywood adora: trajetórias longas esperando reconhecimento. É impossível não lembrar, por exemplo, de Ethan Hawke — um dos atores mais respeitados de sua geração que, surpreendentemente, nunca levou uma estatueta. Enquanto isso, o Brasil torce por Wagner Moura, que chega à corrida com enorme capital simbólico após sua vitória no Globo de Ouro. Se os prognósticos internacionais são cautelosos, no Brasil o sentimento é outro. Há algo que números e estatísticas não capturam: a mobilização afetiva em torno de um filme. Nunca tantos portais, canais de cinema, podcasts e perfis nas redes sociais acompanharam tão intensamente a temporada de premiações. Talvez porque o cinema brasileiro esteja vivendo um momento raro: o de voltar a se ver no centro da conversa mundial.
MPF pede condenação de Ratinho e SBT por falas contra Erika Hilton
O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na Justiça uma ação de danos morais coletivos contra o apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). O órgão acusa Ratinho de praticar discurso transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Na quarta-feira (11), durante seu programa no SBT, Ratinho questionou a eleição de Erika para a função de presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. “Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”, disse. O MPF pede que o apresentador e o SBT sejam condenados ao pagamento de R$ 10 milhões em danos coletivos e solicita que a emissora retire imediatamente a fala de Ratinho das redes sociais e do site da emissora. O promotor responsável pelo caso ainda pediu que o apresentador seja condenado a publicar uma retratação. Após a divulgação do comentário de Ratinho, a deputada informou que também entrou com um processo contra o apresentador. Outro lado Em nota à imprensa, o SBT afirmou que as declarações não representam a opinião da emissora. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, disse a emissora.
Confusão na final do clássico mineiro reacende debate sobre violência no futebol brasileiro
O futebol brasileiro se acostumou a chamar de paixão aquilo que muitas vezes já ultrapassou os limites do esporte. No domingo, 8 de março, dia das finais dos campeonatos estaduais, o que deveria ser a celebração máxima de rivalidades históricas e do espetáculo da bola acabou dando lugar a mais um retrato constrangedor do nosso futebol. Na decisão do Campeonato Mineiro, entre Cruzeiro e Atlético-MG, a partida terminou ofuscada por uma briga generalizada que resultou em 23 expulsões registradas em súmula, um recorde nacional. O episódio não pode ser tratado como um simples acidente de percurso, nem como “coisa de clássico”. Essa tentativa de normalizar o absurdo é, talvez, um dos sintomas mais graves do futebol brasileiro. Quando um jogo decisivo se transforma em cenário de agressões, socos, chutes, invasão emocional e completo descontrole, o que se revela não é apenas a falha de alguns atletas em campo, mas a incapacidade estrutural de o nosso futebol conter a própria violência que alimenta. O clássico deixa de ser espetáculo esportivo e passa a flertar com a lógica do inimigo. É esse o paradoxo brasileiro: o país que gosta de se enxergar como o lugar onde o futebol é arte segue produzindo cenas em que a arte é engolida pela barbárie. O que deveria ser memória de um título, de uma atuação decisiva ou de um grande roteiro esportivo acaba substituído por imagens de pancadaria. A notícia já não gira em torno do jogo, mas do vexame. E a repercussão internacional do caso mostra isso com clareza: o futebol brasileiro volta ao noticiário global não pela sua técnica, pela sua criatividade ou pelo seu peso histórico, mas pelo escândalo da violência. Há, nesse tipo de cena, um reflexo do próprio país. O futebol não inventa sozinho a violência; ele a absorve, a encena e a amplifica. Em um ambiente social já marcado pela dificuldade de mediação de conflitos, pela naturalização da agressividade e pela transformação de toda divergência em confronto, o campo se torna mais um palco onde essas tensões explodem diante das câmeras. Por isso, reduzir o problema à indisciplina de um ou outro jogador é conveniente, mas insuficiente. O que se viu no Mineirão foi também um retrato simbólico de um Brasil que ainda confunde intensidade com brutalidade. O mais preocupante é que esse tipo de episódio não surge no vazio. Nos últimos anos, a violência no futebol brasileiro voltou a se impor como tema recorrente, envolvendo brigas, intimidação, racismo, misoginia e ataques que colocam em xeque a segurança dos eventos esportivos. O próprio Ministério do Esporte intensificou iniciativas públicas para enfrentar essa escalada, o que demonstra que não se trata de um problema episódico, mas de uma crise persistente. Por isso, a pancadaria entre Cruzeiro e Atlético-MG precisa ser lida para além do fato isolado. Ela expõe um problema estrutural do futebol brasileiro: a rivalidade frequentemente deixa de ser elemento dramático do espetáculo para se tornar justificativa para o descontrole; a autoridade em campo e fora dele parece sempre correr atrás do caos; e a paixão popular, em vez de ser civilizada pelas instituições do esporte, muitas vezes é explorada e abandonada à própria combustão. Não basta lamentar depois. Não basta chamar de “cena triste”. O futebol brasileiro precisa decidir se quer continuar vendendo paixão enquanto entrega violência. No fundo, o que está em disputa não é apenas a imagem de um campeonato estadual ou de dois clubes gigantes. É a imagem do próprio futebol brasileiro. Enquanto o país seguir tratando episódios como esse como exceção folclórica, continuará preso a um modelo em que o jogo é menor do que o tumulto. E quando a barbárie vira rotina, o espetáculo deixa de ser o futebol e passa a ser o colapso dele.
O futebol brasileiro é predatório e vive do imediatismo
A demissão de Filipe Luís do comando do Flamengo, na madrugada de 3 de março, não é um caso isolado. É apenas mais um capítulo de uma lógica que há tempos define o futebol brasileiro: a incapacidade de sustentar um trabalho quando os resultados oscilam. Mesmo após uma goleada por 8 a 0, a sensação deixada por sua última coletiva já era de instabilidade. No Brasil, às vezes, nem vencer basta para garantir permanência. O treinador vive sob julgamento permanente. O caso do Flamengo é simbólico porque expõe uma contradição central do nosso futebol: até clubes vencedores operam sob a lógica do desmonte. Não foi a primeira vez que a diretoria rubro-negra interrompeu um ciclo logo depois de conquistas importantes. Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores em 2022, também foi demitido. A mensagem é clara: no futebol brasileiro, passado não garante futuro. Nem currículo, nem títulos, nem identificação com o clube. Os números ajudam a revelar a dimensão do problema. Desde 2019, o Flamengo acumulou 25 comandos técnicos, entre efetivos, interinos e retornos. No mesmo período, entre clubes que passaram pela Série A, o Atlético-MG teve 19, e o Fluminense, 16. Não se trata de exceção. Trata-se de padrão. Ou, mais precisamente, da falta dele. No Brasil, o treinador precisa vencer o tempo todo apenas para continuar no cargo. Não há espaço para amadurecimento, construção ou correção de rota. A lógica é simples e cruel: ganhar para sobreviver. Isso empurra técnicos ao pragmatismo mais imediato, ao “vencer de qualquer jeito”, porque o que está em jogo não é só o desempenho da equipe, mas a própria permanência no trabalho. Esse modelo compromete diretamente a formação de uma liga mais forte. Sem tempo, não se consolida uma ideia de jogo, não se desenvolve identidade, não se fortalece um projeto esportivo. O futebol brasileiro exige consistência, mas sabota a continuidade necessária para alcançá-la. Cobra excelência, mas administra no impulso. Por isso, o caso de Abel Ferreira no Palmeiras soa quase como uma anomalia positiva. Desde 2020, ele atravessou oscilações, críticas e momentos de pressão, como qualquer treinador. A diferença é que encontrou uma diretoria disposta a sustentar o trabalho no longo prazo. O resultado foi um ciclo vitorioso, sólido e coerente. Não porque Abel nunca tenha errado, mas porque não foi condenado a cada tropeço como se toda derrota exigisse uma execução pública. O imediatismo do futebol brasileiro não nasce apenas da paixão do torcedor. Ele também é produzido por dirigentes que planejam pouco, decidem mal e trocam de treinador como quem tenta apagar incêndio com gasolina. Quando o time fracassa, quase nunca se discute de forma séria a montagem do elenco, a precariedade da gestão, os conflitos internos ou a ausência de planejamento. Cai o técnico, porque ele é a peça mais visível e a mais fácil de sacrificar. No fundo, a demissão constante funciona como um teatro de ação. O dirigente precisa mostrar que fez alguma coisa, ainda que essa medida raramente ataque a raiz do problema. Trocar o treinador é mais simples do que admitir falhas estruturais. É mais fácil demitir um homem do que reformar uma cultura. O futebol brasileiro é predatório porque devora seus próprios processos. E vive do imediatismo porque não suporta o tempo necessário para que um trabalho amadureça. Aqui, a crise não interrompe um projeto: muitas vezes, ela apenas escancara que projeto nunca existiu.
Suframa comemora 59 anos com recordes históricos e avanços na integração regional
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) celebra, neste sábado (28), 59 anos de existência. Criada pelo Decreto-Lei nº 288/1967, a Autarquia chega a quase seis décadas de atuação consolidada como um dos principais pilares de desenvolvimento socioeconômico da Amazônia. Neste ano, o aniversário ganha contornos ainda mais especiais, sendo marcado por recordes históricos de desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) e por importantes vitórias institucionais sob a atual gestão. Em 2025, o PIM demonstrou resiliência e capacidade de expansão sem precedentes, alcançando o maior faturamento de sua história, com o montante de R$ 227,67 bilhões. A média mensal de empregos diretos também saltou para mais de 131 mil postos formais de trabalho — um crescimento de quase 7% em relação ao ano anterior, fomentando uma cadeia de mais de 500 mil empregos diretos e indiretos em todo o País. A atração de investimentos para a região também segue em alta. No ano passado, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou 177 novos projetos, que representam mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos e a criação de aproximadamente seis mil novos postos de trabalho. Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, os números refletem a segurança jurídica e os esforços de modernização da atual gestão e do governo federal. “O projeto Zona Franca de Manaus é resiliente e estratégico. Estamos trabalhando dia e noite para modernizar a Suframa, desburocratizar os processos e adaptar a ZFM para a economia do século 21, que é verde e tecnológica. O maior legado que deixamos é a força da nossa economia, que propicia a manutenção de mais de 500 fábricas e garante a subsistência de milhões de pessoas na região”, destaca Saraiva. Reforma Tributária Um dos principais motivos de comemoração neste ano se dá por conta dos avanços ocorridos durante as discussões da Reforma Tributária. O trabalho conjunto da Suframa com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), governos estaduais, bancada parlamentar e entidades de classe garantiu a preservação do princípio da equivalência competitiva da ZFM, assegurando que, mesmo com a transição para os novos impostos, o diferencial competitivo dos produtos fabricados em Manaus seja mantido constitucionalmente. Além disso, também pode-se comemorar o destravamento de gargalos históricos, como as recentes adequações de Processos Produtivos Básicos (PPBs) – em especial a adequação no PPB do segmento de condicionadores de ar, que hoje é o segundo maior polo de fabricação de ar-condicionado do mundo. Interiorização e sustentabilidadeCom os incentivos fiscais prorrogados até 2073, o desafio atual é expandir os benefícios do projeto ZFM de forma sustentável. Nesse sentido, a atual gestão implementou o Plano de Interiorização e Regionalização do Desenvolvimento (PIRD), levando as ferramentas de fomento da Suframa, Sudam e Banco da Amazônia para toda a área de atuação da Autarquia – Amazônia Ocidental (Estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima) e o Estado do Amapá. A pauta ambiental também ganhou protagonismo internacional. Aproveitando o ensejo da realização da COP30 no Brasil, a Suframa e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) lançaram no ano passado a “Iniciativa ZFM+ESG”, visando transformar o polo em uma referência nacional em economia verde. Afinal, a ZFM é amplamente reconhecida como a “indústria sem chaminé” que viabilizou a preservação de 98% da cobertura florestal original do Estado do Amazonas. Legado social Muito além dos benefícios econômicos, os 59 anos da Suframa são marcados pela profunda transformação social. A arrecadação expressiva gerada pela ZFM permite que o Amazonas devolva à União muito mais impostos do que recebe em transferências, ajudando a reduzir as desigualdades em todo o Brasil. Localmente, o modelo financia a interiorização do ensino superior, mantendo integralmente a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), presente em todos os 62 municípios do Estado, além de fomentar dezenas de centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) a partir dos mecanismos da Lei de Informática da Zona Franca de Manaus. Coroando essa trajetória de excelência, a Suframa alcançou, em 2025, o primeiro lugar em ‘Governança e Gestão’ entre as instituições públicas federais, reforçando o compromisso histórico da Autarquia com a transparência e a eficiência pública. “Continuaremos firmes na defesa dos nossos incentivos no Congresso, pois a defesa da ZFM é a defesa dos milhares de empregos que sustentam nossas famílias e a garantia de um futuro de desenvolvimento e dignidade para nossa gente. Após quase seis décadas, podemos avaliar os resultados virtuosos e afirmar categoricamente que a ZFM é um patrimônio de todos os brasileiros”, conclui o superintendente Bosco Saraiva. Marca Como parte das comemorações pelo aniversário, a Suframa também lança a marca dos 59 anos da Zona Franca de Manaus, que é formada por dois algarismos na cor amarelo, cor que representa otimismo, energia, alegria, além de ser a cor do ouro, metal precioso que simboliza as bodas de cinco décadas das quais o modelo se despede este ano, rumo aos 60 anos. O algarismo 5 simula uma seta em curva, simbolizando a renovação constante do modelo Zona Franca enquanto o 9 é sólido e fluido, como nosso modelo econômico. Os números vazados harmonizam com a imagem de fundo – uma série de figuras geométricas que remetem aos jogos clássicos dos primeiros videogames. Tal imagem busca lembrar, além da questão da tecnologia, que a ZFM está sempre avançando novas fases e vencendo desafios com arrojo e modernidade. Informações: imprensa@suframa.gob.br


