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Crítica | The Last of Us – Temporada 2, Episódio 5: A violência como herança e o abismo de Ellie

O quinto episódio da segunda temporada de The Last of Us é um retrato visceral da espiral de vingança que consome Ellie — e talvez o primeiro real vislumbre de que ela está, aos poucos, se tornando o que mais teme.

Logo em sua cena de abertura, o episódio nos apresenta a novos rostos da WLF com uma eficiência impressionante. Em poucos minutos, já entendemos quem são, o que perderam e os riscos emocionais da cena. É assim que a série reforça um de seus maiores méritos: mesmo diante da brutalidade, ela insiste em lembrar a humanidade de cada personagem — e também o que se perde quando ela é esquecida.

Bella Ramsey (Ellie) e Isabela Merced (Dina) em The Last Of Us, Hbo

Ellie, no entanto, parece não querer mais lembrar. Depois de reencontrar em Dina uma âncora emocional no episódio anterior, a protagonista agora se vê cada vez mais solitária — por escolha e por necessidade. Jesse surge como um possível salvador, mas sua chegada só aprofunda as fissuras: entre Ellie e Dina, entre Ellie e sua missão, entre o que ela sente e o que está disposta a fazer.

Essa desconexão atinge o ápice na sequência com Nora. Mesmo que a atuação de Bella Ramsey ainda vacile em alguns momentos de fúria, o roteiro não perde sua força: o confronto é cruel, desequilibrado, e revela uma Ellie disposta a ferir para não sentir. Ramsey talvez ainda não convença no auge da violência, mas convence no esgotamento — e talvez seja esse o verdadeiro ponto.

Bella Ramsey (Ellie) em The Last Of Us, Hbo

A introdução de infectados mais inteligentes e a ameaça de um contágio aéreo ampliam a tensão do universo da série, mas é no emocional que o episódio finca sua estaca mais profunda. Ao que tudo indica, o reencontro com Joel se aproxima, prometendo desenterrar não só memórias, mas também verdades que Ellie evitou por tempo demais. Sabemos que Pedro Pascal não retornaria apenas para flashbacks decorativos — e tudo indica que o próximo episódio será emocionalmente devastador.

No fim, The Last of Us mostra que a jornada de Ellie deixou de ser sobre justiça e passou a ser sobre sobrevivência — não apenas contra os infectados, mas contra a culpa, o luto e a própria consciência.

NOTA DO CRÍTICO
Bom!

Escrito Por

Lucas Barbosa

Lucas Barbosa, designer e criador de conteúdo sobre cinema e cultura pop. Amante de universos criativos e narrativas que inspiram.

Ethical Dimensions in the Digital Age

The Internet is becoming the town square for the global village of tomorrow.

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