Subscribe for Newsletter

Edit Template

Crítica | The Last of Us – Temporada 2, Episódio 1: “Dias Futuros”

Depois de dois anos de espera desde o impactante final da primeira temporada, The Last of Us retorna com o episódio “Dias Futuros” — e o mundo da série está, ao mesmo tempo, irreconhecível e dolorosamente familiar. Enquanto para nós se passaram dois anos, para Joel e Ellie já são cinco. Tempo suficiente para que as feridas emocionais não apenas fiquem expostas, mas também criem cicatrizes difíceis de ignorar.

A série começa nos mostrando uma relação fria e distante entre os protagonistas. Joel tenta fingir que o afastamento se deve à adolescência rebelde de Ellie, mas ambos sabem que a verdade vai muito além disso: ela perdeu a confiança nele. A escolha que Joel fez no final da temporada anterior ainda ecoa com força — e neste episódio, fica claro que seu maior medo se concretizou. Ele salvou Ellie… mas perdeu ela de outra forma.

Pedro Pascal e Bella Ramsey continuam entregando atuações densas e sensíveis. Embora compartilhem poucas cenas juntos neste episódio, os momentos que dividem são carregados de subtexto. O silêncio entre os dois personagens fala mais alto do que qualquer diálogo — e os olhares trocados são suficientes para transmitir a dor, o ressentimento e o amor não declarado que pairam sobre eles.

Enquanto isso, o cenário também evoluiu. A cidade de Jackson, comandada por Tommy (Gabriel Luna) e Maria (Rutina Wesley), floresceu. Já não é apenas um abrigo improvisado — é uma comunidade em pleno funcionamento, com laços, cultura e vida. Esse novo ambiente traz à tona uma pergunta central: como continuar vivendo, e até reconstruir, após tanto tempo apenas sobrevivendo? A série começa a se distanciar da narrativa de “jornada” da primeira temporada e adota uma estrutura mais introspectiva, focada em temas como lar, pertencimento e o peso do passado.

Isabela Merced (Dina) e Bella Ramsey (Ellie) em The Last Of Us (2025), Max

No entanto, nem tudo flui perfeitamente. Algumas cenas que tentam reforçar a força de Ellie soam exageradas, quase como se a série estivesse tentando provar algo ao espectador. Essa insistência em mostrá-la como “badass invencível” pode soar artificial em alguns momentos, tirando um pouco da naturalidade da personagem, que sempre foi marcada por sua humanidade complexa, e não por uma invulnerabilidade forçada.

Ainda assim, The Last of Us acerta ao estabelecer um tom mais maduro e contemplativo para essa nova fase. A sensação de segurança em Jackson é sedutora, mas sabemos — e o episódio nos lembra — que essa paz é frágil. A tensão é constante, como se estivéssemos andando sobre um lago congelado prestes a rachar a qualquer passo.

“Dias Futuros” é um início sólido para a segunda temporada, com atuações intensas, novos personagens promissores e uma atmosfera emocional que continua a ser o maior trunfo da série. Não tão impactante quanto o início da primeira temporada, mas igualmente promissor em sua proposta de aprofundar os dilemas dos personagens.

NOTA DO CRÍTICO
Muito bom!

Escrito Por

Lucas Barbosa

Lucas Barbosa, designer e criador de conteúdo sobre cinema e cultura pop. Amante de universos criativos e narrativas que inspiram.

Ethical Dimensions in the Digital Age

The Internet is becoming the town square for the global village of tomorrow.

Posts Populares

About Us

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, and pulvinar daHad denoting properly jointure you and occasion directly raillery. In said to of poor full.

You May Have Missed

  • All Posts
  • Amazonas
  • Brasil e Mundo
  • Ciência e Tecnologia
  • Cinema
  • Críticas
  • Destaques
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Games
  • Lucas cine
  • Luis cunha
  • Parintins
  • Política
  • Saúde
  • Séries e TV
  • Sociedade

Tags

© 2024 Created with Royal Elementor Addons