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Critica: Pânico 7 – Um retorno às origens que prova que a franquia já não tem muito para onde ir

Panico 7 tenta voltar às raízes da franquia. Traz Sidney Prescott de volta ao centro da história, recupera a estrutura clássica da série e aposta no conforto da nostalgia. O problema é que, ao fazer isso, acaba revelando algo que a saga sempre conseguiu esconder muito bem: talvez Pânico tenha finalmente ficado sem ideias.

A trama coloca Sidney novamente na mira de Ghostface, agora ao lado de sua filha adolescente, Tatum. A dinâmica entre mãe e filha até sugere um novo caminho para a franquia, mas o filme nunca aprofunda essa relação o suficiente para que ela realmente sustente a narrativa. Em vez disso, a história segue o manual já conhecido: ligação misteriosa, assassinatos espalhados pelo elenco jovem, suspeitos em série e a inevitável revelação final.

Kevin Williamson, criador da franquia e agora diretor, parece consciente do peso da nostalgia. O filme constantemente faz referência ao passado da saga, revisitando personagens, nomes e situações clássicas. Só que essa estratégia funciona mais como lembrança do que já foi feito do que como construção de algo novo. Em vários momentos, a sensação é de estar assistindo a uma repetição ligeiramente atualizada do primeiro filme.

Neve Campbell continua sendo o coração da franquia. Sua Sidney carrega uma presença mais madura, quase resignada, de alguém que já passou por esse pesadelo inúmeras vezes. Mas mesmo seu retorno não consegue esconder que o roteiro parece mais interessado em repetir fórmulas do que em reinventá-las.

Os novos personagens também não ajudam muito. Muitos são pouco desenvolvidos e funcionam apenas como peças descartáveis dentro do jogo clássico da série: quem será o assassino por trás da máscara? O problema é que, desta vez, a pergunta parece menos interessante do que nunca.

Há alguns momentos divertidos, um ou outro assassinato mais criativo e um início que lembra por que a franquia foi tão influente nos anos 90. Mas Panico 7 raramente encontra algo realmente novo para dizer sobre o gênero que ajudou a reinventar.

No fim, o maior inimigo do filme talvez não seja Ghostface, mas o próprio passado da franquia. Quanto mais ele tenta homenageá-lo, mais nos faz lembrar de quando a série era realmente afiada.

Escrito Por

Lucas Barbosa

Lucas Barbosa, designer e criador de conteúdo sobre cinema e cultura pop. Amante de universos criativos e narrativas que inspiram.

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