O professor Alex Barbosa de Oliveira, de 29 anos, foi morto a tiros na madrugada de domingo (26) em uma boate em Tefé, no interior do Amazonas. Ele foi socorrido por populares e levado ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Muito conhecido no município, ele foi enterrado nesta quarta-feira (28). O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento. O suspeito, identificado como Alessandro Trindade Pereira, também de 29 anos, conhecido como “Piloto”, fugiu do local. Ele tem passagens por roubo e violência doméstica, segundo a polícia. A motivação do assassinato ainda não foi esclarecida pela polícia. As imagens das câmeras de segurança da boate mostram que Alessandro estava acompanhado de outro homem, que não teve a identidade divulgada, e que esbarrou na vítima antes de empurrá-la. A gravação também mostra que o professor tentou reagir, mas foi surpreendido por Alessandro, que usava camiseta vermelha e boné branco, e sacou a arma da cintura, disparando contra a vítima. Após cometer o crime, o suspeito fugiu do local a pé.
Forças de segurança vão coibir cobrança irregular de flanelinhas em Manaus
Na manhã desta quarta-feira (29), representantes das forças de segurança do Estado, da Prefeitura de Manaus e dos organizadores de eventos se reuniram no Centro de Comando e Controle para alinhar estratégias contra a cobrança irregular de estacionamento em espaços públicos, feita por flanelinhas. A prática ilegal tem sido alvo de reclamações constantes da população, principalmente em eventos de grande porte, onde motoristas são coagidos a pagar valores abusivos para estacionar seus veículos. Para enfrentar essa situação, o plano prevê a intensificação da fiscalização e o reforço da presença policial nos principais pontos de eventos da cidade. A iniciativa tem como principal objetivo garantir que os cidadãos possam aproveitar os eventos com mais segurança e tranquilidade, sem o receio de serem vítimas de extorsão. Além disso, os organizadores de eventos também serão orientados a colaborar com as autoridades, ajudando a identificar e denunciar práticas abusivas ao redor de seus espaços. A população também desempenha um papel fundamental nessa ação. Denunciar a cobrança irregular é essencial para que as autoridades possam agir de forma eficaz e combater essa prática ilegal. Os canais de denúncia estarão disponíveis para receber informações de forma segura e anônima. Com essa união de esforços entre governo, prefeitura e organizadores de eventos, Manaus avança na organização do seu espaço público, garantindo mais ordem, respeito e segurança para todos que circulam pela cidade.
Produtor de Netto Brito gera polêmica ao usar termo inadequado para indígenas no Amazonas
Manaus – Uma publicação do produtor musical do cantor Netto Brito, conhecido como ‘Seu Boga’, gerou indignação nas redes sociais ao se referir de maneira considerada desrespeitosa aos povos indígenas. Durante sua passagem pelo município de Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros a oeste de Manaus), o produtor postou uma foto com a legenda “Indo ali ver uns índios”, o que foi amplamente criticado por internautas. A repercussão negativa foi imediata, com diversas manifestações contrárias à expressão utilizada. Usuários de redes sociais apontaram que o termo empregado carrega estereótipos e ignora a identidade e diversidade dos povos indígenas. “O Amazonas merece respeito. Nossa solidariedade ao povo de Benjamin Constant-AM”, escreveu um usuário. Outro internauta questionou: “E quem é Netto Brito?”, enquanto um terceiro comentou: “Foi mexer com a casa de marimbundo e agora chora”. Diante da polêmica, Netto Brito divulgou uma nota pública pedindo desculpas pelo ocorrido. Ele enfatizou que seu produtor não teve a intenção de desrespeitar a cultura local e destacou o carinho que tem pela região. Apesar do pedido de desculpas, a equipe do cantor confirmou que o produtor não participará do evento no município. O cantor foi contratado para se apresentar no aniversário de 127 anos de Benjamin Constant, celebrado nesta quarta-feira (29). Uso adequado do termo indígena De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a palavra ‘índio’ é um equívoco histórico originado da chegada de Cristóvão Colombo às Américas, quando o navegador acreditava estar nas Índias. O uso desse termo generaliza os povos originários e pode reforçar estereótipos negativos. A recomendação é que se utilize ‘indígena’ para se referir a essas populações, pois a palavra valoriza sua identidade e especificidade cultural. Além disso, recomenda-se o uso de ‘aldeia’, ‘terra’ ou ‘território indígena’, em vez de ‘tribo’, e ‘povo’ ou ‘etnia’ para designar os grupos indígenas.
Cláudia Raia se pronuncia após denúncia por dar vibrador à filha de 12 anos
Nesta quarta-feira (29/1), Cláudia Raia se pronunciou em sua rede social após o deputado estadual de Minas Gerais, Cristiano Caporezzo, declarar que apresentou queixa-crime contra ela pelo suposto crime de corrupção de menores. Ela afirmou, em uma entrevista, que deu um vibrador para sua filha de 12 anos na época, hoje com 22. Segundo a atriz, sua “fala foi tirada de contexto”.“Minha fala foi tirada de contexto. Sempre incentivei o diálogo aberto com meus filhos sobre todos os temas, incluindo educação sexual, de maneira respeitosa e adequada para cada idade. Como mãe, minha prioridade sempre foi criar um ambiente de confiança e informação. Mas entendo que cada família tem sua própria abordagem, e respeito isso”, afirmou ela em seu Instagram.
Boi Garantido realiza o primeiro ensaio da Batucada de 2025
A venda de ingressos para o primeiro ensaio da Batucada do Boi Garantido já está disponível, em Manaus. O evento é visto pela organização como um esquenta para o Carnaboi e acontece pela primeira vez no centro histórico da capital amazonense. O ensaio vai acontecer no dia 01 de fevereiro, às 19h (horário de Manaus) no Complexo Booth Line. Entre as atrações confirmadas estão os itens oficiais do Boi Garantido, apresentador Israel Paulain e levantador de toadas David Assayag, bem como os conceituados artistas Leonardo Castelo e Luciano Araújo. O valor para a pista é de R$ 20, enquanto que as mesas são vendidas a R$ 150 e para comprar antecipadamente basta telefonar para (92)99216-4399 ou (92) 99223-3226; haverá também a venda no dia do evento. Essa é a primeira vez que o tradicional ensaio da cadência encarnada vai ocorrer no centro histórico de Manaus, o local escolhido é o Mercado de Origem da Amazônia, no Complexo Booth Line (ao lado do porto privado da capital). O diretor de eventos do Garantido em Manaus, Rivaldo Pereira, destacou que a ideia é fazer uma preparação para outro evento muito conhecido no calendário da cidade. “É a primeira vez que a gente faz o evento em fevereiro, com o objetivo de ser um esquenta para o Carnaboi; é novidade levar o ensaio para o centro da cidade e acho que é uma forma de trazer o público do comércio, a maioria do pessoal trabalha a semana toda e a gente proporciona esse ensaio para que eles possam aproveitar um pouco do festival”, disse.
Amazonas realiza 1ª cirurgia de redesignação sexual em trans e intersexo
A estudante de Odontologia Emy Rigonatty, 26, está prestes a fazer história no Amazonas. Até o final de 2027, ela pode se tornar a primeira dentista transexual do estado, após passar pela cirurgia de redesignação sexual em agosto do último ano. O procedimento, que alinha a identidade de gênero com as características físicas, foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante um mutirão inédito no estado. Emy foi uma das 22 pacientes atendidas no mutirão, realizado no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), em parceria com o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Tradicionalmente, o Amazonas não conta com um centro de referência para a redesignação sexual na rede pública, tornando o evento um marco na saúde LGBTQIA+ da região. “Nunca houve esse tipo de cirurgia para pessoas trans e intersexo no estado. Eu fui uma das escolhidas entre centenas que aguardavam pelo SUS, e sou imensamente grata por essa oportunidade”, afirmou a estudante. A jornada de Emy até esse momento não foi fácil. Durante a transição de gênero, ela enfrentou preconceito na faculdade, incluindo a recusa de ser reconhecida como mulher, além de desafios com o uso irregular de hormônios. Mutirão inédito e impacto na população LGBTQIA+ O mutirão de cirurgias aconteceu de 27 a 31 de agosto de 2024 e beneficiou também três indígenas intersexo – pessoas que possuem características sexuais tanto masculinas quanto femininas. A ação foi um passo importante para garantir o reconhecimento de gênero a uma população historicamente invisibilizada. Segundo os organizadores, a demanda na região Norte é alta, mas a ausência de centros especializados dificulta o acesso aos procedimentos. Sem atendimento local, muitos pacientes precisavam viajar para outras regiões do país, enfrentando dificuldades financeiras e riscos na recuperação. “Detectamos essa demanda através da telemedicina, principalmente entre pessoas intersexo em condições adversas. Era uma fila invisível, porque ninguém sabia o quanto essas pessoas precisavam dessas cirurgias”, explicou Conceição Crozara, mastologista e chefe da divisão médica do HUGV/Ebserh. Os pacientes do mutirão já recebiam atendimento no Ambulatório de Diversidade Sexual e de Gêneros da Policlínica Codajás, onde tinham suporte multiprofissional com ginecologistas, psicólogos, psiquiatras e fonoaudiólogos. Segundo Crozara, o ambulatório acompanha atualmente mais de 900 pessoas trans e intersexo no Amazonas. Além das cirurgias, o evento também promoveu palestras e cursos de capacitação para profissionais da saúde na região, criando um legado para futuras iniciativas. Critérios rigorosos e desafios enfrentados O urologista Ubirajara Barroso Jr., professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e um dos médicos convidados para o mutirão, destacou que as cirurgias de redesignação sexual seguem critérios rigorosos. “Esse é um procedimento irreversível, então é essencial garantir que os pacientes estejam preparados. Eles precisam ter mais de 18 anos, vivência no gênero que se identificam e acompanhamento psicológico contínuo para evitar arrependimentos”, explicou. Apesar do impacto positivo do mutirão, a iniciativa enfrentou resistência em um estado conservador. Segundo a equipe médica, houve tentativas de desmoralizar o evento, espalhando informações falsas e questionando a alocação de recursos. “Algumas pessoas alegaram que as cirurgias estavam tomando o lugar de outros procedimentos eletivos, o que não é verdade. Cada paciente tem sua prioridade, e tivemos que quebrar esse imaginário”, relatou Conceição Crozara. Para Emy, a falta de apoio do governo municipal e estadual dificultou ainda mais o acesso à saúde da população LGBTQIA+. “A Prefeitura de Manaus não se posicionou sobre o mutirão. Os pacientes buscaram apoio dos secretários de saúde, mas não houve ajuda para custear as cirurgias”, criticou. A reportagem solicitou informações à Prefeitura de Manaus e à Secretaria de Estado de Saúde sobre a fila de espera para cirurgias de redesignação sexual e o envolvimento dos órgãos no mutirão, mas não obteve resposta até a publicação. Esperança para o futuro A realização do mutirão representa um avanço no acesso à saúde para a população trans e intersexo da região Norte. Isaac Lopes, 22, presidente da Associação Transmasculina do Amazonas (Atam), destaca que a iniciativa pode beneficiar outros ribeirinhos, indígenas e pessoas LGBTQIA+. Isaac, que se identifica como homem trans desde os 14 anos, sonhava em realizar a mastectomia masculinizadora, mas esbarrava nas dificuldades do sistema público. “Cheguei a duvidar que conseguiria essa cirurgia. O custo é alto, as filas do SUS são longas e os hospitais particulares são inacessíveis”, relatou. Para ele, o avanço só foi possível graças à mobilização de profissionais de saúde e ativistas. “O Amazonas é um estado muito transfóbico. Se o governo não garante nossos direitos, a solução é o movimento social se unir aos médicos para ampliar o acesso e garantir dignidade para nossa população”, concluiu.
Vídeo: Fisiculturista é preso suspeito de assassinar esposa em Belford Roxo
Um caso de feminicídio chocou a cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no último domingo (26). O fisiculturista Valdenir da Silva foi preso sob suspeita de matar sua esposa, a personal trainer Ilinês da Silva. A vítima foi encontrada em sua residência com uma corda envolta ao pescoço, levando inicialmente ao registro de sua morte como suicídio. No entanto, laudos periciais do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram que a causa real do óbito foi estrangulamento. Câmeras de segurança do prédio onde o casal morava registraram imagens de Valdenir agredindo Ilinês pouco antes do ocorrido. O suspeito teria informado ao porteiro que a esposa havia tirado a própria vida, versão que foi desmentida pela perícia. Diante das evidências, ele foi detido pela polícia. Familiares da vítima relataram que Ilinês, de 30 anos, já havia mencionado sofrer violência por parte do marido e encontrava dificuldades para sair do relacionamento. Mensagens de despedida deixadas por ela reforçam que a situação era conhecida por pessoas próximas. Com indícios de agressões anteriores, a investigação, inicialmente conduzida pela 54ª DP (Belford Roxo), foi transferida para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Diante das provas reunidas, a Justiça decretou a prisão temporária de Valdenir por 30 dias, enquanto as autoridades seguem com a apuração do caso. O crime reforça a preocupante incidência de feminicídios no Brasil e destaca a necessidade de mais mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica.
Trump assina ordem que proíbe financiamento público para transição de gênero em menores
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (28) uma ordem executiva que proíbe o financiamento público para tratamentos hormonais e cirurgias de transição de gênero em menores de 19 anos. A medida, que cumpre uma promessa de campanha, restringe o apoio federal a esses procedimentos, que o governo classifica como “irreversíveis e prejudiciais”. A decisão impede que recursos federais sejam destinados a bloqueadores de puberdade, hormônios sexuais e cirurgias de redesignação em adolescentes, considerando tais práticas como “mutilação química e cirúrgica”. Além disso, o governo ordenou a suspensão imediata de verbas para pesquisas ou programas educacionais que abordem a transição de gênero em menores. Em um trecho do documento, Trump afirma que “médicos estão mutilando e esterilizando um número crescente de crianças no país sob a alegação radical e falsa de que adultos podem mudar o sexo de uma criança por meio de uma série de intervenções irreversíveis”. O texto determina que as leis que limitam esses procedimentos sejam aplicadas com rigor em nível federal. A medida também estabelece que o Secretário de Saúde e Serviços Humanos apresente, dentro de 90 dias, uma revisão sobre as melhores práticas no tratamento de crianças com disforia de gênero. Além disso, o governo criticou a Associação Mundial Profissional para a Saúde Transgênero (WPATH), alegando que suas diretrizes não possuem embasamento científico confiável. A decisão se soma a outras políticas da administração Trump que afetam diretamente a população trans nos Estados Unidos. Anteriormente, o governo já havia proibido mulheres trans de cumprirem penas em prisões femininas e assinado um decreto que pode restringir a presença de soldados transgênero no Exército americano. A ordem executiva gerou reações divergentes. Grupos conservadores comemoraram a medida como uma proteção a crianças e adolescentes, enquanto organizações de direitos humanos e associações médicas alertam para o impacto da decisão na saúde e no bem-estar de jovens transgêneros. A decisão pode enfrentar desafios judiciais, já que diversos estados americanos possuem legislações próprias sobre o tema.
Adotar práticas ESG tem sido fundamental para atrair clientes que se importam com sustentabilidade e responsabilidade social
A adoção de práticas de sustentabilidade ambiental, social e de governança (ESG) por empresas vem crescendo nos últimos anos em várias cidades. Em Manaus, a JAN-PRO segue como pioneira na adoção dessas práticas no segmento da limpeza profissional. O estudo da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), aponta que 71% das empresas brasileiras já adotaram ou iniciaram a implementação de boas práticas em suas operações ano passado. Focada em três pilares, a ESG é um conjunto de práticas empresariais que abrange as áreas ambiental, social e de governança. Na esfera ambiental, busca-se minimizar os impactos ao meio ambiente, como a redução de emissões e o uso sustentável de recursos. No aspecto social, envolve responsabilidade com as pessoas, diversidade e direitos humanos. Já a governança refere-se à ética, transparência e boas práticas de gestão. Fernanda Mamud, diretora regional da JAN-PRO, destaca que essas práticas fazem parte do processo da franquia em Manaus há anos, representando um grande diferencial para atrair e fidelizar clientes. Ela ressalta que, ao adotar essas práticas sustentáveis, a empresa não só contribui para a preservação ambiental, mas também fortalece sua reputação como uma marca comprometida com a ética e responsabilidade social, o que é cada vez mais valorizado pelos consumidores. “Adotar práticas ESG tem sido fundamental para atrair clientes que se importam com sustentabilidade e responsabilidade social. Quando demonstramos nosso compromisso com o meio ambiente e a ética, conseguimos conquistar a confiança de consumidores conscientes”, afirma Fernanda. Práticas sustentáveisA implementação de práticas sustentáveis na operação de limpeza profissional se reflete em uma série de ações, como a utilização exclusiva de produtos com selo verde, como os da linha ‘Spartan’. São produtos que garantem uma limpeza eficaz sem prejudicar o meio ambiente, seguindo rigorosamente a normativa interna da empresa. Em uma área como a limpeza profissional, que costuma demandar grandes volumes de água, a empresa reduz o consumo de água em até 90%, utilizando tecnologias inovadoras e métodos que tornam o processo muito mais eficiente minimizando o impacto ambiental.Mais informações podem ser obtidas no instagram @janpromanaus Sobre a Jan-ProA JAN-PRO é líder mundial em serviços de limpeza comercial e desinfecção de ambientes, com mais de 30 anos de atuação no mercado e presença em 11 países. Reconhecida pela sua excelência, a JAN-PRO oferece soluções de limpeza que garantem ganhos de produtividade, qualidade, redução de custos e responsabilidade ambiental. Especializada em limpeza corporativa, hospitalar e profissional, a empresa combina ciência e tecnologia para proporcionar ambientes limpos e seguros. Recomendada para limpeza comercial, a JAN-PRO é uma marca de confiança que se destaca pela inovação e eficiência em suas operações.
Governo vai montar posto de acolhimento para deportados dos EUA
O governo federal anunciou nesta terça-feira (28) que vai montar um posto de acolhimento humanitário para receber os brasileiros deportados dos Estados Unidos da América (EUA). A unidade vai funcionar no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, que é o terminal para onde os voos fretados pelo governo norte-americano estão sendo destinados ao longo dos últimos anos. A decisão foi tomada durante reunião, no Palácio do Planalto, coordenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a participação de diversos ministros e integrantes das Forças Armadas. “Conversamos com o presidente e fomos autorizados a iniciar as tratativas para estabelecer, em Confins, um posto de atendimento humanitário, tendo em vista que poderemos ter mais voos [de deportação] previstos. Toda nossa expectativa é trabalhar para garantir que famílias não venham separadas e que esses passageiros tenham boas condições de água, alimentação e temperatura [da aeronave], que me parece que foi a coisa mais prejudicial no processo desse [último] voo”, afirmou a ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, em declaração a jornalistas no Palácio do Planalto, após a reunião. A mobilização do governo ocorre dias após um voo de deportação com 88 brasileiros, oriundo dos EUA, ter sofrido uma série de problemas, com passageiros algemados o tempo inteiro, relatos de agressões por parte dos agentes americanos, privação de comida e de acesso a banheiro, além de problemas técnicos que prejudicaram o funcionamento do ar-condicionado e obrigaram a aeronave a fazer paradas não previstas. Em uma dessas conexões, em Manaus, na última sexta-feira (24), a Polícia Federal determinou que as algemas fossem retiradas e os passageiros acabaram sendo embarcados em outro avião enviado pela Força Aérea Brasileira (FAB), por determinação do presidente Lula, até o destino final, na capital mineira, onde chegaram no sábado (25). Esta foi a primeira leva de brasileiros deportados desde a posse do presidente Donald Trump, que prometeu tolerância zero com a imigração ilegal no país. “Estamos agora trabalhando para encontrar soluções e formas adequadas para que cheguem ao Brasil os brasileiros repatriados, mas dentro da atenção absoluta ao respeito aos direitos humanos, as condições necessárias de viagem e atenção necessária aos passageiros nesses voos”, destacou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Segundo explicou, por meio dos canais diplomáticos, o Itamaraty vai procurar o governo norte-americano para padronizar as operações de deportação com tratamento digno. Ontem (27), o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, se reuniu com autoridades do Itamaraty para prestar esclarecimentos sobre os procedimentos dessa última deportação. Em média, ocorrem de 12 a 14 voos de deportação de brasileiros dos Estados Unidos por ano, de acordo com informações do próprio governo federal. Como a maioria dos cidadãos deportados é oriunda de Minas Gerais, o Aeroporto Internacional de Confins passou a ser o terminal de destino usado nessas operações. A ideia do governo federal é estabelecer, no posto de atendimento humanitário do aeroporto, diversos serviços de acolhimento, incluindo políticas de inclusão no mercado de trabalho, informou a ministra Macaé Evaristo. Não há previsão de quando essa unidade estará em funcionamento no local.


