Após o cancelamento da sessão de Ainda Estou Aqui devido aos incêndios em Los Angeles, Walter Salles e Guillermo del Toro finalmente terão a oportunidade de se encontrar, desta vez para celebrar outro grande filme do cineasta brasileiro. Os dois estão confirmados para uma exibição especial de Central do Brasil (1998), que acontecerá neste sábado em Santa Monica, Califórnia. A sessão será exclusiva para membros da American Cinematheque e faz parte dos esforços de Walter Salles na campanha pelo Oscar de Ainda Estou Aqui. Lançado em 1998, Central do Brasil fez história ao garantir indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro na edição de 1999.
Prefeitura de Manaus alerta para golpe com e-mail enviado sobre alvará
Manaus – A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), alerta aos contribuintes e usuários do sistema de licenciamento urbano sobre um e-mail falso, com o título “irregularidade no alvará da prefeitura”, que tem circulado na internet. No corpo do e-mail há citação sobre uma empresa, alvo de denúncia anônima, informando um telefone de contato. No texto, é notável que se trata de um golpe, porque, em Manaus, não existe um “Departamento de Licenciamento Urbano e Obras – Prefeitura” e nem o cargo de gestor de licenciamento e fiscalização. Outros itens a serem observados são a logomarca da prefeitura, totalmente diferente, e o endereço eletrônico do remetente (happyshine@ax.emnet.ne.jp), que não corresponde à extensão dos e-mails oficiais da Prefeitura de Manaus. O oficial é o @manaus.am.gov.br. O Implurb atua na emissão de alvarás de construção, não de funcionamento, como citado na mensagem. Em caso de dúvida, entre em contato com o órgão responsável, e não clique em links duvidosos. A autarquia acionou sua assessoria jurídica e fez um Boletim de Ocorrência (BO). Todos os serviços e processos do Implurb passam pela Gerência de Atendimento (Geat), de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos. As demandas para atendimento junto ao Implurb devem ser enviadas para o e-mail respostaimplurb@outlook.com. – Leia mais em: https://cm7brasil.com/amazonas/manaus/prefeitura-de-manaus-alerta-para-golpe-com-e-mail-enviado-sobre-alvara/
Saiba quem é a jovem que morreu após teto de ‘igreja de ouro’ desabar em Salvador
Brasil – A jovem de 26 anos, identificada como Giulia Panchoni Righetto, que morreu atingida pelo teto de uma igreja que desabou em Salvador, na Bahia, será enterrada em Cambé, no Paraná. A informação foi confirmada pela família na manhã desta quinta-feira (6).Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Giulia trabalhava em uma empresa multinacional de alimentos e vivia na capital paulista. Nas redes sociais, ela costumava publicar imagens de seu cotidiano, como viagens que fazia, aniversários e fotos com amigos.Ainda na tarde da última terça (5), ela publicou uma foto da viagem a Salvador, onde aparece o Forte de São Marcelo, lugar histórico da cidade, localizado na Baía de Todos os Santos. Ela estava acompanhada do namorado e amigos quando foi atingida. O desabamento Na tarde desta quarta-feira (5), teto da Igreja São Francisco de Assis, no bairro Pelourinho, em Salvador (BA), desabou. Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas após o desabamento, segundo o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. A vítima foi identificada como Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, era de Ribeirão Preto (SP) e visitava a igreja conhecida como ‘igreja do ouro’. Entre os feridos, estão dois estrangeiros, conforme o coronel Adson Marchesini, comandante-geral do Corpo de Bombeiros do estado. Os feridos sofreram ferimentos leves e não correm risco de morte, segundo a Polícia Civil. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Bahia vai investigar a morte da turista pela que do teto da basílica. Guias foram expedidas para o trabalho do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e os laudos periciais “serão essenciais para esclarecer as causas do acidente”, segundo a polícia.
Militares são presos por esquema de envio de drogas em voos da FAB no AM
São Gabriel da Cachoeira – Cinco indivíduos, de idades entre 22 e 42 anos, foram presos por atuar em um esquema de envio de drogas nos voos da Força Aérea Brasileira (FAB) de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros da capital) para Manaus, além de lavagem de dinheiro. Entre os presos, estão três militares da FAB e um homem responsável por financiar as drogas.As prisões foram realizadas durante a deflagração da Operação Queda do Céu pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de São Gabriel da Cachoeira.Conforme a delegada Grace Jardim, titular da unidade policial, as prisões ocorreram na segunda-feira (3) e a operação é desdobramento de uma apreensão de 342 quilos de maconha tipo skunk realizada em 2024, resultado de uma ação integrada entre Polícias Civil e Militar à época. Na ocasião, um soldado da ativa do Exército Brasileiro e outros dois ex-militares foram presos, além de duas mulheres.Segundo a delegada, a partir disso, as investigações verificaram que essas pessoas não eram as únicas envolvidas no esquema criminoso. Com o avançar dos trabalhos investigativos, foi possível identificar que os três militares da FAB, de 22, 23 e 26, eram os responsáveis por facilitar o envio das drogas nos voos da Força Aérea, além de também levarem os entorpecentes para Manaus.A empreitada criminosa foi descoberta no dia 2 de junho de 2024, por meio de voos militares que saíram do aeroporto militar do município.De acordo com a delegada, além disso, foi constatado que havia um homem, de 42 anos, financiando as drogas que eram transportadas de São Gabriel da Cachoeira para Manaus. Ele movimentou cerca de R$ 2 milhões em 2024, sendo que ele declarava receber mil reais por mês. Ele lavava o dinheiro do tráfico de drogas alugando veículos em São Gabriel da Cachoeira. Durante as diligências, foram apreendidos três carros e quatro motocicletas. Além deles, um homem de 26 anos também tinha participação no esquema criminoso. Ele foi preso em Santa Isabel do Rio Negro e a função dele era cooptar mulas para levar as drogas por via aérea para Manaus, além de também fazer o transporte.
Vídeo: Parte da BR-230 Transamazônica rompe e afeta fluxo entre municípios do Sul do AM
Amazonas – Na manhã desta quarta-feira (5), foi registrado o rompimento de um trecho da BR-230, mais conhecida como Transamazônica, no sentido Humaitá, próximo ao km 70, que conecta os municípios de Humaitá e Apuí. O ocorrido, que causou preocupação entre os moradores e comerciantes da região, foi comunicado pelo presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319, André Marcílio. Em uma postagem nas redes sociais, André Marcílio, presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319, relatou que, logo após tomar conhecimento do ocorrido, entrou em contato com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Orlando, para informar sobre a situação e cobrar uma ação imediata para a resolução do problema. A BR-230 é uma via de grande importância para a economia local, especialmente para o distrito de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré, que depende dessa estrada para escoar produtos e serviços. “Essa é uma importante via da BR-230, da Transamazônica, que liga dois municípios e movimenta muito a economia da região, principalmente no distrito de Santo Antônio do Matupi. Espero que nas próximas horas o DNIT consiga agir de forma rápida e eficiente para ajudar os nossos amigos do Sul do Amazonas”, afirmou Marcílio. A situação afeta diretamente a mobilidade da população local, que teme o agravamento do isolamento devido ao rompimento da estrada. Marcílio reforçou que, apesar do incidente, ele e outros defensores da rodovia não desistirão da luta pela manutenção e reparo da infraestrutura do estado, destacando a importância de medidas urgentes para restabelecer o tráfego e evitar mais prejuízos à população. A expectativa é que as autoridades competentes, com o apoio do DNIT, atuem de forma célere para restabelecer o tráfego e garantir a segurança e o bem-estar dos moradores da região.
Filhote de onça criado como pet no AM retorna à família por falta de abrigo
O filhote de onça-pintada “Golias”, que era mantido como “pet” por uma família, voltou nesta quarta-feira (5) para a casa onde era criado após ser resgatado na terça-feira (4) em Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas. Ele aguarda que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou outro órgão responsável providencie sua remoção do município. As informações são da prefeitura da cidade. Após o resgate, o animal foi levado à sede da Defesa Civil e recebeu atendimento veterinário. Não há informações sobre como ele foi capturado. Segundo o Ibama, um veterinário do município avaliou o filhote e constatou que ele estava saudável e com comportamento dócil. No entanto, como não há estrutura adequada na cidade para abrigá-lo, a onça precisou ser devolvida à família enquanto o Ibama busca uma solução para sua remoção. “Representantes do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão buscando um local para acolhimento temporário do animal. Um dos desafios é o traslado, já que o município fica a 880 quilômetros de Manaus e não possui aeroporto próximo. A ideia é articular parcerias com instituições especializadas para realizar o transporte com segurança, preferencialmente por via aérea”, informou o Ibama. Se houver viabilidade para reabilitação, será implantado um programa de longo prazo para preparar o animal para a vida na natureza e sua futura soltura. Apesar da declaração do Ibama, Santo Antônio do Içá tem um aeroporto, que inclusive está na lista do Governo Federal para leilão.
STJ rejeita denúncia contra Wilson Lima por atuação durante a pandemia
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por 8 votos a 3, a denúncia contra o governador do Amazonas, Wilson Lima, por supostas irregularidades na gestão da pandemia de Covid-19 em 2020. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (05/02) pela Corte Especial do tribunal.O julgamento teve início em sessão anterior, quando o ministro Raul Araújo abriu divergência em relação ao voto do relator, ministro Francisco Falcão. A tese de rejeição da denúncia foi acompanhada pelos ministros Og Fernandes, Humberto Martins, Sérgio Kukina, Sebastião Reis Júnior, João Otávio de Noronha, Antonio Carlos Ferreira e Benedito Gonçalves, formando a maioria contra o prosseguimento da ação.A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) questionava o transporte de respiradores adquiridos pelo governo do Amazonas no auge da crise sanitária. No entanto, os ministros que votaram pela rejeição da acusação consideraram a excepcionalidade do momento, argumentando que o Estado enfrentava uma corrida contra o tempo para adquirir equipamentos médicos em meio à escassez global, buscando garantir atendimento aos pacientes com Covid-19 na rede pública de saúde.Com a decisão do STJ, o caso não seguirá adiante, encerrando mais um capítulo das investigações sobre a gestão da pandemia no Amazonas.
Argentina deixa a Organização Mundial da Saúde
O presidente da Argentina, Javier Milei, retirou o país da Organização Mundial da Saúde (OMS) por “profundas diferenças em relação à gestão sanitária”, anunciou nesta quarta-feira (5) o porta-voz da presidência, Manuel Adorni, em coletiva de imprensa. A decisão “se baseia nas profundas diferenças em relação à gestão sanitária, especialmente na pandemia” de covid-19, acrescentou Adorni. “Os argentinos não vamos permitir que um organismo internacional interfira em nossa soberania, muito menos em nossa saúde”, enfatizou. O porta-voz explicou que essa medida “dá ao país maior flexibilidade para implementar políticas adaptadas ao contexto de interesses que a Argentina exige, além de maior disponibilidade de recursos e reafirma nosso caminho em direção a um país com soberania na área da saúde”. A decisão do governo argentino está alinhada a um decreto assinado pelo presidente Donald Trump que também retira os Estados Unidos OMS. Assim como Trump, Milei criticou a atuação da agência durante a pandemia de coronavírus. Adorni afirmou nesta quarta que a gestão sanitária do organismo internacional durante a pandemia, junto com o governo de Alberto Fernández, “nos levou ao confinamento mais longo da história da humanidade e à falta de independência diante da influência política de alguns Estados”. O porta-voz esclareceu que a Argentina “não recebe financiamento da OMS, portanto, essa medida não representa perda de fundos para o país”. O funcionário não especificou o financiamento anual que o país repassa ao organismo, o qual, segundo reportagens, gira em torno de 10 milhões de dólares (R$ 57,9 milhões) por ano. Em junho passado, a Argentina rejeitou se juntar a um novo protocolo sobre pandemias proposto pela OMS e deixou claro sua intenção de deixar o organismo. “Nosso país não assinará nenhum acordo sobre pandemias que possa afetar a soberania nacional”, afirmou Adorni na época. “Quarentenas eternas” Após a coletiva, um comunicado do Gabinete do Presidente deu mais detalhes sobre os motivos da decisão argentina. De acordo com o comunicado, a OMS “falhou em sua maior prova de fogo: promoveu quarentenas eternas sem embasamento científico quando teve que combater a pandemia de covid-19”. “As quarentenas provocaram uma das maiores catástrofes econômicas da história mundial”, acrescentou. Nesse sentido, o governo concluiu que “é urgente repensar, a partir da comunidade internacional, para que existem organismos supranacionais, financiados por todos, que não cumprem com os objetivos para os quais foram criados (…) e pretendem se impor acima dos países membros”, conforme o comunicado. “Hoje, a evidência indica que as receitas da OMS não funcionam porque são o resultado da influência política”, afirmou. O anúncio da Argentina segue a decisão de Donald Trump, que em 20 de janeiro, no dia de sua posse, assinou um decreto para retirar os Estados Unidos da OMS. Washington também congelou seu financiamento a programas de luta contra a Aids em países em desenvolvimento. Os Estados Unidos são o maior contribuinte do organismo internacional de saúde, e sua saída obrigou a OMS a revisar seus programas e prioridades.
Porta-voz de Trump afirma que EUA ‘não vão pagar’ pela reconstrução de Gaza e recua sobre a ideia de deslocamento permanente de palestinos
A Casa Branca informou nesta quarta-feira (5) que o presidente Donald Trump não comprometeu os Estados Unidos a enviar tropas para a Faixa de Gaza como parte de sua proposta de controle do enclave palestino. Além disso, a porta-voz da Presidência recuou sobre a ideia de um deslocamento permanente de palestinos, mencionando agora uma “realocação temporária”. Em coletiva de imprensa, Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, afirmou que Trump acredita que os EUA devem se envolver na reconstrução de Gaza para garantir a estabilidade da região, mas enfatizou que “não vão pagar” por essa reconstrução. “Isso não significa que haverá tropas em Gaza”, disse Leavitt. Ela também negou que a proposta de Trump de retirar os palestinos de Gaza seja permanente. “O presidente está comprometido com a realocação temporária dos que estão lá”, afirmou. Na terça-feira (4), Trump havia declarado que os Estados Unidos assumiriam o controle da Faixa de Gaza, afirmando que os palestinos não deveriam ser responsáveis pela reconstrução e ocupação do território. Ele sugeriu que os EUA tomassem conta da área, criando empregos e desenvolvendo a região, e mencionou a possibilidade de transformar Gaza em uma espécie de “Riviera do Oriente Médio”. Trump disse ainda que planeja visitar Gaza, Israel e a Arábia Saudita, mas não divulgou datas para as viagens. Mais cedo, ele sugeriu que a única alternativa para os palestinos seria deixar Gaza, uma ideia apoiada pela extrema direita israelense, mas amplamente criticada por analistas, que a consideram uma forma de limpeza étnica. A Jordânia e o Egito se manifestaram contra a proposta de Trump, defendendo que os palestinos têm o direito de permanecer em suas terras. A Arábia Saudita também rejeitou a ideia de Trump de retirar palestinos de Gaza, afirmando que não estabelecerá laços com Israel até que um Estado Palestino seja criado. A crise gerada pelo conflito entre Israel e Hamas resultou em uma grave situação humanitária em Gaza, com mais de 40 mil mortos. A proposta de Trump levanta preocupações sobre o futuro dos palestinos na região e sobre o impacto na criação do Estado da Palestina.
Governador do Pará recua e revoga lei que levou a ocupação da Seduc por indígenas
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), recuou e vai encaminhar para a Assembleia Legislativa projeto para revogar a lei que retirou artigos sobre educação presencial para indígenas, o que abriria caminho para ensino a distância. A aprovação da lei levou movimentos indígenas a ocuparem o prédio da Seduc (Secretaria de Educação) do governo do estado, em Belém, em 14 de janeiro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5), após acordo fechado com o Sintepp (sindicato de trabalhadores em educação) e comunidades indígenas, quilombolas e populações tradicionais. A revogação tem como condicionantes o fim da paralisação de professores e a desocupação, pelos indígenas, do prédio para permitir o funcionamento da Seduc. O governo se comprometeu a não punir servidores por causa da paralisação. Segundo o termo de compromisso firmado, será criado um grupo de trabalho composto por representantes do estado, do Sintepp e dos povos indígenas, quilombolas e tradicionais para discutir a elaboração de um projeto de lei para instituição do Estatuto do Magistério e Plano de Cargos, Carreiras e Salário dos profissionais públicos da educação básica do Pará. O grupo terá cinco representantes do estado, cinco dos profissionais da educação, além de cinco dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações tradicionais. Segundo o termo, o projeto de lei garantirá a política geral de educação indígena, inclusive dos profissionais de educação vinculados a esta modalidade, e tratará de gratificações, com objetivo de evitar efeito cascata e assegurando a irredutibilidade salarial.


