Alunos da rede estadual de ensino do Amazonas que cursaram a 1ª e 2ª séries do Ensino Médio em 2024 poderão solicitar a isenção da taxa de inscrição do Processo Seletivo Contínuo (PSC) I e II nos dias 10 e 11 de março. O pedido pode ser feito no site oficial da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Para solicitar a isenção, os candidatos devem ter família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Governo Federal, com renda familiar mensal per capita inferior ou igual a meio salário-mínimo nacional. A solicitação deverá ser feita exclusivamente por meio do preenchimento do formulário eletrônico disponível no sistema de inscrições da Compec. É importante que os estudantes fiquem atentos aos prazos, datas e à documentação necessária para a solicitação. Mais informações podem ser consultadas no edital disponível no site da Compec. O PSC oferece uma oportunidade para estudantes da rede pública ingressarem na universidade. Esta etapa é destinada exclusivamente aos alunos que cursaram as 1ª e 2ª séries do Ensino Médio em 2024. PSC As inscrições para o Processo Seletivo ocorrerão entre os dias 25 de março e 28 de abril, também no site da Ufam. As provas do PSC acontecerão no dia 8 de junho, nos municípios de Benjamin Constant, Coari, Codajás, Humaitá, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Novo Aripuanã, Parintins, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé.
Após cantar toada do contrário, David Assayag pede desculpas e diz que vai acatar qualquer decisão do Garantido
De acordo com apuração, na noite de quarta-feira (5), houve uma reunião entre o presidente do Garantido, Fred Góes, e membros da diretoria do boi vermelho e branco para discutir o futuro de Assayag e a possível escolha de seu sucessor. Em fevereiro, o Garantido havia anunciado Assayag como o único levantador do boi para o festival deste ano, ocasião em que ele se despediria do item após mais de três décadas de carreira. Na tarde de quinta-feira (6), o cantor se manifestou nas redes sociais. “Em primeiro lugar, gostaria de pedir sinceras desculpas, especialmente à galera vermelha e branca, pelo ocorrido. Reconheço que houve um erro grave de minha parte, falhei com a galera do Boi Garantido e com aqueles que me cederam sua confiança para representar o item 02. Lamento profundamente o desconforto causado”, disse ele no comunicado. Assayag também afirmou que acatará qualquer decisão da diretoria do boi e reafirmou seu amor pelo Garantido. “Entendo a repercussão do fato e, diante do cenário, não me oponho a qualquer decisão que venha a ser tomada pela diretoria do Boi-Bumbá Garantido, pois respeito a instituição e todos os seus membros”, concluiu.
Amazonas ocupa 7º lugar na frequência escolar indígena no Brasil
O Estado do Amazonas ganhou destaque em comparação a outros Estados do País em relação à frequência escolar, especialmente da população indígena. É o que aponta novos dados do Censo 2022, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os números da pesquisa, a frequência escolar bruta das pessoas indígenas no Amazonas alcançou a taxa de 35,58%, em 2022. A porcentagem coloca o Estado amazonense na sétima posição em comparação a outros Estados do Brasil, como Amapá (46,07%), Tocantins (43,1%), Maranhão (39,86%), Pará (38,96%) e Mato Grosso (38,55%), que estão à frente na lista da taxa de frequência escolar bruta de pessoas indígenas. Veja a lista: Entre a população indígena de 5 anos de idade, a frequência escolar ou em creche é de 22,3 mil pessoas no Amazonas. O número representa uma porcentagem de 33,3% do total do País. Já as crianças indígenas do sexo masculino com a mesma idade, a frequência escolar é de 5,6%. Em comparação, as crianças indígenas do sexo feminino de 5 anos de idade têm uma frequência de 5,18%. Ainda segundo as informações, a população indígena entre 6 e 17 anos de idade que frequentam a escola no Amazonas é de 120,5 mil. Destes, 97,2 mil frequentam o ensino fundamental, 15,6 mil frequentam o ensino médio e 6,2 mil frequentam a pré-escola. Entre a população indígena de 18 anos ou mais, a taxa é de 34 mil. Esse é o maior quantitativo entre as Unidades da Federação (UF). Outro dado é o de anos de estudos. Segundo os números, pessoas indígenas de 25 a 29 anos de idade, a média de anos de estudo é de 9,9%, e a porcentagem se repete para o grupo de 20 a 24 anos de idade (9,9%). Já a média de anos de estudo para as pessoas indígenas de 18 a 24 anos de idade é de 9,8%. A população idosa indígena também aparece na pesquisa, sendo, de 65 anos ou mais, a média de anos de estudo de 3,1%. O número é superior em comparação à população indígena de 75 a 79 anos de idade, que aparece com 2,6%. Já a população indígena de 80 anos ou mais, a média é de 1,3%. A pesquisa explica que o número de anos de estudo é calculado pelas informações da série, nível ou grau que a pessoa estava frequentando ou havia concluído. Para o Ensino Fundamental completo, são considerados 9 anos de estudo; Ensino Médio completo, 12 anos de estudo; e Ensino Superior completo, 16 anos de estudo. Mestrado, doutorado e especialização de Nível Superior não adicionam anos de estudo na metodologia adotada, ou seja, 16 anos é o valor máximo. Nível de escolaridade Os números da pesquisa divulgada apontam que as pessoas indígenas de 18 anos ou mais, por nível de instrução – o grau de escolaridade que uma pessoa alcança -, foram de 290,9 mil no total, sendo que, desse número, 124 mil pessoas indígenas não tinham instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto. Com o Ensino Médio completo e o Superior incompleto, o número é de 97,8 mil pessoas indígenas. Já com o Fundamental completo e o Ensino Médio incompleto, o número de pessoas indígenas é de 51,7 mil. E os indígenas que possuem uma formação de Nível Superior completo no Amazonas são 17 mil. Especialista O professor mestre em Sociedade e Cultura, do Território Andirá-Marau/AM, Josias Sateré, afirma que a tendência dos números referentes à escolaridade indígena no Amazonas é aumentar. Para ele, as administrações responsáveis pelo ensino educacional precisam considerar a logística dificultosa do Estado e outros recursos que refletem nos números, como, por exemplo, a merenda escolar. “A tendência é aumentar porque no Amazonas temos que levar em consideração a logística de nossa região, que nossas ruas são os rios, e os alunos são das comunidades referenciais e comunidades adjacentes, o que demanda investimento para transporte escolar e combustível, para que os estudantes possam frequentar nos dias de verão e inverno, na cheia dos rios e na seca. A distribuição de merenda escolar também influencia nesses dados, porque merenda escolar também faz parte da educação e contribui para a nutrição dos alunos das comunidades”, explica. Josias reafirma que a valorização de professores indígenas e o investimento na melhoria do trabalho de professores também são responsáveis por cultivar o interesse no ensino. “Uma escola indígena com professores indígenas incentivados, com apoio das secretarias municipais e estadual, tem materiais didáticos para trabalhar, local físico para trabalhar, realizar suas atividades, e os estudantes indígenas aprendem a conectar conhecimentos tradicionais e conhecimentos ocidentais-europeus”, disse. O coordenador de Disseminação de Informações (SDI) do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques, explica que a logística e a geografia do Estado dificultam o acesso da população à educação como um todo. “A variação nas taxas de frequência escolar entre os municípios do Amazonas revela a desigualdade no acesso à educação. As diferenças geográficas e socioeconômicas influenciam a disponibilidade da infraestrutura, recursos e oportunidades educacionais”, disse Adjalma. População indígena De acordo com o Censo 2022, a população indígena no País é de 1,6 milhão de pessoas. O número representa 0,83% do total de habitantes. Sendo que, do total, 51,2% se concentram na região da Amazônia Legal. Em 2010, a população indígena era de 896,9 mil no País, os novos dados refletem um aumento de 88,82%. Grande parte dos povos indígenas estão localizados na Região Norte, com 44,48%. O Estado do Amazonas e o Estado da Bahia são os locais que mais habitam indígenas com 42,51% do total, o equivalente a 490,9 mil e 229,1 mil, respectivamente.
Fernanda Torres e Fernanda Montenegro serão homenageadas no Senado
As atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro estão entre as 19 agraciadas pelo Senado com o Diploma Bertha Lutz. A premiação é concedida anualmente a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero no Brasil. Fernanda Torres venceu o Globo de Ouro como atriz de drama e foi uma das concorrentes ao Oscar pela sua atuação no filme brasileiro Ainda Estou Aqui (2024), premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro. Fernanda Montenegro, sua mãe, também atuou no filme. A cerimônia de entrega do Diploma Bertha Lutz está marcada para o dia 26 de março, às 10 horas. A indicação de Fernanda Torres para a homenagem foi feita pela senadora Eliziane Gama (PSD- MA). Ao indicar a atriz para receber o prêmio, a senadora afirmou que o diploma seria um reconhecimento à “relevante contribuição” prestada pela atriz ao longo da sua carreira. “A indicada possui trajetória destacada na promoção da equidade e na defesa das pautas femininas, senda referência em sua área de atuação“, argumentou Eliziane. Já a indicação de Fernanda Montenegro ao diploma foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em 1999, ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz por seu papel em Central do Brasil. As duas atrizes, mãe e filha, são as únicas brasileiras já indicadas Oscar de melhor atriz.
OPA Manaus apresenta mostra de curtas com entrada gratuita
Uma nova edição da Mostra de Filmes da Oficina de Produção Audiovisual – OPA Manaus acontece nesta sexta-feira (07/03), com estreia de quatro filmes amazonenses: “Pintura Ancestral”, de Thais Kokama, “Nunca Mais”, de Murilo Henrique, “O Dilema de Antônia”, de Orlando K Junior, e “Todas as Vozes”, de Shaydson Souza. A sessão inicia às 18h30, no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Caua), localizado na Rua Monsenhor Coutinho, no Centro. A entrada é gratuita. As obras audiovisuais foram rodadas em oficinas realizadas nos bairros Novo Israel, Petrópolis e Centro. Segundo o coordenador do projeto, Thiago Morais, as OPAs são oportunidades de aperfeiçoamento de forma gratuita, com apoio de editais, que possibilitam que a iniciativa chegue em muitos bairros, para outros públicos. “Esses filmes circulam em mostras e festivais, embasando a importância de oferecer capacitação profissional”, afirma Thiago Morais, idealizador à frente do projeto há sete anos. “Cada turma recebeu 20 alunos, que, ao final das aulas, produziram um curta-metragem, totalizando quatro filmes”. As atividades contaram com a participação de instrutores como César Lima, compositor de trilhas sonoras, Helione Mireles, profissional de som direto, Sidney Cad, diretor de fotografia, e Saleyna Borges, produtora audiovisual. “Essa interação com outros profissionais segmentados fortalece o aprendizado e capacita os alunos”, completa o coordenador. Trabalho colaborativo A aluna Thais Kokama, indígena que coordena o Cine Aldeia, assina a direção de “Pintura Ancestral”. Ela destaca que o filme nasce do encontro entre histórias, referências e sensibilidades enquanto o processo dentro da Opa foi rico e colaborativo. “Tivemos a oportunidade de experimentar, aprender e construir um filme que valoriza a memória e a identidade. O ambiente da oficina favoreceu a troca entre diferentes olhares, e cada etapa, do roteiro à finalização, foi marcada por descobertas criativas”, comenta a diretora. “Foi inspirador ver o filme ganhar forma a partir do engajamento de todos, mostrando como o audiovisual pode ser um espaço de expressão potente”. Murilo Henrique, diretor de “Nunca Mais”, pontua que a iniciativa tem sido importante na formação dele como produtor audiovisual. “Cursos de cinema não são baratos, fazer filmes não é barato e a OPA dá uma oportunidade para quem gosta e quer fazer cinema. Aprender essa arte cercado por pessoas que tem a mesma vontade, o mesmo sonho que você, é bem mais estimulante e deixa os desafios mais fáceis”, explica Murilo Henrique. “Uma das coisas mais bacana da oficina é o aprender fazendo, claro que a teoria é muito importante, mas botar a mão na massa e sentir que está fazendo parte de algo é muito gratificante”. O jornalista e repórter cinematográfico Orlando Júnior considera que a participação na OPA possibilitou adaptar e filmar um roteiro que estava engavetado há cinco anos. “Escrevi ‘O Dilema de Antônia’ durante um curso que fiz em São Paulo, em 2020, no Instituto Nacional de Cinema, mas não consegui rodar por conta da pandemia de Covid-19. Mas, graças à OPA, tirei o roteiro do papel e pude rodar o filme”, conta o jornalista. “A dedicação e o engajamento dos alunos foram fundamentais para essa realização, afinal, cinema não se faz sozinho”. O projeto Mostra de Filmes da Oficina de Produção Audiovisual – OPA Manaus foi realizado através do Edital Nº 004/2023 – Manaus Identidade Cultural Audiovisual, por meio da Conselho Municipal de Cultura (Concultura), da Prefeitura de Manaus e com apoio da Cara de Gato Filmes, do Caua, do Centro de Apoio Às Famílias (CENAF) de Novo Israel, do Instituto Alternativo de Petrópolis, do Museu Amazônico e da Biblioteca Municipal João Pantoja.
Bloco do Manaus Memes 2025: sucesso de público e evento consolidado no carnaval amazonense
A terceira edição do Bloco do Manaus Memes tomou conta do Pódium da Arena da Amazônia nesta última segunda-feira (3) e provou, mais uma vez, que veio para ficar. Com uma multidão de foliões e 14 horas de festa, o evento se consolida como um dos maiores do calendário carnavalesco da cidade, misturando tradição, cultura pop e muita irreverência. Animação do público e atrações de peso A energia da noite ficou por conta de uma programação diversificada, com ritmos para todos os gostos: carnaval, funk, axé, forró e boi-bumbá deram o tom da folia. O humorista Frota, um dos destaques da cena local, brilhou na apresentação, conduzindo o público entre os shows com seu carisma e espontaneidade. No palco, DJs e bandas se revezaram para manter a animação em alta. Entre as atrações que incendiaram a festa estavam DJ Gabe, Keltom Piloto, DJ Gusta, DJ Evandro Jr e Banda, Rafa Militão, Na Pegada Elétrico, DJ Juanzinho, Vem Folia feat. Prince do Boi e Leonardo Castelo Branco, DJ Bié e George Japa. Um bloco digital que arrasta multidões Um dos fatores que fazem do Bloco do Manaus Memes um verdadeiro fenômeno é sua forte presença digital. Com 90% da divulgação feita nas redes sociais, o evento mobiliza um público jovem e conectado, que acompanha cada detalhe e mantém o bloco entre os assuntos mais comentados. Além da música, o Bloco do Manaus Memes 2025 foi um espetáculo à parte no quesito criatividade. As fantasias chamaram atenção, com referências da cultura pop e do universo digital. Entre os destaques, foliões vestidos como Fernanda Torres, e um grupo caracterizado como Freddie Mercury Prateado, que arrancou aplausos por onde passava. A festa também contou com a presença de jornalistas, influenciadores e produtores de conteúdo, que compartilharam cada momento nas redes sociais, ajudando a reforçar o evento como um dos mais aguardados do Carnaval amazonense. Com mais uma edição de sucesso, o Bloco do Manaus Memes se firma como tradição, provando que humor, cultura digital e carnaval formam a mistura perfeita para uma festa inesquecível. Até 2026!
Cinema brasileiro espera por Oscar de ‘Ainda estou aqui’: ‘Não podemos mais ficar vivendo de crises’, diz produtora
O tão aguardado primeiro Oscar brasileiro parece perto. A equipe de “Ainda estou aqui” irá cruzar o tapete vermelho do Dolby Theater, em Los Angeles, amanhã, com certo favoritismo para conquistar pelo menos uma das três categorias em que concorre no prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Mas, independentemente de levar uma estatueta para casa, o longa de Walter Salles já fez história. Nunca antes uma produção brasileira, falada em português, tinha recebido uma indicação a melhor filme. Fenômeno de público Para além do prestígio internacional, “Ainda estou aqui” também é um fenômeno no Brasil, onde já vendeu mais de 5,2 milhões de ingressos e arrecadou R$ 105 milhões nas bilheterias, o maior sucesso comercial nacional desde a pandemia de Covid-19. Agora, a pergunta que fica é: o que a febre “Ainda estou aqui” e um eventual Oscar significam para o futuro do cinema brasileiro? — O mais importante da trajetória de “Ainda estou aqui” foi a conexão do público com o filme. É muito significativo ver o brasileiro orgulhoso dos nossos filmes e das nossas histórias, e a reconexão com o nosso cinema — destaca Maria Carlota Bruno, produtora do filme. — Todas as premiações são importantes pois fazem com que a nossa cinematografia seja vista e reconhecida aqui e em várias latitudes, e isso fortalece e oxigena a nossa produção. Presidente da Academia Brasileira de Cinema, a produtora Renata Almeida Magalhães acredita que o sucesso do drama dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres pode fazer com que as pessoas “levem mais a sério o cinema brasileiro”. — É uma boa oportunidade para entendermos que a cultura é fundamental e que a gente não pode mais ficar vivendo de ciclos e crises. O cinema e os artistas brasileiros têm que ser levados a sério — diz a produtora. — É uma oportunidade também para a gente se perguntar como o Brasil anda tratando seus artistas. Estar num lugar como o Oscar talvez faça as pessoas se tocarem. A produtora Mariza Leão destaca que o sucesso de “Ainda estou aqui” faz uma provocação ao cinema nacional: “vamos pensar grande”. — Nossas métricas do que sejam filmes de mercado envelheceu. É preciso ousadia e coragem para arriscar — aponta a produtora de sucessos como “De pernas por ar” e “Meu passado me condena”. — Rodrigo Teixeira e Maria Carlota ousaram e essa deve ser a nossa meta. Um caminho para tentar reproduzir a trajetória de “Ainda estou aqui” também pode ser investir em parcerias internacionais. O primeiro filme Original Globoplay é uma coprodução entre Brasil e França. — Acho que esta exposição internacional, com chances de levar o Oscar, pode atrair empresas estrangeiras que queiram investir em parcerias com o Brasil, os famosos acordos bilaterais. O que seria muito positivo para o nosso mercado em questão de emprego, renda e visibilidade — acredita Marina Rodrigues, produtora executiva. ‘País de honra’ em Cannes Especializada em políticas para o audiovisual, Rodrigues defende que o governo federal aproveite o momento para combater deficiências históricas de distribuição e comercialização dos filmes brasileiros. O cinema nacional, por sinal, vem sendo destaque para além de “Ainda estou aqui”. Produções nacionais integraram as mostras competitivas dos últimos festivais de Cannes (“Motel Destino”), Veneza (“Ainda estou aqui”) e Berlim (“O último azul”, vencedor do Urso de Prata de Grande Prêmio do Júri). No próximo mês de maio, o Marché du Film, área de mercado do Festival de Cannes, terá o Brasil como “país de honra”. Já a disputa da Palma de Ouro tem um filme brasileiro sendo apontado como possível concorrente: “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que lançou “Aquarius”, “Bacurau” e “Retratos fantasmas” no evento francês. Apostas para o cinema nacional em 2025 ‘O último azul’ Filme de Gabriel Mascaro, estrelado por Rodrigo Santoro e Denise Weinberg, acaba de ganhar o Urso de Prata de Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. ‘O agente secreto’ Thriller político de Kleber Mendonça Filho passado no Recife durante a ditadura militar. Wagner Moura lidera o elenco. ‘A melhor mãe do mundo’ Diretora de “Que horas ela volta?”, Anna Muylaert lança seu novo filme, com Shirley Cruz como a catadora de lixo que tenta escapar de uma relação tóxica. ‘Oeste outra vez’ Vencedor do Festival de Gramado de 2024, o faroeste acompanha Ângelo Antônio e Babu Santana como homens frágeis que disputam o amor de uma mulher. ‘Homem com H’ Cinebiografia de Ney Matogrosso estrelada por Jesuíta Barbosa. A direção é de Esmir Filho. ‘O filho de mil homens’ Adaptação de romance de Valter Hugo Mãe dirigida por Daniel Rezende e estrelada por Rodrigo Santoro. ‘Os enforcados’ Leandra Leal volta a ser dirigida por Fernando Coimbra, de “O lobo atrás da porta”. Irandhir Santos vive herdeiro do jogo do bicho no Rio. ‘Manas’ Drama de Marianna Brennand retrata a rotina de violência sexual contra crianças na Ilha do Marajó, no Pará. O filme levou o GDA Director’s Award no Festival de Veneza. ‘Vitória’ Fernanda Montenegro vive senhora de 80 anos que filmou a rotina do tráfico de drogas na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. Com direção de Andrucha Waddington.
Oscar: saiba quem é o designer que criou a estatueta mas famosa do cinema
O irlandês Austin Cedric Gibbons é um daqueles personagens da indústria do cinema que merecem… um filme. Basta dizer que seu nome é lembrado a cada edição da premiação. Foi ele, afinal, que projetou a inconfundível estatueta do Oscar — um dos maiores ícones do design mundial. Como se isso fosse pouco, ele mesmo ainda fez por ganhar 11 vezes o prêmio máximo do cinema. Vale a pena conhecer a história dele. Nascido em Dublin em 1893, Gibbons foi para os EUA com a família ainda garoto. Criado no Brooklyn, passou um tempo trabalhando com o pai, que era arquiteto, enquanto estudava na Art Students League de Nova York. Em 1915, começou a trabalhar como designer de produção na incipiente e já frenética indústria cinematográfica. Em 1924, tornou-se diretor de arte da recém-criada Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), e ficou nesse cargo por 32 anos. A assinatura de Gibbons aparece nos créditos de cerca nada menos que 1.500 filmes, incluindo clássicos como “O mágico de Oz” (1939), “As minas do Rei Salomão” (1950), “Um americano em Paris” (1951), “Cantando na chuva” (1952), Julius Caesar (1953) e “Sete noivas para sete irmãos” (1954). Um adendo: nem sempre ele foi o responsável pela cenografia, participando apenas como assistente. Mas seu nome está lá. O que importa é que os cenários realistas concebidos por Gibbons para a MGM entre as décadas de 1920 e 1950 criaram um novo padrão para a cenografia do cinema – e chegaram mesmo a influenciar a decoração doméstica nos EUA e no exterior. Não por acaso, entre 1929 e 1957, Gibbons ganhou 11 Oscars pelo seu trabalho como diretor de arte – tendo recebido outras 28 indicações. Em 1950, recebeu uma estatueta especial pela excelente qualidade do seu trabalho. Após longa e bem-sucedida carreira, Gibbons se aposentou em 1956, por motivos de saúde. Morreu em 26 de julho de 1960, aos 67 anos. E por falar em Oscar… Membro fundador da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (1927), Gibbons concebeu a estatueta mais desejada pelos profissionais do cinema no ano seguinte. Sua inspiração foi o ator mexicano Emilio “El Indio” Fernandez. O artista imaginou, para o prêmio, um cruzado em pé, apoiado sobre um rolo de filme, segurando a espada de um cruzado. O rolo de filme apresenta cinco raios, representando os cinco ramos originais da Academia: atores, diretores, produtores, técnicos e escritores. Com o projeto de Gibbons nas mãos, coube ao escultor George Stanley “dar vida” à estatueta. O resto é história.
Oscar: Veja horário e onde assistir à premiação pela TV e online no domingo (2)
O clima é de Copa do Mundo no Brasil! Neste domingo de carnaval (2), acontece a 97ª edição dos Academy Awards, a premiação mais aguardada do audiovisual mundial. O evento celebra as melhores produções do último ano e reúne grandes estrelas em uma noite de glamour. A expectativa do público brasileiro está voltada para o filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, que pode trazer estatuetas para o país. O Oscar será transmitido diretamente do Dolby Theatre, em Los Angeles, pela televisão e plataformas digitais. A cerimônia começa às 21h (horário de Brasília). A TV Globo exibirá o evento para todo o Brasil, exceto para o Rio de Janeiro, que acompanhará o desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba. A transmissão comandada por Maria Beltrão terá início às 21h55, mas os fluminenses poderão assistir à premiação pelos sites do G1 e do gshow. A cobertura também estará disponível ao vivo no canal TNT e na plataforma de streaming Max, a partir das 19h30. Ana Furtado participa diretamente de Los Angeles, enquanto Carol Ribeiro cobre o tapete vermelho. No estúdio, Lázaro Ramos, Fabiula Nascimento e a especialista em séries e filmes Aline Diniz comentam a cerimônia. O anfitrião da noite será Conan O’Brien, que estreia na função, substituindo Jimmy Kimmel, vencedor do Emmy de melhor especial de variedades ao vivo na edição anterior. Entre os artistas confirmados para apresentar prêmios ou desempenhar papéis especiais na festa estão Selena Gomez, Oprah Winfrey, Joe Alwyn, Sterling K. Brown, Willem Dafoe, Ana de Armas, Lily-Rose Depp, Goldie Hawn, Connie Nielsen, Ben Stiller, Halle Berry, Penélope Cruz, Elle Fanning, Whoopi Goldberg, Scarlett Johansson, John Lithgow, Amy Poehler, June Squibb e Bowen Yang.
Oscar 2025: Confira a programação completa com a ordem de entrega dos prêmios e os horários de cada categoria
A ordem de apresentação das categorias do Oscar 2025 só será oficialmente revelada pela Academia de Hollywood no próprio dia da premiação, domingo (2). Os apresentadores da noite receberão o roteiro final da cerimônia apenas algumas horas antes do evento. Até lá, especulações — especialmente entre brasileiros — seguem dominando as redes sociais. A principal dúvida é: em que momento serão anunciadas as categorias em que “Ainda Estou Aqui” (2024) e Fernanda Torres concorrem, caso vençam? Tradicionalmente, as principais categorias são deixadas para os momentos finais da cerimônia. Entretanto, a definição do que é mais relevante varia a cada ano, acompanhando o buzz em torno do evento. Em 2021, por exemplo, o prêmio de Melhor Ator foi o último a ser anunciado, alimentando a expectativa da vitória póstuma de Chadwick Boseman por “A Voz Suprema do Blues” (2020). No entanto, o vencedor foi Anthony Hopkins, por “Meu Pai” (2020). No ano anterior, a programação também foi alterada. O sucesso de “Parasita” (2019) levou a Academia a posicionar a categoria de Melhor Filme Internacional nos momentos finais, culminando na vitória histórica do longa sul-coreano, que também levou o prêmio de Melhor Filme. Para 2025, portais americanos especializados sugerem que algo semelhante pode acontecer. A disputa entre “Emilia Pérez” e “Ainda Estou Aqui”, somada ao engajamento em torno de Fernanda Torres, pode fazer com que as categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz sejam reservadas para os instantes finais da cerimônia. Que horas começa o Oscar 2025? A cerimônia tem início às 21h (horário de Brasília). A TV Globo transmitirá o evento para todo o Brasil, exceto para o Rio de Janeiro, que acompanhará o desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba. No entanto, os cariocas poderão assistir à premiação pelos sites do G1 e do gshow. A cobertura, comandada por Maria Beltrão, começa às 21h55. A transmissão também estará disponível no canal TNT e na plataforma de streaming Max, a partir das 19h30. Ana Furtado participará diretamente de Los Angeles, enquanto Carol Ribeiro estará no tapete vermelho. No estúdio, Lázaro Ramos, Fabiula Nascimento e a especialista Aline Diniz comentam a cerimônia.


