Neste sábado, 19 de abril, o Brasil celebra o Dia dos Povos Indígenas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em sua conta no Instagram uma mensagem, também divulgada pelo Ministério dos Povos Indígenas, em que valoriza o conhecimento ancestral e reafirma a crença que o futuro não pode prescindir do passado. “Neste Dia dos Povos Indígenas, 19 de Abril, ressaltamos a importância de seus saberes e tecnologias milenares para a preservação da vida no planeta. Em um mundo que corre atrás do novo sem olhar para o passado, os povos indígenas nos lembram que o verdadeiro futuro é o que resistiu. O conhecimento ancestral é a última fronteira contra a destruição – e a nossa chance de mudar. Abril Indígena, um chamado para ouvir, aprender e mudar.” O Ministério dos Povos Indígenas faz um balanço das ações empreendidas pelo Governo Federal até aqui e aposta no protagonismo dos indígenas na cada vez mais próxima COP 30. Leia: Com a chegada do dia 19 de abril, dia dos Povos Indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas celebra a data direcionando esforços para aldear a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em novembro, no estado do Pará. Após mais de dois anos de aldeamento do Estado, com a instituição da pasta em 2023, o Ministério vem realizando uma série de articulações para a maior e melhor participação indígena da história das COPs. (Foto: Divulgação) Divulgada como a primeira COP realizada na floresta, a atual edição da Conferência é um palco estratégico para mostrar ao mundo os desafios de proteção do bioma amazônico e de seus povos, bem como questões envolvendo o meio ambiente em âmbito global. É necessário apostar na participação social, inclusão, diversidade e na criação de um ambiente para avançar em negociações ambiciosas, que consolidem o multilateralismo e apontem para implementações de ações a proteger o meio ambiente e o conjunto dos segmentos sociais impactados pelas mudanças climáticas. Mas antes de analisar o presente, precisamos retornar a exatos dez anos no passado. Assinado em 2015, durante a 21ª Conferência das Partes, a COP 21, a resolução do Acordo de Paris tinha como objetivo limitar o aumento da temperatura média e mantê-la em âmbito terrestre a 1,5ºC para que o planeta não sofresse mais desastres ambientais. O Acordo também estabeleceu metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e, quando foi proposto na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), o documento foi adotado por 196 países-membros. Infelizmente, nos últimos 12 meses, o mundo ultrapassou o 1,5ºC estabelecido como meta no Acordo de Paris. Isso se agrava na atual conjuntura geopolítica extremamente complexa, em que potências, mesmo cientes da emergência climática e de sua responsabilidade pela exploração desenfreada de recursos naturais, atuam contra o enfrentamento desse processo. Por outro lado, o Acordo de Paris também reconheceu a contribuição efetiva dos conhecimentos tradicionais indígenas como conhecimentos necessários para melhores práticas de mitigação e adaptação dos efeitos climáticos. Todavia, isto não resultou em mais políticas em prol dos povos indígenas. O conjunto dos instrumentos de financiamento climático e ambiental vêm demonstrando dificuldade em viabilizar projetos que protagonizam os povos e conhecimentos indígenas. Os estados nacionais também pouco desenvolvem projetos vinculados às metas globais. Como resultado, incluindo os recursos privados e da filantropia, cerca de 1% do financiamento ambiental e climático internacional chega aos povos indígenas e comunidades tradicionais do mundo. Contudo, esses povos são os que mais conservam o meio ambiente: a maior parte da biodiversidade protegida no mundo está em territórios indígenas e, consequentemente, faz-se necessário reconhecer, não só os conhecimentos tradicionais indígenas, mas o conjunto de ações de proteção dos territórios como fundamentais para apresentar caminhos e soluções concretas para combater a emergência climática que vivemos. Assim sendo, o MPI e a Presidência da COP30 vem criando caminhos para que as vozes indígenas sejam mais escutadas e que suas demandas possam ser incorporadas com maior celeridade nas agendas e encaminhamentos da COP. A razão é que a COP 30 precisa proporcionar legados para além de apenas um evento na Amazônia. É crucial que ela possa fortalecer as políticas indigenistas, as organizações e movimentos indígenas no mundo. Uma das conquistas já concretizadas foi a criação do Círculo dos Povos, que conta com uma inédita Comissão Internacional Indígena, ambos presididos pela ministra Sonia Guajajara. A iniciativa foi anunciada durante a 21ª edição do Acampamento Terra Livre, como uma instância para melhor escutar e atender as demandas dos povos que vivem e sustentam a biodiversidade, reconhecendo sua importância e protagonismo na conservação da floresta. Outros desafios importantes e em construção é a de garantir uma participação qualificada do movimento indígena nos diversos espaços de participação da COP, seja na Blue Zone e na Green Zone ou mesmo em outras áreas de Belém. Para isto, MPI e Funai têm liderado o Ciclo COParente, uma ação estratégica composta por 14 encontros pelo Brasil para articular, informar, debater e mobilizar a participação indígena para a COP 30 e para obter mais incidência na governança ambiental global. Com suas etapas, o Ciclo COParente promove a escuta ativa e o protagonismo indígena ao criar um espaço de diálogo, formação e consulta aos povos indígenas de todas as regiões do país e assim fortalecer a atuação junto a esses atores centrais da política global de enfrentamento à crise climática na COP 30. A iniciativa reflete o compromisso do governo federal e da Presidência da COP 30 com a democracia, os ritos coletivos e a valorização dos povos indígenas como parceiros indispensáveis à construção de soluções sustentáveis para o planeta. Ademais, na agenda de ação, o MPI e o Governo Brasileiro estão engajados em anunciar novos mecanismos financeiros, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e a renovação da Promessa, onde países e setores da filantropia se comprometem em apoiar organizações indígenas e políticas indigenistas. Anúncios como estes, dentre outros que podem ocorrer em Belém, pretendem reestruturar a dinâmica de financiamento internacional e vencer a burocracia existente para que os
Marketplace indígena: Tucum conecta mais de 4 mil pessoas de 87 povos originários
Neste Abril Indígena, mês dedicado à valorização das histórias, culturas, vozes e identidades dos povos originários, a Amaz Aceleradora de Impacto celebra junto a Tucum o impacto positivo da empresa na vida de 87 Povos Indígenas. Segundo o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 1,7 milhões de indígenas vivem no país, com destaque para a Amazônia Legal, lar de 867 mil deste montante. Na maior floresta tropical do mundo, essas populações preservam não apenas o ecossistema, mas também saberes, modos de vida e culturas milenares.Atualmente, a Tucum – um dos negócios do portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto – conecta mais de 4.860 mil artesãos e artesãs de 87 povos indígenas e comunidades tradicionais, localizadas na Amazônia Legal, Cerrado e Mata Atlântica. O negócio também contribui para a conservação de mais de 2,9 milhões de hectares de floresta. Para alcançar resultados tão expressivos, a Tucum assegura o repasse justo do valor pago pelos consumidores às artesãs e artesãos que vendem no site. Além disso, oferece formação para lideranças indígenas, com foco na comercialização digital, ampliando o protagonismo dos artistas. Primeiro do Brasil Fundada pela empreendedora e indigenista Amanda Santana, a Tucum consolidou-se como o primeiro marketplace indígena do Brasil. A ideia nasceu após uma imersão de Amanda no território da etnia Krahô, localizado entre os estados do Tocantins, Maranhão e Piauí, onde teve contato direto com o artesanato produzido por mulheres indígenas. Em 2013, ela fundou a primeira loja física da Tucum no bairro Santa Teresa, no Rio de Janeiro (RJ). Dois anos depois, expandiu as operações para o ambiente digital, ampliando o alcance dos produtos e contribuindo para a geração de renda de artesãos e artesãs em diversas regiões do país. O catálogo do marketplace contempla uma ampla gama de peças: biojoias, brincos, pulseiras, bolsas, máscaras, roupas, grafismos em tela, itens de decoração, entre outros. Os produtos são criados por artistas de dezenas de povos tradicionais, como Kayapó, Krahô, Kamayurá, Xipaya, Asurini, Yanomami, Baniwa, Matis, Marubo e Parakanã.“Cada arte carrega a essência, a beleza e a luta de sua cultura. Quando alguém compra uma peça indígena, está colaborando para manter a floresta em pé, com dignidade e respeito ao saber tradicional”, explica Santana. Abril Indígena 2025 Historicamente invisibilizados no Brasil, os povos indígenas neste período organizam um grande movimento de resistência, o Acampamento Terra Livre (ATL) acontece em Brasília (DF) e reúne representantes indígenas de todo o país, especialmente mulheres, para reivindicar direitos, principalmente relacionados ao uso dos territórios. Para muitos povos, a arte é uma forma de resistência. E há mais de uma década, a Tucum atua como uma ponte entre as expressões culturais dos povos indígenas brasileiros e o restante da sociedade. Como reconhecimento, o negócio passou a integrar a Rede Origens Brasil, que assegura e monitora relações éticas entre empresas e comunidades tradicionais. O site do marketplace também foi reformulado, ganhando um design mais intuitivo e imersivo, com fotos, vídeos dos produtos e um Mapa de Impacto, que apresenta as associações e organizações conectadas à rede.“São 12 anos fazendo essa ponte entre povos indígenas e consumidores e transformando vidas. Nada disso seria possível sem a colaboração de tantos colaboradores, parceiros e associações que acreditam na nossa missão de valorizar a arte de quem luta para manter a floresta viva”, finaliza Santana. O marketplace está com itens exclusivos e 15% de desconto em compras acima de R$ 248,00, através do cupom ABRILINDIGENA15. Quem preferir pagar via PIX, ainda garante um abatimento extra de 8%. Impacto na Amazônia Legal A Tucum integra o portfólio da AMAZ, a principal aceleradora e investidora de negócios de impacto do Norte brasileiro a partir de um fundo de financiamento híbrido. Recentemente, lançou a Chamada de Negócios 2025, encerrando um ciclo de cinco anos de investimentos pelo desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal. A Chamada vai selecionar três a seis novos empreendimentos. Para participar da seleção, os negócios devem estar formalizados, em operação (seja em estágio inicial ou avançado) e que ofereçam produtos ou serviços inovadores e com potencial de mercado. Os selecionados vão receber um aporte inicial de R$ 200 mil a R$ 400 mil, com possibilidade de mais R$ 600 mil, totalizando R$ 1 milhão para investimento. Porém, a parte financeira não é o único atrativo. A AMAZ proporciona uma formação completa para os empreendedores por meio de conexões com outros atores do mercado, oficinas e workshops sobre diversos temas, e suporte especializado em assessoria jurídica, contábil e de comunicação. As inscrições seguem abertas até o dia 25 de abril, às 17h (horário de Brasília), por meio do link: https://amaz.org.br. Dúvidas podem ser encaminhadas até 20 de abril pelo e-mail amaz@idesam.org.
Erika Hilton é alvo de transfobia por deputado do Pará
O deputado federal Éder Mauro (PL-PA) fez um comentário transfóbico nas redes sociais contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), após ela denunciar que teve sua identidade de gênero desrespeitada durante a emissão de um visto diplomático para os Estados Unidos. Em tom de deboche, o parlamentar bolsonarista publicou: “O chassi não bateu?”, em referência ao erro no gênero do documento oficial. A postagem foi publicada com uma imagem da matéria da Folha de S.Paulo sobre o ocorrido. “Essa agenda progressista, como essa imposição da ideologia de gênero, que a extrema esquerda tenta empurrar, já não cola mais, nem aqui e nem em lugar nenhum do mundo. A volta de Trump à Presidência dos EUA, da forma como aconteceu, é a prova disso. Não tenho dúvidas de que, no Brasil, o movimento será o mesmo em 2026. E se a Erika Hilton não quer mais ir aos EUA, sugiro que visite a Palestina. Talvez o Hamas, que ela defende na Câmara, seja mais receptivo à identidade de gênero”, disse ao ser questionado sobre as declarações contra a deputada. Éder Mauro coleciona uma série de polêmicas e episódios de agressividade dentro e fora da Câmara. Em 2024, foi acusado de agredir fisicamente o deputado Rogério Correia (PT-MG) durante uma sessão do Conselho de Ética que discutia o pedido de cassação de André Janones (Avante-MG). Correia afirma que tentou intervir para evitar uma possível agressão a Janones e acabou sendo atacado. “Ele me desferiu vários chutes. Fiz exame de corpo de delito, entreguei fotos dos hematomas, laudo médico e vídeos que mostram o deputado se aproximando agressivamente de mim”, relatou o petista, que denunciou a paralisação do processo disciplinar contra Éder Mauro, enquanto outros parlamentares da oposição são alvos de processos em ritmo acelerado. No mesmo ano, Éder Mauro também protagonizou um embate na Comissão de Direitos Humanos da Câmara ao mencionar de forma desrespeitosa a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. “Marielle Franco acabou, porra. Não tem porra nenhuma aqui”, disse ele, durante discussão sobre direitos humanos. Na ocasião, foi duramente criticado por parlamentares do Psol, entre eles Talíria Petrone, que respondeu aos gritos de “torturador” e “matador”. Caso Erika Hilton O governo dos Estados Unidos emitiu um visto diplomático para a deputada federal Erika Hilton com o gênero incorreto, identificado como masculino. Erika é uma das duas primeiras parlamentares trans da história da Câmara dos Deputados e atua como ativista na defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+. A parlamentar já havia obtido visto anteriormente, antes do governo Donald Trump, com a informação correta, respeitando sua autodeclaração de gênero como mulher. Desta vez, no entanto, a emissão do documento desrespeitou sua identidade, mesmo sem que ela tivesse fornecido qualquer informação nesse sentido durante o processo. Erika havia sido convidada para participar da Brazil Conference at Harvard & MIT 2025, em Cambridge, Massachusetts, como representante oficial do Parlamento brasileiro. Sua viagem estava autorizada pela presidência da Câmara, caracterizando a missão como oficial. Ao perceber a alteração no documento, Hilton optou por não utilizar o visto e cancelou sua ida ao evento. Para ela, o episódio configura “transfobia de Estado” por parte do governo norte-americano e deve ser tratado também como um problema diplomático. A deputada enviou um ofício ao Itamaraty solicitando uma audiência com o ministro das Relações Exteriores. Hilton classificou o episódio como extremamente grave e reforçou que o caso exige não apenas indignação, mas providências diplomáticas concretas.
Crianças participam de Caça aos Ovos de Páscoa com a presença do Coelhinho da Páscoa
A Páscoa é um momento de magia, diversão e surpresas para as crianças, por isso, o Studio 5 Shopping realiza uma programação gratuita repleta de brincadeiras. No sábado, 19/04, das 16h às 19h, a praça de eventos do shopping será palco de uma animada Caça aos Ovos, voltada para crianças de 4 a 12 anos que se inscreveram na atividade. Celebrada em todo o mundo, a Páscoa encanta as crianças com tradições que unem diversão e significado. A Caça aos Ovos, presente em diversas culturas, estimula a imaginação e torna a data ainda mais especial. Mais do que a expectativa pelos ovos de chocolate, a data simboliza renovação e reforça valores como solidariedade e compartilhamento. Além Caça aos Ovos, a programação contará com brincadeiras lúdicas, espaços de pintura facial, oficina de Paper Craft e pintura de ovos de Páscoa. Conforme Luana Cavalcante, o Coelhinho da Páscoa estará presente durante o evento, interagindo com as crianças, brincando e tirando fotos. A ideia é criar memória afetiva, proporcionando momentos de alegria que serão lembrados por muito tempo. “Queremos que as crianças vivam uma experiência única e cheia de diversão, associando a data a momentos especiais. A presença do Coelhinho promete encantar o público e garantir registros inesquecíveis para as famílias”, afirma Luana. Programação Mais informações podem ser obtidas no instagram @studio5 e no site: www.studio5.com.br
Curral do Boi Garantido celebra Dia dos Povos Originários em Manaus neste sábado
O Boi Garantido realiza, neste sábado (19), o segundo Curral de 2025 com uma edição especial em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas. O evento, intitulado “A Noite dos Povos Indígenas – A Resposta Somos Nós”, acontece a partir das 21h, no Sambódromo de Manaus, com entrada gratuita. Promovido pelo Movimento Amigos do Garantido (MAG), a proposta da festa é dar voz às lutas e saberes dos povos indígenas, com destaque para a presença simbólica do pajé do Garantido, Adriano Paketá, no ápice do show. No palco, nomes consagrados do bumbá vermelho e branco como o apresentador Israel Paulain, e o levantador de toadas David Assayag, além de outros sete artistas, se encarregam de levar grandes sucessos para a alegria dos torcedores. A noite conta ainda com apresentações da Batucada, Comando Garantido e Garantido Show. Confira a programação abaixo: Pajé do Garantido, Adriano Paketá. — Foto: Yasmin Cadore/Divulgação
Entenda como Davi Brito acabou na Justiça por violência psicológica no AM
O campeão do Big Brother Brasil 24, Davi Brito, virou réu por violência psicológica na Justiça do Amazonas no dia 8 de abril deste ano por ameaçar a modelo amazonense Tamires Assis com uma arma durante uma videochamada. Os dois tiveram um breve relacionamento em 2024, que terminou após as ameaças. Confira abaixo o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: Como foi o relacionamento entre eles? Dias após se conhecerem, Davi Brito passou a usar as redes sociais para se declarar à Tamires. “Semana que vem, você vem direto pra mim, meu amor. Te aguardo aqui em Salvador”, compartilhou ao exibir uma chamada de vídeo com ela no Instagram, na ocasião. Davi compartilhou ligação com a dançarina Thamires — Foto: Reprodução/Redes Sociais Minutos depois, ele fez um novo post, dessa vez no feed do Instagram. “Estou apaixonado”, escreveu, ao compartilhar uma foto ao lado da modelo. Em entrevista à Rede Amazônica, Tamires lembrou que logo após começarem a se relacionar, passaram a fazer planos juntos em contato por mensagens e ligações, devido ele morar na Bahia e ela no Amazonas. “A gente já se falava de uma forma como se a gente tivesse uma intimidade muito grande, porque a gente tinha planos e a gente fazia muitos planos. Nosso contato era muito planejando muitas coisas, da gente, não só de vida de casal, mas viagem, tudo. Ele fazia muita questão de me envolver na vida pessoal dele, inclusive de detalhes, de trabalho, de outras coisas. A gente, de uma forma muito rápida, teve esse envolvimento muito grande nas nossas conversas, não só por ligação, mas por mensagem”, contou a modelo. Quando as ameaças aconteceram? No dia 16 de julho, Tamires viajou para encontrar Davi em Salvador. No entanto, o encontro nunca chegou a acontecer devido a uma série de comportamentos do campeão do reality. Em aeroporto, dançarina revela que Davi pediu adiamento de viagem para Salvador Segundo apurado, o episódio de violência psicológica ocorreu no dia 15 de julho. Na ocasião, Davi teria realizado uma videochamada com Tamires, questionado de forma agressiva o seu paradeiro e exibido uma arma de fogo, além de fazer ameaças à vítima. No dia seguinte, Davi teria tentado minimizar a situação, afirmando que explicaria o ocorrido posteriormente. “Quando eu cheguei em casa, ele me ligou falando que eu era uma burra, que não sabia usar a internet, que eu tinha que me calar. Que a internet funciona assim, é assim que se faz, que quando acontecem as coisas a gente tem que se calar”, contou Tamires, no período em que sofreu os ataques. Como a modelo buscou proteção? No dia 23 de julho, Tamires fez um Boletim de Ocorrência, na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher Plantão dos Vulneráveis, em Manaus, acompanhada de seu advogado, por ameaça feita por Davi após a videochamada. Para a Justiça, Davi “apresentou um comportamento instável, inicialmente demonstrando estar doente e, posteriormente, agressivo e controlador, culminando na desistência da viagem por parte da vítima”. O controle e ciúmes excessivos por parte do baiano, relatados pela vítima, demonstrou, segundo a Justiça, um padrão de comportamento que é característico em situações de violência de gênero e concedeu medidas protetivas para Tamires contra Davi. A investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apontou que o ex-BBB também incitou seus fãs a atacar a modelo nas redes sociais após a decisão da Justiça. O que diz David Brito sobre o caso? Logo após o caso repercutir, o baiano negou as acusações por meio de nota e disse que estava tomando todas as medidas cabíveis para identificar e responsabilizar os responsáveis pela “difamação”. Após ter sido se tornado réu por violência psicológica, o g1 e a Rede Amazônica entraram em contato com a assessoria de Davi Brito por e-mail, mas não obtiveram resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz a Justiça? Davi Brito, virou réu por violência psicológica na Justiça do Amazonas no dia 8 de abril. A decisão é da juíza Ana Lorena Teixeira Gazzineo e foi obtida pela Rede Amazônica na quarta-feira (16). Em agosto, a Polícia Civil do Amazonas pediu a prisão de Davi por violência doméstica, após concluir que ele também incitou ataques contra a modelo nas redes sociais. Oito meses após o ocorrido, a Justiça do Amazonas ainda não decidiu se acata o pedido de prisão feito pela Polícia Civil contra o ex-BBB pelas ameaças à modelo. Enquanto isso, Davi segue respondendo ao processo em liberdade. Em nota, o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que concedeu todas as medidas protetivas solicitadas por Tamires, que continuam em vigor. A Justiça também confirmou que a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Davi foi aceita no início deste mês e que o processo segue em tramitação regular. Por se tratar de um caso relacionado à Lei Maria da Penha, o processo corre em segredo de justiça. Sobre a demora no andamento do processo, o Tribunal explicou que, em outubro do ano passado, Tamires entrou com uma reclamação na Corregedoria-Geral de Justiça. O pedido foi encaminhado à Vara responsável e a resposta oficial foi entregue à vítima em dezembro. Para a atual advogada de Tamires, Danielle Uchôa, não há justificativa para a demora na resposta sobre o pedido de prisão. “É uma forma de manter impune a situação. Não pune e também não absolve. É um meio de deixar de cumprir a lei. Já é muito doloroso para uma mulher passar por uma violência. É mais doloroso ainda quando ela vê que ninguém se importa”, disse a advogada da modelo.
Centenas de fiéis acompanham Via Sacra no Centro de Manaus
A procissão da Via Sacra deve reuniu centenas de fiéis na manhã desta Sexta-feira Santa (18), feriado nacional da Paixão de Cristo, nas ruas de Manaus. A celebração contou com a participação do cardeal e arcebispo Dom Leonardo Steiner. A programação iniciou a partir das 9h, em frente à Catedral Nossa Senhora da Conceição, conhecida como Igreja Matriz, no Centro da capital, e seguindo pelo entorno da Praça do Paço Municipal, na Avenida 7 de Setembro, e voltando para a rua Visconde de Mauá. Durante o percurso da Via Sacra, cada parada representava uma estação simbólica, relembrando a trajetória de Jesus rumo à crucificação no Calvário. As 14 estações reviveram desde a condenação de Cristo até o sepultamento. Em cada ponto, uma pausa para refletir sobre a vida de Cristo e sua condenação. Um dos momentos mais emocionantes aconteceu na quarta estação, quando a imagem da mãe e filho se encontram no caminho do sofrimento. Pelas ruas do centro da capital, a multidão seguiu em procissão, entoando cânticos e orações. A estudante Larissa Amaral, que percorreu todo o trajeto descalça, descreveu sua participação como um reforço da fé. Somente na Avenida 7 de Setembro, os fiéis passaram por sete estações. De lá, os fiéis seguiram em direção ao bairro Praça 14. O último trecho foi a Visconde de Porto Alegre, com mais cinco estações, até o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, encerrando as 14 etapas da caminhada de devoção. Estações da Via Sacra na Catedral Metropolitana de Manaus Veja fotos da celebração Via Sacra percorreu ruas do Centro de Manaus — Foto: Gato Jr/Rede Amazônica Fiel se ajoelha em devoção a Jesus. — Foto: Gato Jr/Rede Amazônica
“O Diário da Cunhã”: Isabelle lança canal no YouTube mostrando sua preparação para Parintins
A cunhã mais querida do Brasil agora tem um canal para chamar de seu. Isabelle Nogueira anunciou nesta quinta-feira (17/04), pelas redes sociais, o lançamento de seu canal no YouTube, “Isabelle Nogueira”, que estreia com o quadro “O Diário da Cunhã” — uma série que promete mostrar de perto os bastidores da sua preparação para o Festival Folclórico de Parintins 2025. Na legenda do anúncio, Isabelle escreveu: “Meu povooo, vos que pedem tanto pra ver um pouquinho mais sobre minha preparação pro Festival Folclórico de Parintins: Criei meu canal no YouTube pra mostrar TUDOOO • E já tem o PRIMEIRO VIDEO que tá imperdível! Corre lá no link da bio e se inscreve que vem muita emoção amazônida por aí!” O quadro surge em um momento em que os olhares se voltam, mais uma vez, para a ilha tupinambarana. O Festival de Parintins acontece neste ano entre os dias 28 e 30 de junho de 2025, com os bois Caprichoso e Garantido disputando o coração do público no icônico Bumbódromo. Reconhecido como um dos maiores espetáculos de cultura popular do Brasil, o festival mistura dança, música, artes visuais e tradição, encantando não só os amazonenses, mas também turistas do mundo inteiro. Isabelle, que representa o item 15 do Boi Garantido, o Cunhã-Poranga — ou, como diz a tradição, a Cuiã Amporanga —, é uma das figuras mais aguardadas na arena. Sua função exige resistência, expressão corporal e força, sendo uma das grandes responsáveis por representar a beleza e a garra da mulher amazônida dentro do espetáculo. Com a projeção nacional após sua participação no Big Brother Brasil 24, a rotina de Isabelle ficou ainda mais intensa. Eventos, programas de TV, campanhas publicitárias e uma agenda cada vez mais cheia colocaram o público em dúvida: como será que ela está conciliando tudo isso com a preparação para Parintins? É justamente essa curiosidade que o quadro “O Diário da Cunhã”, dentro do canal Isabelle Nogueira, promete responder. A série surge como uma janela íntima para o processo de preparação física, emocional e artística da cunhã, algo que sempre despertou interesse no público, especialmente por ser um dos papéis mais exigentes dentro da arena. Para quem ama Parintins, cultura amazônica e também acompanhou a trajetória de Isabelle na TV, essa nova fase promete entregar emoção, beleza e bastidores como nunca antes vistos. E o melhor: diretamente da fonte.
Associação de Vôlei de Joinville oferece treinos gratuitos em Manaus em parceria com o Ikigai
Uma das maiores referências do voleibol de base no Brasil, a AVOJOI (Associação Vôlei Joinville), de Santa Catarina, desembarca em Manaus para uma ação inédita: treinos gratuitos e abertos ao público, em parceria com o projeto amazonense Ikigai Vôlei. A iniciativa acontece entre os dias 18 e 20 de abril e promete proporcionar uma experiência única para jovens atletas da capital amazonense. Com 15 anos de história, a AVOJOI é reconhecida nacionalmente pela formação de talentos e por sua extensa lista de conquistas em competições estaduais e nacionais. Ao longo dessa trajetória, a associação se destacou como um verdadeiro celeiro de campeões, revelando diversos jogadores que hoje atuam em grandes clubes do Brasil e até mesmo na seleção brasileira. Os treinos serão conduzidos pelo técnico Daniel Rossignol Rocha, da equipe AVOJOI, e seguem a mesma metodologia que consagrou a associação na formação de atletas. A proposta da parceria com o Ikigai é criar pontes entre projetos sérios de desenvolvimento esportivo, promovendo a troca de experiências, a valorização do esporte e novas oportunidades para atletas locais. O evento será aberto ao público e mais informações sobre como participar serão divulgadas em breve. A ação marca um passo importante na união entre regiões distintas do Brasil por meio do esporte, mostrando que o voleibol é uma ferramenta poderosa de transformação social. Juntos, AVOJOI e Ikigai Vôlei mostram que é possível formar campeões e inspirar uma nova geração dentro e fora das quadras.
Filmes de cineastas indígenas são tema de mostra no Rio
A realidade e a cultura da população indígena no Brasil já foram temas de inúmeros filmes e documentários. Alguns realizados por nomes consagrados como Andrea Tonacci, Jorge Bodanzky, Eryk Rocha e João Moreira Salles. Cada vez mais em voga, no entanto, tem sido as filmagens de obras dos gêneros por profissionais dos próprios povos originários. Para celebrar essa nova realidade, a mostra “Cosmologias da imagem: Cinemas de realização indígena” chega ao Rio de Janeiro com filmes realizados por cineastas indígenas. Com entradas gratuitas, a mostra acontece no CCBB-RJ a partir desta quarta-feira (16) e vai até o dia 12 de maio. A programação irá exibir 33 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, realizados entre 2011 e 2024. — Os filmes de coletivos e cineastas indígenas são diversos, assim como são diversos os 305 povos indígenas reconhecidos hoje no Brasil, com suas culturas, seus modos de existência próprios e suas cosmovisões, ou formas de ver e entender o mundo — destaca a antropóloga Júnia Torres, curadora da mostra ao lado da artista visual Olinda Tupinambá. — Essa diversidade de manifestações culturais constitutivas dos indígenas, ou povos originários, corresponde uma pluralidade também de suas formas de expressão, como o cinema, que dialoga com cada uma dessas tradições culturais diversas. Para abrir a programação foi selecionado o longa “Nūhū Yãg Mū Yõg Hãm: Essa terra é nossa!”, de Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero. Premiado em festivais no Brasil e no exterior, o longa retrata a realidade de uma comunidade indígena que teve suas terras cercadas e sua natureza destruída por homens brandos e que hoje tem que lidar com apenas um pequeno espaço de terra em Minas Gerais. — Quero dar visibilidade para o povo Tikmũ’ũn, mostrar a nossa cultura verdadeira. Pintura, canto, dança e ritual — destaca Isael Maxakali. — “Nūhū Yãg Mū Yõg Hãm: Essa terra é nossa!” mostra o Vale do Mucuri (em Minas), onde nossos mais velhos moravam no passado. Perdemos um território grande, mas fizemos este documentário para afirmar: “essa terra é nossa”. Outros destaques da seleção são “A transformação de Canuto”, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho, e “Yvy Pyte — Coração da terra”, de Alberto Alvares e José Cury.


