MANAUS (AM) – A Prefeitura de Manaus se manifestou, nesta segunda-feira, 23, sobre o acidente de trânsito provocado por um buraco aberto na avenida Djalma Batista, que causou a morte da biomédica Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, grávida de sete meses, e do bebê, que se chamaria Maria Carolina. Em nota encaminhada à imprensa, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) disse que o trecho da via onde o acidente foi registrado entrou no cronograma de manutenção viária “há duas semanas”.
Irmão de David fala em ‘alarde’
Durante a sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas, o deputado estadual Daniel Almeida (Avante) afirmou que a repercussão pela morte da biomédica e da filha dela é um “alarde por causa de buraco”. Em tom exaltado, o deputado estadual disse que é um “absurdo querer fazer alarde e colocar a culpa [pelo acidente] na Prefeitura de Manaus”. De acordo com o irmão do prefeito, a avenida Djalma Batista “está toda asfaltada”.

Durante a declaração, Daniel Almeida disse que o presidente da Casa Legislativa, Roberto Cidade (União) e o delegado Péricles (PL) estariam fazendo “alarde” pelo acidente com as vítimas fatais. O irmão do prefeito questionou o que classificou como “moral da Aleam” para falar de uma avenida que “está toda asfaltada”. No momento em que falava, Daniel Almeida foi vaiado pelas pessoas que estavam no plenário do parlamento.
Houve bate-boca durante o pronunciamento após Daniel Almeida apontar o dedo para o presidente da Casa, Roberto Cidade. “Você não aponte o dedo para cima de mim. Você tem que respeitar essa Casa. Você tem que aprender a respeitar os deputados dessa Casa”, rebateu Cidade. A deputada Débora Menezes, que presidia a sessão no momento da discussão, pediu que os microfones dos parlamentares fossem cortados.







