No Dia Internacional da Juventude, celebrado em 12 de agosto, a indígena brasileira Txai Suruí foi anunciada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, como integrante do Grupo Consultivo de Jovens sobre Mudança Climática. A iniciativa, que passa a contar com 14 representantes de diferentes regiões do mundo, tem a missão de oferecer à liderança das Nações Unidas recomendações e perspectivas para acelerar a resposta global à crise climática.
Txai, de 28 anos, pertence ao povo Paiter Suruí, de Rondônia, e é reconhecida internacionalmente por sua atuação na defesa da justiça climática e dos direitos dos povos originários. Em 2021, ganhou projeção mundial ao discursar na abertura da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP26), no Reino Unido.
Fundadora e coordenadora do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, ela também lidera a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé — organização que atua há mais de três décadas na proteção de territórios e culturas indígenas na Amazônia, abrangendo áreas de Rondônia, sul do Amazonas e noroeste do Mato Grosso.
Formada em Direito e primeira mulher de seu povo a conquistar o diploma, Txai utiliza a formação jurídica para fortalecer a luta indígena e ambiental. A nomeação ocorre em um momento estratégico, quando países signatários do Acordo de Paris devem apresentar novos compromissos nacionais para conter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.
Ao anunciar os novos membros, Guterres destacou a importância de ampliar o espaço para jovens na tomada de decisões climáticas: “Mais vozes jovens à mesa significam mais liderança e mais capacidade de moldar ações concretas para enfrentar a crise”.
Além de Txai Suruí, outras 13 lideranças juvenis — representando causas e realidades diversas — passam a integrar o grupo, que terá reuniões periódicas com a ONU para contribuir com políticas e estratégias ambientais de alcance global.







