O setor da construção civil do Amazonas poderá ser paralisado a partir desta sexta-feira (27/06). O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Montagem (Sintracomec), Sassá da Construção, durante um ato em frente à sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Manaus.
A mobilização contou com a presença de trabalhadores, advogados e membros da diretoria sindical, e teve como principal objetivo pressionar os empresários do setor a atenderem às reivindicações salariais da campanha de 2025. Segundo o presidente do sindicato, a categoria exige reajuste nos salários, fornecimento de cestas básicas e benefícios específicos para trabalhadores da área de montagem, considerados mais vulneráveis.
Sassá foi direto em seu pronunciamento: “O trabalhador sempre é massacrado pelos empresários. Estão morrendo de ganhar dinheiro, mas não querem dar aumento salarial, nem cesta básica e nem os benefícios para algumas funções na área de montagem da Comissão Civil”, criticou.
A postura do sindicato é de endurecimento nas negociações. Segundo a entidade, o setor patronal tem ignorado os pedidos da categoria e se recusado a apresentar contrapropostas razoáveis durante as rodadas de negociação.
O presidente da entidade convocou todos os trabalhadores da construção civil a aderirem ao movimento. “Vamos parar todos os canteiros de obra do estado. Será uma greve histórica. Vamos parar Manaus!”, enfatizou Sassá, em um discurso inflamado que recebeu aplausos dos trabalhadores presentes.
O Sintracomec representa milhares de trabalhadores em todo o Amazonas, e a paralisação pode afetar significativamente o andamento de obras públicas e privadas em Manaus e em outros municípios do estado. A expectativa é que o movimento ganhe força nos próximos dias, com atos e mobilizações programados em frente a grandes canteiros de obras e sedes de empresas do setor.
Até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta oficial foi emitida por parte das entidades patronais.







