A mobilização em Parintins começou às 16h30 deste Domingo 07/12, em frente à Catedral Nossa Senhora do Carmo, reunindo mulheres, movimentos sociais, organizações feministas, universidades e agremiações folclóricas. O ato integra a mobilização nacional Mulheres Vivas e ocorre de forma pacífica, segundo a Associação de Mulheres Vitória Régia de Parintins (AMVRPA). A manifestação contou ainda com a participação do Boi-Bumbá Garantido e da sociedade civil organizada, que se uniram para denunciar o avanço da violência contra mulheres no país.




Enquanto Parintins reunia seus movimentos locais, o resto do país também tomou as ruas no ato Mulheres Vivas. Segundo o movimento Levante Mulheres Vivas, manifestações foram convocadas em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal.
Em São Paulo, milhares de pessoas se concentraram na Avenida Paulista pedindo justiça e denunciando a escalada dos feminicídios. A marcha veio em meio a novos casos que repercutiram nacionalmente, incluindo o assassinato de mulheres na própria região metropolitana durante o fim de semana.
No Rio de Janeiro, o protesto ocupou a orla de Copacabana, onde cartazes lembraram as vítimas e pediram medidas mais firmes de enfrentamento à violência de gênero. Já em Brasília, mulheres se reuniram na Torre de TV e reforçaram orientações sobre medidas protetivas e canais de denúncia.
Florianópolis, Belo Horizonte, João Pessoa e Campinas também registraram grandes atos. Em Florianópolis, a caminhada prestou homenagem à professora Catarina Kasten, estuprada e assassinada em novembro. Em Belo Horizonte, manifestantes percorreram diversas praças do Centro pedindo justiça e denunciando a impunidade.
A mobilização nacional ocorre em um momento em que o Brasil ultrapassou a marca de mil feminicídios apenas em 2025. O ato Mulheres Vivas busca pressionar por mudanças estruturais e cobrar políticas públicas mais efetivas.







