Com talento e uma voz espetacular, a cantora e compositora Liniker se apresentou no Studio 5, em Manaus, na noite desta quinta-feira (21/08), trazendo a Caju Tour, que celebra um ano desde o lançamento do álbum homônimo. A artista atraiu um público diverso e fiel, ansioso para reencontrá-la após seis anos de sua última apresentação na capital amazonense.
O show começou com “Caju”, faixa-título do disco lançado em agosto de 2024. Desde então, o álbum conquistou sucesso meteórico, recebendo diversas premiações ao longo do último ano. Apenas essa canção já ultrapassa 58 milhões de reproduções no Spotify. A escolha para abrir a noite reforçou a intenção de Liniker em envolver o público com intensidade desde os primeiros minutos.
Caju é o segundo álbum solo da artista. Seu álbum de estreia foi Índigo Borboleta Anil, lançado em 9 de setembro de 2021. A cantora apresenta Caju como um alter ego: uma persona íntima que lhe permite expressar verdades internas com sinceridade e profundidade emocional.
Liniker não se apresentava em Manaus desde setembro de 2019, quando participou do Festival Passo a Paço, ainda acompanhada pelos Caramelows. O retorno, agora em carreira solo, revelou uma artista amadurecida e celebrada, recebida com entusiasmo e grande expectativa pelo público, reflexo do notável crescimento alcançado após o lançamento de seu mais recente trabalho.

Durante a apresentação, Liniker destacou a importância dos fãs: “Nada se constrói sem um público assim, engajado na carreira, na história e na construção de uma artista que tem acreditado e feito tudo com o coração. Esta noite, eu quero mais uma vez dizer que devo muita coisa a vocês, e é uma honra poder devolver assim, com qualidade e excelência.”
No repertório, além de destaques recentes como “Tudo”, “Veludo Marrom”, “Negona dos Olhos Terríveis”, “Mayonga”, “Papo de Edredom”, “Me Ajude a Salvar os Domingos”, “Popstar” e “Febre”, também houve espaço para sucessos de fases anteriores, como “Sem Nome, Mas Com Endereço” (do álbum Remonta, 2016), além dos singles “Psiu” (2020) e “Baby 95” (2021).
Entre aplausos e uma entrega visceral no palco, Liniker reafirmou em Manaus sua relevância dentro da música popular brasileira contemporânea. Caju é, sem dúvida, um trabalho que dialoga com a tradição e a ousadia, mostrando uma artista que honra suas raízes enquanto redefine o presente com brilho e autenticidade.
Premiado e celebrado, Caju foi eleito Álbum do Ano, enquanto Liniker recebeu o título de Artista do Ano no Prêmio Multishow de Música Brasileira 2024. O disco também venceu nas categorias Álbum do Ano e Música Mainstream no Women’s Music Event Awards by Billboard 2024.

Natural de Araraquara (SP), Liniker iniciou sua trajetória em 2015, quando formou a banda Liniker e os Caramelows, com quem lançou o EP Cru em outubro do mesmo ano. Em setembro de 2016 veio o álbum de estreia, Remonta, seguido por Goela Abaixo (2019).
No início de 2020, foi anunciada a separação do grupo musical. Em setembro de 2021, Liniker lançou seu primeiro álbum solo, Índigo Borboleta Anil. Em 2023, entrou para a Academia Brasileira de Cultura, tornando-se a primeira artista trans a ocupar uma cadeira na instituição, a de número 51, sucedendo a cantora Elza Soares.







