A preservação da memória do cinema amazonense passa não apenas pelos filmes realizados (e os não realizados) ao longo de mais de cem anos de produção audiovisual no Estado. Contar as histórias de nomes pioneiros e relevantes dessa arte também é preciso. Pensando nisso, o Cine Set lança uma nova websérie focada nesses nomes. O podcast “Ícones do Audiovisual Amazonense” começou a ser publicado nesta segunda-feira (24) e seguirá com programas até a sexta (28) no YouTube e no Spotify.
A série tem cinco capítulos, cada um dedicado a um nome importante do cinema no Estado. O primeiro programa já está no ar e fala sobre o cineasta português – radicado no Amazonas – Silvino Santos, que, entre as décadas de 1910 e 1920, produziu filmes como “No Paiz das Amazonas” e “No Rastro do Eldorado”. O pesquisador Sávio Stoco é o convidado do programa. Stoco estudou a obra do português no mestrado e doutorado, além de ter sido um dos responsáveis por encontrar “Amazonas, O Maior Rio do Mundo”, documentário perdido desde o início dos anos 1930.
Os próximos episódios da websérie falarão sobre o radialista Joaquim Marinho, o escritor Márcio Souza, o agitador cultural Cosme Alves Neto e a pesquisadora Selda Vale. Participam dos programas nomes como a empresária Patrícia Marinho, o sociólogo Márcio Braz, o cineasta Aurélio Michiles e o professor Tom Zé.
O projeto foi idealizado pela jornalista, crítica de cinema e pesquisadora Pâmela Eurídice. Integrante da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), ela tem se dedicado à produção de obras de resgate histórico do audiovisual do Estado. “Essa é uma maneira de preservarmos a história do cinema amazonense, relembrando a trajetória e o legado de pessoas que ajudaram a construir o que temos hoje na sétima arte em nossa cidade. Dessa forma, também as homenageamos e evidenciamos a pluralidade que forma o pensamento social e a cultura na Amazônia”, destaca.
O projeto foi contemplado no edital Concurso Prêmio Manaus Identidade Cultural no setor do Audiovisual, realizado pelo Conselho Municipal de Cultura de Manaus (Concultura), com recursos da Lei Paulo Gustavo.



