O cinema brasileiro viveu uma noite histórica no Globo de Ouro 2026. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou dois prêmios na cerimônia realizada neste domingo (11), em Los Angeles: melhor filme de língua não inglesa e melhor ator em filme de drama, com Wagner Moura no papel principal.
A vitória marca um feito inédito para o Brasil, que, pela primeira vez, venceu duas categorias em uma mesma edição do Globo de Ouro. Na categoria de filme em língua não inglesa, o país não era premiado há 27 anos, desde Central do Brasil. Com isso, O Agente Secreto passa a integrar um grupo restrito de produções nacionais reconhecidas pela premiação, ao lado de Orfeu Negro e Central do Brasil
Além dos troféus, o longa já havia chamado atenção por um marco histórico: foi o primeiro filme brasileiro indicado simultaneamente a três categorias em uma mesma edição do Globo de Ouro, melhor filme de língua não inglesa, melhor filme de drama e melhor ator em filme de drama. As indicações múltiplas reforçaram a força do projeto entre críticos e votantes.

Wagner Moura venceu a disputa com nomes como Joel Edgerton, Oscar Isaac, Dwayne Johnson, Michael B. Jordan e Jeremy Allen White. Em seu discurso, o ator destacou a dimensão simbólica do filme. “É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem”, afirmou. Em português, ele ainda dedicou o prêmio ao público brasileiro: “Viva o Brasil e a cultura brasileira”.

Mais cedo, ao receber o prêmio de melhor filme em língua não inglesa, Kleber Mendonça Filho agradeceu ao elenco, destacou a parceria com Wagner Moura e dedicou a conquista aos jovens cineastas. “As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo”, disse o diretor, ressaltando a importância de continuar produzindo cinema em um momento histórico desafiador.
A consagração no Globo de Ouro amplia a trajetória internacional de O Agente Secreto. Desde a estreia, o filme acumula 54 prêmios em 35 premiações ao redor do mundo, incluindo reconhecimentos no Festival de Cannes, onde venceu melhor direção e melhor ator.
Com os resultados, o longa se consolida como um dos filmes brasileiros mais premiados de sua geração e reforça a presença do audiovisual nacional em grandes circuitos internacionais, ampliando a visibilidade do cinema brasileiro contemporâneo.







