A minissérie Adolescência, principal destaque do streaming no mês de março, bateu recorde de audiência e agora é a minissérie com mais audiência em toda a história da Netflix. De acordo com os últimos números, o programa obteve 66,3 milhões de visualizações em menos de duas semanas. A estreia, vale lembrar, foi em 13 de março. Os números foram divulgados pela própria Netflix e repercutidos em sites como The Wrap e Variety. Eles lembram ainda que, apenas na estreia, a minissérie já havia somado mais de 24 milhões de visualizações. Adolescência conta a história de Jamie Miller, de apenas 13 anos, quando ele é levado para prestar depoimento na delegacia. Miller é um dos possíveis suspeitos do homicídio de uma colega de escola e agora o jovem, e também seus pais, precisam lidar com as investigações e os problemas que ela pode trazer. Sucesso instantâneo no streaming, a série de apenas quatro episódios já possui demanda para um possível segundo ano. Os criadores, entretanto, não falaram sobre a possibilidade, bem como a Netflix não renovou a minissérie para um novo ano, pelo menos até o momento. O elenco mescla veteranos e novatos com Stephen Graham, Christina Tremarco e Owen Cooper interpretando a família principal. Erin Dohery, Amelie Pease, Faye Marsey e Ashley Walters complementam os principais. Todos os episódios de Adolescência são filmados em apenas um take, fazendo de cada capítulo um grande plano-sequência. Portanto, estes episódios não apresentam cortes ou intervalos entre cada cena. A direção garante que este é um “plano-sequência verdadeiro”, e não com cenas montadas para parecer um plano-sequência. Stephen Graham, um dos protagonistas e também criador da série, garante que a série não é baseada em um caso específico, mas tem inspiração em muitas situações que ele mesmo viveu na Europa quando era adolescente. Afinal, Adolescência traz elementos que remetem ao mundo real, como problemas familiares e crimes em escolas envolvendo crianças e adolescentes. Adolescência já está completa na Netflix em 4 episódios, com cerca de 40 a 60 minutos cada.
2ª temporada de Nove Desconhecidos ganha data e revela elenco principal
O serviço de streaming Hulu revelou nesta terça-feira (25), que Nove Desconhecidos terá a sua segunda temporada estreando entre março e junho de 2025. A série foi renovada em 2023, com Nicole Kidman retornando para viver Masha Dmitrichenko. Além dela, novos nomes foram adicionados ao elenco, como Henry Golding (Podres de Ricos), Lena Olin (Alias), Annie Murphy (Schitt’s Creek), Christine Baranski (The Gilded Age), Murray Bartlett (The White Lotus – 1ª temporada), Maisie Richardson-Sellers (Lendas do Amanhã), Dolly De Leon (Triângulo da Tristeza), Lucas Englander (Parlement), a cantora e compositora King Princess, Mark Strong (Low Winter Sun) e o ator turco Aras Aydın (Cherry Season). Truvid A produção reúne Kidman com o roteirista David E. Kelley, de Big Little Lies. Aqui ele adapta, mais uma vez, um livro da escritora Liane Moriarty, publicado no Brasil pela editora Intrínseca, com o título Nove Desconhecidos. A trama de Nove Desconhecidos é situada em um spa de luxo, que promete cura e transformação. Nele, nove moradores estressados da cidade tentam encontrar uma maneira de viver melhor, em um programa de relaxamento conduzido pela diretora do resort, Masha (Kidman). Esses nove estranhos, no entanto, não têm ideia do que está prestes a atingi-los. Além de Nicole Kidman, o elenco da primeira temporada contou com nomes como Melissa McCarthy, Tiffany Boone, Bobby Cannavale, Luke Evans, Michael Shannon, Regina Hall e Samara Weaving. No Brasil, Nove Desconhecidos está disponível no catálogo do Prime Video.
Karate Kid: Lendas tem lançamento adiantado no Brasil
o filme Karate Kid: Lendas teve seu lançamento adiantado alguns bons dias no Brasil. Agora, de 30 de maio ele pula para 8 de maio, logo no início do mês. A informação foi publicada no Portal Exibidor, que reúne detalhes das próximas estreias nacionais. Em Karate Kid: Lendas, após uma tragédia familiar, o prodígio do kung fu Li Fong (Ben Wang) é arrancado de sua casa em Pequim e forçado a se mudar para Nova York com sua mãe. Li luta para deixar seu passado para trás enquanto tenta se encaixar com seus novos colegas de classe e, embora não queira brigar, problemas parecem encontrá-lo em todos os lugares. Quando um novo amigo precisa de sua ajuda, Li entra em uma competição de karatê – mas suas habilidades por si só não são suficientes. O professor de kung fu de Li, Sr. Han (Jackie Chan), convoca o Karate Kid original Daniel LaRusso (Ralph Macchio) para ajudar, e Li aprende uma nova maneira de lutar, fundindo seus dois estilos em um para o confronto final de artes marciais. O elenco ainda conta com Joshua Jackson, Sadie Stanley, Ming-Na Wen, Aramis Knight e Wyatt Oleff.
Cineasta palestino vencedor do Oscar é liberado por Israel; advogada diz que ele foi espancado por soldados na prisão
O cineasta palestino e vencedor do Oscar, Hamdan Ballal, foi libertado da prisão por Israel nesta terça-feira (25), após ter sido detido na Cisjordânia. A informação foi confirmada pelo jornalista israelense Yuval Abraham, que codirigiu com Ballal o documentário Sem Chão, vencedor do Oscar de Melhor Documentário deste ano. “Hamdan Ballal está livre e prestes a ir para casa com sua família”, declarou Abraham. Ballal foi preso após um ataque ocorrido na segunda-feira (24). De acordo com relatos, ele foi espancado por colonos judeus antes de ser detido por soldados israelenses. O Exército de Israel confirmou a prisão, alegando que o cineasta estava entre os palestinos que arremessavam pedras contra os colonos. O ataque aconteceu na cidade de Susiya, na Cisjordânia, durante um encontro para marcar o fim do jejum diário do Ramadã. Segundo testemunhas, um grupo de 10 a 20 colonos judeus mascarados invadiu o local, atacando os presentes com pedras e bastões. O ativista palestino Ihab Hassan relatou que casas foram invadidas, janelas e veículos foram destruídos e várias pessoas ficaram feridas. Após a agressão, Ballal foi algemado e vendado, permanecendo assim durante toda a noite em uma base do Exército israelense. Sua advogada, Leah Tsemel, afirmou que ele foi espancado por soldados enquanto estava no chão. O cineasta apresentava ferimentos na cabeça e na barriga e sangrava, segundo Yuval Abraham. A violência na Cisjordânia tem se intensificado desde o início do ano, após o fim de uma trégua entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. O Exército israelense tem conduzido operações na região, alegando combater grupos extremistas. Como resultado, milhares de palestinos foram deslocados e diversas casas e infraestruturas foram destruídas. Atualmente, mais de 140 assentamentos israelenses estão estabelecidos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, abrigando cerca de 450 mil israelenses. A presença desses assentamentos é amplamente condenada pela comunidade internacional, uma vez que a Cisjordânia é considerada território palestino, embora esteja sob controle militar de Israel. Os palestinos que vivem na região estão sujeitos à lei militar israelense e podem ser julgados por tribunais militares do país.
Reboot de A Múmia inicia filmagens e revela primeira imagem; estrelado por Jack Reynor, estreia em 2026
O diretor Lee Cronin, que recentemente comandou A Morte do Demônio: A Ascensão, novo film da franquia Evil Dead, foi às redes sociais divulgar a primeira imagem do reboot de A Múmia. A foto vem um dia depois do anúncio de que Jack Reynor, conhecido por seus papéis em Midsommar: O Mal Não Espera a Noite e Transformers: A Era da Extinção, será o protagonista da nova versão. A foto mostra a claquete do filme, que revela o logo e um cenário bem clássico de filmes de A Múmia: o nascer do sol num deserto. Dirigido e escrito por Lee Cronin, o filme “Será diferente de qualquer filme da Múmia que você já viu antes”, segundo o diretor. “Estou cavando fundo na terra para levantar algo muito antigo e muito assustador,” ele garantiu em declaração anterior ao Hollywood Reporter. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lee Cronin (@curleecronin) Os detalhes da trama do novo filme de A Múmia não foram divulgados ainda pela Blumhouse, mas devem envolver, claro, o acordar de uma múmia perigosa que estava adormecida há séculos. A Blumhouse, que tem um acordo de produção com a Universal Pictures, tem produzido novas versões dos clássicos filmes da linha Universal Monsters, como O Homem Invisível (2021) e O Lobisomem (2025). Agora é a vez de A Múmia, que estreia em 16 de abril de 2026. A Múmia começou a aparecer no cinema hollywoodiano com o clássico filme de 1932 dirigido por Karl Freund e estrelado por um dos maiores nomes do terror: Boris Karloff, que também estrelou Frankenstein. Ao todo, foram seis filmes até 1955, boa parte deles estrelados por Lon Chaney Jr.. A versão mais conhecida da história, porém, veio em 1999 com o filme de aventura estrelado por Brendan Fraser. Ao longo de três filmes, a franquia A Múmia estrelada por Fraser arrecadou mais de US$1.2 bilhão. A franquia ainda deu origem a cinco derivados focados no Escorpião Rei, originalmente vivido por Dwayne “The Rock” Johnson, lançados entre 2002 e 2018. Então, veio o reboot mais recente de A Múmia com Tom Cruise como protagonista e Sofia Boutella no papel do monstro. O filme pretendia lançar a iniciativa Dark Universe da Universal, que chegou a anunciar novos filmes de Lobisomem, Homem Invisível e outros personagens, com nomes como Johnny Depp e Javier Bardem envolvidos. O fracasso de A Múmia, porém, reduziu o legado deste universo compartilhado a apenas um tweet de anúncio, já que o projeto foi abandonado ali mesmo.
CMM aprova empréstimo de R$2,5 bilhões da prefeitura
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, na tarde desta terça-feira (25), o pedido de empréstimo de R$2,5 bilhões solicitado pelo prefeito de Manaus, David Almeida. O PL foi colocado no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo na noite de ontem (24) e transitou em regime de urgência pedido de urgência. Votaram contrário ao PL, os vereadores Rodrigo Guedes (PP), Ivo Neto (PMB), Paulo Tyrone (PMB), Rodrigo Sá (PP), Diego Afonso (União), Raiff Matos (PL), Coronel Rosses (PL), Sargento Salazar (PL), Capitão Carpê, Thayssa Lippy (PRD) . O PL do empréstimo diz que os recursos serão utilizados em Infraestrutura urbana; Construção e revitalização de parques; Contenção de processos erosivos, em todas as zonas da cidade; Melhoramento de ramais e vicinais; Desassoreamento de igarapes; Construção de unidades habitacionais populares; Desapropriação para fins de regularização fundiaria; Investimentos nas áreas de educação e saúde; Construção e reforma de feiras e mercados e Aquisição de equipamentos para modernização fazendária, dentre outros. No parecer técnico da Secretaria Municipal de Finanças (Semef) diz que os recursos provenientes dessas operações serão destinados a diversas finalidades estratégicas, as quais podemos destacar: amortização da dívida pública; fortalecimento do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (FMDU); aportes em habitação, construções de moradia e nas áreas de Educação, Saúde, Ambiental, Turismo, Assistência Social, Segurança Pública, Infraestrutura, Mobilidade Urbana, Esporte e Lazer; e Modernização Fazendária, buscando maior eficiência na arrecadação de recursos para a administração pública. Oposição critica alto valor e urgência O vereador Rodrigo Guedes (PP), que já fazia parte da oposição do prefeito na legislatura passada, criticou o alto valor do empréstimo. “O prefeito quer endividar Manaus. Isso é quase 40% de todo o orçamento de Manaus”, criticou Guedes Do mesmo partido que Guedes, o vereador Rodrigo Sá disse que o prefeito diz que quem vota contra o empréstimo, vota contra os progressos de Manaus, mas que não é verdade. “Nós não estamos contra a cidade de Manaus, pelo contrário, estamos ao lado do povo. Nós vamos na rua e sentimos a dor da população”, afirmou Rodrigo Sá O petista, Zé Ricardo, cobrou mais transparência nas justificativas de quais serão os projetos específicos que serão beneficiados pelo recurso. “Nós precisamos entender que estrutura é essa que o município está propondo para o legislativo aprovar. Em que sentido isso vai ajudar a melhorar os serviços públicos municipais, considerando que nós estamos vivenciando uma situação relacionada às intensas chuvas e situações que estão afligindo a população”, disse. O vereador Diego Afonso disse que não confia em um novo empréstimo por não ter visto resultados dos empréstimos feitos na legislatura passada. “Eu estaria convencido se ele tivesse cumprido as promessas, que do último empréstimo da 18º legislatura, ele tivesse honrado. Cansei de ver vereadores apresentando requerimentos mínimos de infraestrutura, que a prefeitura não consegue nem tapar buraco, nem limpar bueiro” O parlamentar Coronel Rosses (PL) criticou a postura do prefeito e disse que continuará chamando a população para ir às ruas contra os empréstimos. “Vereadores da lacração, foi como ele batizou a gente. Mais uma vez eu digo, é somente essa arma que temos. Mas me posiciono para mostrar minha indignação e dar meu voto contrário a essa urgência”. Empréstimo já havia sido anunciado Da base do prefeito, Gilmar Nascimento (Avante), explicou que o empréstimo não é surpresa, pois o prefeito já havia anunciado em entrevistas anteriores sobre essa necessidade. Ele também destacou que no momento em que Manaus sofre com as chuvas, o PL tem maior relevância. “A matéria se faz em relevância justamente por essa necessidade que Manaus tem com relação a isso. Por outro lado, não é surpresa, estou aqui há duas semanas, que eu chego e sempre sou perguntado pela imprensa quando que o empréstimo chega e quando a reforma chega”, disse Gilmar Nascimento. O vereador Rodrigo Guedes colocou um requerimento para prorrogar a votação, mas foi negado por maioria dos votos.
Caetano Medeiros é o novo Amo do Boi Caprichoso
A arena do Festival de Parintins se prepara para receber uma nova voz, uma nova história, mas com raízes profundamente ligadas ao Boi Caprichoso. O cantor, compositor e artista azulado Caetano Medeiros, de 33 anos, foi anunciado como o novo Amo do Boi-Bumbá Caprichoso. A oficialização veio nesta segunda-feira (24), em um vídeo publicado nas redes sociais do bumbá, onde o próprio filho do artista, Théo Medeiros, apresentador do Mini Caprichoso, confirma a novidade para a nação azul e branca. A nomeação de Caetano carrega um peso simbólico e afetivo. Ele não apenas assume um dos postos mais importantes da cultura parintinense, mas também dá continuidade a um legado familiar que atravessa gerações. Seu tio Tony Medeiros e seu irmão Gaspar Medeiros já ocuparam o mesmo cargo no Boi Garantido, enquanto seu pai, Inaldo Medeiros, falecido recentemente, foi um compositor respeitado do bumbá encarnado. No Caprichoso, o sobrenome Medeiros também tem história: Caetano é sobrinho-neto do ex-presidente do boi, Geraldo Medeiros. Mas mais do que um nome de peso, Caetano chega ao posto impulsionado por sua trajetória dentro do universo bovino. Nascido e criado na rua Sá Peixoto, berço da tradição azulada em Parintins, ele cresceu entre poetas e músicos que ajudaram a construir a identidade do Caprichoso. Fez parte do Boi Campeão, um grupo formado por sócios e itens do bumbá, e ao longo da carreira se destacou como compositor de grandes sucessos entoados pela nação azulada, como Sentimento Porreta, Bela Valentina e A Força do Tambor. Agora, assume um novo desafio. “Quando for anunciado no palco deste curral, será um dos momentos mais marcantes da minha vida, pois é a realização de um sonho”, declarou, emocionado. Um Amo do Boi com experiência e ousadia Apesar de ser sua estreia no Festival de Parintins, Caetano não é um novato no posto de Amo do Boi. Ele já desempenhou a função em outros festivais pelo Estado, defendendo o item no Mocambo do Arari, pelo Touro Branco, e em Manaus, pelo Boi Brilhante. Essa vivência o prepara para trazer um estilo próprio ao papel, prometendo um Amo ousado e vibrante. “Me preparei durante toda a minha vida para isso. A nação azul e branca, que tanto me apoia, pode contar comigo. Vou representar o amo do boi com amor, dedicação e muita ousadia. Vocês terão o Caetano mais arrojado de todos”, garantiu. A escolha de Caetano Medeiros chega em um momento especial para o Boi Caprichoso, que carrega o título de atual campeão do Festival de Parintins e se prepara para mais um espetáculo grandioso com o tema É Tempo de Retomada. A expectativa é alta para a estreia do novo Amo na arena, onde sua voz, sua poesia e sua paixão azul prometem emocionar e incendiar a galera. A estrela na testa brilha mais uma vez para um artista que nasceu para estar ali. O sonho se concretiza, e a toada continua.
Diretor do filme “Sem Chão”, ganhador do Oscar, é linchado por soldados de Israel, diz co-diretor
Hamdan Ballal (foto acima), um dos diretores do documentário Sem Chão, vencedor do prêmio de Melhor Documentário no Oscar 2025, está desaparecido. De acordo com o relato publicado por Yuval Abraham, outro diretor da produção, Ballal foi atacado por “colonizadores” de Israel. Os relatos também indicam que o diretor teve ferimentos no estômago. Veja o relato completo: “Um grupo de colonizadores acabou de linchar Hamdan Ballal, co-diretor do nosso filme Sem Chão. Eles o espancaram e ele ficou com ferimentos na cabeça e no estômago, sangrando. Os soldados invadiram a ambulância que ele chamou e o levaram. Nenhum sinal dele desde então.” Um dos posts originais de Abraham ainda pode ser visto, conforme o anexo abaixo: Yuval Abraham é um jornalista que cobre o conflito de Israel contra a Palestina. Ele também dirigiu o documentário Sem Chãoao lado não apenas de Ballal, mas também de Rachel Szor e Basel Adra. Sem Chão se impõe como mais do que um relato pessoal: ele é o condensamento simbólico de um processo histórico que tem acontecido durante boa parte do século XX (mais até do que as três décadas abraçadas pelo filme), e que ganha aqui – através, sim, da história íntima de Adra, sua família e sua comunidade – uma dimensão pessoal que só o cinema pode proporcionar. O longa começa por volta de 2009, com filmagens rudimentares de demolições coordenadas pelo exército israelense na comunidade de Masafer Yatta, no Sul da Cisjordânia, um conjunto de pequenas aldeias palestinas que sofrem pressão violenta das forças ocupadoras para deixar o local, onde muitas das famílias dos moradores vivem há mais de século. Sem Chão ainda está em exibição em alguns cinemas brasileiros e chega ao streaming Filmelier+ em abril. A produção, que já era elogiada, se destacou após vencer o Oscar de Melhor Documentárioem 2025.
Ícones do cinema amazonense são tema de novo podcast
A preservação da memória do cinema amazonense passa não apenas pelos filmes realizados (e os não realizados) ao longo de mais de cem anos de produção audiovisual no Estado. Contar as histórias de nomes pioneiros e relevantes dessa arte também é preciso. Pensando nisso, o Cine Set lança uma nova websérie focada nesses nomes. O podcast “Ícones do Audiovisual Amazonense” começou a ser publicado nesta segunda-feira (24) e seguirá com programas até a sexta (28) no YouTube e no Spotify. A série tem cinco capítulos, cada um dedicado a um nome importante do cinema no Estado. O primeiro programa já está no ar e fala sobre o cineasta português – radicado no Amazonas – Silvino Santos, que, entre as décadas de 1910 e 1920, produziu filmes como “No Paiz das Amazonas” e “No Rastro do Eldorado”. O pesquisador Sávio Stoco é o convidado do programa. Stoco estudou a obra do português no mestrado e doutorado, além de ter sido um dos responsáveis por encontrar “Amazonas, O Maior Rio do Mundo”, documentário perdido desde o início dos anos 1930. Os próximos episódios da websérie falarão sobre o radialista Joaquim Marinho, o escritor Márcio Souza, o agitador cultural Cosme Alves Neto e a pesquisadora Selda Vale. Participam dos programas nomes como a empresária Patrícia Marinho, o sociólogo Márcio Braz, o cineasta Aurélio Michiles e o professor Tom Zé. O projeto foi idealizado pela jornalista, crítica de cinema e pesquisadora Pâmela Eurídice. Integrante da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), ela tem se dedicado à produção de obras de resgate histórico do audiovisual do Estado. “Essa é uma maneira de preservarmos a história do cinema amazonense, relembrando a trajetória e o legado de pessoas que ajudaram a construir o que temos hoje na sétima arte em nossa cidade. Dessa forma, também as homenageamos e evidenciamos a pluralidade que forma o pensamento social e a cultura na Amazônia”, destaca. O projeto foi contemplado no edital Concurso Prêmio Manaus Identidade Cultural no setor do Audiovisual, realizado pelo Conselho Municipal de Cultura de Manaus (Concultura), com recursos da Lei Paulo Gustavo.
Live-actio ‘Branca de Neve’ tem bilheteria fraca em fim de semana de estreia
Nos 15 anos em que a Disney vem produzindo remakes live-action de seus clássicos animados, nenhuma das entradas de grande orçamento chegou aos cinemas com menos de US$ 58 milhões nos EUA, após o ajuste pela inflação. O filme custou pelo menos US$ 350 milhões para ser feito e comercializado (a par com “Dumbo”, após o ajuste pela inflação). Live-action da Disney está envolto em polêmicas Entre outros lançamentos da semana, o drama de gangsters “The Alto Knights: máfia e poder”, que custou cerca de US$ 50 milhões para ser feito, excluindo marketing, estava a caminho de arrecadar desastrosos US$ 3 milhões na bilheteria dos EUA. O filme recebeu críticas fracas. “Branca de Neve” dividiu críticos e público. Entre os críticos, as avaliações foram apenas 44% positivas, de acordo com o site Rotten Tomatoes. Entre os espectadores, no entanto, “Branca de Neve” foi muito melhor: a “pontuação do público” foi 71% positiva no sábado (22). Um problema após o outro Baseado no clássico animado de 1937 “Branca de Neve e os sete anões”, o filme da Disney encontrou um problema após o outro após iniciar a produção em 2021. A pandemia do coronavírus, a greve dos atores de 2023 e extensas refilmagens resultaram em estouros de orçamento. A Disney foi criticada por decisões criativas envolvendo “os sete anões”. E a estrela franca do filme, Rachel Zegler, que é latina, virou um para-raios. Usuários da internet (a maioria homens) e alguns veículos de mídia de direita criticaram sua escalação, alegando que uma atriz de ascendência colombiana não tinha nada a ver com Branca de Neve, e que o apoio da Disney a ela era um exemplo de iniciativas de diversidade, equidade e inclusão de Hollywood descontroladas. Alguns desses críticos celebraram os números da bilheteria do remake. Mas analistas rejeitaram essa teoria, dizendo que “Branca de Neve” provavelmente teve dificuldades nas bilheterias porque a propriedade intelectual subjacente é antiquada. Neste ponto, a Disney refez a maioria de seus clássicos animados mais recentes e foi forçada a passar para propriedades menos populares em sua biblioteca, incluindo “Lilo & Stitch”. Sua versão live-action chega aos cinemas em maio. Planos arquivados O público também começou a se cansar de remakes live-action de filmes animados em geral, de acordo com analistas, que citam retornos decrescentes nas bilheterias. A Disney está ciente dessa tendência e arquivou os planos de refazer “Bambi” (1942), “A espada era a lei” (1963) e “Hércules” (1997). Por sua vez, a Universal tem muito a ganhar com seu próximo remake live-action de “Como treinar o seu dragão” (2010). Quando os filmes chegam a vendas de ingressos decepcionantes, os estúdios sempre dizem que estão esperançosos de que o boca a boca levará a um público maior nas semanas seguintes. No caso de “Branca de Neve”, pode não ser (apenas) uma propaganda enganosa. — O sucesso do filme dependerá se ele conseguir o “efeito babá” (pais procurando maneiras de ocupar as crianças pequenas) e se ele for bem-sucedido por alguns meses, como “Mufasa” fez recentemente — disse David A. Gross, analista de bilheteria. — A Disney sabe como apoiar seus filmes, e esse corredor, que inclui as férias (nos EUA), é bom.


