As autoridades tailandesas anunciaram nesta quinta-feira o fim das operações de busca por sobreviventes nos escombros de um arranha-céu que desabou na cidade de Chiang Rai, no norte, após um terremoto registrado na última sexta-feira (28). A Tailândia reconheceu que não conseguiu encontrar nenhum sobrevivente entre as quase 80 pessoas desaparecidas. Pelo menos 15 pessoas morreram devido aos tremores no país. De acordo com o jornal português Diário de Notícias, o governo local afirmou que equipes de resgate atuaram por mais de 48 horas, mas não há indícios de que ainda haja pessoas sob os destroços. Seis trabalhadores que estavam no local no momento do tremor foram resgatados com vida. Não houve registro de mortes. O terremoto atingiu a região na última sexta-feira provocando danos estruturais em diversos pontos da cidade. A construção do arranha-céu seguia em fase inicial e, segundo engenheiros civis ouvidos pela imprensa local, o impacto do abalo expôs falhas no planejamento da obra. O Ministério do Interior tailandês informou que o caso será investigado pelas autoridades de segurança e engenharia do país. A empresa responsável pela construção não se pronunciou oficialmente. Chiang Rai é uma das regiões mais vulneráveis a abalos sísmicos na Tailândia, por estar situada próxima à fronteira com Mianmar e Laos, áreas de atividade geológica intensa.
Antiga placa tectônica sob os EUA está puxando partes da crosta para o manto da Terra, revelam cientistas; entenda o fenômeno
Segundo os pesquisadores, um pedaço da Placa Farallon, que há milhões de anos afundou sob a América do Norte, continua exercendo uma força descendente sobre a crosta atual. Essa atração tem criado gigantescos “pingos” de rocha, que se estendem da base do continente até cerca de 640 quiômetros de profundidade no manto terrestre. Como fenômeno foi descoberto? A descoberta foi feita por meio de imagens sísmicas de alta resolução, com uma técnica chamada de “inversão de forma de onda completa”, que funciona como um raio-x ou ultrassom do planeta. O estudo foi liderado pelo geocientista Junlin Hua, que conduziu a pesquisa enquanto era pós-doutorando na Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Em nota, Hua afirmou que uma área muito ampla está em processo de afinamento. “Felizmente, também tivemos uma nova ideia sobre o que impulsiona esse afinamento”, escreveu o pesquisador, em nota. A Farallon era uma antiga placa oceânica. Há milhões de anos, ela formava uma zona de subducção ao longo da costa oeste da América do Norte. Com o avanço da Placa do Pacífico, a Farallon se fragmentou e seus pedaços foram subduzidos, ou seja, afundaram sob o continente. Hoje, um desses fragmentos está localizado a cerca de 660 quilômetros de profundidade sob a região central dos Estados Unidos, e abrange estados como Michigan, Nebraska e Alabama. Os pesquisadores sugerem, portanto, que esse fragmento é que está causando o fenômeno chamado de “afinamento cratônico”. Ou seja, o desgaste das porções mais antigas e estáveis da crosta terrestre. Até então, acreditava-se que esse processo levava bilhões de anos e não podia ser observado diretamente, mas a nova pesquisada mostra que ele está acontecendo neste momento. E agora? Para testar as descobertas, os cientistas criaram simulações em computador. Quando a Placa Farallon estava presente, o escorrimento ocorria. Quando ela era removida do modelo, o fenômeno desaparecia. Isso confirmou que a placa afundada ainda exerce um impacto significativo na crosta norte-americana. Os pesquisadores afirmam que o fenômeno não deve causar mudanças na superfície da Terra tão cedo, pois ocorre lentamente ao longo de milhões de anos. No entanto, ele pode ajudar a entender melhor a evolução dos continentes. “Isso nos ajuda a compreender como se formam os continentes, como eles se fragmentam e como são reciclados”, explicou o coautor do estudo e professor de geofísica na Universidade do Texas, Thorsten Becker.
Boate Kiss: ministro do STF vota para manter condenação de quatro pessoas pelo incêndio
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira pela rejeição dos recursos dos quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 2013, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A tragédia, em 27 de janeiro de 2013, deixou 242 mortos e centenas de feridos. As defesas pedem o reexame do julgamento realizado em fevereiro deste ano, quando a Segunda Turma do Supremo decidiu, por 3 votos a 2, manter as sentenças dos réus. A análise ocorre no plenário virtual e o julgamento vai até o próximo dia 11. Os réus são dois sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e dois integrantes da banda, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o auxiliar Luciano Bonilha Leão. Em fevereiro, a Segunda Turma decidiu, por unanimidade, manter a prisão dos quatro condenados. Nos embargos de declaração que estão sendo julgados agora, os advogados dos condenados alegam que os ministros não analisaram alguns argumentos apresentados. Para Toffoli, porém, “não é dever do julgador rebater todos os argumentos apresentados pela parte, mas somente aqueles capazes de afastar a conclusão adotada na decisão”. “No caso, é evidente que a pretensão do embargante é provocar a rediscussão da causa, fim para o qual não se presta o presente recurso. De acordo com a jurisprudência da Corte, os embargos de declaração se prestam para as hipóteses do art. 337 do Regimento Interno, e não para a rediscussão dos fundamentos do acórdão embargado”, disse o ministro. Em setembro de 2024, Toffoli atendeu aos pedidos do Ministério Público do Rio Grande do Sul e do Ministério Público Federal (MPF), depois que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anularam o júri popular, alegando, dentre outros pontos, que não foi observado o prazo legal para realização do sorteio dos jurados, que houve uma reunião reservada entre o juiz presidente do júri e os jurados e que houve “violação da providência legal que visa a assegurar a imparcialidade objetiva do tribunal do júri”. No recurso, o MPF afirmou que “não houve demonstração de prejuízo” às defesas dos réus, “o que é também uma ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal e da soberania do veredicto do júri, vez que houve anulação do veredicto com afronta à regra processual sobre prazo para impugnação do sorteio dos jurados”. “Nenhuma destas alegações foi embasada em demonstração de prejuízo para a defesa dos réus. A jurisprudência do STF exige prova de prejuízo tanto em caso de alegação de nulidade absoluta como de nulidade relativa”, frisou o órgão. A Procuradoria-Geral da República apresentou ao STF um parecer defendendo o restabelecimento da condenação imposta pelo tribunal do júri. O incêndio, que deixou também 636 feridos, começou durante apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que usou um artefato de pirotecnia.
O menor marcapasso do mundo é ativado pela luz e é menor que um grão de arroz
O artigo demonstra a eficácia do dispositivo em uma série de modelos animais grandes e pequenos, bem como corações humanos de doadores de órgãos falecidos. “Desenvolvemos o que é, até onde sabemos, o menor marcapasso do mundo”, diz o pioneiro em bioeletrônica da Northwestern, John A. Rogers, que liderou o desenvolvimento do dispositivo, em comunicado. “Há uma necessidade crucial de marcapassos temporários no contexto de cirurgias cardíacas pediátricas, e esse é um caso de uso em que a miniaturização do tamanho é incrivelmente importante. Em termos de carga do dispositivo no corpo — quanto menor, melhor.” Como funciona o marcapasso O dispositivo, menor que um grão de arroz, foi projetado para pacientes que precisam apenas de marcapasso temporário. Todos os seus componentes são biocompatíveis e ele dissolve quando não é mais necessário, ignorando a necessidade de extração cirúrgica. Para funcionar, o novo marcapasso é pareado com um pequeno dispositivo vestível, macio, flexível e sem fio que é montado no peito do paciente. Quando o dispositivo vestível detecta um batimento cardíaco irregular, ele emite automaticamente um pulso de luz — que penetra na pele, no esterno e nos músculos do paciente — para controlar o marcapasso. O coautor principal Professor Igor Efimov explicou que cerca de 1% das crianças nascem com um defeito cardíaco que requer um marcapasso temporário. Seus corações eventualmente se consertarão, mas para a primeira semana de vida, essa intervenção médica é essencial. “Esses sete dias são absolutamente críticos”, disse Efimov. “Agora, podemos colocar esse pequeno marcapasso no coração de uma criança e estimulá-lo com um dispositivo macio, gentil e vestível. E nenhuma cirurgia adicional é necessária para removê-lo.”
Felipe Neto desmente pré-candidatura à Presidência e faz ação de marketing
—É óbvio que eu não vou me candidatar a coisa alguma. E eu espero, do fundo do coração, que vocês não tenham acreditado. O que eu queria era chamar a sua atenção. Tudo que eu falei naquele vídeo é oposto do que eu acredito. Foram falas autoritárias que eu fiz de propósito e se você gostou, talvez você precise ler um pouco mais — disse o empresário. Felipe Neto ainda usou o post de publicidade para contar que fez suas falas inspiradas no livro 1984, do escritor inglês George Orwell e dizer que um de seus principais objetivos é incentivar à leitura. Ele também negou qualquer intenção de lançar uma nova rede social para monitorar os usuários, o que, segundo ele, “já acontece”. — A literatura é a maior arma que uma sociedade tem para enfrentar qualquer tipo de autoritarismo. Os livros tem o poder de transformar esse país com certeza para melhor — garante. O influenciador havia afirmando, em um primeiro vídeo nas redes nesta quinta-feira, que estava se lançando pré-candidato e disse ainda que criaria uma rede social para montar sua plataforma de campanha. — Nunca foi sobre eu me colocar nos assunto, mas como eu me colocaria. Após esse período de profunda reflexão e estudos documentados no meu diário, que me acompanha desde o começo dessa jornada, eu anuncio a minha pré-candidatura à Presidência da República — disse o influenciador. Na mesma postagem, Felipe Neto justificou sua decisão em sua capacidade de “domínio da informação” e em seu anseio de ser o “guardião da verdade”. Ele dizia ainda que construiu um “legado financeiro e na comunicação” que já “alimenta o estômago e o ego”, mas que sentia que, mesmo sendo de fora da política, ele sabia usar as redes sociais. — Por que não usar a dependência das redes a favor do povo? Estou lançando uma nova rede social, que é uma espécie de laboratório, onde cada cidadão, enquanto interage com os conteúdos, cede voluntariamente informações para que nós possamos saber as reais preferências e necessidades do povo brasileiro — disse o youtuber em seu primeiro vídeo.
Boi Garantido lança álbum “Boi do Povo, Boi do Povão” nas plataformas digitais
No mesmo dia, o Boi Garantido lançou o clipe oficial do álbum, dirigido por Gandhi Tabosa, membro da Comissão de Artes do Bumbá. O vídeo, produzido pela Pixel Films e editado por Augusto Ferreira, reúne participações especiais de Yará Sateré, David Assayag, Batista Silva, Batucada, torcida Comando Garantido, além dos grupos Garantido Show e Gandhicats. Segundo Gandhi Tabosa, as toadas de 2025 combinam inovação e tradição, exaltando a força da cultura popular, a resistência e a identidade dos povos e comunidades tradicionais da Amazônia e do Brasil, abordagens centrais do tema 2025, que dá nome ao álbum. “O clipe apresenta performances fundamentadas nas ciências milenares afro-indígenas e nos saberes dos povos tradicionais, em diálogo com a arte contemporânea. Essa união entre tradição e inovação é fundamental para a evolução do Festival”, destacou o diretor. Após uma estratégia de divulgação diária de novas toadas até o dia oficial do lançamento, o álbum já acumula mais de 400 mil visualizações no YouTube. A festa de lançamento do CD digital acontecerá neste sábado (5), na Cidade Garantido, em Parintins, com a presença de todos os itens oficiais. Em Manaus, o evento está previsto para o dia 12 de abril, no Primeiro Curral do Boi Garantido, no Sambódromo. O álbum digital já é um grande sucesso e promete embalar os corações dos torcedores rumo ao Festival de Parintins 2025.
Ex-81º do mundo no tênis, pai do cantor Vitor Kley morre aos 66 anos
Abaixo, o comunicado da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), ao lamentar a morte de Ivan: “É com grande pesar que a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) comunica o falecimento do ex-tenista Ivan Kley, ocorrido nesta quinta-feira, em Itajaí (SC), aos 66 anos, vítima de tromboembolismo pulmonar. Ivan Kley foi um dos grandes nomes do tênis brasileiro, marcando sua carreira tanto nas quadras nacionais quanto internacionais. Com um estilo de jogo vibrante e combativo, ele se destacou como um dos principais tenistas de sua geração. Seu melhor ranking na Associação de Tenistas Profissionais (ATP) foi 81º em simples e 56º em duplas. Após sua aposentadoria das competições, Ivan seguiu sua trajetória no tênis como diretor da academia ADK Tennis, em parceria com Patricio Arnold, contribuindo para o desenvolvimento e formação de novas gerações de tenistas. A Confederação Brasileira de Tênis expressa suas mais profundas condolências à família e amigos de Ivan Kley, lembrando sempre de sua dedicação e amor ao esporte, que será eternamente lembrado por todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo e acompanhar sua trajetória. Até o momento, não há informações sobre o velório e o enterro”. O Grupo Try também lamentou a morte de Ivan Kley. Givaldo Barbosa, contemporâneo de Ivan, foi um dos que lamentaram seu falecimento: ‘Meu Deus do céu, que tristeza. Ivan, que saudade’ – escreveu.
Onça ‘Golias’ resgatada no Amazonas é levada para Instituto em Goiás
A onça estava sob cuidados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que organizou a logística do animal até o a Instituição. No vídeo de boas-vindas, a cuidadora do Instituto afirmou que ‘Golias’ é um animal manso: “É um animal que tem um corpotamento muito manso, atípico pra espécie dele, esse primeiro contato vai ser necessário para ele não sofrer, é um animal selvagem que logo logo vai mostrar suas garrinhas, um animal que vai ser desmamado e um dia vai entender que esse cara aqui nasceu pra ser onça”, disse a cuidadora em um trecho do vídeo. ‘Golias’ ficou conhecido após ser resgatado em Santo Antônio do Içá (a 880 quilômetros a oeste de Manaus). O animal estava sob cuidados de uma família desde que foi encontrado ainda bem pequeno na floresta.
Asteroide que ameaçava a Terra agora pode atingir a Lua
Um asteroide que gerou temores de uma colisão com a Terra agora tem quase 4% de probabilidade de atingir a Lua, segundo dados do telescópio espacial James Webb. Estima-se que o asteroide tenha cerca de 60 metros e capacidade para destruir uma cidade caso atingisse nosso planeta. A hipótese de uma colisão contra a Terra foi descartada, mas ela já chegou a ser considerada “alta”: 3,1%. Essa foi a maior probabilidade já medida pelos cientistas de um asteroide impactar a Terra. Riscos para a Lua em alta No entanto, as probabilidades de ele se chocar com o satélite natural do nosso planeta têm aumentado constantemente. “Ainda há 96,2% de probabilidades de que o asteroide não impacte a Lua”, acrescentou a Nasa em nota nesta quinta-feira (3). Richard Moissl, diretor do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), disse à AFP que este cálculo coincidia com suas estimativas de cerca de 4%. Tamanho do asteroide: prédio de 15 andares Os novos dados do telescópio Webb também lançam luz sobre o tamanho da rocha espacial, que anteriormente havia sido estimado entre 40 e 90 metros. Agora, acredita-se que meça entre 53 e 67 metros, aproximadamente a altura de um prédio de 15 andares. Isto é significativo porque supera o limite de 50 metros necessário para ativar planos de defesa planetária. Há uma variedade de ideias de como a Terra poderia se defender de asteroides em rota de colisão, inclusive armas nucleares e lasers. Mas só uma foi testada em um asteroide real. Em 2022, a missão DART, da Nasa, conseguiu alterar a trajetória de um asteroide inofensivo, fazendo uma sonda espacial se chocar contra ele. “Um grande experimento” Agora, muitos cientistas esperam que o 2024 YR4 atinja a Lua. “A possibilidade de observar o impacto de tamanho considerável na Lua é efetivamente um cenário interessante do ponto de vista científico”, disse Moissl. O fenômeno forneceria uma variedade de informações, que seria “valiosa para propósitos de defesa planetária”, acrescentou. Mark Burchell, cientista espacial da Universidade de Kent, no Reino Unido, disse à revista “New Scientist” que um impacto lunar seria “um grande experimento e uma oportunidade perfeita”. “Os telescópios (na Terra) certamente o veriam, eu diria, e até binóculos poderiam observá-lo”, acrescentou o cientista Mark Burchell. O asteroide 2024 YR4 é o menor objeto observado pelo telescópio Webb, que no mês que vem voltará a dar aos especialistas novos dados para calcular a probabilidade de impacto.
Amazonas sofre terceiro apagão em menos de um mês
Manaus e diversas cidades do interior do Amazonas enfrentaram, na noite desta terça-feira (2), mais um apagão de grandes proporções. Essa foi a terceira interrupção no fornecimento de energia em menos de um mês, mas, desta vez, o blecaute afetou todo o estado. O problema escancara a fragilidade do sistema elétrico e gera preocupação sobre a recorrência dessas falhas. O que causou o apagão? Segundo a Amazonas Energia, concessionária responsável pela distribuição de eletricidade no estado, o blecaute teve origem em uma falha na linha de transmissão de 500 kV Jurupari-Oriximiná, que faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN). A interrupção ocorreu às 22h06 e afetou todas as cidades amazonenses, deixando milhões de moradores sem luz. O Operador Nacional do Sistema (ONS) autorizou o início da recomposição da carga às 22h54, mas o restabelecimento foi gradual. No momento da autorização, apenas 13% da distribuição havia sido recuperada. Mesmo assim, até as 23h50, bairros da capital e municípios do interior ainda permaneciam sem energia. Três apagões em menos de um mês O histórico recente de falhas no sistema elétrico preocupa a população e coloca em xeque a infraestrutura do setor no Amazonas. Antes do blecaute desta terça-feira, dois outros apagões de grandes proporções atingiram o estado: • 7 de março: Uma falha na linha de 500 kV Jurupari-Silves provocou um apagão generalizado, afetando Manaus, municípios da Região Metropolitana e cidades do interior. Em alguns pontos, o restabelecimento completo levou mais de seis horas. • 27 de março: Um novo blecaute ocorreu devido a uma falha na linha de 230 kV Lechuga-Manaus, deixando várias áreas sem energia por horas. O cenário de apagões recorrentes gera indignação e preocupação entre os moradores, que enfrentam não apenas transtornos diários, mas também prejuízos financeiros e riscos à segurança. Impactos para a população e economia A falta de energia compromete diversos setores essenciais, como saúde, comércio e transporte. Hospitais dependem de geradores para manter equipamentos funcionando, enquanto empresários contabilizam perdas devido a produtos estragados e paralisação das atividades. Além disso, a ausência de iluminação pública aumenta a sensação de insegurança nas ruas. No caso específico da noite desta terça-feira, cidades como Parintins, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Iranduba e Manacapuru foram afetadas, além da capital. Moradores relataram oscilações no fornecimento e dificuldades para obter informações concretas sobre a normalização dos serviços. Quem responde por isso? A Amazonas Energia informou que aguarda um posicionamento oficial do ONS sobre o motivo exato da falha desta terça-feira e os próximos passos para evitar novas ocorrências. No entanto, a população segue sem respostas concretas e teme que os apagões se tornem ainda mais frequentes. A crise energética no estado levanta questões sobre a necessidade de investimentos na infraestrutura elétrica, fiscalização mais rigorosa e um planejamento eficaz para garantir um fornecimento estável de energia. Enquanto isso, os amazonenses convivem com a incerteza e os prejuízos causados por um sistema que deveria ser confiável, mas tem se mostrado cada vez mais frágil. O que esperar? Com três apagões registrados em menos de um mês, cresce a pressão sobre autoridades e órgãos responsáveis para que soluções sejam apresentadas. O setor elétrico no Amazonas precisa de mudanças urgentes para evitar que o estado continue mergulhado na escuridão – tanto no sentido literal quanto no figurado.


