O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), por meio da Escola Pública de Trânsito (Eptran), realizou uma série de atividades que compõem a programação do movimento internacional Maio Amarelo, no município de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus). Entre os dias 20 e 23 de maio, mais de 600 pessoas participaram de atividades como ações educativas em seis escolas públicas e reuniões voltadas para a condução segura no trânsito. Com o objetivo de promover conscientização, principalmente no período do Festival Folclórico de Parintins, a programação contou com reuniões voltadas para as categorias de profissionais como mototaxistas e taxistas, nos dias 20 e 21 de maio, respectivamente. No dia 22, o público-alvo foram os condutores de triciclos, e no dia 23 de maio, condutores de motocar. Todas as reuniões foram realizadas às 19h, no Centro Educacional de Tempo Integral Deputado Gláucio Gonçalves (CETI), localizado na rua Barreirinha, bairro Palmares. Em todas as reuniões, também foram abordados temas como o uso de equipamentos de segurança, como capacete e cinto, o não consumo de álcool ao dirigir, e a prevenção e redução de sinistros de trânsito com vítimas lesionadas e fatais no município. Outras ações educativas foram promovidas em seis escolas de ensino infantil, fundamental e médio. No período matutino, a equipe da Eptran visitou a Escola Estadual Ryota Oyama, a Escola Estadual Suzana de Jesus Azedo e a Escola Estadual Dom Gino Malvestio. Durante o período vespertino, as ações aconteceram na Escola Estadual Irmã Sá, na Escola Estadual Brandão de Amorim e na Escola Estadual Padre Jorge Frezzini. Em todas as atividades da programação do Maio Amarelo, em Parintins, foram ministradas palestras educativas e houve distribuição de kits incluindo revistas informativas, lixeiras para veículos e blusas da campanha. Vale ressaltar que as ações foram executadas a pedido da vereadora da Câmara Municipal de Parintins, Márcia Baranda. O coordenador pedagógico da Eptran, Wendell Menezes, reforça que as atividades visam garantir maior segurança viária em um período de grande fluxo no município. “O intuito maior é oferecer segurança viária para todos, tanto para os parintinenses quanto os turistas que estarão na Ilha. E como o Maio Amarelo vem com o tema principal ‘Desacelere. Seu bem maior é a vida’, e com o tema ‘Mobilidade humana, responsabilidade humana’, foi abordada a importância da decisão do condutor em relação a sua segurança”, destaca Wendell Menezes.
Morre sambista Paulo Onça que estava há mais de cinco meses internado após ser agredido em Manaus
O sambista Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, de 63 anos, morreu nesta segunda-feira (26), em Manaus. Ele estava internado há mais de cinco meses depois de ter sido vítima de agressão após um acidente de trânsito na capital, no mês de dezembro. Paulo Onça é conhecido no meio do samba por ser compositor da Grande Rio e por ter diversas parcerias com cantores renomados, como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. Após ser agredido pelo comerciante Adeilson Duque Fonseca durante uma colisão de veículos em um trecho da Rua Major Gabriel, no bairro Praça 14, Zona Sul da capital, o sambista Paulo Onça foi internado em estado grave e precisou ser submetido a uma cirurgia. O falecimento de Paulo Onça foi confirmado pelo advogado dele, Ezaquiel Leandro, na tarde desta segunda-feira. Trajetória no samba Paulo Onça, sambista amazonense, ao lado de ícones do samba — Foto: Redes sociais Natural de Manaus, Paulo Onça começou sua trajetória musical aos 16 anos e, em 1990, se destacou na Escola de Samba Vitória Régia com o samba “Nem Verde e Nem Rosa”, que consagrou a escola campeã e se tornou um verdadeiro hino do carnaval local. Em 1998, fez história no Rio de Janeiro, quando conquistou o 7º lugar no Carnaval carioca com a parceria de Quinho e Mestre Louro, em um samba enredo sobre Parintins para o Salgueiro. Em 2017, Paulo Onça assinou, junto aos compositores Kaká, Alan Vasconcelos, Dinho Artigliri, Rubem Gordinho e Marco Moreno, o samba enredo da Grande Rio em homenagem à cantora Ivete Sangalo, consolidando sua posição como um competidor frequente no concurso da escola de Caxias. Além disso, suas músicas foram interpretadas por grandes nomes como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e o grupo Exaltasamba, tornando-se verdadeiros clássicos do samba. Agressão após briga de trânsito Paulo Onça, foi agredido após um acidente de trânsito na madrugada do dia 5 de dezembro, na rua Major Gabriel, no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. De acordo com familiares, o outro motorista envolvido no acidente agrediu fisicamente o músico. O filho do compositor, Paulo Sávio, relatou que houve uma colisão entre o veículo dirigido pelo pai com o de outro motorista. Ambos discutiram e o compositor foi agredido na região da cabeça até de O sambista Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, de 63 anos, morreu nesta segunda-feira (26), em Manaus. Ele estava internado há mais de cinco meses depois de ter sido vítima de agressão após um acidente de trânsito na capital, no mês de dezembro. Paulo Onça é conhecido no meio do samba por ser compositor da Grande Rio e por ter diversas parcerias com cantores renomados, como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. Após ser agredido pelo comerciante Adeilson Duque Fonseca durante uma colisão de veículos em um trecho da Rua Major Gabriel, no bairro Praça 14, Zona Sul da capital, o sambista Paulo Onça foi internado em estado grave e precisou ser submetido a uma cirurgia. O falecimento de Paulo Onça foi confirmado pelo advogado dele, Ezaquiel Leandro, na tarde desta segunda-feira. A pedido da Polícia Civil, a Justiça decretou na noite de quinta-feira a prisão preventiva de Adeilson Duque, que passou a ser considerado foragido pela tentativa de homicídio contra o sambista. Adeilson Duque Fonseca se entregou na noite do dia 7 de dezembro, no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Ufam forma 1ª turma de mestrandos indígenas em São Gabriel da Cachoeira
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) celebra a formação da primeira turma de mestrandos indígenas do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA), no município de São Gabriel da Cachoeira (SGC). Segundo a instituição, 16 pesquisadores indígenas de seis etnias diferentes do Alto Rio Negro apresentarão seus trabalhos nesta semana, marcando a conclusão de sua formação acadêmica. Ao todo, serão 30 indígenas compartilhando suas pesquisas. Com isso, levam os saberes tradicionais de seus povos para os espaços da ciência, da educação e da formulação de políticas públicas. Dessa forma, esta conquista é celebrada no 2º Seminário de Direitos Humanos, Estado e Cidadania: Formação Indígena e Desafios da/para Cidadania. O evento ocorre entre os dias 26 e 30 de maio, reunindo lideranças indígenas, autoridades governamentais, representantes acadêmicos, militares e de órgãos federais. Assim, o seminário reconhece e valoriza o protagonismo dos povos originários na produção de conhecimento, reafirmando que o território também é espaço de ciência, resistência e futuro. Presenças de destaque e reconhecimento nacional e internacional A mesa de abertura contará com a presença histórica de Joênia Wapichana, presidente da Funai e primeira mulher indígena eleita deputada federal no Brasil, além de Dadá Baniwa, coordenadora regional da Funai no rio Negro e uma das mais importantes lideranças femininas da Amazônia. Também participam o prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Egmar Saldanha, representantes das Forças Armadas, do Ministério da Educação, da Foirn e da Capes, além de acadêmicos e cientistas indígenas reconhecidos internacionalmente, como prof. Dr. Altair Seabra de Farias (Kambeba), o premiado prof. Dr. João Paulo Barreto (Tukano) e prof. Dr. Silvio Sanches Barreto (Bará), os últimos vinculados ao BRAZIL-LAB de Princeton University, nos Estados Unidos. O seminário também conta com a presença do prof. Dr. Pedro Diaz Peralta, pesquisador internacional da Universidad Complutense de Madrid, especialista em saúde pública e em políticas de proteção dos conhecimentos tradicionais, que introduziu no Brasil os debates sobre o Protocolo de Nagoya, fundamental para assegurar os direitos dos povos sobre seus saberes relacionados a plantas medicinais, práticas de cuidado e biodiversidade, temas que estão diretamente presentes em diversas dissertações desta turma de mestrandos indígenas. O evento é mais do que uma cerimônia de defesa de dissertações; é um marco para a valorização das epistemologias indígenas como base legítima de ciência, cultura e educação, conectando gerações e fortalecendo a autonomia dos povos originários no coração da Amazônia. Ufam avança: novo campus em São Gabriel da Cachoeira autorizado Este momento de celebração também é fortalecido por uma grande notícia institucional: a autorização federal para a implantação do novo campus da Ufam em São Gabriel da Cachoeira. A instalação do campus é uma demanda histórica da região e consolida o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior, a valorização dos saberes tradicionais e a formação de quadros acadêmicos diretamente nos territórios indígenas. O novo campus da Ufam em SGC representará uma mudança estrutural na educação superior da região, promovendo acesso, desenvolvimento, inclusão e soberania intelectual para os povos do Alto Rio Negro e de toda a Amazônia. Cultura e celebração No encerramento da abertura do evento, no dia 26 de maio, às 18h15, haverá uma apresentação cultural do Grupo Triunfo do Colégio Dom Bosco de São Gabriel da Cachoeira, sob a coordenação da professora e coreógrafa Mestre do PPGSCA Marielza Martins Peinado, celebrando a diversidade cultural e a força dos povos da região. Este é um marco histórico para a UFAM, para o Amazonas e para o Brasil. É a ciência que nasce do território, feita por mãos indígenas, construindo um futuro mais justo, plural e sustentável.
Em noite de homenagem, Boi Caprichoso celebra Arlindo Júnior
Em uma noite de homenagem, o Boi Caprichoso celebrou a memória de um dos maiores ícones do Festival de Parintins, Arlindo Júnior. O Ensaio Show de sábado, 24, no curral Zeca Xibelão, teve como trilha sonora as toadas que ficaram marcadas na voz do Pop da Selva. Sob o comando de Prince Caprichoso, que esteve ao lado de Arlindo Júnior nos palcos e na arena, a festa reuniu a nação azul e branca para mais um momento de reconhecimento ao artista que tanto exaltou a cultura parintinense. Toadeiros, marujada, CDC, Troup, Raça Azul, artistas e diretores também estiveram presente para celebrar Arlindo. “Todas as homenagens possíveis e imagináveis que se façam ao Arlindo ainda serão poucas. O Arlindo é um ícone, o Arlindo é uma lenda. O Arlindo foi a história recente de muitas pessoas que viveram e tiveram o prazer de conviver com o maior artista da história do norte do país. Um cara espetacular, maravilhoso, como pessoa, como artista, como pai, como amigo”, destaca Prince Caprichoso. No repertório, toadas que fizeram sucesso na voz de Arlindo. “O Arlindo é o maior ídolo do Caprichoso, ícone do festival. É um cara que era além do tempo dele. Revolucionou. É o cara que deu ali um protagonismo diferente ao item levantador. Então, ele foi um divisor de águas da apresentação do levantador. É um legado para gerações futuras nunca esquecerem o nosso Arlindo Júnior”, disse o diretor musical, Adriano Aguiar. Para o presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome, Arlindo Júnior deve sempre ser homenageado pelo Caprichoso. “Quando se fala em identidade do Caprichoso, principalmente na capital do estado, o maior nome é Arlindo Júnior. Arlindo Júnior conquistou gerações de torcedores ao Boi Bumbá Caprichoso, vive o movimento de expansão da toadaem toda a região norte, participando da criação de momentos como o Carnaboi, como o Boi Manaus, movimentos que influenciaram no festival, na massificação, no conhecimento, na divulgação das nossas toadas. Então, todo ano é ano de homenagear Arlindo Júnior, o Pop da Selva”, exaltou. Presente na homenagem, o presidente Rossy Amoedo destacou a importância de Arlindo Júnior não somente para o Caprichoso, mas para a cultura parintinense. “Arlindo Júnior é um nome que está na história do Festival e de Parintins. Durante toda sua vida, ele não só cantou nossas toadas e apresentou nosso boi, como divulgou nossa festa, defendeu nossa cultura e engrandeceu ainda mais a nossa arte. Ele sempre será lembrado e homenageado”, concluiu.
“O Norte existe!” destaca o novo presidente da CBF
Samir Xaud foi eleito o novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no último domingo (25). Durante a cerimônia, realizada na sede da instituição, no Rio de Janeiro, o médico destacou o Norte do País em seu discurso: “É tempo de uma nova CBF”. Veja o discurso do novo presidente da CBF: “Gostaria de lembrar a todos que o Norte do país existe, embora alguns insistam em ignorá-lo. Assumo este mandato com a alma profundamente ligada às raízes do nosso povo nortista — um povo forte, resiliente e profundamente orgulhoso de sua história, de sua terra e da riqueza de sua cultura.” declarou Samir Xaud em seu discurso. O novo presidente também reforçou as mudanças que fará em sua gestão, afirmando que “esta nova CBF nasce com a alma do Norte, com os pés fincados na cultura macuxi, com o olhar voltado para o futuro e com o compromisso inegociável de honrar a identidade, os sonhos e o imenso potencial da nossa gente”. Samir Xaud também pediu apoio do povo de sua terra, “que a força do povo do Norte esteja comigo ao longo desta caminhada, e que nunca me falte a memória daqueles que me confiaram essa missão.”. Por fim, Samir declarou que “é tempo de transformação, é tempo de responsabilidade, é tempo de reconstruir a confiança. É tempo de uma nova CBF.”. Natural de Roraima, o novo presidente da CBF tem Ricardo Gluck Paul (atual presidente da Federação Paraense de Futebol – FPF) como um dos seus vices. O mandato de Samir Xaud irá até 2029.
NBA | Onde assistir ao vivo os jogos de Playoffs deste domingo (25/05)
As Finais de Conferência dos Playoffs da temporada 2024-25 da NBA já começaram! Na noite deste domingo, 25 de maio, acontece o terceiro jogo do Leste. Confira abaixo o horário da partida e onde assisti-la ao vivo: Horário: 21h00Onde assistir: NBA League Pass e Prime VideoIndiana Pacers lidera a série de finais por 2 a 0 A NBA conta com 30 times, divididos em duas conferências. Na temporada regular, as equipes disputam as 16 vagas dos Playoffs, sendo oito de cada lado, ao longo de 82 jogos. A pós-temporada está na fase de Finais de Conferência. No Oeste, Oklahoma City Thunder e Minnesota Timberwolves disputam quem garantirá a vaga na grande Final da NBA. Com a melhor campanha da liga na temporada regular, o Thunder é favorito na série e tem o mando de quadra. O Wolves ficou na sexta colocação do Oeste e chega como zebra na final, pelo segundo ano seguido. No Leste, os times que avançaram para a Final de Conferência foram New York Knicks e Indiana Pacers, contrariando as estatísticas que apontavam para um embate entre Boston Celtics e Cleveland Cavaliers, que tiveram as duas melhores campanhas do Leste. Cada uma das séries pode ter até sete jogos, ou seja, se torna campeão de conferência quem atingir quatro vitórias primeiro. As Finais da NBA acontecem a partir do dia 5 de junho, entre os campeões do Leste e Oeste, também em uma série melhor de sete. Neste ano, as transmissões estão sendo divididas entre ESPN e Prime Video; todas as partidas são exibidas ao vivo no NBA League Pass, serviço de streaming da liga por assinatura.
The Last of Us | 2ª temporada terá maratona na HBO antes do último episódio
A HBO resolveu marcar a exibição do último episódio do segundo ano de The Last of Us com uma maratona da série. O canal vai exibir todos os episódios da atual safra do programa neste domingo (25), preparando o terreno para a estreia do final da temporada. A programação especial da série começa às 15h30 e acontece até a estreia do último episódio, na faixa das 22h. A série da HBO conta com roteiro e direção de Craig Mazin (Chernobyl) e do diretor dos games da Naughty Dog, Neil Druckmann. A segunda temporada vai começar a contar a história de The Last of Us Parte II, o segundo game da franquia. Este, diferente do primeiro jogo que ocupou a primeira temporada inteira, vai ser adaptado em mais de uma temporada. Como novidades do elenco, a segunda temporada tem Kaitlyn Dever como Abby, uma soldado em busca de vingança por aqueles que ama, Isabela Merced como Dina, interesse amoroso de Ellie, e Young Mazino como Jesse, com quem Dina tem um passado. Os três personagens são importantíssimos para a história do jogo e para a série também. Danny Ramirez (Top Gun: Maverick), Tati Gabrielle (Uncharted: Fora do Mapa), Ariela Barer (How to Blow Up a Pipeline) e Spencer Lord (Riverdale) também foram escalados para o novo ano da série. Eles vivem os amigos de Abby na história. Ramirez é otimista Manny, enquanto Gabrielle é Nora, uma médica assombrada pelo seu passado. Barer é Mel, uma jovem médica que lida com a realidade do tribalismo, e Lord vive Owen, um homem gentil no corpo de guerreiro. Por fim, a segunda temporada também conta com Jeffrey Wright (Ficção Americana) como Isaac, mesmo personagem que ele deu vida no jogo. The Last of Us exibe novos episódios em todos os domingos. Falta apenas um para o fim da segunda temporada.
Geoglifos de civilizações antigas são encontrados no Sul do Amazonas; confira as imagens
Imagens inéditas de geoglifos — estruturas geométricas monumentais escavadas no solo — localizadas no município de Boca do Acre, no sul do Amazonas, foram reveladas nesta semana pelo Instituto Geoglifos da Amazônia, em Manaus. As descobertas fazem parte do projeto Desvelando o passado profundo e foram registradas por pesquisadores e fotógrafos brasileiros com o auxílio de tecnologias de ponta. O que são geoglifos? Geoglifos são formas escavadas na terra, como quadrados, retângulos e círculos, datadas de até três mil anos. No Brasil, o estado do Acre já conta com o primeiro geoglifo oficialmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No Amazonas, foram identificados 124 pontos com possíveis estruturas semelhantes. Segundo o presidente do Instituto Geoglifos da Amazônia, Alceu Ranzi, as datações apontam para ocupações entre mil anos antes de Cristo até mil anos depois de Cristo. Achados impressionantes O principal achado na região é um geoglifo com cerca de mil metros de extensão. As estruturas, com aproximadamente cinco metros de largura por até seis metros de profundidade, revelam conhecimentos técnicos avançados em geometria por parte das antigas civilizações que habitaram a região do rio Purus e rio Madeira. “O estudo dos geoglifos reconta a história da nossa civilização”, afirmou o diretor executivo do Instituto, Hudson Ferreira. Tecnologia LIDAR e expedição aérea A identificação das estruturas só foi possível por meio da tecnologia Light Detection and Ranging (LIDAR), que permite escanear o terreno sob a cobertura florestal, gerando mapas de alta resolução. As imagens foram captadas durante sobrevoos que partiram de Porto Velho, com participação de três fotógrafos: Valter Calheiros (Parintins-AM), Maurício de Paiva (SP) e Diego Gurgel (Rio Branco-AC). “Levantávamos às 3h para estar prontos na pista de pouso às 4h30, com decolagem prevista para às 5h23”, relatou Ranzi, destacando a escolha do horário para favorecer a visualização dos relevos com o contraste de luz e sombra. Educação, turismo e preservação As descobertas não encerram a pesquisa, mas abrem uma nova fase. O Instituto já prepara ações de educação patrimonial e escavações arqueológicas. Escolas de Boca do Acre e região serão incluídas no projeto para aproximar estudantes e professores dos conhecimentos sobre os geoglifos. O Instituto também pretende solicitar o reconhecimento dos sítios como patrimônio cultural protegido por lei. O objetivo é evitar intervenções e promover a preservação desses vestígios milenares. Segundo a superintendente do Iphan-AM, Beatriz Calheiro, é fundamental conciliar o desenvolvimento com a proteção do patrimônio cultural: “É possível viver em harmonia com o patrimônio cultural e o desenvolvimento, principalmente na nossa região amazônica”, afirmou. Rumo ao reconhecimento mundial As expectativas da equipe envolvem o reconhecimento dos geoglifos como Patrimônio Mundial da Humanidade. A ideia é que essas estruturas façam parte do currículo escolar brasileiro, ocupando o espaço hoje dominado por civilizações como as do Egito ou Mesopotâmia. “Esperamos que, num futuro breve, as imagens estejam nas cartilhas. Que nos livros não tenham só as pirâmides do Egito, mas também as nossas relíquias do povo da Amazônia”, declarou Alceu Ranzi. Veja abaixo as imagens inéditas dos geoglifos em Boca do Acre: Imagens inéditas de geoglifos no Sul do Amazonas — Foto: Diego Gurgel Geoglifo localizado em Boca do Acre — Foto: Valter Calheiros Imagens inéditas de geoglifos no Sul do Amazonas — Foto: Valter Calheiros Geoglifo localizado em Boca do Acre — Foto: Diego Gurgel Imagens inéditas de geoglifos no Sul do Amazonas — Foto: Valter Calheiros Imagens inéditas de geoglifos no Sul do Amazonas — Foto: Diego Imagens inéditas de geoglifos no Sul do Amazonas — Foto: Valter Calheiros Imagens inéditas de geoglifos no sul do AM — Foto: Valter Calheiros Imagens inéditas de geoglifos no Sul do Amazonas — Foto: Valter Calheiros Imagens inéditas de geoglifos no sul do AM — Foto: Valter Calheiros
Indígenas do Amazonas processam o ‘New York Times’ por reportagem que os acusa de vício em pornografia
A comunidade indígena Marubo, localizada no Vale do Javari, no coração da Amazônia brasileira, entrou com um processo judicial contra três grandes veículos de comunicação dos Estados Unidos: o jornal The New York Times e os portais TMZ e Yahoo. A ação, protocolada em um tribunal de Los Angeles, pede pelo menos 180 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão) por danos morais e difamação. Com cerca de 2 mil membros, o povo Marubo alega que foi retratado de forma ofensiva e sensacionalista após publicações sobre sua relação com a internet via satélite. A primeira reportagem: exposição e polêmica Em junho de 2024, o chefe do escritório do New York Times no Brasil, Jack Nicas, publicou uma reportagem sobre como a tribo Marubo estava lidando com o acesso à internet via Starlink, serviço de satélite do bilionário Elon Musk. O texto apontava algumas dificuldades enfrentadas com a chegada da tecnologia: “adolescentes grudados aos celulares, grupos de bate-papo cheios de fofocas, redes sociais viciantes, estranhos online, videogames violentos, golpes, desinformação e menores vendo pornografia”. O repórter também escreveu que “jovens estavam compartilhando vídeos explícitos em conversas em grupo, um acontecimento impressionante para uma cultura que desaprova beijos em público”. Segundo o processo, essa abordagem transmitiu a ideia de que os Marubo seriam “uma comunidade incapaz de lidar com a exposição básica à internet” e “consumida pela pornografia”, o que foi entendido como um ataque direto à moralidade, ao caráter e à posição social do povo. O texto afirma: “As declarações não eram somente de difamação, mas transmitiam ao leitor que o povo Marubo tinha pouca moral”. Além disso, os advogados da tribo alegam que, embora Jack Nicas tenha sido convidado a passar uma semana na aldeia, ele permaneceu por menos de 48 horas — tempo considerado insuficiente para compreender ou retratar respeitosamente a realidade local. A polêmica se intensificou com a repercussão feita por outros portais. O TMZ, por exemplo, publicou o título: “A conexão de Elon Musk com a Starlink deixa uma tribo remota viciada em pornografia”, o que os Marubo apontam como uma amplificação ainda mais sensacionalista do conteúdo original. O Yahoo também foi citado na ação como responsável por essa distorção. 1º reportagem do”The New York Times” — Foto: Reprodução/página do The New York Times A segunda reportagem: tentativa de correção Diante da repercussão negativa, o New York Times publicou uma segunda matéria com o título: “O povo Marubo não é viciado em pornografia”. O texto afirmava que a tribo não é viciada nesse tipo de conteúdo e que “não havia nenhuma informação que sugerisse isso no artigo do New York Times”. No entanto, essa nova publicação não satisfez a comunidade indígena. No processo, os Marubo alegam que, em vez de um pedido de desculpas ou uma retratação formal, o jornal apenas tentou minimizar a ênfase dada no texto original, transferindo a responsabilidade pelas interpretações negativas para os outros veículos que repercutiram a história. A ação judicial levanta questões sobre os limites da cobertura jornalística internacional, a responsabilidade na construção de narrativas sobre povos tradicionais e os danos causados por representações distorcidas ou superficiais. Procurado pela agência Associated Press, o New York Times respondeu que se trata de “uma leitura imparcial deste artigo” e afirmou que pretende se defender contra o processo. Até o momento, TMZ e Yahoo não se pronunciaram sobre o caso. 2º reportagem do Jack Nikas — Foto: Reprodução/página do “The New York Times”
Mulher é resgatada após 4 dias com perna quebrada em montanha isolada no AM
A mulher que sofreu um acidente durante uma expedição com amigos na Serra do Aracá, em Barcelos, no interior do Amazonas, foi resgatada nesta quinta-feira (22) após passar quatro dias com a perna quebrada durante uma escalada em uma montanha localizada em área remota e de difícil acesso à floresta amazônica. O resgate mobilizou uma força-tarefa com apoio do Comando Militar da Amazônia (CMA), 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BavEx), 3º Batalhão de Infantaria de Selva (3º BIS) e a Defesa Civil do Estado. De acordo com o Exército, a vítima fazia parte de um grupo de cinco pessoas e se acidentou ao descer o pico da serra. Por causa do terreno íngreme e à distância até o ponto de apoio, ela precisou permanecer no local até a chegada da equipe especializada. Três pessoas, incluindo a mulher ferida, foram resgatadas por aeronave militar e levadas para Manaus, onde receberam atendimento médico. Os demais integrantes da expedição seguiram o trajeto original de volta até o ponto em que uma embarcação os aguardava. O caso foi registrado na segunda-feira (19), quando a Prefeitura de Barcelos acionou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Na terça-feira (20), uma equipe de quatro bombeiros especializados em resgate em altura foi enviada ao município para iniciar a operação. A Serra do Aracá abriga a Cachoeira do El Dourado, com 353 metros de altura — uma das maiores do Brasil — e está localizada dentro do Parque Estadual da Serra do Aracá, que possui mais de 1,8 milhão de hectares. A região, considerada uma das mais isoladas do estado, fica a cerca de 200 km da sede de Barcelos e 534 km de Manaus.


