A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou nesta terça-feira (15), em entrevista ao Jornal do Amazonas 2ª Edição, a criação de uma comissão interministerial para conduzir uma avaliação ambiental estratégica voltada à recuperação da BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia. A iniciativa reunirá o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério dos Transportes, com coordenação geral da Casa Civil da Presidência da República. A coordenação executiva ficará a cargo do Ministério do Meio Ambiente e atuará em duas frentes principais. Segundo a ministra, a proposta é assegurar a proteção das áreas sensíveis e, ao mesmo tempo, promover um ordenamento territorial, destinando as terras não definidas para fins de conservação, uso sustentável ou reconhecimento de territórios indígenas. “Dessa forma, é possível ter uma base técnica e um compromisso ético para que a estrada possa passar pelo processo de licenciamento com segurança, evitando a destruição dos quatrocentos quilômetros da área do meio da BR-319. Se isso tivesse sido feito desde o início, os órgãos de licenciamento teriam mais condição de se posicionar”, afirmou Marina Silva. Carretas e ônibus atolados na BR-319 — Foto: Arquivo Pessoal Justiça suspende licença prévia No dia 8 de julho, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, por dois votos a um, suspender novamente a licença prévia concedida para a repavimentação do trecho central da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. A decisão atendeu a um recurso do Observatório do Clima, que pede a anulação da licença emitida em 2022, no final do governo Bolsonaro. Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a manutenção da licença, destacando que foram criadas 29 unidades de conservação no entorno da rodovia para compatibilizar a proteção da floresta com a reconstrução da estrada. “Hoje, 55% da área ao redor da BR-319 já possui unidades de conservação reconhecidas. A argumentação de que a expectativa de retomada da repavimentação geraria aumento do desmatamento não é suficiente, pois documento de 2007 do Ibama já indicava que o aumento das unidades de conservação seria uma barreira eficaz contra o desmatamento”, afirmou Lara Martins Ferreira, advogada da União. O advogado do Observatório do Clima, Paulo Busse, afirmou que a simples expectativa do asfaltamento gerada pela licença prévia já tem provocado impactos ambientais. “O Dnit apresentou documento que atesta o surgimento de vários ramais de estradas não autorizadas, que devem se ligar ao trecho principal da BR-319 quando estiver pronta. Isso demonstra a antecipação de atores interessados na especulação imobiliária da região, como grileiros e criminosos ambientais, que já começaram a abrir essas estradas”, explicou. A decisão do TRF1 restabelece a liminar concedida em julho do ano passado por uma juíza da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas, que havia suspendido a licença. Essa liminar chegou a ser revogada em outubro de 2023.
Vem aí a terceira edição da Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística da América Latina, em Manaus
O lançamento da TranspoAmazônia 2026, a feira que buscará discutir alternativas para os desafios logísticos da região amazônica e apresentar soluções para a cadeia multimodal do transporte, logística e agenciamento de cargas O lançamento da III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística (TranspoAmazônia), acontecerá no dia 16 de julho de 2025, em Manaus (AM), às 09h, na sede da FETRAMAZ (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), na Avenida Liberalina Loureiro, 512 – Ponta Negra, que promoverá a feira direcionada para empresários, profissionais dos setores em destaque, políticos, imprensa e estudantes. Na ocasião será apresentado em sua estrutura, a problemática debatida na feira, que envolverão os desafios de infraestrutura enfrentados pelos transportadores no Norte do país e as discussões sobre mecanismos e soluções para potencializar o desenvolvimento da região. A feira pretende reunir milhares de visitantes, entre renomados especialistas e empresários brasileiros e de outros países das Américas do Sul, Norte e Central. Segundo os organizadores, a expectativa é superar o número de visitantes da última edição. Outra meta é gerar novos negócios na região com movimentação de milhões de toneladas de cargas, que saem ou chegam no país, por meio de sistemas rodoviários, aquaviários, aéreo e cabotagem, além do apoio da indústria da construção naval nesse processo. É uma grande oportunidade de reunir os expositores e empresários em geral para gerar negócios, em toda essa cadeia de transporte, logística e agenciamento de cargas, apresentando as inovações, novidades, tecnologia, melhores propostas e produtos com melhores preços e condições Além da feira, o congresso internacional acontecerá simultaneamente, com painéis, palestras, cursos, e outras atividades sobre temas como os impactos da seca dos rios na navegação fluvial, soluções para a navegabilidade, infraestrutura portuária e logística, além de inovações tecnológicas no setor. O evento também contará com a participação de empresas públicas e privadas, startups, armadores, operadores logísticos e instituições governamentais, abrindo a oportunidade de debater sobre o atual cenário da região através de fóruns, painéis, palestras, mesas redondas, para então disseminar a informação e trazer novidade ao ciclo. Sendo assim, é um evento internacional com grande oportunidade de reunir todos os atores desse cenário de logística, transporte e agenciamento de cargas. Este ano com a novidade de inclusão do setor naval, que é uma esfera muito importante para o processo. Mesmo sendo indústria eles participam do processo de melhoria do transporte, por isso, este ano, foi incluso na intenção da melhoria geral. Informações à ImprensaF5 Comunicação e Eventos CorporativosJornalista Responsável: Hugo AraújoTelefone: (92)3223-8076Contatos: (92)99482-9400 / (92) 98418-4118E-mail: f5nacomunicacao@gmail.com
Manaus recebe segundo Festival Amazônico de Pole e Ciro em agosto
Após o sucesso do evento realizado em 2024, vêm aí a segunda edição do Festival Amazônico de Pole Dance e Circo. Dessa vez o evento ocorrerá em duas noites, dias 01 e 02 de agosto de 2025, no Teatro da Instalação que está localizado na rua Frei José dos Inocentes, s/n, no Centro de Manaus. Esse ano traz o tema ‘O Mergulho’, e continua integrando diversas modalidades circenses como lira, trapézio e tecido aéreo, contando com apresentações de pole dance nas categorias de solo, duo e grupo, trazendo ao palco do teatro mais de 30 apresentações. Ano passado o evento contou com diversos apoiadores e esse ano o time que acredita nesse evento cresceu, unidos em prol de divulgar a arte circense e o pole dance no Amazonas. Dentre os apoiadores temos o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC), com cessão do espaço e estruturas necessárias. Com o tema “Circo dos Horrores”, a primeira edição do evento foi realizada dia 27 de outubro de 2024 e reuniu em uma noite mais de 20 apresentações e um público de mais de 100 pessoas, contou com artistas amadores, professores, alunos e artistas locais já conhecidos em cena como Jean Winder e Caninana. A festa celebrou corpos livres que transbordaram arte em suas mais diversas facetas. O evento é realizado pelo Bloom Studio e idealizado por Márcia Beatriz, conhecida artisticamente como “Triz”, que também é diretora de marketing do local. Para “Triz” , o sucesso do primeiro evento está refletindo na segunda edição, com aumento de artistas subindo ao palco e a necessidade de duas noites. “Esse ano começamos a expansão do festival, contamos com duas noites e ainda mais apresentações, temos nomes fortes na cena manauara ao nosso lado como Fernanda Bezerra, Caninana e do mundo do pole contamos com uma convidada vindo de Aracaju: Karine Ribeiro. Esse evento tem força, potência e está ganhando visibilidade pelo país”, disse ela. O festival busca difundir e apresentar as diversas formas de arte, aproximando da população esse mundo onde todos os corpos podem voar e mostrando que não há nada melhor que se traduzir ideias em arte. Potyra Farias, proprietária do Bloom Studio e uma das organizadoras do festival, fala sobre a expectativa e a importância de um evento desse porte para nosso estado. “Esse é o primeiro evento do Amazonas a reunir artistas do circo e do pole dance dos mais variados níveis. Você verá performances de amadores que praticam há pouco tempo até profissionais que vivem da arte. O festival é importante não só para incentivar a prática desses esportes, como para trazer cultura ao povo amazonense e quebrar tabus em relação às práticas, principalmente à do pole dance”. Este ano, o evento também traz workshops com as modalidades Pole & Tango, Flow on Heels, Murupi Burlesque, Brega Funk on Heels e Pole Like a Stripper. As vagas ainda estão abertas. É possível obter mais informações sobre o evento diretamente pelo instagram @festivalamazonicopolecirco ou pelo whatsapp 9299129-9182.
Suframa visita terminal de cargas do Aeroporto de Manaus e conhece operação da Vinci Airports
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) realizou, nesta terça-feira (8), uma visita técnica ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, operado pela Vinci Airports. O objetivo foi conhecer de perto a estrutura e a operação logística da concessionária, que integra o maior grupo privado de aeroportos do mundo, com mais de 70 aeroportos em 13 países. A comitiva da Suframa foi liderada pelo superintendente Bosco Saraiva e contou com a presença dos superintendentes-adjuntos substitutos Camilla Carneiro (Projetos), Rafael Gouveia (Desenvolvimento e Inovação Tecnológica) e Gilvânio Paiva (Administração); além de servidores e técnicos da Autarquia. A equipe foi recebida pela gerente comercial do terminal de cargas, Luciana Procoro, e pelo coordenador comercial, Pietro Aires. Durante a visita, foram apresentados dados operacionais da unidade e realizado um tour pelas áreas de armazenagem e o pátio de recebimento de aeronaves cargueiras. O terminal de cargas de Manaus é o terceiro maior do País, movimentando atualmente cerca de 140 mil toneladas por ano, embora tenha capacidade para operar até 300 mil toneladas, simultaneamente. O espaço conta com três terminais distintos: um exclusivo para importação, outro para carga doméstica e um terceiro destinado à importação e exportação simultâneas. De acordo com os dados apresentados pela concessionária, 84% das cargas que chegam a Manaus vêm da Ásia, 8% da Europa e 8% da América do Sul. Do total de cargas da Zona Franca de Manaus, 10% do volume chega por via aérea, representando cerca de 38% do valor CIF (custo, seguro e frete) — o que demonstra a relevância estratégica das cargas aéreas de alto valor agregado e urgência. A gerente comercial Luciana Procoro destacou que, nas apresentações realizadas pela empresa para prospecção de clientes e parceiros, os dados da Zona Franca de Manaus são sempre incluídos, contribuindo para a divulgação e valorização do modelo econômico regional. Segundo ela, essa prática tem ajudado a reforçar a atratividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) junto a operadores logísticos e investidores. Procoro também lembrou da parceria entre a concessionária e a Suframa na edição passada da feira FCE Pharma, em São Paulo, onde as instituições dividiram um estande. A ação, segundo ela, teve resultados positivos e proporcionou maior visibilidade ao potencial logístico da região Norte. Entre os investimentos mais recentes, destacam-se R$ 1,4 bilhão aplicados na modernização da pista e R$ 20 milhões na compartimentação interna do terminal, com foco na segurança das cargas. A empresa também está em processo de habilitação junto à Receita Federal para operar no segmento courier, voltado ao e-commerce, o que poderá reduzir ainda mais o tempo de entrega de compras online. Para Bosco Saraiva, a visita reforça a importância da logística aérea para o Polo Industrial de Manaus. “A aproximação com operadores logísticos como a Vinci é estratégica para aperfeiçoarmos as cadeias de suprimento da Zona Franca. Precisamos aproveitar melhor essa infraestrutura para ampliar nossa competitividade”, destacou.
Suframa visita Sousa Motos e conhece expansão da produção de veículos elétricos
A Suframa realizou, nesta segunda-feira (7), visita técnica à Sousa Motos, instalada na avenida Puraquequara, no Distrito Industrial 2, zona Leste de Manaus. O objetivo foi conhecer de perto as operações da indústria, que atua há 15 anos no Polo Industrial de Manaus (PIM) e é pioneira na produção de bicicletas elétricas e triciclo elétrico, e triciclo cargo a combustão na capital. A comitiva da Autarquia foi recebida pelo proprietário da empresa, Antônio Alves de Sousa, e pelo gerente industrial, Antônio Marcos Costa, que apresentaram os setores de montagem de bicicletas, motocicletas e triciclos. A visita também abrangeu a área de fabricação dos chassis, que utiliza corte e estamparia a laser com tecnologia de ponta. Dentre os produtos em destaque estão as bicicletas elétricas de 350 e 500 watts, triciclo elétrico 600w, além do novo triciclo cargo elétrico 3000w, aposta recente da empresa no mercado. Atualmente, a Sousa Motos opera em um turno, com 158 funcionários e capacidade de produção mensal de até 2.900 unidades. A linha de montagem é voltada tanto para veículos elétricos quanto a combustão, todos com Certidão de Acervo Técnico (CAT) e certificados conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além do aprimoramento constante dos produtos de seu portfólio, a empresa investe na modernização dos processos produtivos com aquisição de máquinas de corte de tubos Fiber Laser. A Sousa Motos também atua no segmento químico, com a fabricação de massa plástica cinza e branca e fabricação de partes e peças estampadas e soldadas. Participaram da visita o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva; a superintendente-adjunta de Projetos (substituta), Camilla Medeiros; o superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (substituto), Rafael Gouveia; o superintendente-adjunto de Administração (substituto), Gilvânio Paiva; o coordenador-geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Arthur Lisboa; o administrador da Coordenação-Geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Adamilton Mourão; e o gerente de Projetos da Superintendência-Adjunta Executiva (SAE), Ozenas Maciel. “Foi gratificante ver de perto o trabalho da Sousa Motos. Uma empresa genuinamente amazônica, que acredita no potencial da nossa região e está fazendo a diferença com inovação e geração de empregos”, salientou o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva.
José Eduardo Charão: 18 anos de uma jornada empreendedora que transformou a Zona Franca de Manaus
De Porto Alegre a Manaus, dos orçamentos apertados à liderança consultiva em uma das regiões mais estratégicas do país, José Eduardo Charão, CEO do Grupo Charão, construiu uma das histórias de reinvenção e crescimento mais marcantes do setor contábil e tributário brasileiro. Tudo começou em 2007, quando, insatisfeito com o mercado saturado e desvalorizado do Sul, Charão decidiu aceitar o convite de um amigo para visitar Manaus. O que seria uma viagem exploratória tornou-se um novo começo: em poucos dias, empresas locais demonstraram interesse genuíno pelo seu trabalho — sem questionar preços, sem pechinchas. Aquela receptividade foi o gatilho. Em poucas semanas, ele já voltava com contratos fechados e a certeza de que ali havia um espaço para fazer diferente. Assim nasceu o embrião da Charão Consultoria. Primeiro como consultor independente, atendendo grandes empresas como a Japurá Pneus dentro das próprias estruturas dos clientes — um modelo inspirado em sua experiência com a Safe Park. Depois, enfrentando crises, reorganizando estruturas, demitindo e recontratando com inteligência. Em 2016, após o impacto da crise econômica, transformou o modelo enxuto e informal em uma empresa de verdade: processos, equipe, estrutura, posicionamento. Vieram novos desafios e crescimentos. Em 2019, já com 30 colaboradores, percebeu que o volume não significava eficiência. Cortou 10 pessoas, manteve a produtividade e deu início à profissionalização profunda da operação com padronização de processos. Em seguida, enfrentou a pandemia com resiliência, enxugou a estrutura, mas manteve o foco em excelência — e saiu mais forte. Hoje, aos 18 anos, o Grupo Charão, que inclui a Charão Tributário, é referência nacional no atendimento à Zona Franca de Manaus e à Área de Livre Comércio. A empresa conta com cerca de 45 pessoas, uma carteira de clientes composta por grandes nomes locais, e uma reputação baseada em entrega técnica, proximidade com o cliente e conhecimento profundo das especificidades tributárias da região. Mais recentemente, José Eduardo iniciou uma nova fase: a de reinvenção estratégica, com apoio de um conselho empresarial formado por mentores de grandes grupos brasileiros. Está redesenhando os processos internos, investindo em tecnologia e inteligência artificial, e preparando o caminho para escalar ainda mais — sempre com um princípio claro: “Se estagnar, começa a cair.” A missão agora é clara: consolidar-se como a principal referência nacional para empresas que atuam ou desejam atuar na Zona Franca de Manaus. E para quem já percorreu 18 anos transformando dificuldade em oportunidade, o futuro promete ser ainda maior.
Nonatinho: o Maestro das Coxias – Meio século dedicado ao ofício
Com o título “Nonatinho: O Maestro das coxias – Meio século dedicado ao ofício”, o curta-metragem documental presta uma homenagem emocionante e necessária ao técnico de cena Raimundo Nonato, carinhosamente conhecido como Nonatinho, que dedicou mais de 50 anos ao Teatro Amazonas. Figura icônica dos bastidores e referência incontornável da cena técnica na capital amazonense, Nonatinho faleceu em junho de 2025, aos 89 anos, durante o período de gravações do documentário — deixando um legado de generosidade, profissionalismo e amor pelo ofício. A produção nasceu do desejo de registrar e eternizar a trajetória deste profissional, símbolo de resistência e excelência técnica, que mesmo após décadas nos corredores e coxias do Teatro Amazonas seguia ativo e respeitado por artistas, diretores e equipes. Em vida, o Sr. Raimundo Nonato teve conhecimento do projeto documental, o recebeu com alegria e aprovou entusiasmado a iniciativa, o que torna ainda mais simbólica e afetiva a realização desta obra. O curta não apenas revela a história de Nonatinho, mas também aponta para a importância de documentar e valorizar os bastidores — espaços e profissionais que sustentam silenciosamente a arte em sua estrutura mais fundamental. Em um cenário onde funções como contrarregra, maquinista e cenotécnico ainda carecem de reconhecimento e formação especializada, sobretudo na região Norte, o filme torna-se também um instrumento de preservação da memória técnica-teatral e estímulo às novas gerações. Durante a produção, a equipe técnica do documentário foi marcada pela responsabilidade e emoção de acompanhar os últimos dias de Seu Nonatinho. Com profundo respeito e sensibilidade, todos seguiram comprometidos em manter a integridade da proposta, transformando o filme também em um tributo póstumo à sua história. A partida de Nonatinho antes da estreia pública reforça a urgência e a relevância do projeto enquanto registro histórico e gesto de afeto àqueles que, como ele, fizeram do Teatro um modo de vida. Além de diversos profissionais envolvidos e amigos próximos entrevistados, destaca-se a Produção do Documentário por Thiana Colares, Direção e Roteiro por Juca di Souza e Direção de Fotografia por Julia Kahane. A exibição do curta será gratuita e acessível ao público a partir do dia 25 de junho pela internet nos canais Youtube e Instagram através do perfil @nonatinho.doc e @nonatinho.documentario – Contará ainda com sessões presenciais em instituições públicas de ensino de Manaus, com rodas de conversa ao final, promovendo o diálogo sobre os ofícios técnicos, a memória cultural e a importância dos registros que humanizam os protagonistas invisíveis da arte. Mais que uma produção audiovisual, “Nonatinho: O maestro das coxias” é um gesto de reconhecimento, memória e agradecimento. Uma forma de garantir que, mesmo após o apagar das luzes, a presença de Nonatinho continue iluminando o palco da história cultural do Amazonas.Este projeto foi contemplado no edital de Fomento às Artes e Cultura, realizado com recursos do Governo Federal repassados por meio da Lei Paulo Gustavo, operacionalizado pela Manauscult através da Prefeitura Municipal de Manaus. Foto: Alex Pazuello
BORA BB TRAZ TIERRY À MANAUS EM AGOSTO
Os amazonenses amantes da sofrência podem marcar na agenda: o cantor Tierry tem data e local para se apresentar em Manaus: dia 23 de agosto o Studio 5 será palco do Bora BB. O Projeto toma grandes proporções após anos de sucesso no Caritó Bar e foi idealizado pelos cantores amazonenses Jyou Guerra e John Veiga. Somando o know-how do empresário Fábio Rezende e sua empresa Pontocom Eventos para continuar transformando o sertanejo em uma experiência única para o público amazonense. A noite ainda também vai receber a apresentação da dupla Kaká e Pedrinho. Uma superestrutura será montada no Studio 5, com o melhor do som, luz, painéis de led e muito conforto para os amantes da música sertaneja. “Nós queremos que nosso público tenha o melhor: muito conforto, muita música boa e bebida estupidamente gelada: a fórmula perfeita para uma noite inesquecível”, diz Fábio Rezende. Ingressos A venda de ingressos está disponível no site baladapp.com.br e nos pontos de vendas do OBA Ingressos no Millenium Shopping e Manauara Shopping, estão no 1º lote e custam R$ 35 (pista meia-entrada) e R$ 95 (front meia-entrada). Ingressos: 1º lote: R$ 35 (pista meia-entrada) e R$ 95 (front meia-entrada).Pontos de vendas: site: baladapp.com.br e nos pontos de vendas do OBA Ingressos no Manauara Shopping e Millenium Shopping. Atendimento à ImprensaThiago Rocha(92) 98121-2232thiago.rocha88@icloud.com
Valentina Coimbra se despede do item de sinhazinha do Boi Garantido após 5 anos
A Sinhazinha do Boi Garantido, Valentina Coimbra, anunciou na manhã deste sábado (5) a sua despedida do Item 7, que defendeu por cinco anos. Segundo ela, a decisão foi tomada com serenidade e respeito, e está associada ao término da graduação em Odontologia. “Um ciclo precisava se encerrar para que outro se iniciasse com plenitude na minha vida profissional”, escreveu nas redes sociais. “Hoje, me despeço oficialmente do item Sinhazinha da Fazenda do meu amado Boi Garantido, após cinco anos de entrega, amor e responsabilidade. Essa decisão foi tomada com serenidade, respeitando o meu tempo e os novos caminhos que se abrem, pois este é o ano em que concluo minha graduação e, como eu já havia previsto, um ciclo precisava se encerrar para que outro se iniciasse com plenitude na minha vida profissional”, afirmou. Valentina destacou o sentimento de dever cumprido com a entrega do item, “gabaritado, consagrado, campeão, e mais uma vez entregue às mãos do povo vermelho, onde ele sempre pertenceu”. Ela também buscou tranquilizar a torcida encarnada ao afirmar que cada passo da decisão foi pensado “com amor e responsabilidade”.“Obrigada, torcida encarnada, por cada grito, cada lágrima, cada batida de leque e cada emoção compartilhada comigo dentro e fora da arena. A Sinhazinha que sou hoje é fruto do apoio de vocês, da força do nosso boi e da fé que move essa cultura tão grandiosa”, escreveu. Em pouco mais de dez minutos, a publicação somava mais de 5,6 mil curtidas. “Respeitaremos sempre sua decisão! Você marcou a minha história, obrigado por tudo”, escreveu o Boi Garantido no post do Instagram. A Cunhã-Poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira, foi uma das primeiras a comentar a publicação. “Eu te agradeço como torcedora encarnada por toda a entrega, por se dedicar e doar. Te agradeço também como artista, e item, por sua parceria e maturidade sempre”, disse.
Estudo mapeia impactos do garimpo ilegal sobre trabalhadores cooptados na Amazônia
Doenças provocadas pela exposição ao mercúrio, assédio, estupro, tentativas de assassinato e desaparecimentos forçados são alguns dos problemas enfrentados por pessoas cooptadas para o garimpo ilegal na Amazônia, segundo mapeamento da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam-Brasil) e do Instituto Conviva, duas organizações sem fins lucrativos. Uma equipe de pesquisadores, formada por sociólogos, comunicadores e antropólogos, entrevistou 389 pessoas em Manaus (AM), Altamira (PA), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR). A escolha dessas cidades foi feita, segundo o estudo, por concentrarem mais da metade da população da Amazônia. Entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, foram ouvidos os que trabalharam como garimpeiros ou que tiveram familiares envolvidos nas atividades ilegais. Os pesquisadores identificaram que em 2024 as doenças que mais acometeram os garimpeiros foram gota (24%), malária (19%), tuberculose (14%), bronquite (13%), pneumonia (11%) e reumatismo (10%). A expectativa de vida identificada nesses grupos foi de 55 anos, bem abaixo da média nacional, que era de 76,4 anos em 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais causas de morte entre os garimpeiros foram afogamento (20%), soterramento (19%), ataque de animais (18%), picadas de cobra (18%), ferroada de insetos (13%) e picadas de aracnídeos (12%). Segundo o estudo, todas as formas de mineração são prejudiciais aos povos da Amazônia, mas o garimpo ilegal é pior, por formar alianças com o crime organizado ligado ao tráfico de drogas, de armas e de pessoas. Os pesquisadores concluíram que o garimpo, longe de ser uma opção, é caracterizado por ser falta de opção. Os deslocamentos constantes de trabalhadores para áreas ilegais de mineração são vistos como compulsórios, resultados da “desesperança que os migrantes e desempregados estão vivendo na cidade e no campo”. Histórias do garimpo Em um dos trechos do estudo, os pesquisadores ressaltam que “da mesma forma que a atividade contamina os povos do território, afeta igualmente os garimpeiros, que não contam com nenhum tipo de assistência à saúde nas áreas de garimpo”. Entre as histórias destacadas está a de Adriano (nome fictício), 66 anos, dependente químico, que vivia há oito anos em situação de rua em Manaus. Depois de brigar com a família em Mato Grosso, decidiu ir com o pai de um amigo para o garimpo. Ele tinha apenas 14 anos e rodou por quase toda a Amazônia em serviços ilegais. “No garimpo, a gente aprende a não esperar nada da vida. Se amanhecer vivo, já está no lucro. O garimpo faz a gente se perder da vida. Um dia a gente ganha, no outro a gente perde tudo. Um dia a gente bamburra, no outro a balsa é destruída. E assim a gente se acostuma a correr de um canto a outro. Assim, sem paradeiro”, disse Adriano. Valéria, de 32 anos, natural de Manaus, trabalhou como mergulhadora num garimpo na Terra Indígena Yanomami. Ela conta que as atividades consistiam em posicionar dragas, ajeitar mangueiras, verificar buracos e identificar veios de ouro. E que logo percebeu que, como mulher desacompanhada, vivia sempre em perigo. Foram vários os episódios de assédio e tentativas de estupro. Mas o que a levou a fugir do garimpo foram as tentativas de assassinato. “Toda vez que eu descobria veios de ouro que eles chamam de “bamburrar”, pelo acordo deveriam me pagar um pouco mais ou me beneficiar com parte do achado. Mas, para não ter que dividir os lucros, eles cortavam a mangueira com a gente amarrada lá embaixo. Fizeram isso comigo três vezes. Só o que eu sei, porque podem ter tentado outras vezes que eu não percebi. Aí, quando escapei pela terceira vez, eu saí nadando rio abaixo por uns três quilômetros”, conta Valéria. O impacto do garimpo ilegal sobre as mulheres é um dos pontos de destaque do estudo, como explica Marcia Oliveira, doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), assessora da REPAM-Brasil e da Cáritas Brasileira. “O tráfico de mulheres e de meninas entre 12 e 14 anos, que são levadas para os garimpos em condições subumanas de trabalho e de exploração. E permanecem assim por anos, com ameaças e endividamento justificados pelos custos de transporte e alimentação. E com muita violência sexual, psicológica e humilhação. A ponto de não se reconhecerem na condição de traficadas e naturalizarem essa violência, por causa do modus operandi dos garimpos”, disse Márcia Oliveira. Em outro caso, Rosa, 54 anos, moradora de Manaus, busca há 18 anos pelo filho desaparecido no garimpo. “Não tem nem como denunciar na polícia, porque eles não podem entrar nos garimpos. É terra de ninguém, sabe? O que acontece ali é resolvido ali. Teve gente que me falou que ele morreu debaixo de barranco. Outro me falou que ele morreu afogado. Uma vez, um garimpeiro velho me disse que ele morreu baleado numa confusão. Mas a verdade é que nunca apareceu o corpo. O direito sagrado que uma mãe tem de enterrar o corpo do filho foi retirado de mim”, diz Rosa. RAFAEL CARDOSO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL


