É inebriante o quanto Eastwood renega o virtuosismo contemporâneo entregando contravenções e reformas narrativas que são moldadas pelos seus próprios valores humanos e políticos fazendo com que seus personagens sejam personificações afronte das lentes, dos olhares observadores que vão de encontro com o texto apuradíssimo de uma forma materializada do comentário sobre as instituições sociais regidas, guiadas pelo olhar da vida ordinária e sua heterogênea ideológica transmutada pela discurso fúnebre conservador como método para a prática social. Senti como se todos os personagens ali fossem um diálogo clínico da visão/vivência das várias verdades e correlações políticas que Clint passou por todos esses anos montando esse espetáculo esquematizado como uma materialização do seu descontentamento para com a posterioridade alavancada por um retrato prático da sua visão brincando com as várias inverdades constituintes de uma mesma verdade, de vários pontos de vista diferentes não só como diálogo expositivo das inúmeras ferramentas e escolhas narrativas que podem ser tomada, mas sim de criação dessas ideias e ideais. Em Jurado número 2 Eastwood celebra de forma maneirista alguns manejos hitchcockianos que fazem seu filme ficar a margem de uma quase fantasia, mas não pelo intangível, mas sim pelo espetáculo observado de vidas e sua decadência pessoal partindo de ideologias hegemônicas, e logicamente seus fracassos quanto instituições que precisam, não necessariamente tratar as questões sociais como problemas para se resolver a qualquer custo como sim perpetuar o olhar humano sob vidas permeadas pela falta de ética nas tais pedecendo de alicerces comunitários e sociais. A comunicação pelas não respostas lineares de uma sequência confirmatória de algo aqui não existe. Os fatos estão aí e a narrativa brinca bem com seus vários dispositivos como artifícios a se desenrolar essas questões da maneira mais arbitrária possível, como se a verdade, cada vez mais debatida e tida em vista, mesmo que materialmente passando pelos vários tipos de julgamento dentro do júri levantandos que vão desde preceitos construindo preconceitos, levando a inúmeras falsas verdades de suposições vindas de um olhar moralista do mundo permeando e estacando o julgamento de justiça a apenas especulações descrevendo de maneira quase irônica a injustiça sendo feita. O maior inimigo que Eastwood encontra por aqui em seu filme e que ele trabalha de maneira frontal desde narrativa a artifícios imagéticas com seu personagem e uma fotografia límpida de um suposto mundo “irretocável” e “sem erros” reparando quadro a quadro e diálogo a diálogo essa imagem deturpada dessa sociedade perfeita encontrando seus fantasmas e os exorcizando quase como se fôssemos apenas justiceiros (ou cúmplices) disfarçados de espectadores que sabemos tudo que está em jogo e quem pode mudar esse jogo, mas não podemos fazer nada. Essa impressão e enclausuramento da verdade que você detém, mas necessariamente não pode expor e tampouco fazer com que ela seja feita à vontade da justiça, Clint carrega como ninguém essas especulações em prol de uma aventura democrática e cheia de desdobramentos cavando cada vez mais fundo não no caso que estamos acompanhando, mas todo seu contexto social e político, que com certeza vai ditar tudo mais que seu júri, suas ambiguidades e inverdades contrárias ao pensamento comum da necessidade de resposta, do certo, e de fazer seu trabalho, mas a que custo? A palavra chave para Jurado número 2 é conciso. Não por sua extrapolação textual para contar sua historia a partir de diálogos e discussões inconclusivas, mas sim de tomar pra si a verdade no seu personagem principal como um contra-balanço da justiça e de como a busca incessante de uma falsa verdade reflete de maneira límpida a desconstrução do homem de família e o formador patriarcal de ideias “corretas” e correlatas.
Conto de Fadas Humanista cômico – Review Anora (2024)
Lindo como Sean Baker imprime de maneira humanista da sua visão de como imagina Uma linda Mulher e as retóricas arbitrárias desfragmentando o discurso meritocrático enfadonho embrulhado com um mundo regido pelo patriarcado e o capitalismo voraz em que nada se foge da lógica mercadológica só que aqui articulada nesse microcosmo vivo do tipo de linguagem usada por Baker humanizando seus personagens que fazem o fluxo de acontecidos ser sufocante o suficiente para entrarmos naquela desventura de cabeça. A maneira como Anora não só fomenta e concretiza a abordagem e visão de mundo do diretor como narrativa e decupagem mas desarticula e transforma uma roncom fantasiosa com tons aveludados do sexo como moeda de troca ao rápido estralo do retorno a realidade ordinária em que nada se merece e nada vai cair do céu sem que lhe custe a vida e deixá-la em frangalhos difíceis de costurar novamente. Uma realidade dura daqueles personagens pós não limitação da curtição, do mundano que faz a fluidez mesmo que com personagens detestavelmente adoráveis pelo olhar complexo de camadas interpessoais do cinema de Baker, de forma uma sequência onírica linda de acompanhar. O conto de fadas às avessas e as contravenções transgressoras de um olhar asséptico pelo declínio de uma hegemonia em crise eterna escondendo seus fracassos pelas cores e neons que intimidam e iludem, mas não o mantém vivo, não lhe dão o pão de amanhã e tampouco liga para o seu bem estar. Um eterno looping finito de entrega e não recebimento pelos seus trabalhos, sejam eles quais forem, uma margem da sociedade jogada aos leões da batalha diária desencontrada com o sonho americano como maior alicerce de alcance não para engrandecimento pessoal, mas como status social de uma falsa felicidade de momentos plásticos e com data de vencimento. Os pequenos momentos de ansiedade que Baker propõe em seus filmes nos momentos majoritariamente finais eclodindo suas tramas para status além daquela trama e abrindo o leque para N possibilidades, aqui se dá como extrapolação desse artifício narrativo encontrando um primo muito próximo do recente Joias Brutas e Depois de Horas em que o universo e a América engole a vida dos protagonistas em prol da história com controle predatório nos pondo como quase pervertidos por querer acompanhar tanta desgraça uma atrás da outra, que diferente das obras citadas, aqui o diretor encontra um senso do cômico de uma Screwball que nunca para, que não liga para o destino de seus personagens, como se nem Sean Baker tivesse controle, um caos desconcertado de pessoas quebradas. O maior entendimento dessa abordagem cíclica em que nada se está em status quo nem quando ele cria blocos no seu filme é uma forma mais que fragmentada das várias maneiras de constituir seguimentos diferentes de uma certa espécie de brincadeira, o descontrole narrativo como abordagem e o desenvolvimento a partir do comportamento humano que dá vida as situações e corrobora para um dos melhores filmes do ano firmando Sean Baker como um dos melhores atualmente, brincando com esses universos e seus comentários sociais afiados. Mikey Madison se encontra como Ani e deixa essa personagem a maior personificação do proletariado em um fim de semana esbanjando com seu amigo rico de um nível acima do seu na empresa, que antes eu tinha presenciado apenas em Falsa Loura e seu conto de fadas mundano com gostinho errático de uma pessoa com trejeitos que moldam suas ações em positivas ou negativas; que aqui em Anora encontra uma quase rejeição pela construção da mesma como se em suma não importasse, e realmente seja esse olhar mais raso pela vida dela a partir de um recorte temporal. A purpurina, o neon e a música estonteante como trilha sonora da vida noturna que desencontra com sua realidade se dá como uma continuidade em rima visual em pequenos momentos ao restante do filme eclodindo na sua melhor forma numa sequência final de arrepiar que reflete o fim de um sonho fantástico de uma vida que não lhe pertence, que você, por definição ideológica, não merece.
Prêmio Multishow 2024: Liniker brilha como a grande vencedora da noite
Na noite desta terça-feira (4), Liniker foi consagrada como a grande vencedora do Prêmio Multishow 2024. Com o aclamado disco Caju, a cantora conquistou quatro categorias: Capa do Ano, MPB do Ano, Álbum do Ano e o cobiçado prêmio de Artista do Ano. Ao receber os prêmios, Liniker emocionou o público ao refletir sobre sua trajetória:“Ser reconhecida nessa categoria, com esse disco que sonhei primeiro sozinha e depois construí com tantas outras mãos, aponta não só para o futuro, mas celebra o presente com o melhor que pude fazer para mim, resgatando a crença em quem sou e me permitindo existir.” A noite também foi marcada por grandes momentos de outros artistas. Anitta, homenageada da edição, levou os prêmios de Funk do Ano e Clipe TVZ do Ano com Mil Veces. Lauana Prado destacou-se ao vencer as categorias Hit do Ano e Sertanejo do Ano, enquanto Zaynara, cantora paraense, foi eleita Revelação do Ano. O evento, apresentado por Tadeu Schmidt, Tatá Werneck e Kenya Sade, celebrou a diversidade e o talento da música brasileira. Confira os principais vencedores: Artista do Ano Álbum do Ano Hit do Ano Revelação do Ano Funk do Ano Clipe TVZ do Ano Liniker reafirmou sua relevância no cenário musical brasileiro, enquanto a premiação destacou a força da diversidade artística do país.
Sátira Ambiciosa que Tropeça em Seu Próprio Excesso – O Clube das Mulheres de Negócios (2024) Review
O Clube das Mulheres de Negócios, de Anna Muylaert, se apresenta como uma obra que combina humor corrosivo, crítica social e uma estética tropical vibrante, refletindo as contradições de um Brasil contemporâneo. Retomando o tom sarcástico de seus primeiros trabalhos, Muylaert constrói uma narrativa que transita entre o grotesco e o cômico, explorando questões de gênero, poder e desigualdades de forma provocativa. No entanto, ao longo de sua trajetória, o filme parece se emaranhar em suas próprias escolhas estilísticas, transformando-se, em alguns momentos, em uma sátira de si mesmo. A grande força do longa está na construção de personagens deliberadamente exagerados. Katiuscia Canoro entrega uma performance marcante como uma “redpill” de gênero invertido, mergulhando na caricatura com energia selvagem e domínio cênico. Sua personagem encapsula a essência satírica da obra, desafiando os limites entre o riso e o desconforto. Rafa Vitti, por outro lado, surpreende ao trazer vulnerabilidade ao seu papel, complementando as dinâmicas de poder que permeiam a narrativa. Esses contrastes dão ritmo à história, tornando-a instigante em sua mistura de humor e tensão. Contudo, é justamente na tentativa de equilibrar o absurdo e a crítica que o filme se perde. A necessidade de explicitar suas ideias – seja por meio de diálogos que reforçam o óbvio ou de imagens que sublinham o que já está claro – dilui a força de sua mensagem. A sátira, que inicialmente se posiciona como afiada e certeira, começa a escorregar para o exagero sem propósito, aproximando-se de uma paródia de sua própria proposta. Os momentos mais didáticos, que tentam direcionar o espectador para interpretações específicas, acabam soando como um descompasso entre o discurso ambicioso e a execução prática. Além disso, o excesso de personagens e subtramas contribui para a sensação de dispersão. Há muitas ideias interessantes no filme, mas nem todas encontram o espaço necessário para serem desenvolvidas de maneira significativa. Em meio ao caos narrativo, algumas figuras se tornam apenas rascunhos, e a sátira, que deveria ser o fio condutor, perde força à medida que o longa tenta abraçar mais do que consegue sustentar. Por outro lado, essa natureza caótica e autorreferencial também pode ser interpretada como uma escolha deliberada de Muylaert, um reflexo da fragmentação e confusão do próprio mundo que o filme retrata. Ainda assim, o resultado final é ambíguo: em alguns momentos brilhante, em outros excessivo e autoconsciente. O Clube das Mulheres de Negócios é, assim, uma obra fascinante por suas intenções e ousadias, mas irregular na execução, oferecendo um retrato tão incisivo quanto confuso de uma sociedade em colapso.
Primeiro trailer do live-action de Lilo & Stitch é divulgado pela Disney
O remake live-action de Lilo & Stitch teve seu primeiro trailer divulgado, com destaque para o carismático alienígena Stitch, que aparece causando caos em uma praia. Dirigido por Dean Fleischer Camp (Marcel, a Concha de Sapatos), o filme traz de volta Chris Sanders como a voz de Stitch. Inicialmente planejado para estrear no Disney+, o projeto foi confirmado como um lançamento exclusivo nos cinemas. O elenco conta com Sydney Agudong no papel de Nani, além de Zach Galifianakis, Billy Magnussen, Courtney B. Vance e Tia Carrere. A animação original, lançada em 2002, acompanha a história de Lilo, uma garotinha solitária no Havaí, que encontra um inesperado amigo em Stitch, um alienígena criado para ser uma máquina de destruição. O live-action tem estreia marcada para 23 de maio de 2025.
Um Ritual Cinematográfico de Exumação Histórica e Resistência – Praia Formosa (2024) Review
O filme Praia Formosa, de Julia de Simone, estabelece um diálogo instigante entre passado e presente, escavando não apenas os vestígios materiais de uma história dolorosa, mas também as camadas emocionais e sociopolíticas que permanecem assombrando o Brasil contemporâneo. Partindo de uma perspectiva de terror arqueológico, a obra transcende o tradicional para propor uma experiência híbrida e fragmentada, que é tão inquietante quanto necessária. O núcleo temático do filme — a exposição literal e simbólica das marcas deixadas pela escravidão no contexto da reforma urbanística do Porto Maravilha — é tratado com coragem e sensibilidade. Julia de Simone não permite que o passado permaneça acomodado ou enterrado; ela o desenterra, confronta, e força o público a encarar aquilo que muitas vezes é ignorado. Este gesto ressoa como um ato de resistência, uma tentativa de interromper o esquecimento e criar espaço para reflexão. Embora este seja o primeiro esforço ficcional da cineasta, Praia Formosa rejeita estruturas narrativas tradicionais em favor de uma abordagem fragmentada, que ecoa a ideia de peças quebradas de um objeto desenterrado. Essa escolha é eficaz para refletir a forma como o passado é reconstituído: nunca de forma completa, mas através de fragmentos — documentos históricos, performances, e encenações que se justapõem ao vazio de um presente ainda marcado por essas feridas. A construção estética do filme é tão multifacetada quanto seu tema. As cenas da personagem solitária caminhando por espaços desertos, como túneis de luz fria e ruas vazias, evocam uma sensação de isolamento e desolação que captura a ausência tanto física quanto espiritual de vidas perdidas e esquecidas. Esses momentos performáticos contrastam com os resgates históricos e depoimentos, criando uma textura audiovisual rica e desconcertante. Ao fundir performance, documentação, pesquisa e ficção, Julia de Simone desafia as categorias convencionais do cinema. Essa abordagem, embora possa afastar espectadores que esperam uma narrativa mais linear, é coerente com a intenção do filme de perturbar e provocar. Cada fragmento do filme carrega um significado próprio, mas é na justaposição que eles encontram maior impacto. A direção de Julia de Simone se destaca pela ousadia de enfrentar o trauma histórico sem oferecer respostas fáceis ou uma catarse reconfortante. Ao invés disso, Praia Formosa funciona como um ritual cinematográfico de exumação, onde a diretora se torna uma arqueóloga não apenas de objetos, mas de memórias. Sua visão é deliberadamente desconfortável, como se buscasse criar uma ponte entre o espectador e o peso tangível da história. No entanto, essa abordagem arriscada pode alienar parte do público. O ritmo do filme e sua estética minimalista — marcada pelo vazio e pela repetição — podem ser interpretados como difíceis ou excessivamente abstratos. Ainda assim, essa escolha estética é um reflexo apropriado da complexidade do tema e do estado emocional que ele evoca. O timing de Praia Formosa é particularmente relevante. Em um Brasil onde o passado colonial continua a influenciar profundamente questões sociais, econômicas e culturais, a obra de Julia de Simone atua como um espelho incômodo. Ela desafia a amnésia histórica, revelando que o que está enterrado nunca desaparece completamente. O conceito de “terror arqueológico” é brilhantemente explorado, pois o filme transforma a escavação do passado em uma experiência assombrosa e perturbadora. As cicatrizes deixadas pela escravidão, representadas pelos espaços comerciais onde pessoas eram tratadas como mercadorias, adquirem uma dimensão quase fantasmagórica — são mais do que ruínas; são testemunhas silenciadas de um horror ainda presente. Praia Formosa é uma obra que mistura ousadia criativa e relevância histórica de forma singular. Embora sua fragmentação formal e seu tom desolador possam não agradar a todos, é exatamente essa ruptura com as convenções que dá ao filme sua força e autenticidade. Julia de Simone cria um convite — ou, talvez, uma convocação — para refletir sobre as histórias que insistimos em enterrar e sobre as formas como o passado continua a moldar nosso presente. Praia Formosa é um filme que não apenas narra, mas também performa e questiona, tornando-se não apenas um produto artístico, mas uma intervenção política e emocional no tecido histórico brasileiro.
The Game Awards 2024: Confira a lista completa de indicados
The Game Awards 2024: Lista de Indicados é Divulgada A décima edição do The Game Awards revelou seus indicados, destacando grandes nomes em categorias como Jogo do Ano, Melhor Direção e Jogo Indie. Entre os destaques para Jogo do Ano estão Elden Ring: Shadow of the Erdtree, Black Myth: Wukong e o indie Balatro. Outros títulos de peso, como Final Fantasy 7 Rebirth, Metaphor: ReFantazio e Astro Bot, também garantiram suas vagas em diversas categorias. As indicações foram anunciadas por Geoff Keighley, apresentador e organizador da premiação, que acontecerá em 12 de dezembro com transmissão ao vivo. Lista Completa de Indicações Jogo do Ano Melhor Direção Melhor Narrativa Melhor Direção de Arte Melhor Trilha Sonora Melhor Design de Som Melhor Performance Inovação em Acessibilidade Jogos de Impacto Melhor Jogo em Andamento Melhor Suporte para Comunidade Melhor Jogo Indie Melhor Jogo Indie Estreante Melhor Jogo Mobile Melhor Jogo de RV ou RA Melhor Jogo de Ação Melhor Jogo de Ação e Aventura Melhor RPG Melhor Jogo de Luta Melhor Jogo para Família Melhor Simulador ou Jogo de Estratégia Melhor Jogo de Esporte ou Corrida Melhor Adaptação Jogo Mais Aguardado Criador de Conteúdo do Ano Melhor Jogo de Esports Melhor Atleta de Esports Melhor Equipe de Esports Melhor Jogo Multiplayer Outras categorias incluem Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Jogo Indie e Inovação em Acessibilidade. A competição também celebra o impacto cultural e social dos jogos com categorias como Jogos de Impacto e Melhor Adaptação. Com quase 30 categorias no total, a premiação reflete a diversidade e a excelência da indústria de games em 2024. Não perca a transmissão para conhecer os vencedores!
Live-action de Como Treinar o Seu Dragão revela primeiro trailer
Mason Thames (O Telefone Preto) viverá Soluço, e Nico Parker (The Last of Us) será Astrid no live-action de Como Treinar o Seu Dragão. O elenco ainda conta com Nick Frost (Chumbo Grosso), Julian Dennison (Deadpool 2), Gabriel Howell, Harry Trevaldwyn, Bronywin James e Ruth Codd. Gerard Butler, que dublou Stoico nas animações da DreamWorks, retorna no papel do pai de Soluço. A franquia animada, baseada na série de livros de Cressida Cowell, é um dos maiores sucessos da DreamWorks Animation, com três filmes lançados entre 2010 e 2019 e uma bilheteria acumulada de mais de US$ 1,6 bilhão. A história acompanha Soluço, um jovem viking que desafia a tradição de lutar contra dragões ao fazer amizade com Banguela, um dragão Fúria da Noite. Juntos, eles provam que humanos e dragões podem viver em harmonia, enfrentando diversas aventuras ao longo dos anos. O live-action foi anunciado em fevereiro de 2023, com as filmagens iniciadas em maio, pouco antes da paralisação de Hollywood. Originalmente previsto para 12 de março de 2025
Arte como testamento – A Semente da Figueira Sagrada (2024) Review
É impossível falar de “A Semente da Figueira Sagrada” sem abordar o contexto de sua produção, seja político ou do próprio diretor e o quanto o Irã foi relutante no lançamento e distribuição desse longa, o que já o torna uma cápsula de história deixada para a posteridade tanto como forma de alerta em um possível futuro onde não haverá mais aquela realidade, seja para a reverberação mundial de um fato através da arte. Mohammad Rasoulof aqui brinca com seu título e como trabalha as várias possibilidades através de suas lentes, com um suspense crescente dentro de uma realidade cruel e brutal resolvida e acompanha dentro de uma residência e os impactos dessa repressão política e religiosa afeta indiretamente tudo e a todos dentro de um país. A semente planta a intriga, é dela se planta a narrativa, partindo da ficção para escancarar a realidade. O ficcional aqui se é usado a partir de uma família que sofre as cegas pelo patriarcado arcaico à imagem do pai da família interpretado por Missagh Zareh que está excelente e sabe ir desde uma pessoa singela que se sente culpado por julgar alguém sem ler o processo, até uma entidade maléfica moldada pelo sistema como um todo fazendo com que o ritmo do filme parece cada vez cadenciar ao passo em que a tensão vai tomando conta. O seu maior dispositivo de suspense aqui se encontra em uma arma, sendo antítese da moralidade egoica do personagem que tanto quer o bem de sua família a partir de sua própria vitória e bem estar no trabalho sendo regido pela matriarca que tem a ilusória sensação de estar em controle de tudo e todos que moram ao seu redor. Um descontrole emocional e pulsante vai tomando conta e transbordando a tela quando se vão tomando decisões amorais, que não que sejam muito contraditórias pela realidade retratada, mas sim dos personagens e como eles são construídos. É como se os personagens se moldassem ao fantasma invisível e individualista do sistema herdando sua brutalidade da maneira mais frontal possível sendo contraído a partir do trauma e medo. Trauma e medo esses que são usados aqui quase como um flerte para com o cinema de gênero usando dos espaços a margem da moral, uma materialização na composição de cenas mostrando sutilmente a não existência de dualidades, a esquematização da sobrevivência em prol da humanização sóbria que vamos acompanhando durante toda a trama. Os contextos e forma sequenciais de vídeos reais da internet como um grito de socorro, ditam e escancaram as realidades e qual papel do longa como arte, não gerando impacto, mas sim visibilidade, mas sim uma forma de dialogar com o restante do mundo algo que se perde nas penumbras da sociedade hegemônica que dita o que se deve ou não ser visto e o que tem ou não importância. A Semente da Figueira Sagrada é um filme que perdura as margens do cinema como linguagem e entrega uma experiência arrebatadora que com certeza é um marco só de podermos assisti-lo.
Trailer de ”De Volta a Ação” com Cameron Diaz e Jamie Foxx marca o retorno da atriz após 11 anos afastada
Cameron Diaz está de volta às telas após 11 anos afastada da atuação, estrelando o novo filme de ação da Netflix, Back in Action, onde reencontra seu antigo colega Jamie Foxx. A trama gira em torno de Emily e Matt, que, após deixarem a vida de espiões da CIA para formar uma família, são inesperadamente levados de volta ao mundo da espionagem quando suas identidades secretas são descobertas. O elenco do filme também inclui Kyle Chandler, Andrew Scott, Jamie Demetriou, McKenna Roberts, Rylan Jackson e Glenn Close. Dirigido por Seth Gordon (The Office, The Good Doctor) e com roteiro coescrito por Brendan O’Brien (Vizinhos), o filme estreia em 17 de janeiro de 2025 na Netflix. Cameron já comentou anteriormente sobre os motivos de sua longa pausa na carreira de atriz. Vale lembrar que este filme também foi o projeto em que Cameron e Jamie estavam trabalhando quando ele sofreu uma emergência médica.


