Mulheres vivas! Mobilização em todo o país reforça urgência no combate à violência de gênero
Os casos recentes de extrema violência contra mulheres no Brasil reacenderam um alerta que, na verdade, nunca deveria ter sido silenciado. Em poucos dias, crimes brutais tomaram conta do noticiário: uma jovem teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um quilômetro pelo ex-companheiro; uma trabalhadora foi baleada em plena rua; uma mulher e quatro crianças foram assassinadas dentro de casa; uma atleta foi estuprada e morta enquanto praticava esporte.
Em Manaus, a marcha está marcada para 7 de dezembro, às 17h, na praça do congresso. A mobilização local se soma ao movimento nacional, que acontece simultaneamente em dezenas de cidades.
Segundo dados compilados por movimentos feministas, mais de mil mulheres foram mortas no Brasil em 2025 pelo fato de serem mulheres. A naturalização da violência dentro de casa, nas ruas ou nas instituições, tornou-se parte do cotidiano. Mas não deveria.
É diante desse cenário que coletivos, movimentos sociais e organizações de mulheres convocam uma marcha nacional neste sábado e domingo, com o lema Mulheres Vivas. O objetivo é claro: denunciar o feminicídio, cobrar políticas públicas efetivas e reafirmar que a violência contra a mulher não é destino, não é “crime passional”, não é tragédia isolada. É um problema estrutural e urgente.
A convocatória ganhou força após a divulgação, pelo DataSenado, da Pesquisa Nacional de Violência Contra a Mulher (novembro/2025). O levantamento aponta que 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar só este ano. Outro dado alarmante: quase 6 em cada 10 mulheres afirmam que as agressões começaram nos últimos seis meses. Em 40% dos casos, havia testemunhas adultas e nenhuma ofereceu ajuda.
Em diferentes redes sociais, lideranças e ativistas reforçam o chamado. “Nós vamos tomar as ruas para dizer basta. Não suportamos mais”, disse a deputada federal Sâmia Bonfim em vídeo publicado esta semana.

Ato Nacional – Locais confirmados
Brasília (DF): 10h, Feira da Torre de TV
São Paulo (SP): 7/12, 14h, vão do Masp
Rio de Janeiro (RJ): 12h, Posto 5 – Copacabana
Curitiba (PR): 10h, Praça João Cândido – Largo da Ordem
Cuiabá (MT): 14h, Praça Santos Dumond
Campo Grande (MS): 13h, em frente ao Aquário do Pantanal
Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião
Parnaíba (PI): 16h, em frente ao Parnaíba Shopping
Belo Horizonte (MG): 11h, Praça Raul Soares
Porto Alegre (RS): 17h, Praça da Matriz
São José dos Campos (SP): 15h, Largo São Benedito
Salvador (BA): 10h, Barra (do Cristo ao Farol)
São Luís (MA): 9h, Praça da Igreja do Carmo (Feirinha)
Belém (PA): 8h, Boulevard Gastronomia
Teresina (PI): 17h, Praça Pedro II
A organização nacional divulga novas atualizações no Instagram @levantemulheresvivas
A mensagem é direta: basta de feminicídio. Basta de naturalizar a violência. Queremos mulheres vivas.







