Fenômeno nas redes sociais, o comediante brasiliense se apresenta no dia 25 de outubro, com seu novo solo, Anticristo. Os ingressos estão disponíveis no Bilheteria Express Com quase 1 milhão de inscritos no YouTube e mais de 800 mil seguidores no Instagram, Tiago Santineli é hoje um dos nomes mais originais e influentes do humor brasileiro. Roteirista, produtor audiovisual, militante e ex-comediante, o artista leva aos palcos o mesmo olhar crítico e bem-humorado que o consagrou na internet. Seu novo show de stand-up promete arrancar gargalhadas e, ao mesmo tempo, provocar reflexões sobre temas sociais, culturais e políticos do cotidiano. Conhecido por transformar situações reais em observações afiadas e inteligentes, Tiago aposta em um estilo de humor que vai além da comédia tradicional. “Meu objetivo sempre foi usar o humor como ferramenta de questionamento. A gente ri, mas também sai refletindo sobre o mundo em que vive”, afirma o artista. O espetáculo chega a Manaus no dia 25 de outubro, às 20h, mo Teatro ICBEU Manaus, localizado na Av. Joaquim Nabuco, Centro, com ingressos já disponíveis: www.bilheteriaexpress.com.br. A classificação indicativa é de 14 anos, e o show é indicado para o público em geral, por não conter linguagem ofensiva ou conteúdo explícito. Assessoria de imprensa:Aristóteles M. NetoJornalista (DRT/AM 2424)(92) 98532-5903Amazon&Communication
“Maria & José”: Documentário resgata a história da hanseníase no Amazonas e rompe o silêncio do preconceito
Produção dirigida por Z Leão revisita um século de luta contra a hanseníase no estado Na noite de terça-feira (7), o Valer Teatro, no Largo de São Sebastião, Centro de Manaus, foi palco do lançamento do documentário “Maria & José – Resgate Histórico da Hanseníase no Amazonas”, uma produção que combina memória, emoção e compromisso social. Em entrevista exclusiva à Update Manauara, o diretor Z Leão destacou que a obra retrata a história real de dois irmãos, Maria Rodrigues e José Rodrigues, que contraíram a hanseníase (à época chamada de lepra) no rio Juruá e vieram para Manaus, na década de 1950, em busca de tratamento, em um tempo em que não havia medicamentos eficazes nem espaços adequados para acolher os pacientes. “Essas duas crianças viveram uma fase de sofrimento marcada pelo preconceito e pelo abandono em um momento em que precisavam de atenção e de cuidados médicos”, relatou o cineasta. O documentário percorre cem anos de história, revisitando o período do Dr. Alfredo da Matta, pioneiro no combate à hanseníase no Amazonas, e resgatando a trajetória das instituições e das pessoas que lutaram para garantir dignidade aos doentes. “Voltamos no tempo para mostrar como foi essa luta por espaços de acolhimento e chegamos até a segunda parte da vida de Maria e José, já curados, mostrando como reconstruíram a própria existência”, explicou Z Leão. Na segunda fase da narrativa, a produção mostra como os irmãos viveram após a cura, revelando a força e a resiliência de quem transformou a dor em aprendizado. “Eles não se deixaram abater pelo preconceito. Encontraram dentro de si a coragem para seguir em frente, aceitando a vida como ela é, com bravura e fé”, acrescentou o diretor. A produção levou cerca de três meses de pesquisa antes da pré-produção, que envolveu a escolha de elenco, cenários e locações. “Construímos quatro cenários para contar essa história da melhor forma possível. A ideia surgiu quando conhecemos os dois personagens e percebemos a riqueza de suas vivências, um verdadeiro retrato da doença no Amazonas”, destacou. Realizado pela Igara Filmes & Produções, o documentário busca se firmar como um registro histórico dos 150 anos da hanseníase no estado, preservando a memória de um período em que a doença era sinônimo de exclusão. Com 43 anos de carreira, Z Leão já transitou por todas as vertentes do cinema, do “cinema de guerrilha” ao “cinema do impossível”. Desde os anos 2000, dedica-se à produção de documentários, tendo dirigido 12 obras que exploram a cultura, as festas e as personagens marcantes do Amazonas. Para ele, Maria & José representa mais que um documentário: é um ato de reconhecimento e reparação histórica. “Esse documentário é, acima de tudo, um tributo à resistência humana e à memória do nosso povo”, conclui o diretor.
Crítica: Tron: Ares – Entre códigos e humanidade, a faísca que ainda pulsa nas máquinas
É interessante perceber como Tron: Ares surge não apenas como uma continuação tardia de uma franquia que sempre esteve à frente de seu tempo, mas como uma espécie de espelho do presente. O novo longa ressignifica os dois filmes anteriores ao trazer para o centro do debate algo que hoje domina o mundo real: a corrida das Big Techs pelos avanços tecnológicos e o dilema sobre até onde a inteligência artificial pode ir sem perder o toque humano. Sob a direção de Joachim Rønning — que já havia mostrado sua criatividade em Malévola: Dona do Mal e Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar, ainda que sem um verdadeiro trunfo autoral — o cineasta finalmente encontra em Tron: Ares um universo que dialoga com seu olhar imagético e seu gosto por mundos grandiosos. Aqui, Rønning parece compreender que, em meio a códigos e circuitos, o que realmente importa é a humanidade que resiste dentro da máquina. Em meio ao espetáculo visual característico da franquia, Tron: Ares encontra força quando deixa que suas imagens respirem mais do que os próprios efeitos. É curioso como, dentro de um mundo digitalmente perfeito, a imperfeição se torna o que mais fascina: os personagens carregam dúvidas, medos e desejos que lembram o espectador de que o controle total, sonhado pelas grandes corporações, é sempre uma ilusão. Ares, figura central desta nova história, é tanto criação quanto criador — um produto de algoritmos que começa a questionar a lógica de quem o programou. Nesse ponto, o filme reflete o próprio momento em que vivemos, em que a inteligência artificial e as tecnologias emergentes parecem testar nossos limites éticos e emocionais. Também é interessante observar como Tron: Ares se revela, em muitos aspectos, um filme de energia feminina. As presenças de Greta Lee e Gillian Anderson trazem à narrativa uma imponência que contrasta com o domínio masculino característico desse universo corporativo e tecnológico. Mesmo que Jared Leto assuma o papel de Tron — o grande guerreiro a serviço da empresa comandada pelo personagem de Evan Peters —, é Atenas, interpretada por Jodie Turner-Smith, quem verdadeiramente encarna o espírito do filme. Como programa que se recusa a ser mera ferramenta, ela representa a força e a inteligência que desafiam a lógica hierárquica das máquinas e dos homens que as controlam. Nesse equilíbrio entre razão e sensibilidade, Tron: Ares encontra um novo pulso — o de um mundo digital onde o feminino também é poder, criação e resistência. Rønning demonstra aqui um controle visual raro dentro das produções da Disney contemporânea. Sua mise-en-scène não se limita ao deslumbramento digital; há um senso de composição que valoriza a escala e o movimento, mas também a solidão dos personagens dentro de um espaço sintético. A fotografia aposta em contrastes de luz e cor que evocam o neon clássico do filme de 1982, agora reinterpretado como um campo de batalha emocional entre o humano e o artificial. Mesmo quando o espetáculo fala mais alto — nas sequências de perseguição ou nas imersões dentro da rede —, há uma intenção dramática que o aproxima de autores que buscam sentido na grandiosidade. Rønning, enfim, encontra em Tron: Ares a oportunidade de transformar o que antes era pura técnica em expressão, algo que seus filmes anteriores apenas ensaiavam. No fim, Tron: Ares não é apenas uma nova entrada em uma franquia de culto, mas um filme que olha para o próprio tempo com estranhamento e esperança. Ao mesmo tempo em que reconhece a inevitável fusão entre homem e máquina, ele insiste que o erro, o afeto e a empatia ainda são o que move qualquer criação digna de existir. É como se o universo digital criado décadas atrás por Steven Lisberger finalmente encontrasse sua emoção — não mais na promessa de um futuro perfeito, mas na aceitação de que o humano é o que desestabiliza e dá sentido à perfeição. Joachim Rønning, enfim, transforma Tron: Ares em um espetáculo que não se contenta com a superfície do brilho, mas busca a centelha que ainda pulsa por trás das telas.


