No próximo dia 13 de abril, será realizada uma importante ação de cidadania e sustentabilidade em Manaus: o Mutirão de Limpeza do Igarapé do Gigante. A iniciativa é liderada por Matheus Garcia, diretor de sustentabilidade e inovação da GBR – Componentes da Amazônia, e marca o início da parceria com o projeto Galho Forte, idealizado pelo deputado federal Amom Mandel. A mobilização será realizada a partir das 07h30, na Associação Marina do David, localizada na Av. Coronel Teixeira, 74. A atividade conta com organização da Amazônia B, realização da Amazônia Connect e patrocínio da GBR – Componentes da Amazônia. A união entre Matheus Garcia e Amom Mandel representa um compromisso conjunto com a revitalização ambiental, o engajamento comunitário e a promoção de práticas sustentáveis na região amazônica. Ambos atuam como importantes agentes de transformação, promovendo o diálogo com a população e incentivando uma consciência coletiva voltada ao cuidado com os recursos naturais. Objetivos da ação: • Preservação ambiental: revitalizar o Igarapé do Gigante por meio da remoção de resíduos sólidos, contribuindo para a proteção do ecossistema local. • Saúde e qualidade de vida: proporcionar um ambiente mais seguro para os moradores, minimizando riscos de contaminação e doenças. • Educação e engajamento: incentivar a participação da comunidade, promover atitudes sustentáveis e fortalecer a cultura de pertencimento e responsabilidade coletiva. Com foco no impacto positivo e duradouro, a ação busca despertar um novo olhar sobre o cuidado com o meio ambiente e promover práticas sustentáveis que possam ser aplicadas no dia a dia da população. A organização reforça o convite para que todos os cidadãos participem da iniciativa, contribuindo com a transformação do local e a regeneração do nosso patrimônio ambiental. Para mais informações, por favor, contactar: (92) 99999-1305 – Jessica Dutra
Polícia Federal faz operação contra prefeito ‘tikt0ker’ de Sorocaba por desvio de recursos de saúde
O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), que ficou conhecido nacionalmente por vídeos curtos nas redes sociais sobre projetos em sua cidade, é alvo de operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (9). Os agentes cumprem mandado na casa do prefeito, na cidade do interior de São Paulo. Na semana passada, o prefeito anunciou que pretende sair candidato à Presidência da República na eleição de 2026, caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) dispute a reeleição em São Paulo. Desvio de recursos A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Copia e Cola, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde. A investigação teve início no ano de 2022, após suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social (OS) para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde no município de Sorocaba. Também foram identificados atos de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias. Mais de 100 policiais federais estão dando cumprimento a 28 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional da 3ª Região, nas cidades de Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Votorantim, Itu, São Bernardo do Campo, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Santos, Socorro, Santa Cruz do Rio Pardo e Osasco, todas no estado de São Paulo, além de um mandado de busca e apreensão na cidade de Vitória da Conquista, na Bahia. Também foi determinado o sequestro de bens e valores em um total de até R$ 20 milhões e a proibição da Organização Social (OS) investigada de contratar com o poder público. Os investigados poderão responder, de acordo com suas condutas individualizadas, pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, ocultação de capitais (lavagem de dinheiro), peculato, contratação direta ilegal e frustração de licitação.
Deputada quer proibir vagas destinadas a LGBTQIAPN+ em concursos no Amazonas
A deputada estadual do Amazonas Débora Menezes (PL) protocolou, nesta terça-feira, 8, o Projeto de Lei (PL) 35/2025, que proíbe a reserva de vagas específicas para candidatos transexuais, travestis, intersexuais e não binários em concursos públicos. De acordo com apuração feita, a proposta da parlamentar, apresentada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), é idêntica a do deputado estadual de São Paulo Tenente Coimbra (PL), protocolado na última quarta-feira, 2. No primeiro artigo da proposta, a deputada do Amazonas pontua que fica “vedada a reserva de vagas específicas para candidatos transexuais, travestis, intersexuais e não binários em concursos públicos realizados no Estado do Amazonas”. Apenas um termo diverge do PL do deputado paulistano: “Estado de São Paulo”. O parágrafo único da matéria defende que “a vedação estabelecida também se aplica ao sistema de cotas previsto para ingresso na universidade estadual no âmbito do Estado do Amazonas”. Veja trechos das propostas: A advogada Denise Coelho afirmou à reportagem que a proposta de Débora Menezes é inconstitucional, por afrontar diretamente os princípios da dignidade humana previstos na Constituição Federal de 1988. A especialista destacou que a proibição de ações voltadas a grupos historicamente vulnerabilizados contraria a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante a promoção de direitos e a inclusão social da comunidade LGBTQIAPN+. “Do ponto de vista constitucional, o projeto padece de inconstitucionalidade material por afrontar diretamente os princípios da dignidade da pessoa humana. Ao proibir ações afirmativas voltadas a grupos historicamente vulnerabilizados, como pessoas trans, travestis, intersexuais e não binárias, o projeto desconsidera a jurisprudência consolidada do STF que reconhece a legitimidade e a necessidade das políticas compensatórias como instrumentos de promoção da justiça social“, destacou Coelho. Na justificativa da proposta, Débora Menezes defende o PL em cinco eixos: princípio da igualdade formal, meritocracia, necessidade de equidade e políticas universais, evitar segmentação e caráter constitucional. A parlamentar também menciona que o tema tem “implicações éticas, sociais e jurídicas que devem ser amplamente debatidas e analisadas à luz da legislação, dos tratados internacionais de direitos humanos e do impacto direto na sociedade”. A advogada Denise Coelho pontua que a medida da deputada estadual também contraria tratados internacionais, como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), criado em 1969 e que tem sido uma das bases do de proteção dos direitos humanos no mundo. O Brasil é signatário do tratado desde 1992. “[A proposta] colide com tratados internacionais de direitos humanos com status supralegal ou constitucional no ordenamento jurídico brasileiro, como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos”, disse a especialista.
Crítica | Minecraft – O Filme: Aventura cúbica com alma de infância
Fui assistir ao live-action de Minecraft mais pela curiosidade do que entusiasmo – afinal, como transformar um jogo tão aberto, feito de bloquinhos e possibilidades infinitas, em uma narrativa com começo, meio e fim? Além de não gostar pessoalmente do jogo, apesar de mais da metade de meus amigos já terem chamado para jogar. A surpresa veio logo nas primeiras cenas, quando percebi que o filme não estava preocupado em ser fiel ao jogo ao pé da letra, mas sim em capturar o espírito dele: a criatividade, a aventura e, acima de tudo, a brincadeira coletiva. Que era o que via nos meus amigos e achava bem legal ver eles animados jogando e criando. Dirigido por Jared Hess (Napoleon Dynamite), o filme acompanha um grupo de adolescentes que, por acidente, vai parar dentro do universo de Minecraft. Lá, eles precisam unir forças com Gabriel (Jason Momoa, num papel mais doce e protetor do que o habitual) para impedir a destruição do Overworld. É curioso como Momoa já havia explorado algo semelhante em Slumberland, da Netflix, onde conduzia uma criança por um mundo fantástico. Se Uma Aventura LEGO brincava com a metalinguagem e a quebra da narrativa para revelar um mundo fora do brinquedo, Minecraft – O Filme faz algo semelhante, só que de maneira mais sutil e intrínseca. Aqueles personagens têm problemas no mundo real — familiares ausentes, sentimentos de inadequação, solidão. Mas, diferente do que se espera, o jogo não é uma fuga. Ele é o meio que conecta essas pessoas. O lugar onde elas se encontram, se escutam e se fortalecem. Lembrei muito de A Pedra Mágica (2009), do Robert Rodriguez, que vi quando era criança. Também ali, a fantasia surgia como um reflexo do que sentíamos por dentro, e não como uma fuga. assisti Minecraft ao lado de uma criança, e foi uma experiência bem divertida. A sala estava parcialmente cheia, era bonito ver como as crianças reagiam – rindo, torcendo, ficando tensas nas sequências finais. Tudo com respeito com a experiencia do próximo. O filme acerta em não reforçar estereótipos antigos sobre quem joga videogame. Em vez da visão ultrapassada do jogador como alguém solitário ou agressivo, o que se mostra aqui é outra coisa: pessoas que encontram companhia, criatividade e até coragem nesses mundos imaginários. E que, no fim das contas, preferem viver a vida real, mas uma vida em que não se sintam sozinhas. Minecraft – O Filme pode não revoluciona em nada. Sua trama é simples, e alguns momentos são claramente voltados para agradar os fãs do jogo. Mas há um coração pulsando forte ali. E talvez o maior elogio que se possa fazer seja esse: é um filme que entende que brincar, sonhar e criar são formas de estar com o outro.


