As atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro estão entre as 19 agraciadas pelo Senado com o Diploma Bertha Lutz. A premiação é concedida anualmente a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero no Brasil. Fernanda Torres venceu o Globo de Ouro como atriz de drama e foi uma das concorrentes ao Oscar pela sua atuação no filme brasileiro Ainda Estou Aqui (2024), premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro. Fernanda Montenegro, sua mãe, também atuou no filme. A cerimônia de entrega do Diploma Bertha Lutz está marcada para o dia 26 de março, às 10 horas. A indicação de Fernanda Torres para a homenagem foi feita pela senadora Eliziane Gama (PSD- MA). Ao indicar a atriz para receber o prêmio, a senadora afirmou que o diploma seria um reconhecimento à “relevante contribuição” prestada pela atriz ao longo da sua carreira. “A indicada possui trajetória destacada na promoção da equidade e na defesa das pautas femininas, senda referência em sua área de atuação“, argumentou Eliziane. Já a indicação de Fernanda Montenegro ao diploma foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em 1999, ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz por seu papel em Central do Brasil. As duas atrizes, mãe e filha, são as únicas brasileiras já indicadas Oscar de melhor atriz.
OPA Manaus apresenta mostra de curtas com entrada gratuita
Uma nova edição da Mostra de Filmes da Oficina de Produção Audiovisual – OPA Manaus acontece nesta sexta-feira (07/03), com estreia de quatro filmes amazonenses: “Pintura Ancestral”, de Thais Kokama, “Nunca Mais”, de Murilo Henrique, “O Dilema de Antônia”, de Orlando K Junior, e “Todas as Vozes”, de Shaydson Souza. A sessão inicia às 18h30, no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Caua), localizado na Rua Monsenhor Coutinho, no Centro. A entrada é gratuita. As obras audiovisuais foram rodadas em oficinas realizadas nos bairros Novo Israel, Petrópolis e Centro. Segundo o coordenador do projeto, Thiago Morais, as OPAs são oportunidades de aperfeiçoamento de forma gratuita, com apoio de editais, que possibilitam que a iniciativa chegue em muitos bairros, para outros públicos. “Esses filmes circulam em mostras e festivais, embasando a importância de oferecer capacitação profissional”, afirma Thiago Morais, idealizador à frente do projeto há sete anos. “Cada turma recebeu 20 alunos, que, ao final das aulas, produziram um curta-metragem, totalizando quatro filmes”. As atividades contaram com a participação de instrutores como César Lima, compositor de trilhas sonoras, Helione Mireles, profissional de som direto, Sidney Cad, diretor de fotografia, e Saleyna Borges, produtora audiovisual. “Essa interação com outros profissionais segmentados fortalece o aprendizado e capacita os alunos”, completa o coordenador. Trabalho colaborativo A aluna Thais Kokama, indígena que coordena o Cine Aldeia, assina a direção de “Pintura Ancestral”. Ela destaca que o filme nasce do encontro entre histórias, referências e sensibilidades enquanto o processo dentro da Opa foi rico e colaborativo. “Tivemos a oportunidade de experimentar, aprender e construir um filme que valoriza a memória e a identidade. O ambiente da oficina favoreceu a troca entre diferentes olhares, e cada etapa, do roteiro à finalização, foi marcada por descobertas criativas”, comenta a diretora. “Foi inspirador ver o filme ganhar forma a partir do engajamento de todos, mostrando como o audiovisual pode ser um espaço de expressão potente”. Murilo Henrique, diretor de “Nunca Mais”, pontua que a iniciativa tem sido importante na formação dele como produtor audiovisual. “Cursos de cinema não são baratos, fazer filmes não é barato e a OPA dá uma oportunidade para quem gosta e quer fazer cinema. Aprender essa arte cercado por pessoas que tem a mesma vontade, o mesmo sonho que você, é bem mais estimulante e deixa os desafios mais fáceis”, explica Murilo Henrique. “Uma das coisas mais bacana da oficina é o aprender fazendo, claro que a teoria é muito importante, mas botar a mão na massa e sentir que está fazendo parte de algo é muito gratificante”. O jornalista e repórter cinematográfico Orlando Júnior considera que a participação na OPA possibilitou adaptar e filmar um roteiro que estava engavetado há cinco anos. “Escrevi ‘O Dilema de Antônia’ durante um curso que fiz em São Paulo, em 2020, no Instituto Nacional de Cinema, mas não consegui rodar por conta da pandemia de Covid-19. Mas, graças à OPA, tirei o roteiro do papel e pude rodar o filme”, conta o jornalista. “A dedicação e o engajamento dos alunos foram fundamentais para essa realização, afinal, cinema não se faz sozinho”. O projeto Mostra de Filmes da Oficina de Produção Audiovisual – OPA Manaus foi realizado através do Edital Nº 004/2023 – Manaus Identidade Cultural Audiovisual, por meio da Conselho Municipal de Cultura (Concultura), da Prefeitura de Manaus e com apoio da Cara de Gato Filmes, do Caua, do Centro de Apoio Às Famílias (CENAF) de Novo Israel, do Instituto Alternativo de Petrópolis, do Museu Amazônico e da Biblioteca Municipal João Pantoja.


