O Ministério Público do Amazonas (MPAM) vai investigar uma denúncia de trabalhadores que estariam atuando sem receber remuneração em secretarias municipais de Manacapuru, no interior do Amazonas. Segundo a instituição, os servidores foram exonerados em dezembro de 2024, mas teriam sido orientados a continuar exercendo funções sem pagamento, como condição para futura recontratação. O g1 questionou o posicionamento da Prefeitura de Manacapuru sobre as denúncias apuradas pelo MP, mas até o fechamento desta reportagem mão obtivemos resposta. Conforme o Ministério Público, em pelo menos duas pastas foram constatadas trabalhadores nesta situação. São elas: A administração municipal teria prometido as recontratações para o mês de fevereiro deste ano e informado que em janeiro não haveria pagamento e nem uma contratação formal. A promotora de Justiça, Emiliana do Carmo Silva, da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Manacapuru, esteve nos dois órgãos e colheu várias provas que serão usadas para fundamentar uma Notícia de Fato do órgão. “As denúncias recebidas apontam irregularidades na gestão de pessoal da Prefeitura, levantando questionamentos sobre a legalidade da permanência desses servidores em suas atividades e suspeitas sobre a correta utilização de recursos públicos”, disse a promotora. O Mistério Público deu um prazo de cinco de cinco dias úteis para que a prefeitura de Manacapuru responda se houve exoneração de servidores em dezembro de 2024, apresentando a lista nominal dos exonerados, suas funções e lotações, além das respectivas portarias de exoneração. Também foi solicitado o envio da relação completa dos servidores atualmente atuantes em todas as secretarias do município.
Caio André é confirmado como novo secretário de Cultura do Amazonas
Mesmo enfrentando forte resistência da classe artística, o ex-presidente da Câmara Municipal de Manaus, Caio André, confirmou nesta quarta-feira (07) que será o novo secretário de Cultura do Amazonas. A nomeação acontece após protestos de artistas que rejeitam sua indicação e alegam que a Secretaria de Cultura não pode ser usada como “cabide de emprego”. Na última semana, as críticas pareciam surtir efeito, e fontes indicavam que o governador Wilson Lima teria recuado, mantendo a atual gestão da pasta. No entanto, Caio André surpreendeu ao conceder entrevista confirmando que o convite foi oficializado e aceito. “Agradeço ao governador Wilson Lima pela confiança e vou dialogar com a classe artística, incluindo aqueles que não concordaram com minha nomeação”, declarou o novo secretário. A classe cultural segue insatisfeita, afirmando que a indicação é meramente política e não leva em consideração a experiência na área. O que vem a seguir? A comunidade artística promete manter a mobilização e cobrar compromisso real com a cultura do estado.
“Guerra dos bonés”: Lula adere a acessório com recado a opositores
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aderiu à “guerra dos bonés” e publicou um vídeo, na manhã desta terça-feira (4/2), no qual aparece com o boné azul utilizado por governistas no último sábado (1º/2), durante a votação para as mesas do Senado e da Câmara dos Deputados. O acessório é estampado com a frase “O Brasil é dos brasileiros”, em contraponto ao boné vermelho usado por Donald Trump em sua campanha para a presidência dos Estados Unidos e também por bolsonaristas. No caso do republicano, o item traz o famoso slogan “Make America Great Again” (Fazer a América [do Norte] grande novamente, em tradução). A “guerra dos bonés” começou no sábado, quando ministros licenciados do governo Lula usaram o boné temático para votar na eleição dos novos presidentes das Casas. Na sessão de abertura do ano legislativo, deputados de oposição apareceram com uma resposta: bonés que dizem “Comida barata novamente, Bolsonaro 2026”. “A ideia foi do Sidônio. O Sidônio fez, a gente copia e faz melhor. Daqui para frente vai ser assim”, provocou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
Fies 2025: inscrições abrem nesta terça-feira; veja regras e como participar
Para concorrer às vagas do Fies, é preciso ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em qualquer uma de suas edições a partir da de 2010 até a mais recente. Além disso, o candidato deve ter obtido, no mínimo, 450 pontos na média aritmética das notas das cinco provas do exame, e a nota na prova de redação precisa ser superior a zero. Não pode participar quem declarou ter participado do Enem como “treineiro”. O Fies Social reserva 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) em situação de ativos. A base de dados correspondente à situação do CadÚnico será a de 11 de janeiro de 2025. No caso de pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social, a contratação do financiamento é integral, cobrindo até 100% dos encargos educacionais. As inscrições são feitas pelo portal Acesso Único, com o login e senha da conta Gov.br. Siga o passo a passo abaixo: De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a classificação no processo seletivo do Fies no primeiro semestre de 2025 será realizada conforme a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência. A ordem de priorização será: O processo seletivo do Fies terá chamada única e lista de espera. O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado no dia 18 de fevereiro. Os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 19 e 21 de fevereiro. Os estudantes que não foram pré-selecionados na chamada regular participarão automaticamente da lista de espera, que observará a mesma ordem de classificação da chamada regular e será utilizada para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas. O período de convocação por meio da lista de espera será de 25 de fevereiro a 9 de abril.
China retalia EUA e impõe tarifas sobre produtos americanos em nova escalada comercial
Pequim/Washington – A guerra comercial entre China e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (4), quando o governo chinês anunciou a imposição de tarifas sobre diversos produtos americanos, em resposta às novas sanções tarifárias determinadas pelo presidente Donald Trump. A medida chinesa atinge setores estratégicos da economia americana, incluindo energia, petróleo, máquinas agrícolas e automóveis de luxo. As novas tarifas da China entram em vigor na próxima segunda-feira (10) e incluem: • 15% sobre carvão e gás natural liquefeito; • 10% sobre petróleo bruto, caminhonetes e carros de grande porte; • 10% sobre máquinas agrícolas e outros produtos industriais. A retaliação vem logo após Trump impor uma tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas para os EUA, como parte de sua estratégia para reduzir o déficit comercial com Pequim e pressionar o governo chinês a interromper o fluxo da droga fentanil para os Estados Unidos. China Acusa EUA de Violações na OMC e Anuncia Investigação contra Google Em comunicado oficial, o governo chinês criticou a decisão americana e anunciou que apresentará uma queixa formal à Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as tarifas impostas por Washington são uma violação grave das regras do comércio internacional. “A imposição unilateral de tarifas pelos EUA não só não ajuda a resolver seus próprios problemas, como também prejudica a cooperação econômica entre os dois países”, declarou o Ministério do Comércio da China. Além disso, Pequim também anunciou a abertura de uma investigação antitruste contra o Google, aumentando ainda mais a tensão entre as duas maiores economias do mundo. Impacto e Cenário Global Embora as medidas chinesas atinjam setores importantes da economia americana, especialistas apontam que o impacto imediato nos EUA pode ser limitado. A China representa apenas 2,3% das exportações americanas de gás natural liquefeito, e suas maiores importações de veículos vêm da Europa e do Japão, não dos EUA. A guerra comercial entre China e EUA já vinha se intensificando desde o primeiro mandato de Trump, em 2018, quando ele implementou a política “América em Primeiro Lugar”, aumentando tarifas sobre produtos estrangeiros. Apesar da transição para o governo Joe Biden, as sanções contra a China continuaram, com foco em alta tecnologia, semicondutores e veículos elétricos. Agora, com a possibilidade de um retorno de Trump à Casa Branca, o governo chinês se prepara para um cenário ainda mais adverso, especialmente se os EUA elevarem ainda mais as tarifas. Para Pequim, o maior receio é que Trump cumpra a promessa de campanha de aumentar as taxas para até 60%. A disputa comercial entre as duas potências segue como um dos fatores de maior instabilidade na economia global, com impacto direto nas cadeias produtivas e nos mercados internacionais.
Criminosos atiram contra rival durante perseguição no AM; vítima morre em hospital
Na tarde desta última segunda-feira (3), um vídeo circulou nas redes sociais mostrando o momento de um assassinato em Coari, interior do Amazonas. A filmagem, gravada pelos próprios criminosos enquanto estavam em uma motocicleta, mostra a execução de Fabrício Pantoja da Cruz, de 19 anos. A polícia, após análise, identificou que o crime ocorreu no dia 23 de janeiro. No vídeo, três homens em uma moto perseguem outros três em outra motocicleta. Os criminosos se aproximam e disparam contra Fabrício, que cai da moto e é seguido pelos suspeitos. Mesmo com tentativas de novos disparos, os criminosos fogem do local. A vítima foi atingida nas costas e na cabeça, sendo socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital da cidade. A polícia prendeu um dos envolvidos no crime ainda no mesmo dia, identificado como responsável pela gravação do vídeo. A motivação do assassinato está ligada a uma disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas em Coari. Os outros dois suspeitos continuam foragidos. Informações podem ser denunciadas anonimamente pelo número 181. A investigação segue em andamento.
Governo federal confirma apoio ao Festival de Parintins 2025
O secretário da Semasc, Saullo Vianna, esteve em Brasília nesta segunda-feira (3) para uma reunião com o ministro do Turismo, Celso Sabino, com o objetivo de captar recursos para o Festival de Parintins 2025. O encontro contou com a presença do prefeito de Parintins, Mateus Assayag, e dos presidentes dos bois Caprichoso, Rossy Amoedo, e Garantido, Fred Góes. A exemplo do ano passado, quando foram destinados R$ 12 milhões ao Festival, Vianna busca novos investimentos para o evento, que ocorrerá nos dias 27, 28 e 29 de junho. Em sua agenda na capital federal, ele também trata da captação de recursos para a Assistência Social de Manaus. “Estamos começando a nossa peregrinação em busca de mais recursos para o nosso Festival de Parintins de 2025. Em 2024, conseguimos um apoio recorde e foi um sucesso. Neste ano, nossa festa será ainda maior e nós vamos seguir ajudando Caprichoso e Garantido e fomentando o turismo em nosso estado”, afirmou Vianna. Após a reunião, o ministro Celso Sabino confirmou que o governo federal manterá o apoio ao Festival de Parintins.“Estamos apoiando essa que é a maior festa cultural do planeta, que não poderia deixar de dar atenção especial a este entusiasta do Festival, que é o deputado Saullo Vianna. Com o nosso apoio, vamos fazer, no coração da floresta amazônica, o maior festival de todos os tempos”, declarou o ministro. O prefeito Mateus Assayag ressaltou a importância dos investimentos no Festival para a economia do município. “Também agradecemos o ministro Celso Sabino e aos bois. A Prefeitura está à disposição para somar esforços para fazer uma festa que faz girar a economia e gerar renda para o povo parintinense”, disse. Outras pautas em Brasília Além da busca por recursos para o Festival de Parintins, a agenda de Vianna inclui articulações para programas e serviços sociais em Manaus, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), cozinhas comunitárias, acolhimento institucional e iniciativas de segurança alimentar, como o Programa Prato do Povo.


