Manaus (AM) – Mateus de Souza, conhecido como “Mateus 3D”, foi preso no último domingo (10) dentro de um ônibus enquanto tentava fugir para Rondônia. Ele é suspeito de ter assassinado o enfermeiro Daniel Barbosa, crime ocorrido na sexta-feira (8) no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, na zona centro-sul de Manaus. De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime teria sido motivado por um confronto em via pública envolvendo Mateus e Daniel, ligado ao histórico de conflitos entre Daniel e sua ex-namorada, com quem mantinha um relacionamento considerado tóxico. Segundo o delegado, o suspeito teria interpelado o enfermeiro sobre alegações de maus-tratos contra a ex-namorada, fato que culminou em uma discussão acalorada. Durante o embate, Mateus sacou uma arma e disparou contra o tórax de Daniel, que foi socorrido e encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu ao ferimento. “Foi por volta das 3h quando Mateus confrontou Daniel sobre as acusações de maus-tratos contra sua ex-namorada. Daniel questionou a interferência de Mateus, o que levou à reação violenta,” detalhou o delegado. Ele também informou que ambos já haviam registrado diversos boletins de ocorrência durante o relacionamento, marcado por agressões e denúncias mútuas. Após a prisão de Mateus, as investigações agora focam em ouvir a versão da ex-namorada de Daniel, que não estava presente na cena do crime. A polícia busca esclarecer o papel dela nos acontecimentos que antecederam o assassinato e entender as circunstâncias do relacionamento conturbado.
Memorias da repressão como retrato social – Malu (2024) Review
Desde sua cena inicial Pedro Feire retrata sua mãe com apenas falas inigualáveis de uma personagem moldada pela repressão, imprimindo na sua realidade geracional uma agressividade passiva travestida de libertinagem escancarando uma cicatriz de um época que vive as margens de um quase retorno diabólico, mesmo na sua figura materna que tanto julga a escolha de vida da filha, e o seu próprio rancor com a geração da filha que não faz barulho, que é muito quieta e não dá valor a arte do teatro. Teatro esse que está, estará e esteve presente em toda sua passagem na terra através de um olhar apaixonado pela arte, mas não pela sua própria vida como se as memórias áureas de uma distante realidade fossem equivalentes e reais dentro de outra lógica social, humana e cultural. Aqui os planos e locação são diálogos pertinentes da sobrevivência e resistência da cultura e arte através de uma personagem errática, mas muito apaixonante e correlacionável. Toda suas nuances e a vazão do trauma como forma de exílio existencial são dialogadas para além de apenas linguagem cinematográfica, mas sim na brilhante Yara de Novaes trazendo uma imagética viciante e inerente sem que precise de diálogos verborrágicos. Uma eloquência corpórea dentro da lógica teatral da atuação que é lindo de acompanhar e como a presença dela molda os espaços onde ela se encontra, de acordo com seus sentimentos. A trama enfatiza a tumultuosa relação entre Malu e sua mãe, Lili, com frequentes confrontos e intensas trocas de acusações, revelando uma combinação paradoxal de afeto e crueldade. A chegada de Joana, filha de Malu, intensifica esses conflitos, permitindo que Freire aborde temas como rebeldia, traumas herdados e opressão familiar e social. As atuações das três protagonistas se destacam por capturar a intensidade emocional e a instabilidade dessas personagens, que oscilam entre o amor e a hostilidade, enquanto discutem questões de política, identidade e gênero. Com um foco na luta de Malu para resgatar sua dignidade e legado artístico, o filme evoca referências cinematográficas como Grey Gardens e Bad Living, acrescentando um contexto brasileiro que ressalta tanto a vulnerabilidade quanto a resiliência da protagonista em uma sociedade conservadora. O filme também se sobressai pelo tom claustrofóbico e uma estética visual que intensifica a tensão entre as protagonistas, evidenciando o ciclo de conflito e afeto que define as relações entre essas mulheres.
Líder do movimento pelo fim da escala 6×1 responde Léo Picon; Veja vídeo
O movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT), liderado por Rick Azevedo, ganhou força nas redes sociais ao levantar a bandeira pelo fim da escala 6×1. Rick, que trabalhava em uma farmácia, iniciou o movimento com vídeos no TikTok em que compartilhava os desafios de trabalhar nesse regime. O desabafo atraiu o apoio de muitos brasileiros, que se identificaram com a causa e passaram a pressionar parlamentares pela mudança. Em um vídeo recente, Rick celebrou o alcance nacional da campanha e aproveitou para responder às críticas do influenciador e herdeiro Léo Picon, que chamou o projeto de “uma cortina de fumaça”. Filho de um empresário do setor de mármores e granitos em São Paulo, Léo Picon ficou famoso ainda na década de 2010, quando participou como modelo da revista Capricho, integrando o grupo de “Colírios”, ele argumentou que “essas ideias populistas abordadas de forma rasa no fim se tornam piores para a população”, referindo-se também ao projeto de taxação de grandes fortunas, que ele acredita que afastaria investimentos do Brasil. A proposta do fim da escala 6×1, apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL) no Congresso, vem recebendo apoio popular. Nas redes, muitos brasileiros expressam solidariedade ao movimento de Rick Azevedo.
Amazonas aprova distribuição gratuita de medicamentos à base de canabidiol para pacientes com prescrição médica
Amazonas aprova distribuição gratuita de medicamentos à base de canabidiol para pacientes com prescrição médica Manaus (AM) – Na última terça-feira (5), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou o Projeto de Lei 166/2024, que prevê o fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol (CBD) para pacientes com recomendação médica em todo o estado. A proposta, apresentada pelo deputado Abdala Fraxe (Avante), contou com apoio expressivo, recebendo 19 votos favoráveis, enquanto apenas 2 parlamentares se opuseram, e 1 se absteve. A nova legislação autoriza as unidades de saúde estaduais e instituições vinculadas ao SUS a disponibilizarem gratuitamente esses medicamentos, que têm sido utilizados em tratamentos para epilepsia, dores crônicas, autismo, ansiedade e outras condições. Para Fraxe, a aprovação do projeto representa um avanço importante para pacientes que anteriormente encontravam dificuldades financeiras e regulatórias no acesso ao tratamento com CBD. O projeto agora aguarda sanção do Executivo, que terá um prazo de 30 dias para instituir uma comissão destinada a definir as diretrizes de implementação da medida. Esse grupo será composto por técnicos da saúde e representantes de associações de pacientes, buscando assegurar uma distribuição justa e eficiente dos medicamentos para atender à população do Amazonas.
BRASIL – Uma proposta de emenda à constituição (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL)
está gerando grande repercussão ao propor o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que trabalhadores atuam seis dias consecutivos com direito a apenas um dia de descanso semanal. A proposta conquistou apoio popular, com mais de 1,3 milhão de assinaturas em uma petição pública online, além de intensa mobilização nas redes sociais. O principal objetivo da PEC é revisar pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de 1943, que permite a escala 6×1, desde que o trabalhador tenha ao menos um dia de descanso por semana. A Constituição brasileira assegura o direito ao “repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos”, mas não define a quantidade de horas desse descanso, deixando a regulamentação para a CLT. O artigo 7º da Constituição estabelece que o trabalhador deve cumprir até oito horas diárias e, no máximo, 44 horas semanais. O modelo 6×1 distribui essas horas ao longo de seis dias, garantindo uma folga semanal. Desde a criação da CLT, diversos ajustes foram realizados, como a Reforma Trabalhista de 2017 (Lei nº 13.467), que flexibilizou regras sobre horas extras e introduziu o regime intermitente. Contudo, o descanso semanal mínimo de 24 horas permanece inalterado. A proposta de Hilton é impulsionada pelo Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), fundado pelo vereador e ativista digital Rick Azevedo, do PSOL. O movimento argumenta que a escala 6×1 prejudica a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, que teriam mais bem-estar com uma nova distribuição de jornadas. Atualmente, a deputada Hilton já conseguiu 71 das 171 assinaturas necessárias para que o projeto avance no Congresso e solicitou a realização de uma audiência pública para ampliar o debate. Embora a proposta ainda enfrente barreiras legislativas, o apoio popular é crescente. No último sábado, o projeto foi o tema mais comentado na rede social X, evidenciando a relevância do debate para milhões de brasileiros.
Caminhão carregado de areia tomba ao descarregar e bloqueia rua em Manaus
Manaus (AM) – Na manhã desta segunda-feira (11), um caminhão carregado de areia tombou enquanto tentava descarregar o material na rua Jander, localizada no bairro Cidade de Deus, na zona Norte da capital amazonense. Felizmente, não houve feridos no incidente, mas o tombamento bloqueou completamente a via, gerando transtornos para motoristas que transitavam pelo local. Conforme relatos preliminares, o motorista tentava despejar a carga de areia quando o caminhão perdeu estabilidade, tombando em meio à operação. Um vídeo gravado por um morador da região mostra o exato momento em que testemunhas improvisam o uso de uma escada para auxiliar o condutor a sair com segurança da cabine do veículo. O motorista saiu ileso do ocorrido, enquanto outros moradores e curiosos se aglomeraram ao redor do caminhão tombado para observar a situação e prestar ajuda. Com o caminhão ocupando toda a largura da rua, o fluxo de veículos foi completamente interrompido, e o bloqueio ainda segue sem previsão de remoção pelas autoridades, que até o momento não informaram quando a via será liberada.


