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Autoridades lamentam morte do Papa e Lula decreta luto

Autoridades do Brasil se manifestaram após a morte do Papa Francisco, que ocorreu nesta segunda-feira, 21, em Roma, um dia após as celebrações da Páscoa, onde o pontífice leu uma mensagem aos fiéis que lotaram a Praça São Pedro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de sete dias no País.

Em sua mensagem, Lula disse que “a humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo”. “O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade, que são a base dos ensinamentos cristãos”, declarou.

Para o presidente do Brasil, o religioso argentino buscou de forma incansável levar a mensagem ensinada na oração de São Francisco de Assis. O Papa era jesuíta, mas escolheu Francisco como seu nome de pontificado.

“Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o argentino Jorge Bergoglio buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia. E a compreensão de que somos todos iguais, vivendo em uma mesma casa, o nosso planeta, que precisa urgentemente dos nossos cuidados”, afirmou.

Lula também lembrou que Francisco trouxe ao Vaticano, com simplicidade, coragem e empatia, o tema das mudanças climáticas, criticando vigorosamente “os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças”.

“Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas. E sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, ressaltou o presidente.

Vários ministros do governo federal também publicaram homenagens ao Papa Francisco, em suas redes sociais, lembrando os pontos marcantes do pontificado de 12 anos em que ficou à frente da igreja de Roma.

Aos 88 anos, Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, morreu às 7h35 (horário de Roma), segundo anunciado pelo Vaticano, que não divulgou a causa da morte. O Bispo de Roma ainda se recuperava de um quadro de pneumonia, que o deixou 37 dias internado no hospital, entre fevereiro e março deste ano. O pontífice deu a benção de Páscoa, neste domingo, aos fiéis que ocupavam a Praça São Pedro.

“Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja”, anunciou o Vaticano, em comunicado.

Congresso Nacional

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, lamentou a morte do pontífice e expressou a mais profunda administração e respeito pela vida e obra do Papa. “Como Presidente do Senado e do Congresso Nacional e, como judeu, expresso a minha mais profunda admiração e respeito pela vida e obra do Papa. Em 2019 tive a honra de assistir a uma missa celebrada pelo Papa Francisco, e essa experiência me deixou uma marca profunda. Sua presença, sua palavra e sua benção ficarão para sempre em minha memória”, escreveu.

Para Alcolumbre, o Papa Francisco foi um líder espiritual de grande coragem, que pregou o respeito, o perdão e a caridade. “Sua luta e seu serviço aos mais necessitados em todos os cantos do planeta inspirou milhões de pessoas. Que sua herança espiritual permaneça como seu maior legado e que o amor que tanto pregou influencie o mundo a trabalhar pela justiça, pela paz e respeito entre os povos”, reiterou.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, também se manifestou em suas redes sociais e considera que poucos líderes foram tão marcantes para ele, como Jorge Mário Bergoglio, como era chamado Francisco antes de ser eleito Papa.

“Papa Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino a ocupar o posto mais alto da Igreja. Porém, para mim, o que mais marcou sua passagem foram as transformações que ele promoveu. Francisco foi o símbolo do diálogo, do acolhimento, da compreensão e, principalmente, da inclusão. Foi o papa que abriu a Igreja e a colocou no século XXI. Um líder que ficará na história pela força dos seus gestos. Eu e minha família seguiremos em oração por este líder que foi símbolo de esperança e justiça. Sem dúvida um exemplo de vida e luta para todos nós”, afirmou Motta.

O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não emitiu nota oficial, mas o ministro Flávio Dino, que é católico e tem uma trajetória ligada à igreja, escreveu uma mensagem lembrando as palavras de Francisco, cuja frase se inicia com uma expressão em italiano: FRATELLI TUTTI.

“Com poucas e simples palavras, explicou o essencial duma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita”, escreveu Dino.

Governador do Amazonas

O governador Wilson Lima também usou as redes sociais para publicar uma mensagem sobre a morte do Papa. “Lamento profundamente a morte do Papa Francisco, que teve sua vida marcada pela atenção aos pobres e pela luta por justiça social. Descanse em paz, papa! Que Deus o receba com glórias”, escreveu.

Francisco e Amazônia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou uma série de mensagens em sua página oficial na internet lembrando o legado do pontificado de Francisco e ressalta como o Papa sentia o sofrimento dos Povos da Amazônia.

“Provavelmente, nunca os povos originários amazônicos estiveram tão ameaçados nos seus territórios como estão agora”. Essa frase do Papa manifestava sua preocupação com a vida dos povos indígenas, durante o encontro que reuniu mais de 3 mil pessoas em Puerto Maldonado, no Peru, em 18 de janeiro de 2018”. Lembra a mensagem da CNBB.

O encontro, conforme a entidade da Igreja Católica no Brasil, “foi marcado por testemunhos e um longo discurso do Pontífice, em que o Papa manifestou a sua preocupação pela ameaça que os povos e o território da Amazônia estão sofrendo. O evento foi marcante no processo de realização do Sínodo para a Amazônia, ocorrido no ano seguinte, culminando com a exortação apostólica Querida Amazônia”.

A CNBB também sublinha o olhar de Francisco sobre a Igreja Católica no Brasil.
“Desde o início de seu pontificado, em 2013, o Papa Francisco direcionou importantes mensagens e pronunciamentos à Igreja no Brasil, seja em ocasiões especiais como sua viagem apostólica ao Rio de Janeiro ou por meio de comunicações enviadas a eventos significativos. Ao longo dos anos suas palavras abordaram temas essenciais para a Igreja brasileira refletindo sobre fé, justiça social, e o papel da Igreja no contexto atual do país”, afirma.

Mensagem do presidente Lula
Presidente Lula disse que o Papa deixou o legado de solidariedade (Divulgação)

“A humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo. O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos. Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o argentino Jorge Bergoglio buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia. E a compreensão de que somos todos iguais, vivendo em uma mesma casa, o nosso planeta, que precisa urgentemente dos nossos cuidados. Com sua simplicidade, coragem e empatia, Francisco trouxe ao Vaticano o tema das mudanças climáticas. Criticou vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças. Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas. E sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito. Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará. Que Deus conforte os que hoje, em todos os lugares do mundo, sofrem a dor dessa enorme perda. Em sua memória e em homenagem à sua obra, decreto luto de sete dias no Brasil. O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações.”

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
Presidente da Câmara Hugo Motta fala sobre a importância do primeiro latino ser líder da igreja (Divulgação)

“Poucos líderes foram tão marcantes para mim como o Jorge Mário Bergoglio. Papa Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino a ocupar o posto mais alto da Igreja. Porém, para mim, o que mais marcou sua passagem foram as transformações que ele promoveu. Francisco foi o símbolo do diálogo, do acolhimento, da compreensão e, principalmente, da inclusão. Foi o papa que abriu a Igreja e a colocou no século XXI. Um líder que ficará na história pela força dos seus gestos. Eu e minha família seguiremos em oração por este líder que foi símbolo de esperança e justiça. Sem dúvida um exemplo de vida e luta para todos nós”.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
Presidente do Senado Federal David Alcolumbre fala sobre a Santidade de Francisco (Divulgação)

“É com profunda tristeza que recebo a notícia do falecimento de Sua Santidade, o Papa Francisco. Neste momento de luto e tristeza, o Congresso Nacional do Brasil une-se em solidariedade à comunidade católica em todo o mundo, à Santa Sé e a todos aqueles que tiveram suas vidas tocadas pelo papado de Francisco. Como Presidente do Senado e do Congresso Nacional e, como judeu, expresso a minha mais profunda admiração e respeito pela vida e obra do Papa. Em 2019 tive a honra de assistir a uma missa celebrada pelo Papa Francisco, e essa experiência me deixou uma marca profunda. Sua presença, sua palavra e sua benção ficarão para sempre em minha memória. Papa Francisco foi um líder espiritual de grande coragem, que pregou o respeito, o perdão e a caridade. Sua luta e seu serviço aos mais necessitados em todos os cantos do planeta inspirou milhões de pessoas. Que sua herança espiritual permaneça como seu maior legado e que o amor que tanto pregou influencie o mundo a trabalhar pela justiça, pela paz e respeito entre os povos. Que Jorge Mario Bergoglio,o Papa Francisco, descanse em paz.”

Governador do Amazonas Wilson Lima
Governador Wilson Lima enaltece a atenção social dada pelo Papa Francisco (Divulgação)


“Lamento profundamente a morte do Papa Francisco, que teve sua vida marcada pela atenção aos pobres e pela luta por justiça social. Descanse em paz, papa! Que Deus o receba com glórias”.

Trecho da Mensagem da CNBB

– O Papa que sente o sofrimento dos Povos da Amazônia
“Provavelmente, nunca os povos originários amazônicos estiveram tão ameaçados nos seus territórios como estão agora”. Essa frase do Papa manifestava sua preocupação com a vida dos povos indígenas, durante o encontro que reuniu mais de 3 mil pessoas em Puerto Maldonado, no Peru, em 18 de janeiro de 2018″.

O encontro foi marcado por testemunhos e um longo discurso do Pontífice, em que o Papa manifestou a sua preocupação pela ameaça que os povos e o território da Amazônia estão sofrendo. O evento foi marcante no processo de realização do Sínodo para a Amazônia, ocorrido no ano seguinte, culminando com a exortação apostólica Querida Amazônia.

Flávio Dino, do STF

O Papa Francisco integra, com destaque eterno, a história da nossa Igreja Católica. Foi um exemplar Cristão latino-americano. Lembro suas tão necessárias palavras:

“1. «FRATELLI TUTTI»:[1] escrevia São Francisco de Assis, dirigindo-se a seus irmãos e irmãs para lhes propor uma forma de vida com sabor a Evangelho. Destes conselhos, quero destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; nele declara feliz quem ama o outro, «o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si».[2] Com poucas e simples palavras, explicou o essencial duma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita.

Este Santo do amor fraterno, da simplicidade e da alegria, que me inspirou a escrever a encíclica Laudato si’, volta a inspirar-me para dedicar esta nova encíclica à fraternidade e à amizade social. Com efeito, São Francisco, que se sentia irmão do sol, do mar e do vento, sentia-se ainda mais unido aos que eram da sua própria carne. Semeou paz por toda a parte e andou junto dos pobres, abandonados, doentes, descartados, dos últimos.”

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