Nos últimos anos, cresce a percepção de que as grandes premiações individuais do futebol perderam parte de sua credibilidade. A polêmica ganhou força em 2018, quando Luka Modric conquistou a Bola de Ouro em uma escolha considerada estranha por muitos. Desde então, as dúvidas sobre os critérios só aumentaram. Na última segunda-feira Ousmane Dembélé foi eleito o melhor jogador do mundo pela France Football, decisão que novamente dividiu opiniões. Desta vez, no entanto, há argumentos sólidos em defesa do francês. Dembélé foi peça fundamental em todas as conquistas do PSG na temporada e mostrou consistência em seu desempenho individual. Ainda que não tenha liderado os principais números, sua importância coletiva ficou evidente. E talvez esteja justamente o debate: afinal, o futebol deve ser medido apenas por estatísticas ou também pelo impacto dentro de campo?
Neymar entra para a história novamente, mas desta vez de uma forma amarga
No último domingo, Neymar esteve em campo na partida entre Vasco e Santos, quando a equipe cruzmaltina aplicou uma goleada de 6 a 0 em pleno Morumbis. Esse placar entrou para a história como a maior goleada já registrada em confrontos diretos entre os dois clubes. A grande dúvida que fica é: será que Neymar ainda pode entregar o futebol de alto nível que o consagrou? Desde o seu retorno ao Santos, ele tem mostrado alguns lampejos de genialidade, sendo decisivo em certos momentos e ajudando o time em fases complicadas. No entanto, é inegável que Neymar ainda está longe daquele jogador espetacular que todos conhecem. Com a Copa do Mundo se aproximando, a pergunta é inevitável: será que ele conseguirá liderar a Seleção rumo ao tão sonhado hexa? O jogo do último domingo não marcou apenas a história pelo resultado expressivo, mas também aumentou as incertezas sobre o futuro do craque. Todos sabemos do talento de Neymar, mas agora o grande desafio é descobrir como ele vai reagir depois dessa derrota.


