No próximo sábado (10), a capital paraense recebe a abertura oficial da temporada 2026 dos Ensaios da Anitta, marcando a primeira vez que o projeto acontece na Região Norte do país. O evento ocorre no Estádio Olímpico do Pará – Mangueirão, a partir das 16h, e dá início ao tradicional circuito pré-carnavalesco da artista. Nesta edição, o espetáculo traz como temática “Cosmos”, proposta estética que celebra a astrologia, o universo místico e as energias que conectam o público à música e à festa. Como já é tradição, Anitta apresenta um repertório que percorre os maiores sucessos de sua carreira, transitando entre o pop, o funk e os ritmos carnavalescos, além de figurinos exclusivos e performances pensadas especialmente para o conceito do ano. O evento é um dos mais aguardados pelos fãs e se consolidou, ao longo dos anos, como um dos principais aquecimentos para o Carnaval no Brasil. A cada edição, os Ensaios se reinventam visual e artisticamente. Entre as expectativas do público para a estreia em Belém estão as participações especiais. Embora ainda não haja confirmação oficial, a cantora paraense Viviane Batidão é uma das mais cotadas para dividir o palco com Anitta. As artistas colaboram na faixa “Só pra tu”, presente no EP Ensaios da Anitta, lançado em 4 de dezembro. A música já foi apresentada ao vivo no festival Global Citizen, realizado em Belém em novembro do ano passado, além de Viviane ter sido convidada especial nos Ensaios em São Luís (MA), em janeiro de 2025. Os ingressos para o setor open bar e pista premium já estão esgotados. O evento conta com a opção de meia solidária, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível no dia. Em 2025, a iniciativa resultou na arrecadação de mais de 120 toneladas de alimentos, destinados a comunidades indígenas, reforçando o compromisso social do projeto. Criado em janeiro de 2019, os Ensaios da Anitta acontecem anualmente entre os meses de janeiro e fevereiro, passando por diversas cidades brasileiras. Após a estreia em Belém, a edição de 2026 seguirá para Fortaleza, Recife, Brasília, Campinas (SP), Rio de Janeiro, Curitiba, Ribeirão Preto (SP), Belo Horizonte e São Paulo, levando o espetáculo a todas as regiões do país e consolidando, desta vez, o protagonismo da Região Norte, que sempre mereceu destaque no cenário cultural nacional.
Crítica | Springsteen: Salve-me do Desconhecido
Com uma fotografia que resgata fielmente o espírito visual dos anos 1980, Springsteen: Salve-me do Desconhecido é uma imersão sensível na mente e na trajetória de um dos maiores ícones do rock norte-americano, Bruce Springsteen (Jeremy Allen White). O longa retrata, de maneira introspectiva, os dilemas de um artista que transforma a dor e os conflitos pessoais em expressão criativa. A mais nova cinebiografia musical dirigida por Scott Cooper aborda a história e o contexto melancólico do álbum Nebraska (1982), de Bruce, envolvendo os problemas emocionais que ele enfrentava à época. A produção destaca-se pela fotografia envolvente e pela trilha sonora nostálgica, que conduz o espectador a uma atmosfera de saudade, melancolia e reflexão. Cada cena reforça a carga dramática da narrativa. As músicas transportam o público para a experiência de viver na década de 1980. As composições do álbum Nebraska refletem o universo emocional e introspectivo de Bruce Springsteen, dialogando com a solidão e a força presentes em sua jornada. Essas canções, cheias de melancolia e sinceridade, ampliam a dimensão emocional do filme. Embora apresente um ritmo contemplativo e emocionalmente denso, em alguns momentos essa abordagem se prolonga, tornando a narrativa um tanto arrastada. Ainda assim, a autenticidade da história e o compromisso em explorar a complexidade humana por trás da figura pública fazem da obra uma experiência marcante, além de um retrato honesto e sensível de um artista em constante embate consigo mesmo. O filme não busca glamourizar a figura de Springsteen, mas revelar as fragilidades que o transformaram em um dos nomes mais autênticos do rock. Em essência, Springsteen: Salve-me do Desconhecido é um retrato poético sobre vulnerabilidade, arte e superação. A obra reafirma a força do cinema biográfico quando este se propõe a investigar o ser humano por trás do mito.
“Maria & José”: Documentário resgata a história da hanseníase no Amazonas e rompe o silêncio do preconceito
Produção dirigida por Z Leão revisita um século de luta contra a hanseníase no estado Na noite de terça-feira (7), o Valer Teatro, no Largo de São Sebastião, Centro de Manaus, foi palco do lançamento do documentário “Maria & José – Resgate Histórico da Hanseníase no Amazonas”, uma produção que combina memória, emoção e compromisso social. Em entrevista exclusiva à Update Manauara, o diretor Z Leão destacou que a obra retrata a história real de dois irmãos, Maria Rodrigues e José Rodrigues, que contraíram a hanseníase (à época chamada de lepra) no rio Juruá e vieram para Manaus, na década de 1950, em busca de tratamento, em um tempo em que não havia medicamentos eficazes nem espaços adequados para acolher os pacientes. “Essas duas crianças viveram uma fase de sofrimento marcada pelo preconceito e pelo abandono em um momento em que precisavam de atenção e de cuidados médicos”, relatou o cineasta. O documentário percorre cem anos de história, revisitando o período do Dr. Alfredo da Matta, pioneiro no combate à hanseníase no Amazonas, e resgatando a trajetória das instituições e das pessoas que lutaram para garantir dignidade aos doentes. “Voltamos no tempo para mostrar como foi essa luta por espaços de acolhimento e chegamos até a segunda parte da vida de Maria e José, já curados, mostrando como reconstruíram a própria existência”, explicou Z Leão. Na segunda fase da narrativa, a produção mostra como os irmãos viveram após a cura, revelando a força e a resiliência de quem transformou a dor em aprendizado. “Eles não se deixaram abater pelo preconceito. Encontraram dentro de si a coragem para seguir em frente, aceitando a vida como ela é, com bravura e fé”, acrescentou o diretor. A produção levou cerca de três meses de pesquisa antes da pré-produção, que envolveu a escolha de elenco, cenários e locações. “Construímos quatro cenários para contar essa história da melhor forma possível. A ideia surgiu quando conhecemos os dois personagens e percebemos a riqueza de suas vivências, um verdadeiro retrato da doença no Amazonas”, destacou. Realizado pela Igara Filmes & Produções, o documentário busca se firmar como um registro histórico dos 150 anos da hanseníase no estado, preservando a memória de um período em que a doença era sinônimo de exclusão. Com 43 anos de carreira, Z Leão já transitou por todas as vertentes do cinema, do “cinema de guerrilha” ao “cinema do impossível”. Desde os anos 2000, dedica-se à produção de documentários, tendo dirigido 12 obras que exploram a cultura, as festas e as personagens marcantes do Amazonas. Para ele, Maria & José representa mais que um documentário: é um ato de reconhecimento e reparação histórica. “Esse documentário é, acima de tudo, um tributo à resistência humana e à memória do nosso povo”, conclui o diretor.
Calcinha Preta leva nostalgia e emoção ao público no segundo dia do Sou Manaus 2025
A segunda noite do festival Sou Manaus Passo a Paço 2025 foi marcada pela apresentação da banda Calcinha Preta, que reuniu milhares de pessoas no Centro Histórico da capital, neste sábado (6/9). Com quase três décadas de estrada, o grupo trouxe ao festival um repertório repleto de sucessos que atravessaram gerações, reafirmando sua relevância no cenário do forró eletrônico nacional. Formada atualmente por Silvânia Aquino, Bell Oliver, O’hara Ravick e Daniel Diau, a banda apresentou um show com forte apelo emocional e nostálgico. Hits como Manchete dos Jornais, Liga Pra Mim, Mágica, Por Amor e Dois Amores, Duas Paixões embalaram o público, que acompanhou em coro do início ao fim. O espetáculo começou com A Calcinha Preta é Nossa e seguiu com clássicos que marcaram os anos 2000, incluindo Novo Namorado, Baby Doll, Hoje à Noite, Louca por Ti e Você Não Vale Nada. A recepção calorosa da plateia demonstrou o vínculo afetivo que os fãs ainda mantêm com as canções da banda. Um dos momentos mais marcantes da noite foi a homenagem à cantora Paulinha Abelha, integrante histórica do grupo, falecida em 2022. Ao interpretar a música Paulinha, os vocalistas prestaram tributo à artista sob aplausos da multidão, em uma cena que sintetizou o caráter afetivo do show. Mais cedo, durante o show de Ivete Sangalo no mesmo palco, a cantora baiana chamou Silvânia Aquino para uma participação especial. Juntas, elas interpretaram os sucessos Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim e Quando a Chuva Passar, em um dueto que se destacou entre os momentos mais simbólicos da edição deste ano. A última apresentação da Calcinha Preta em Manaus havia ocorrido em dezembro de 2024, durante a turnê Atemporal, realizada no Pódium da Arena da Amazônia. Além de Calcinha Preta e Ivete Sangalo, o sábado no Sou Manaus contou ainda com shows de Pablo, também no Palco Malcher, e de BK’, Poesia Acústica e Xamã no Palco Alfândega.
Recorde de público marca abertura do Sou Manaus 2025 com Simone Mendes, Bruno & Marrone e Joelma
A abertura do Sou Manaus Passo a Paço 2025, na noite desta sexta-feira (5), levou uma verdadeira multidão ao Centro Histórico da capital amazonense. Celebrando 10 anos de história, o maior festival gratuito de artes integradas do Brasil reuniu atrações nacionais e locais, destacando-se pelos shows de Simone Mendes, Bruno & Marrone e Joelma, que agitaram o público no Palco Malcher. Com entrada gratuita, o evento celebra a diversidade cultural da Região Norte ao longo de três dias, sexta-feira (5/9), sábado (6/9) e domingo (7/9), reunindo música, arte, dança, gastronomia e manifestações populares em uma programação ampla e democrática. Estreia com grandes nomes A primeira noite teve início às 20h, com a apresentação de Simone Mendes, que encantou o público com os maiores sucessos de sua carreira. Em um momento de emoção, a cantora declarou: “Sou extremamente apaixonada, alucinada por esta terra, por essa cultura.” Às 21h40, foi a vez da dupla Bruno & Marrone subir ao palco, levando o romantismo sertanejo ao público. Em seguida, às 23h30, a cantora Joelma encerrou a noite com uma performance enérgica e cheia de hits. Bastante aclamada na capital amazonense, a artista agradeceu o carinho do público: “Manaus, eu amo você. Obrigada por todos os momentos inesquecíveis na minha vida aqui nesta terra. Parte da minha vida, da minha carreira veio daqui. Obrigada do fundo do meu coração.” Nos intervalos, a DJ Fergadore manteve o clima animado com um set diversificado, passando pelo pop, funk e outros sucessos. Além do Palco Malcher, o Palco Alfândega foi dedicado à música religiosa e à diversidade sonora. Entre as atrações da noite estiveram Padre Alessandro Campos, Eli Soares e Fernandinho. Recorde de público e ampliação do festival Em entrevista exclusiva à Update, o diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato, destacou que a primeira noite do evento bateu o recorde de público da história e demonstrou confiança de que os demais dias também alcançarão marcas históricas. “Hoje, Manaus tem o maior evento, não só da Região Norte, mas do Brasil, porque não há outro festival gratuito com artes integradas como o #SouManaus”, ressaltou Jender. Ele adiantou ainda que já estão em andamento tratativas com o prefeito de Manaus, David Almeida, para ampliar o festival, dobrando o espaço atual. Todo o planejamento será feito para que, em 2026, o evento possa receber ainda mais público e contemplar um número maior de artistas. Muito além dos shows O Sou Manaus Passo a Paço vai além da música. O evento se firmou como um espaço de promoção da cultura em múltiplas linguagens: teatro, dança, literatura, artes visuais, cultura urbana e gastronomia. Com acesso gratuito, o festival reforça seu compromisso com a inclusão, a valorização da cultura local e a democratização da arte. Programação de sábado (6/9) A segunda noite do festival promete repetir o sucesso da estreia. No Palco Malcher, os levantadores de toadas David Assayag (Boi Garantido) e Patrick Araújo (Boi Caprichoso) prometem agitar os torcedores encarnados e azulados com toda a emoção do Festival de Parintins. Também se apresentam Ivete Sangalo, Pablo e a banda Calcinha Preta. Já o Palco Alfândega será dedicado à cena urbana e contemporânea, com shows de Rap Manauara, BK, Poesia Acústica e Xamã, nomes de peso do rap e do hip-hop nacional. A trajetória do festival Criado em 2015 com o nome Passo a Paço, o evento tinha como foco inicial a gastronomia e a valorização da arte local. Em 2016, passou a ocorrer anualmente, incorporando atrações nacionais. Em 2019, foi incluído no calendário oficial da cidade de Manaus e recebeu sua primeira atração internacional: o cantor norte-americano CeeLo Green. Após uma pausa durante a pandemia, o festival retornou em 2022 com uma nova identidade visual e passou a se chamar Sou Manaus Passo a Paço. Em 2023, consolidou-se como o maior festival de artes integradas da Região Norte. Já em 2024, bateu recorde de público, com mais de 500 mil pessoas participando da programação ao longo dos dias de evento.
Lagum apresenta turnê “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo” em Manaus com show repleto de sucessos
A banda Lagum desembarcou em Manaus na noite desta quinta-feira (4/9) para apresentar a turnê “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo” no Teatro Manauara, na zona centro-sul da capital. O show trouxe aos fãs uma viagem pelos principais sucessos da carreira, além das faixas do quinto álbum de estúdio, lançado em junho deste ano. Composto por dez músicas, o novo disco apresenta um tom mais leve e introspectivo, refletindo o atual momento da banda, marcado por vivências pessoais e uma estética sonora mais madura. A apresentação foi aberta com “Eterno Agora”, faixa que sintetiza o espírito do novo trabalho, e seguiu com as demais canções do álbum: “Dançando no Escuro”, “A Cidade”, “As Desvantagens de Amar Alguém Que Mora Longe”, “Vida Novela”, “Quem Desligou o Som?”, “Tô de Olho”, “A Última Nuvem do Céu”, “Vagarosa Manhã” e “Baby Blue”. Ao longo do show, o Lagum também revisitou todas as fases da carreira com um repertório que mesclou hits recentes e antigos. Do álbum Depois do Fim (2023), destacaram-se “Habite-se”, “Outro Alguém”, “Detesto Despedidas” e “FIFA”. Já do disco Memórias (De Onde Eu Nunca Fui) (2021), destacaram-se “Hoje Eu Quero Me Perder” e “Ninguém Me Ensinou”. Do aclamado Coisas da Geração (2019), vieram os sucessos “É Seu”, “Oi” e “Musa do Inverno”, cantados em coro pelos fãs. Entre os singles de destaque, estiveram “Deixa” (parceria com Ana Gabriela), “Bem Melhor” e “Universo de Coisas Que Eu Desconheço”, colaboração com o duo Anavitória. Durante a apresentação, o vocalista Pedro Calais celebrou o retorno à cidade e declarou seu carinho pela capital amazonense. “Estamos muito felizes de estar aqui novamente. Sou apaixonado pela culinária única da Amazônia”, disse. A última passagem da banda por Manaus foi em março de 2024, com duas sessões extras esgotadas durante a turnê “Lagum Ao Vivo”. Já a estreia na cidade aconteceu em 2023, com show no Studio 5. Formada por Pedro Calais (vocais), Otavio Cardoso, o “Zani” (guitarra), Glauco Borges, o “Jorge” (guitarra), e Francisco Jardim, o “Chicão” (baixo), a banda surgiu em 2014 em Belo Horizonte, após um vídeo publicado nas redes sociais por Pedro viralizar entre amigos e fãs locais. O primeiro álbum, Seja o Que Eu Quiser (2016), foi lançado de forma independente. O reconhecimento nacional veio em 2018, com o sucesso de “Deixa”. Em 2019, o segundo disco, Coisas da Geração, lançado pela Sony Music, levou a banda a turnês pelo Brasil e pelo exterior. O terceiro álbum, Memórias (De Onde Eu Nunca Fui), rendeu ao grupo sua primeira indicação ao Grammy Latino, feito que se repetiu com Depois do Fim, em 2024. Ao longo da trajetória, o Lagum também conquistou três vitórias consecutivas no Prêmio Multishow de Música Brasileira, na categoria Grupo do Ano (2020, 2021 e 2022), consolidando seu nome como um dos mais relevantes da música brasileira atual.
Liniker emociona Manaus em retorno triunfal com a Caju Tour
Com talento e uma voz espetacular, a cantora e compositora Liniker se apresentou no Studio 5, em Manaus, na noite desta quinta-feira (21/08), trazendo a Caju Tour, que celebra um ano desde o lançamento do álbum homônimo. A artista atraiu um público diverso e fiel, ansioso para reencontrá-la após seis anos de sua última apresentação na capital amazonense. O show começou com “Caju”, faixa-título do disco lançado em agosto de 2024. Desde então, o álbum conquistou sucesso meteórico, recebendo diversas premiações ao longo do último ano. Apenas essa canção já ultrapassa 58 milhões de reproduções no Spotify. A escolha para abrir a noite reforçou a intenção de Liniker em envolver o público com intensidade desde os primeiros minutos. Caju é o segundo álbum solo da artista. Seu álbum de estreia foi Índigo Borboleta Anil, lançado em 9 de setembro de 2021. A cantora apresenta Caju como um alter ego: uma persona íntima que lhe permite expressar verdades internas com sinceridade e profundidade emocional. Liniker não se apresentava em Manaus desde setembro de 2019, quando participou do Festival Passo a Paço, ainda acompanhada pelos Caramelows. O retorno, agora em carreira solo, revelou uma artista amadurecida e celebrada, recebida com entusiasmo e grande expectativa pelo público, reflexo do notável crescimento alcançado após o lançamento de seu mais recente trabalho. Durante a apresentação, Liniker destacou a importância dos fãs: “Nada se constrói sem um público assim, engajado na carreira, na história e na construção de uma artista que tem acreditado e feito tudo com o coração. Esta noite, eu quero mais uma vez dizer que devo muita coisa a vocês, e é uma honra poder devolver assim, com qualidade e excelência.” No repertório, além de destaques recentes como “Tudo”, “Veludo Marrom”, “Negona dos Olhos Terríveis”, “Mayonga”, “Papo de Edredom”, “Me Ajude a Salvar os Domingos”, “Popstar” e “Febre”, também houve espaço para sucessos de fases anteriores, como “Sem Nome, Mas Com Endereço” (do álbum Remonta, 2016), além dos singles “Psiu” (2020) e “Baby 95” (2021). Entre aplausos e uma entrega visceral no palco, Liniker reafirmou em Manaus sua relevância dentro da música popular brasileira contemporânea. Caju é, sem dúvida, um trabalho que dialoga com a tradição e a ousadia, mostrando uma artista que honra suas raízes enquanto redefine o presente com brilho e autenticidade. Premiado e celebrado, Caju foi eleito Álbum do Ano, enquanto Liniker recebeu o título de Artista do Ano no Prêmio Multishow de Música Brasileira 2024. O disco também venceu nas categorias Álbum do Ano e Música Mainstream no Women’s Music Event Awards by Billboard 2024. Natural de Araraquara (SP), Liniker iniciou sua trajetória em 2015, quando formou a banda Liniker e os Caramelows, com quem lançou o EP Cru em outubro do mesmo ano. Em setembro de 2016 veio o álbum de estreia, Remonta, seguido por Goela Abaixo (2019). No início de 2020, foi anunciada a separação do grupo musical. Em setembro de 2021, Liniker lançou seu primeiro álbum solo, Índigo Borboleta Anil. Em 2023, entrou para a Academia Brasileira de Cultura, tornando-se a primeira artista trans a ocupar uma cadeira na instituição, a de número 51, sucedendo a cantora Elza Soares.
Jornalistas amazonenses passam a integrar o seleto grupo de votantes do Globo de Ouro
Camila Henriques, Pâmela Eurídice e Caio Pimenta representam o Amazonas na 83ª edição da tradicional premiação internacional Os jornalistas Camila Henriques, Pâmela Eurídice e Caio Pimenta vão representar o Amazonas como votantes do Globo de Ouro, uma das mais prestigiadas premiações da indústria do entretenimento mundial. O evento reconhece os melhores profissionais do cinema e da televisão. A lista oficial com os votantes da 83ª edição foi divulgada no site da premiação em 31 de julho deste ano. O grupo de jurados conta com mais de 300 jornalistas especializados em cinema e TV de diversas partes do mundo. O processo de seleção dos indicados envolve duas etapas: os votantes escolhem seis produções para cada uma das 27 categorias, voltadas ao cinema e à televisão e, em seguida, elegem os vencedores. A cerimônia está marcada para o dia 11 de janeiro de 2026 e é considerada um dos principais termômetros para o Oscar. Em 2025, o Brasil vibrou com a vitória de Fernanda Torres na categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama, por sua atuação em Ainda Estou Aqui. Camila Henriques, jornalista e crítica de cinema radicada na Região Norte, participa pela terceira vez da votação do Globo de Ouro. Ela atuou por dez anos no portal Cine Set e é uma das apresentadoras do podcast Sábado Sem Legenda, que revisita clássicos das últimas décadas. Além disso, integra a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e o coletivo Elviras – Mulheres Críticas de Cinema. Camila conta que passou a integrar o corpo de votantes em 2023, após um rigoroso processo seletivo. “Já é meu terceiro ano como votante internacional, mas, a cada nova temporada, passo novamente pela seleção. É sempre uma notícia muito legal de receber, principalmente por ser uma premiação que acompanho há mais de 20 anos como espectadora e cinéfila. Jamais imaginei fazer parte disso. Ser a primeira amazonense no grupo, em 2023, foi uma honra. Agora, com o Caio e a Pâmela ao lado, é ainda melhor”, afirma. Ela destaca os desafios enfrentados por quem faz jornalismo cultural longe dos grandes centros. “É muito difícil fazer crítica de cinema em uma cidade onde quase não há cabines e que está distante dos circuitos dos festivais mais tradicionais. Fico feliz de ver o Caio e Pâmela também nesse grupo, pela seriedade do trabalho que fazem e pela relevância que deram à crítica de cinema no Norte do país”, pontua. Camila reforça que o jornalismo cultural vai além do eixo Rio-São Paulo, embora a distância geográfica ainda imponha barreiras para convites e visibilidade. “Espero que nossa presença nesses espaços inspire novas críticas e críticos, que mostre que há gente fazendo um trabalho legal aqui.” Ela também relembra sua trajetória no Cine Set, onde atuou por uma década. “Esse projeto foi um divisor de águas. Pela primeira vez, o Amazonas entrou na Abraccine, cobriu Cannes… Eram coisas que pareciam impensáveis. É um orgulho fazer parte dessa história.” Pâmela Eurídice e Caio Pimenta estreiam como votantes nesta edição da premiação. Ambos também fazem parte da Abraccine e têm trabalhos consolidados na crítica de cinema da região. Pâmela é mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia (Ufam) e pesquisadora no Núcleo de Antropologia Visual (NAVI). Estuda a atuação de mulheres no cinema amazônico, integra os coletivos Elviras e a Associação Online de Críticas de Cinema (OAFFC), além de criar os podcasts Visões Femininas e Ícones do Cinema Amazonense. É autora do livro Olhar Feminino: o Norte na Direção e colaboradora do Cine Set. “Fiquei muito feliz e um tanto eufórica com a notícia. É um reconhecimento do trabalho que fazemos no Norte. Mostra que é possível sonhar e alcançar objetivos, mesmo fora dos grandes centros culturais. Também é uma oportunidade de mostrar a pluralidade do nosso olhar”, ressalta Pâmela. Caio Pimenta é jornalista formado pela Ufam, com especialização em Jornalismo Cultural, e atualmente cursa mestrado com foco na crítica cinematográfica amazonense. Fundador do Cine Set, criado em 2014, ele também integra a Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI). Caio revela que esta foi sua terceira tentativa de entrar no grupo de votantes. “Recebi a aprovação no dia 23 de julho, minutos antes de entrar no cinema para assistir a Quarteto Fantástico. Fiquei atônito. Sempre acompanhei o Globo de Ouro desde criança, e agora faço parte disso.” “Ter três representantes do Amazonas no grupo, dois deles do Cine Set, é um feito expressivo diante das dificuldades que enfrentamos. Não temos cabines, junkets, sessões legendadas… A crítica ainda é muito desvalorizada. Mesmo assim, conseguimos”, comenta. Para Caio, o feito pode inspirar outros profissionais. “Não é um caminho fácil, muito menos glamouroso. É um processo que exige tempo, dedicação, consistência. O Cine Set é uma prova de que é possível.” Questionado sobre diretrizes para os votantes, ele explica que não há um manual formal. “A formação vem da prática constante. Você não vira votante do Globo de Ouro da noite para o dia. É a construção de uma carreira. Assistir a muitos filmes, escrever bem, ler, estar atento ao mundo, tudo isso conta”.
Atores amazonenses Adanilo e Rosa Malagueta levam o talento da Amazônia à sessão especial de “O Último Azul” no Palácio da Alvorada
Os atores amazonenses Adanilo e Rosa Malagueta participaram, na segunda-feira (14/07), de uma sessão especial do filme O Último Azul, realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília. A exibição contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja, além de ministros, autoridades do governo federal e integrantes da equipe do longa. O evento foi marcado por homenagens ao cinema brasileiro e à cultura amazônica. Em suas redes sociais, Adanilo comemorou o momento: “Dia histórico! Sessão de O Último Azul com @lulaoficial e Janja. Viva o cinema feito na Amazônia! Viva o cinema brasileiro!”, escreveu o ator. Dirigido por Gabriel Mascaro e com estreia prevista nos cinemas brasileiros para o dia 28 de agosto, o filme é uma coprodução da Globo Filmes. A produção conquistou o Urso de Prata no 75º Festival Internacional de Cinema de Berlim, realizado em fevereiro deste ano. Em junho, também recebeu o prêmio de Melhor Filme Ibero-Americano de Ficção no 40º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México. O elenco reúne grandes nomes, como Rodrigo Santoro, Denise Weinberg, Miriam Socarrás, Clarissa Pinheiro e Dimas Mendonça, além dos amazonenses Adanilo e Rosa Malagueta. A trama se passa em um Brasil com traços distópicos, onde o governo impõe o exílio compulsório de idosos para uma colônia habitacional obrigatória, sob o pretexto de proporcionar-lhes um fim de vida digno. Nesse contexto, Tereza, uma mulher de 77 anos, recebe a ordem para deixar sua casa. Antes da partida, ela embarca em uma jornada pelos rios da Amazônia para realizar um último desejo que poderá mudar seu destino para sempre. Trajetórias que exaltam a cultura amazônica Adanilo é indígena e possui formação técnica em Rádio e TV, estudou na tradicional Escola Técnica Estadual de Teatro (ETET) Martins Penna, no Rio de Janeiro. O ator participou de produções de destaque como os filmes Marighella, Noites Alienígenas, Oeste Outra Vez e Ricos de Amor 2. Também atuou nas séries Cidade Invisível, Dom, Um Dia Qualquer e na segunda temporada de Segunda Chamada, da TV Globo. Em 2024, viveu o personagem “Deocleciano” na primeira fase do remake de Renascer e integrou o elenco da novela Volta por Cima, como o motorista de ônibus Sidney. Já Rosa Malagueta, com 40 anos de carreira artística, construiu uma trajetória marcada pela expressividade e autenticidade. Atuou em diversos espetáculos teatrais no Amazonas, campanhas publicitárias e produções audiovisuais, como o longa A Festa da Menina Morta (2008) e a novela A Força do Querer (2017), de Glória Perez, na qual interpretou uma personagem paraense. Em publicação nas redes sociais, a atriz expressou a emoção vivida durante o evento: “Com quarenta anos de carreira, pisando palcos e telas, carregando as cores e os sons da minha Amazônia, revivi, nesta noite, uma emoção ímpar: a grandiosidade do cinema, que se transmuta em espelho da alma, grito de vida e abraço coletivo”, escreveu. “Hoje, enquanto as imagens dançavam na tela, eu via não apenas a obra, mas a jornada de cada um de nós que a construiu. Chorei em silêncio, não de tristeza, mas de uma gratidão que transborda. Gratidão por fazer parte, por estar aqui, por ser amazonense, por ser artista e por ser testemunha de um momento em que à arte é atribuído o devido valor. Que noite, meu Deus, que noite!”, declarou. Também estiveram presentes na sessão a ministra da Cultura, Margareth Menezes; a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares; o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), além de produtores e outras autoridades. O encontro reforçou o papel da arte como instrumento de identidade, resistência e pertencimento, especialmente quando ecoa as vozes, paisagens e vivências da Amazônia.
A magia do Festival de Parintins está de volta
Caprichoso e Garantido se enfrentam nos dias 27, 28 e 29 de junho na 58ª edição da maior celebração cultural do Norte


