Nesta segunda-feira, 16 de março, Carlo Ancelotti anunciou a última convocação da Seleção Brasileira antes da lista final para a Copa do Mundo de 2026. Os amistosos contra França e Croácia serão os últimos testes do treinador antes da definição do grupo que disputará o Mundial, transformando esta convocação em um dos momentos mais importantes da reta final do ciclo. A lista divulgada pelo técnico italiano trouxe novidades, confirmou observações que já vinham sendo feitas pela comissão técnica e reacendeu debates inevitáveis sobre nomes importantes que seguem fora do grupo. Mais do que uma simples relação para amistosos, a convocação desta segunda funciona como um retrato do momento da Seleção: um time ainda em ajuste, com disputas abertas em vários setores e com pouco espaço para erros daqui para frente. Surpresas e apostas para os últimos testes A relação anunciada por Ancelotti chamou atenção por algumas escolhas que fogem do roteiro mais previsível. Entre os nomes que aparecem como surpresa estão Léo Pereira e Rayan, enquanto Gabriel Sara surge como uma das presenças mais interessantes da lista, impulsionado pelo bom momento que vive no Galatasaray. O retorno de Endrick também reforça a ideia de que a comissão técnica está usando essa convocação para observar peças que ainda podem ganhar ou recuperar espaço no grupo final. A leitura é clara: o treinador quer chegar à Copa com o maior número possível de respostas, mesmo que para isso precise abrir mão de nomes mais consolidados em favor de atletas que vivem fase melhor. Confira a lista de convocados Entre os convocados, a lista ficou distribuída por posições da seguinte forma: no gol, Alisson, Bento e Ederson. Na defesa, foram chamados Alex Sandro, Bremer, Danilo, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Ibañez, Léo Pereira, Marquinhos e Wesley. Para o meio-campo, os escolhidos foram Andrey Santos, Casemiro, Danilo, Fabinho e Gabriel Sara. Já no ataque, aparecem Endrick, Gabriel Martinelli, Igor Thiago, João Pedro, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha, Rayan e Vinicius Júnior. A distribuição da lista mostra um grupo ainda em construção, especialmente do meio para frente, onde a concorrência segue mais aberta e a definição de funções ainda parece em andamento. Neymar fora mais uma vez Se por um lado a convocação confirmou apostas e abriu espaço para novidades, por outro ela reacendeu um debate inevitável: a ausência de Neymar. Mais uma vez fora da lista, o camisa 10 segue sendo o nome que mais mobiliza discussão em torno da Seleção. Para parte do público, sua ausência ainda causa estranhamento. Mesmo com os problemas físicos recorrentes e com as turbulências extracampo dos últimos anos, Neymar continua sendo visto como o jogador de maior talento técnico do futebol brasileiro. Por isso, cada convocação sem seu nome acaba ganhando um peso maior do que o de uma simples decisão esportiva. A justificativa de Ancelotti Na coletiva, Ancelotti justificou a ausência de Neymar de forma direta, afirmando que o atacante não jogou contra o Mirassol. A explicação foi curta, mas suficiente para deixar evidente o critério adotado neste momento: a prioridade parece estar na condição física, no ritmo de jogo e na capacidade de competir imediatamente. A mensagem passada pela comissão técnica é clara. Nesta reta final de preparação, o nome por si só não basta. O jogador precisa mostrar que está pronto para atuar, suportar a intensidade dos jogos e entregar resposta imediata dentro de campo. Paquetá fora e meio-campo em aberto Outra ausência notada foi a de Lucas Paquetá, também lembrada durante a coletiva. Sua não convocação reforça a sensação de que o meio-campo ainda é um dos setores mais indefinidos da equipe. Sem Paquetá, a comissão técnica amplia o espaço para observação de outras alternativas, enquanto tenta encontrar mais equilíbrio, intensidade e criatividade para o setor. Nesse cenário, nomes como Gabriel Sara ganham ainda mais importância, justamente por aparecerem como opções em crescimento no momento decisivo do ciclo. Convocação funciona como recado final No fim, a lista de Ancelotti deixa uma mensagem bastante evidente: a corrida para a Copa segue aberta, mas o tempo está se esgotando. Os amistosos contra França e Croácia terão peso de prova final para muitos nomes, tanto para quem tenta se firmar quanto para quem ainda sonha em entrar no grupo definitivo. Mais do que prestigiar trajetórias ou reputações, a convocação indica que a comissão técnica quer premiar quem chega mais inteiro, competitivo e pronto para responder agora. É isso que torna esta lista tão simbólica: ela não apenas anuncia convocados, mas revela o critério que deve definir os escolhidos para o Mundial.