O ciclo de palestras da Jornada de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento realizada em Coari, nesta quinta-feira (25), ocorreu de forma simultânea em três espaços do município: auditório Silvério José Nery, auditório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e auditório do Sebrae, reunindo empresários, produtores locais e empreendedores. No auditório Silvério José Nery, os participantes receberam orientações sobre incentivos fiscais administrados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Também foram prestados atendimentos e esclarecimentos sobre cadastro na Suframa. No auditório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a discussão teve como foco a elaboração de projetos com uso de matéria-prima regional, enquanto no auditório do Sebrae a palestra abordou o funcionamento da política de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) administrada pela Suframa e as oportunidades para empresas locais. Empresários, estudantes e representantes de associações participaram ativamente das atividades. O empresário Gleison Chamir, que também é vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Coari, avaliou a iniciativa como fundamental para ampliar oportunidades no interior do Estado. “Já passou da hora de industrializar o interior do Amazonas. O comércio é importante, mas não gera tantos empregos quanto a indústria. Precisamos de alternativas para além dos empregos públicos, e esse processo pode trazer resultados para Coari”, afirmou. O comerciante Adnamar Marcel destacou a relevância das informações sobre o cadastro na Suframa. “Antes a gente achava que não era possível fazer a inscrição aqui, só em Manaus. Esse esclarecimento é muito importante para todos os empresários locais. Qualquer incentivo faz diferença para o comércio”, disse. Para Augusto Santiago, que está à frente da criação de uma associação de piscicultura, a jornada abriu espaço para novos contatos e ideias de aproveitamento da produção local. “Estamos buscando formas de reduzir o desperdício do pescado e transformar a pele do peixe em couro. O evento ajudou a conectar iniciativas e abrir caminhos para parcerias”, destacou. O líder rural Givanei Gomes, da comunidade Cristo é Rei, ressaltou a importância da iniciativa para os produtores locais. “É um grande marco para a nossa cidade. Trabalhamos com castanha, banana, cacau e malva, e os incentivos podem gerar muitos empregos, que é o que mais precisamos nas comunidades”, afirmou. Os jovens também marcaram presença. A estudante Jamilly Monteiro, aluna do 3º ano do ensino médio, disse que a atividade trouxe novas perspectivas. “Eu não conhecia a Suframa e achei muito interessante entender como a Zona Franca impacta não só o Amazonas, mas todo o Brasil”. O aluno do 1º ano do ensino médio, Yan Jackson, reforçou que o aprendizado foi significativo. “Foi uma oportunidade para conhecer melhor como funcionam os incentivos e refletir sobre o futuro profissional”. A estudante do 9º ano do ensino fundamental, Ana Beatriz, destacou a importância da aproximação com a juventude. “Foi muito interessante e agradeço pela oportunidade de ter a Suframa aqui compartilhando informações valiosas. É um incentivo para acreditar no nosso potencial e investir no desenvolvimento dos jovens”, disse. Abertura A abertura da Jornada, que contou com a presença do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, do coordenador da Sudam, Jorge Valente, e do deputado federal, Adail Filho, foi marcada pela assinatura de um protocolo de intenções que prevê ações conjuntas da Suframa e do município voltadas para o fomento à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e a futura implantação de um parque tecnológico no município.
Oficina Caruanas valoriza identidade e ancestralidade de mulheres indígenas em Manaus
Conversas sobre valor da comunidade e relação com território marcaram ação que faz parte do projeto Cultura Raiz. Mais de 20 mulheres indígenas concluíram, nesta quarta-feira (25), a Oficina Caruanas, iniciativa da Associação Zagaia Amazônia dentro do Projeto Cultura Raiz. A ação tem o patrocínio do Instituto Aegea, por meio da Águas de Manaus, e foi realizada entre os meses de agosto e setembro, com o objetivo de promover diálogos para fortalecimento da autoestima, da valorização das tradições e da transmissão intergeracional de conhecimentos ancestrais. Na oficina, as participantes conversaram sobre identidade, ancestralidade, cosmovisão, comunidade e natureza, em diálogos que reforçaram a relação das mulheres indígenas com o território. Artesã no Parque das Tribos, Beatriz Melgueiro destacou a oportunidade de troca com as colegas durante o curso. “A gente se sentiu muito acolhida aqui. É um encontro de mulheres muito lindo, na verdade. Muitas vezes, eu fico só em casa, fazendo meus artesanatos, e foi muito maravilhoso poder estar aqui. Como empreendedora, como artesã, é uma oportunidade para ter mais conhecimentos”, sintetizou Beatriz, que é do Alto Rio Negro, na região de fronteira. O sentimento é compartilhado por Joana Galvão, do povo Dessana, que também participou da oficina. “Falamos sobre nossas origens e ouvimos nossos colegas de outras etnias. Foram encontros muito emocionantes e que só reforçam o orgulho que temos das nossas histórias e de sermos indígenas”, afirmou. A iniciativa conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura e do Ministério da Cultura, além do patrocínio do Instituto Aegea. A realização da oficina também envolve lideranças locais e participação ativa da comunidade. Ao final da ação, as participantes receberam certificado. “Todo esse processo foi de muito aprendizado. Aqui, a gente está falando de uma cultura que é nossa, do Brasil indígena, e o quanto isso é importante para a Água de Manaus, que também está junto com a Zagaia, que foi o proponente deste projeto, junto com a gente”, destaca a gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus, Simony Dias.
Câmara aprova transferir capital do Brasil para Belém na COP30
BRASÍLIA (DF) – A Câmara dos Deputados aprovou nessa quinta-feira, 25, o Projeto de Lei 358/25, da deputada Duda Salabert (PDT-MG), que transfere simbolicamente a capital da República de Brasília (DF) para Belém, no Pará, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), entre os dias 11 e 21 de novembro. O texto segue agora para análise do Senado. A COP (Conference of the Parties) é o principal fórum internacional de discussão sobre mudanças climáticas. Desde 1995, a COP reúne todos os anos líderes mundiais, cientistas, empresas e organizações da sociedade civil. Conforme a proposta aprovada, durante a COP30, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão se instalar em Belém para conduzir suas atividades institucionais e governamentais. Parecer favorável O relator, deputado José Priante (MDB-PA), recomendou a aprovação do projeto. “Não é uma novidade no Brasil, já aconteceu em 1992, quando a capital foi transferida para o Rio de Janeiro, numa sinalização nacional e internacional de que todas as atenções do país deveriam estar voltadas para aquele grande evento”, relembrou. “A COP30 configura-se como o maior evento das Nações Unidas para discussão e negociações sobre o regime internacional da mudança do clima”, disse Priante. “O evento consolidará o Brasil na vanguarda da diplomacia climática e ambiental, posição historicamente ocupada pelo país desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92)”, destacou o relator. Outros pontos Pelo texto, despachos e atos do presidente da República e dos ministros de Estado assinados durante a COP30 deverão ser referenciados como ocorridos em Belém. O Poder Executivo deverá regulamentar a futura lei, estabelecendo as medidas administrativas, operacionais e logísticas necessárias à transferência temporária. “A medida não é só um gesto simbólico, é um compromisso do Brasil com agenda climática e o desenvolvimento sustentável”, afirmou Duda Salabert na sessão do Plenário. “Transferir a capital para Belém é uma forma de colocar a região amazônica no centro das decisões políticas globais”, continuou a deputada. (*) Com informações da Agência Câmara de Notícias
Crítica | Fonte da Juventude (2025)
Fonte da Juventude não é um desastre. Há boas sequências de ação, cenários interessantes e uma dinâmica familiar que salva o clímax. Mas também é um filme irregular, prejudicado por diálogos artificiais, escolhas estilísticas duvidosas e um protagonista que não convence.


