Nos últimos meses, um doce viralizou nas redes sociais e virou febre entre os manauaras: o Morango do Amor. Inspirado em uma releitura moderna da maçã do amor, o doce — que traz morangos frescos envoltos em brigadeiro de leite ninho e cobertos por uma calda de açúcar vermelha brilhante — conquistou o paladar (e o coração) dos consumidores, gerando uma verdadeira corrida às docerias da cidade. Com a explosão de pedidos, o reflexo direto foi sentido na economia local: o preço do morango disparou em feiras e distribuidores, mas a alta não foi suficiente para frear o apetite dos consumidores. Ao contrário, a demanda crescente aqueceu as vendas e impulsionou os lucros de quem soube aproveitar a onda — como foi o caso da empreendedora Paola Pierre, fundadora da doceria Benfeito, Feito Doceria. “Desde que lançamos o cardápio junino no começo de julho, o Morango do Amor virou um sucesso imediato. Começamos com uma equipe de dois e hoje já somos oito pessoas na produção”, contou Paola em entrevista à Update Manauara. Um fenômeno doce e repentino A Benfeito já estava preparando seu cardápio temático para o período de festas juninas, quando Paola notou que o doce estava viralizando em vídeos nas redes. Foi aí que resolveu apostar na novidade. O retorno? Rápido e avassalador. “Não tivemos nem tempo de organizar direito a logística interna. Em questão de dias, o doce se tornou um boom”, lembra. A repercussão foi tamanha que a doceria registrou aumento expressivo nas redes sociais, novos clientes e um crescimento significativo na produção. O doce está sendo vendido a R$ 18,90 a unidade — um valor que, segundo Paola, precisou ser reajustado diversas vezes por conta do aumento no preço do morango, que é a estrela da receita. “Temos um setor responsável pela precificação. Desde julho, já enfrentamos vários aumentos nos insumos, principalmente no morango, que é nosso principal ingrediente”, explica. Técnica e cuidado Apesar de parecer simples, o Morango do Amor exige técnica. O segredo, segundo Paola, está no controle da temperatura da calda de açúcar com corante vermelho. “É um processo delicado. A calda precisa atingir o ponto certo, senão pode queimar e ainda representar risco de acidentes. É preciso muito cuidado”, orienta a empresária. Sobre a doceria A Benfeito, Feito Doceria está há cinco anos no mercado de Manaus e atua exclusivamente de forma virtual. Os pedidos podem ser feitos pelo site da marca ou pelo iFood. Também é possível realizar a retirada diretamente no local de produção. “Como você consegue adquirir o melhor Morango do Amor é através do nosso site, que eu também vou deixar aqui para vocês, tá? benfeitofeitovu3.clientefiel.app E será um prazer receber o seu pedido”, finaliza Paola.
Moraes classifica atuação pró-tarifaço como “covarde e traiçoeira”
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez nesta sexta-feira (1º) um duro pronunciamento contra o que classificou como uma “organização criminosa” composta por brasileiros que estariam agindo de forma “covarde e traiçoeira” para desestabilizar o Judiciário e comprometer a soberania nacional. A fala ocorreu na primeira sessão do STF após o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, aplicar contra Moraes a Lei Magnitsky — uma sanção inédita contra um ministro de Suprema Corte no mundo democrático. Sem citar nomes, Moraes chamou de “pseudo-patriotas” os envolvidos na articulação com autoridades estrangeiras para tentar interferir nas decisões do Supremo, principalmente no julgamento da suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. “Temos visto diversas condutas dolosas e conscientes de uma organização criminosa que age de maneira covarde e traiçoeira, com a finalidade de tentar submeter o funcionamento do STF ao crivo de autoridade estrangeira”, disse Moraes. “Covarde porque esses brasileiros se encontram foragidos e escondidos fora do território nacional. Não tiveram coragem de permanecer no país.” De acordo com o ministro, há provas de que esses grupos buscaram apoio externo para atacar a legitimidade do STF e pressionar por decisões favoráveis a Bolsonaro, inclusive com o objetivo de garantir anistia em caso de condenação. “São negociações espúrias, vis, traiçoeiras. Auxílio ativo para que se pratiquem atos hostis à economia do Brasil e ao Estado Democrático de Direito”, completou. Moraes é relator dos principais processos que investigam a tentativa de golpe de 2022. Ele tem sido alvo constante de ataques do bolsonarismo, tanto no Brasil quanto no exterior. A aplicação da Lei Magnitsky, que bloqueia ativos e impede transações financeiras nos EUA, foi anunciada dias antes da reabertura do semestre judiciário. Moraes, no entanto, não possui bens nem contas em território americano. A sanção foi interpretada como uma tentativa política de deslegitimar o ministro e favorecer Bolsonaro. A articulação é atribuída a Eduardo Bolsonaro, que vive atualmente nos EUA, e ao youtuber Paulo Figueiredo, aliado do deputado federal. Em pronunciamento recente, Figueiredo afirmou que outros ministros do STF também podem ser incluídos na lista de sanções. Mesmo diante do ataque inédito, Moraes reafirmou o compromisso com a Constituição e a independência do Poder Judiciário. “Não nos intimidaremos. A Justiça brasileira não se submete a pressões externas nem a traições internas disfarçadas de patriotismo”, concluiu.


