A reestreia do podcast PodMais, nesta segunda-feira (7), marcou o retorno do programa à cena midiática com uma entrevista que mesclou estratégia política, projeções econômicas e bastidores do poder regional. O primeiro convidado da nova fase foi o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, que, ao ser questionado sobre um eventual retorno às urnas, respondeu de forma enigmática: “O futuro a Deus pertence”. A frase, embora bíblica e diplomática, soou como um spoiler político vindo de quem tem quase quatro décadas de vida pública, foi vice-governador, deputado federal e estadual, e tem laços consolidados com o senador Omar Aziz (PSD), que pode disputar o Governo do Amazonas em 2026. Nos bastidores, há quem aposte que Saraiva deve coordenar a campanha do aliado. Mas agora, com a declaração, reacende-se a possibilidade de uma candidatura própria — seja a deputado federal, senador ou até mesmo vice de uma chapa majoritária. Sinalizações de bastidor Com a frase cuidadosamente escolhida, Bosco parece testar a temperatura do eleitorado, ao mesmo tempo em que mantém as portas abertas para futuras movimentações. O momento é estratégico: em plena gestão da Suframa, ele aparece como o principal porta-voz de uma fase de otimismo com o Polo Industrial de Manaus (PIM), que acaba de bater recorde histórico na geração de empregos. Mais de 130 mil postos de trabalho diretos foram registrados no primeiro semestre de 2025. Para Saraiva, o cenário é de alta: “Vamos atingir os 140 mil ainda este ano”. A marca, se confirmada, consolidará 2025 como o melhor ano da história em geração de empregos na Zona Franca — um dado valioso para qualquer projeto eleitoral. Política e economia em sincronia O crescimento do Polo Industrial é puxado por uma conjunção de fatores, segundo o superintendente. A Reforma Tributária, antes temida, foi “bem costurada pela bancada federal”, diz Saraiva, e trouxe “segurança jurídica” para novos investimentos. Esse novo ambiente é justamente o que permite movimentos como a ida de uma comitiva à China para negociar com duas gigantes chinesas, que podem vir a se instalar em Manaus ainda em 2025. Os nomes das empresas seguem em sigilo, mas a sinalização reforça o novo ciclo de internacionalização do Polo. Além disso, o gestor rebateu críticas de um telespectador sobre a suposta ausência de tecnologia no modelo Zona Franca. “É uma percepção equivocada”, afirmou. “Quase todas as empresas do Polo Industrial investem em ciência, tecnologia e inovação por meio da Lei de Informática.” Ele destacou que esse incentivo é o que vem permitindo avanços significativos rumo à chamada Indústria 4.0 na região Norte, tradicionalmente considerada periférica no mapa da inovação brasileira. Capital político em alta A fala de Saraiva no PodMais não passou despercebida pelo meio político. Um superintendente da Suframa com imagem pública consolidada, experiência legislativa e o respaldo de uma aliança com Omar Aziz é, no mínimo, uma figura central nas costuras para 2026. Mesmo que não entre diretamente na disputa, seu papel como articulador, coordenador de campanha ou mesmo vice pode se tornar decisivo. O fato de ele ter se exposto em um programa de grande audiência, de forma mais aberta do que vinha fazendo nos últimos meses, pode indicar que já há uma estratégia em curso. E, com a boa fase do Polo, ele tende a entrar no debate político com uma narrativa forte: a de que sua gestão ajudou a retomar a confiança no modelo Zona Franca. PodMais em nova fase A entrevista foi exibida na reestreia do PodMais, agora transmitido pela TV e Rádio Onda Digital. O programa, apresentado pelo jornalista Hiel Levy, com participação do radialista Ormando Barbosa e do comediante João Bosco Ricochete, manteve o estilo que o consagrou na TV Diário: mistura de jornalismo com humor leve e provocador. Nesta terça-feira (8), o entrevistado será o jornalista Brendo Cazuza, que recentemente viralizou nas redes ao criticar a capital paraense, Belém. O PodMais vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 16h40, e agora também está disponível no YouTube e nas plataformas digitais da Onda Digital. Análise Final: A entrevista de Bosco Saraiva sinaliza mais que otimismo econômico — marca o retorno de um político experiente ao centro do debate. Em um cenário de polarização e enfraquecimento de nomes tradicionais no Amazonas, Saraiva surge como um “player” de estabilidade institucional e competência técnica. Ele sabe disso — e parece pronto para capitalizar. Seja no front político ou nos bastidores da economia.
Suframa visita terminal de cargas do Aeroporto de Manaus e conhece operação da Vinci Airports
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) realizou, nesta terça-feira (8), uma visita técnica ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, operado pela Vinci Airports. O objetivo foi conhecer de perto a estrutura e a operação logística da concessionária, que integra o maior grupo privado de aeroportos do mundo, com mais de 70 aeroportos em 13 países. A comitiva da Suframa foi liderada pelo superintendente Bosco Saraiva e contou com a presença dos superintendentes-adjuntos substitutos Camilla Carneiro (Projetos), Rafael Gouveia (Desenvolvimento e Inovação Tecnológica) e Gilvânio Paiva (Administração); além de servidores e técnicos da Autarquia. A equipe foi recebida pela gerente comercial do terminal de cargas, Luciana Procoro, e pelo coordenador comercial, Pietro Aires. Durante a visita, foram apresentados dados operacionais da unidade e realizado um tour pelas áreas de armazenagem e o pátio de recebimento de aeronaves cargueiras. O terminal de cargas de Manaus é o terceiro maior do País, movimentando atualmente cerca de 140 mil toneladas por ano, embora tenha capacidade para operar até 300 mil toneladas, simultaneamente. O espaço conta com três terminais distintos: um exclusivo para importação, outro para carga doméstica e um terceiro destinado à importação e exportação simultâneas. De acordo com os dados apresentados pela concessionária, 84% das cargas que chegam a Manaus vêm da Ásia, 8% da Europa e 8% da América do Sul. Do total de cargas da Zona Franca de Manaus, 10% do volume chega por via aérea, representando cerca de 38% do valor CIF (custo, seguro e frete) — o que demonstra a relevância estratégica das cargas aéreas de alto valor agregado e urgência. A gerente comercial Luciana Procoro destacou que, nas apresentações realizadas pela empresa para prospecção de clientes e parceiros, os dados da Zona Franca de Manaus são sempre incluídos, contribuindo para a divulgação e valorização do modelo econômico regional. Segundo ela, essa prática tem ajudado a reforçar a atratividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) junto a operadores logísticos e investidores. Procoro também lembrou da parceria entre a concessionária e a Suframa na edição passada da feira FCE Pharma, em São Paulo, onde as instituições dividiram um estande. A ação, segundo ela, teve resultados positivos e proporcionou maior visibilidade ao potencial logístico da região Norte. Entre os investimentos mais recentes, destacam-se R$ 1,4 bilhão aplicados na modernização da pista e R$ 20 milhões na compartimentação interna do terminal, com foco na segurança das cargas. A empresa também está em processo de habilitação junto à Receita Federal para operar no segmento courier, voltado ao e-commerce, o que poderá reduzir ainda mais o tempo de entrega de compras online. Para Bosco Saraiva, a visita reforça a importância da logística aérea para o Polo Industrial de Manaus. “A aproximação com operadores logísticos como a Vinci é estratégica para aperfeiçoarmos as cadeias de suprimento da Zona Franca. Precisamos aproveitar melhor essa infraestrutura para ampliar nossa competitividade”, destacou.
Suframa visita Sousa Motos e conhece expansão da produção de veículos elétricos
A Suframa realizou, nesta segunda-feira (7), visita técnica à Sousa Motos, instalada na avenida Puraquequara, no Distrito Industrial 2, zona Leste de Manaus. O objetivo foi conhecer de perto as operações da indústria, que atua há 15 anos no Polo Industrial de Manaus (PIM) e é pioneira na produção de bicicletas elétricas e triciclo elétrico, e triciclo cargo a combustão na capital. A comitiva da Autarquia foi recebida pelo proprietário da empresa, Antônio Alves de Sousa, e pelo gerente industrial, Antônio Marcos Costa, que apresentaram os setores de montagem de bicicletas, motocicletas e triciclos. A visita também abrangeu a área de fabricação dos chassis, que utiliza corte e estamparia a laser com tecnologia de ponta. Dentre os produtos em destaque estão as bicicletas elétricas de 350 e 500 watts, triciclo elétrico 600w, além do novo triciclo cargo elétrico 3000w, aposta recente da empresa no mercado. Atualmente, a Sousa Motos opera em um turno, com 158 funcionários e capacidade de produção mensal de até 2.900 unidades. A linha de montagem é voltada tanto para veículos elétricos quanto a combustão, todos com Certidão de Acervo Técnico (CAT) e certificados conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além do aprimoramento constante dos produtos de seu portfólio, a empresa investe na modernização dos processos produtivos com aquisição de máquinas de corte de tubos Fiber Laser. A Sousa Motos também atua no segmento químico, com a fabricação de massa plástica cinza e branca e fabricação de partes e peças estampadas e soldadas. Participaram da visita o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva; a superintendente-adjunta de Projetos (substituta), Camilla Medeiros; o superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (substituto), Rafael Gouveia; o superintendente-adjunto de Administração (substituto), Gilvânio Paiva; o coordenador-geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Arthur Lisboa; o administrador da Coordenação-Geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Adamilton Mourão; e o gerente de Projetos da Superintendência-Adjunta Executiva (SAE), Ozenas Maciel. “Foi gratificante ver de perto o trabalho da Sousa Motos. Uma empresa genuinamente amazônica, que acredita no potencial da nossa região e está fazendo a diferença com inovação e geração de empregos”, salientou o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva.
José Eduardo Charão: 18 anos de uma jornada empreendedora que transformou a Zona Franca de Manaus
De Porto Alegre a Manaus, dos orçamentos apertados à liderança consultiva em uma das regiões mais estratégicas do país, José Eduardo Charão, CEO do Grupo Charão, construiu uma das histórias de reinvenção e crescimento mais marcantes do setor contábil e tributário brasileiro. Tudo começou em 2007, quando, insatisfeito com o mercado saturado e desvalorizado do Sul, Charão decidiu aceitar o convite de um amigo para visitar Manaus. O que seria uma viagem exploratória tornou-se um novo começo: em poucos dias, empresas locais demonstraram interesse genuíno pelo seu trabalho — sem questionar preços, sem pechinchas. Aquela receptividade foi o gatilho. Em poucas semanas, ele já voltava com contratos fechados e a certeza de que ali havia um espaço para fazer diferente. Assim nasceu o embrião da Charão Consultoria. Primeiro como consultor independente, atendendo grandes empresas como a Japurá Pneus dentro das próprias estruturas dos clientes — um modelo inspirado em sua experiência com a Safe Park. Depois, enfrentando crises, reorganizando estruturas, demitindo e recontratando com inteligência. Em 2016, após o impacto da crise econômica, transformou o modelo enxuto e informal em uma empresa de verdade: processos, equipe, estrutura, posicionamento. Vieram novos desafios e crescimentos. Em 2019, já com 30 colaboradores, percebeu que o volume não significava eficiência. Cortou 10 pessoas, manteve a produtividade e deu início à profissionalização profunda da operação com padronização de processos. Em seguida, enfrentou a pandemia com resiliência, enxugou a estrutura, mas manteve o foco em excelência — e saiu mais forte. Hoje, aos 18 anos, o Grupo Charão, que inclui a Charão Tributário, é referência nacional no atendimento à Zona Franca de Manaus e à Área de Livre Comércio. A empresa conta com cerca de 45 pessoas, uma carteira de clientes composta por grandes nomes locais, e uma reputação baseada em entrega técnica, proximidade com o cliente e conhecimento profundo das especificidades tributárias da região. Mais recentemente, José Eduardo iniciou uma nova fase: a de reinvenção estratégica, com apoio de um conselho empresarial formado por mentores de grandes grupos brasileiros. Está redesenhando os processos internos, investindo em tecnologia e inteligência artificial, e preparando o caminho para escalar ainda mais — sempre com um princípio claro: “Se estagnar, começa a cair.” A missão agora é clara: consolidar-se como a principal referência nacional para empresas que atuam ou desejam atuar na Zona Franca de Manaus. E para quem já percorreu 18 anos transformando dificuldade em oportunidade, o futuro promete ser ainda maior.
Nonatinho: o Maestro das Coxias – Meio século dedicado ao ofício
Com o título “Nonatinho: O Maestro das coxias – Meio século dedicado ao ofício”, o curta-metragem documental presta uma homenagem emocionante e necessária ao técnico de cena Raimundo Nonato, carinhosamente conhecido como Nonatinho, que dedicou mais de 50 anos ao Teatro Amazonas. Figura icônica dos bastidores e referência incontornável da cena técnica na capital amazonense, Nonatinho faleceu em junho de 2025, aos 89 anos, durante o período de gravações do documentário — deixando um legado de generosidade, profissionalismo e amor pelo ofício. A produção nasceu do desejo de registrar e eternizar a trajetória deste profissional, símbolo de resistência e excelência técnica, que mesmo após décadas nos corredores e coxias do Teatro Amazonas seguia ativo e respeitado por artistas, diretores e equipes. Em vida, o Sr. Raimundo Nonato teve conhecimento do projeto documental, o recebeu com alegria e aprovou entusiasmado a iniciativa, o que torna ainda mais simbólica e afetiva a realização desta obra. O curta não apenas revela a história de Nonatinho, mas também aponta para a importância de documentar e valorizar os bastidores — espaços e profissionais que sustentam silenciosamente a arte em sua estrutura mais fundamental. Em um cenário onde funções como contrarregra, maquinista e cenotécnico ainda carecem de reconhecimento e formação especializada, sobretudo na região Norte, o filme torna-se também um instrumento de preservação da memória técnica-teatral e estímulo às novas gerações. Durante a produção, a equipe técnica do documentário foi marcada pela responsabilidade e emoção de acompanhar os últimos dias de Seu Nonatinho. Com profundo respeito e sensibilidade, todos seguiram comprometidos em manter a integridade da proposta, transformando o filme também em um tributo póstumo à sua história. A partida de Nonatinho antes da estreia pública reforça a urgência e a relevância do projeto enquanto registro histórico e gesto de afeto àqueles que, como ele, fizeram do Teatro um modo de vida. Além de diversos profissionais envolvidos e amigos próximos entrevistados, destaca-se a Produção do Documentário por Thiana Colares, Direção e Roteiro por Juca di Souza e Direção de Fotografia por Julia Kahane. A exibição do curta será gratuita e acessível ao público a partir do dia 25 de junho pela internet nos canais Youtube e Instagram através do perfil @nonatinho.doc e @nonatinho.documentario – Contará ainda com sessões presenciais em instituições públicas de ensino de Manaus, com rodas de conversa ao final, promovendo o diálogo sobre os ofícios técnicos, a memória cultural e a importância dos registros que humanizam os protagonistas invisíveis da arte. Mais que uma produção audiovisual, “Nonatinho: O maestro das coxias” é um gesto de reconhecimento, memória e agradecimento. Uma forma de garantir que, mesmo após o apagar das luzes, a presença de Nonatinho continue iluminando o palco da história cultural do Amazonas.Este projeto foi contemplado no edital de Fomento às Artes e Cultura, realizado com recursos do Governo Federal repassados por meio da Lei Paulo Gustavo, operacionalizado pela Manauscult através da Prefeitura Municipal de Manaus. Foto: Alex Pazuello
BORA BB TRAZ TIERRY À MANAUS EM AGOSTO
Os amazonenses amantes da sofrência podem marcar na agenda: o cantor Tierry tem data e local para se apresentar em Manaus: dia 23 de agosto o Studio 5 será palco do Bora BB. O Projeto toma grandes proporções após anos de sucesso no Caritó Bar e foi idealizado pelos cantores amazonenses Jyou Guerra e John Veiga. Somando o know-how do empresário Fábio Rezende e sua empresa Pontocom Eventos para continuar transformando o sertanejo em uma experiência única para o público amazonense. A noite ainda também vai receber a apresentação da dupla Kaká e Pedrinho. Uma superestrutura será montada no Studio 5, com o melhor do som, luz, painéis de led e muito conforto para os amantes da música sertaneja. “Nós queremos que nosso público tenha o melhor: muito conforto, muita música boa e bebida estupidamente gelada: a fórmula perfeita para uma noite inesquecível”, diz Fábio Rezende. Ingressos A venda de ingressos está disponível no site baladapp.com.br e nos pontos de vendas do OBA Ingressos no Millenium Shopping e Manauara Shopping, estão no 1º lote e custam R$ 35 (pista meia-entrada) e R$ 95 (front meia-entrada). Ingressos: 1º lote: R$ 35 (pista meia-entrada) e R$ 95 (front meia-entrada).Pontos de vendas: site: baladapp.com.br e nos pontos de vendas do OBA Ingressos no Manauara Shopping e Millenium Shopping. Atendimento à ImprensaThiago Rocha(92) 98121-2232thiago.rocha88@icloud.com


