O banda, que lançou seu mais recente álbum em maio se apresenta mais uma vez no Teatro Manauara Após uma turnê memorável pelo Brasil e passagem pela Europa, marcada porshows lotados e uma recepção calorosa do público, a banda mineira Lagum sobe ao palco do Teatro Manauara no dia 04 de Setembro às 21h, para apresentar o show da turnê “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo”. Os ingressos já estão disponíveis em https://ingressodigital.com/evento/16684/lagum A apresentação faz parte de uma turnê que passa por 24 cidades ao redor do mundo, incluindo todas as regiões do Brasil e uma série de destinos inéditos na Europa. Reconhecida como um dos maiores nomes da cena atual, Lagum apresenta em suanova turnê faixas inéditas além, claro, dos grandes sucessos que marcaram suatrajetória em um show visceral e catártico, com a energia única que só quem jáviu a banda ao vivo conhece. A Lagum ao vivo é uma experiência única, as escolhas dos timbres e arranjos, que são produzidos exclusivamente para esse momento do show, trazem uma roupagem exclusiva para o que escutamos nos fones de ouvido. A turnê foi detalhadamente pensada para surpreender o público com novidades, sonoridades e provocações criativas convidando todos a mergulhar em uma verdadeira viagem sensorial. O álbum “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo” é um disco que não se limitaa entreter, mas também a provocar e a questionar o mundo moderno, propondoum olhar para a vida na cidade e para as belezas do cotidiano ordinário, desafiandoa percepção que temos da realidade nos dias de hoje. Sobre a Banda Com três álbuns indicados ao Grammy Latino — Memórias (De Onde Eu Nunca Fui) (2022), Depois do Fim (2023) e LAGUM AO VIVO (2023) — a Lagum é uma banda mineira formada em 2014 por Pedro Calais (voz), Zani (Otavio Cardoso) e Jorge (Glauco Borges) nas guitarras, e Chico (Francisco Jardim) no baixo. Durante sua trajetória, o grupo conheceu Tio Wilson (Breno Braga), que assumiu a bateria e marcou profundamente a história da banda. Misturando rock, pop, reggae, indie e o que mais a criatividade permitir, a Lagum não se prende a rótulos. Sua liberdade estética é um reflexo da busca por identidade artística, resultando em um som que transita por gêneros com autenticidade e assinatura própria. Serviço:Show: Lagum – Turnê “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo”Data: 04/09 (quarta-feira)Local: Foyer do Teatro Manauara (Manaus)Horário: 21hIngressos: https://ingressodigital.com/evento/16684/lagum
Sebastião Júnior grava show histórico em Parintins no dia 26 de junho
Um dos maiores nomes da música amazônica e ícone do Boi-Bumbá, Sebastião Júnior, o consagrado Uirapuru da Amazônia, prepara um momento histórico: a gravação de seu novo show ao vivo, que acontece no próximo dia 26 de junho, no Villa Bulcão, em Parintins. Natural de Juruti (PA), Sebastião iniciou sua trajetória musical aos 13 anos, encantando o público com sua voz marcante e presença de palco. Desde os primeiros acordes no violão até assumir o posto de Levantador Oficial de Toadas do Boi Garantido, sua carreira é um verdadeiro hino de dedicação à cultura popular amazônica. Sebastião ganhou notoriedade ao integrar o grupo Ajuri nos ensaios do Boi da Galera Vermelha e Branca, em Parintins. De lá para cá, foram muitos palcos, incluindo apresentações em Santarém, Salvador e até mesmo em Lisboa, levando a força da toada e da música amazônica para além das fronteiras. Além de intérprete, Sebastião também é produtor musical, com mais de 14 anos de experiência na produção de CDs para a Tribo Munduruku (Festribal de Juruti). É também idealizador de projetos culturais como o Projeto Juruti Tribal e o Festival da Canção de Juruti (FecanJ), representando o Pará em festivais nacionais como o Festival de Folclore de Passo Fundo (RS) e o Festival de Música Paraense, em Belém. Durante sua trajetória no Garantido, Sebastião brilhou no palco do Festival de Parintins, conquistando o público e a crítica com sua voz potente e interpretação emocionante, sendo reconhecido como “Uirapuru da Amazônia” no ano de 2010, durante o 45º Festival. O show do dia 26 de junho promete um repertório que passeia por seus grandes sucessos, com o melhor do Boi-Bumbá – sua grande paixão e marca registrada. Os ingressos custam R$ 100, estão à venda no site www.ingressofly.com e na loja A Moderninha, em Parintins. A expectativa é de casa cheia e muita emoção para este que será um registro definitivo de uma carreira que segue inspirando gerações. Serviço:Evento: Gravação do Show de Sebastião Júnior – Ao VivoData: 26 de junho, a partir das 16h.Local: Villa Bulcão – Parintins (AM)Ingressos: R$ 100, À venda no site www.ingressofly.com e na loja A Moderninha
Brahma marca presença em mais de 60 eventos na preparação para o Festival de Parintins 2025
Com ativações que homenageiam a galera e os bois Garantido e Caprichoso, Brahma consolida sua trajetória como parceira da cultura popular, levando alegria e conexão a cada etapa da temporada. A Brahma segue ampliando sua conexão com a cultura amazônica e, nesta edição da Temporada Bovina, leva sua já reconhecida Brahmosidade a uma verdadeira maratona cultural que antecede o grande encontro dos bois-bumbás na arena do Bumbódromo. Ao longo da temporada, mais de 60 eventos integram o calendário de celebrações que movimentam não apenas Parintins, mas também Manaus e outras cidades do interior do Amazonas. Desde fevereiro, a marca já marcou presença em mais de 50 encontros que reuniram milhares de apaixonados pelo boi-bumbá, reforçando o vínculo com a comunidade e com todos que vivem intensamente essa tradição. O Festival Folclórico de Parintins, que este ano chega à sua 58ª edição, é muito mais que um espetáculo. Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e um dos maiores festivais a céu aberto da América Latina, o evento atrai turistas de diferentes regiões do país e do mundo, com expectativa de receber cerca de 120 mil visitantes durante os três dias de festa. O impacto econômico também impressiona: em 2024, o festival movimentou cerca de R$ 184 milhões na economia local, com crescimento de mais de 2% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais da Prefeitura de Parintins. O Festival acontece entre os dias 27 e 29 de junho, na arena central da festa, o Bumbódromo. O local tem capacidade para 35 mil pessoas por noite e se transforma em um palco de luz, cor, música e emoção, com as apresentações dos bois Caprichoso e Garantido disputadas em 21 quesitos técnicos e artísticos. Até lá, a Brahma seguirá presente em cada esquina da temporada, com ativações que vão além da arquibancada e que fortalecem o orgulho e a identidade de um povo que faz da cultura uma verdadeira celebração coletiva. Ao longo desta trajetória, a Brahma, marca da Ambev, tem reforçado seu papel como mais que uma patrocinadora: é uma parceira que vive intensamente a cultura local, desde os ensaios até a última batida de toada. Este ano, a marca trouxe como grande novidade as latas comemorativas ilustradas pelo artista parintinense Ronan Marinho, que pela primeira vez retratam também a galera – os torcedores que fazem a arquibancada vibrar e dão vida às apresentações com sua energia contagiante. A iniciativa celebra aqueles que cantam, dançam e que são a verdadeira alma do espetáculo. Além das latas temáticas, Brahma também prepara a já tradicional entrega do caminhão de Brahma gelada, que percorrerá o trajeto do Bumbódromo até o curral do boi vencedor, levando festa, emoção e, claro, muita Brahmosidade. Com mais de duas décadas de parceria com o Festival de Parintins, a Brahma reafirma seu compromisso com a cultura popular brasileira, a geração de renda local e a valorização das tradições amazônicas. Mais do que isso: Brahma é hoje uma das maiores patrocinadoras da cultura nacional, viabilizando momentos marcantes em celebrações como o São João, o Carnaval e diversos festivais espalhados pelo país — e foi reconhecida como uma das 10 marcas de cerveja mais valiosas do mundo, segundo o ranking BrandZ, da Kantar. Em cada gole, em cada canto, em cada celebração: a Brahmosidade segue presente, conectando pessoas e espalhando paixão por onde passa.
Crítica | Extermínio: A Evolução — Um balé punk sobre a raiva, o caos e o afeto no fim do mundo
O poema Boots, de Rudyard Kipling, reverbera como um mantra exausto na abertura de Extermínio: A Evolução, embalado pela batida pulsante do Young Fathers e imagens da Segunda Guerra dos Bôeres. Escrito em 1903 e publicado em 1915, o poema carrega o desgaste psicológico da marcha militar britânica, repetitiva, desumanizante. Sua presença aqui é mais que um gesto poético: é um marco da sobreposição entre passado e presente, ficção e ruína, onde Danny Boyle tece seu retorno triunfal ao universo que ele mesmo inaugurou em 2002, agora mais maduro, mais caótico e, paradoxalmente, mais sensível. É impossível falar deste filme sem olhar para o que o primeiro representou. Gravado com uma Canon XL1, sujo, brutal, desesperado. Aqui, 23 anos depois, Boyle filma com 20 iPhones 15 Pro Max, mas mantém a essência: o digital como linguagem, não truque. A granulação da imagem volta com propósito, sujando a tela com urgência. As movimentações de câmera são erráticas, mas fluídas, coreografadas como se o caos tivesse ritmo. Extermínio: A Evolução é, antes de tudo, uma experiência sensorial sobre a guerra — emocional, ideológica e física. O filme começa de onde o segundo parou: a infecção alcança a França e se espalha. Mas Boyle não está interessado em repetir fórmulas de apocalipse. A raiva — o vírus — continua se espalhando em segundos, um conceito que se mantém assustadoramente eficaz, até hoje incomparável em ritmo e impacto. Há ecos de The Last of Us, mas Boyle já estava lá antes. E mesmo ele, em entrevistas, já indicava como The Walking Dead se apropriou de parte da mitologia que sua saga ajudou a estabelecer. Seu retorno agora é menos sobre nostalgia e mais sobre legado. E é aqui que entra a potência dramática do filme. Jodie Comer e Aaron Taylor-Johnson vivem os pais de Alfie Williams, verdadeiro coração emocional da narrativa. A jornada de mãe e filho é quase um road movie distópico, poético, melancólico. O mundo está em ruínas, mas há um amor — ainda que em frangalhos — tentando sobreviver. A doença aqui não é apenas o vírus: é o câncer, é a solidão, é o desespero de não pertencer a lugar algum. O que nos assombra é o que ainda sentimos, não o que perdemos. Há, também, uma consciência trágica de que o verdadeiro horror sempre vem do humano. Como no primeiro filme, os infectados são apenas o catalisador. O câncer real é a incapacidade da sociedade de sustentar qualquer ordem diante do colapso. E Boyle, mais do que nunca, entende isso. Seu cinema pulsa nessa tensão entre brutalidade e lirismo, e aqui isso se revela com força especialmente nas cenas de ação estilizadas — erráticas, cruas, mas fluídas como sinfonias do caos. Há algo de milagroso na forma como ele encena as mortes, como explode sequências de tensão quase como num balé punk que usa o digital não como truque, mas como estética narrativa. E se essa força visual reverbera tanto, é também porque o roteiro de Alex Garland — que volta a colaborar com Boyle depois de projetos autorais de grande personalidade — encontra caminhos criativos para contar uma história de tons fantásticos com pesos dramáticos intensos, criando paralelos emocionais entre as relações humanas em ruína e reconstrução. Um gesto narrativo que só potencializa a densidade poética que pulsa em cada desespero vivido. É curioso perceber que, se Garland em Guerra Civil (2024) criava uma alegoria em torno da comunicação como arma e da distorção da realidade, aqui ele trabalha de forma mais direta, mais crua. O conflito é real, baseado em sensações vividas. A guerra já aconteceu. E o que sobra são ruínas, paisagens desoladas e uma câmera que observa, sente, corre junto com seus personagens. Mas mesmo assim, ainda há espaço para ternura. Para afeto. Para humanidade. Boyle não quer fazer o maior filme de zumbis do ano. Ele quer fazer o mais humano. E talvez tenha conseguido. Se James Cameron é para Avatar, Danny Boyle é para Extermínio: um autor que transforma tecnologia em poesia, velocidade em substância. Porque quando tudo desaba, ainda resta o toque, o olhar, o afeto entre mãe e filho. E isso, por si só, é revolucionário.


