A capital amazonense recebe neste sábado (26/04), a edição especial do projeto Amazon Poranga Fashion, o esquenta intitulado “Amazonas Futuro Criativo”, é uma iniciativa que integra moda, inovação e sustentabilidade com o objetivo de fortalecer o ecossistema da economia criativa na região. A ação será realizada no Palacete Provincial, que marca a abertura oficial da temporada anual do projeto. Realizado pela Amazon Poranga Fashion, Arévola Gallery e Sioduhi Studio, o evento tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Idealizado para conectar a arte amazônica aos novos mercados da moda, o Amazon Poranga Fashion destaca talentos locais e promove a identidade cultural da região nos últimos dois anos. Este ano, a programação contará com desfiles, exposições, painéis temáticos e apresentações musicais, além do lançamento de dois projetos inovadores desenvolvidos por estilistas amazônidas. Durante o evento, será apresentado o Relatório de Impacto de 2024, que evidencia os resultados do último ciclo do projeto, com foco nas áreas de moda, design, arte e sustentabilidade. A edição também tem como meta estabelecer conexões entre criadores, investidores e agentes estratégicos de inovação, impulsionando o potencial da moda amazônica no cenário nacional e internacional. Para a coordenadora do evento, Jessilda Furtado, as propostas apresentam modelos de negócios sustentáveis, validados em ambiente experimental e visam transformar a cadeia produtiva da moda por meio de práticas de reaproveitamento e economia circular. “O legado que o Amazonas Futuro Criativo pretende deixar para as novas gerações de estilistas e criadores da Amazônia vai muito além da passarela é um chamado à autonomia criativa, ao empreendedorismo com propósito e à valorização do território como potência”, comentou. Projetos que unem tecnologia e saber tradicional Dois projetos ganham destaque nesta edição: “Germinar” e “ManioColor”, que propõem soluções inovadoras com base em matérias-primas amazônicas. O “Germinar” foca na produção de tecidos a partir da fibra natural do ananás, como o curauá e o abacaxi, com potencial disruptivo na indústria da moda sustentável. Já o projeto “ManioColor”, desenvolve corantes naturais extraídos da casca da mandioca, aproveitando resíduos agrícolas e saberes tradicionais dos povos do Rio Negro. “Essa abordagem rompe com os estereótipos ainda presentes na visão de mercado e da sociedade sobre a moda amazônica, muitas vezes reduzida ao exótico, ao artesanal ou ao folclórico. Ao promover inovação e sustentabilidade, mostramos que a Amazônia não é apenas um celeiro de matérias-primas, mas sim um polo de criação autoral, pensamento crítico e soluções contemporâneas”, completou Jessilda. Fortalecimento da cadeia criativa no Amazonas A proposta é tornar essa edição especial um evento realizado anualmente, com data fixa no mês de abril, consolidando-se como marco no calendário da economia criativa amazonense. Além de incentivar o empreendedorismo cultural, a edição “Amazonas Futuro Criativo” contribui para a geração de renda e novas oportunidades no setor da moda local. O evento também valoriza os espaços públicos de Manaus ao integrá-los à agenda cultural e criativa da cidade.
Cardeal da Amazônia chega ao Vaticano para participar de funeral do papa Francisco e do Conclave
O cardeal da Amazônia e arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, chegou ao Vaticano nesta sexta-feira (25) para participar do funeral do papa Francisco e do Conclave – processo para escolher o novo pontífice. Da Basílica de São Pedro, o religioso gravou uma mensagem em vídeo onde agradeceu o olhar de Francisco para a região amazônica. O vídeo foi compartilhado pelas redes sociais da Arquidiocese de Manaus. Trajando a tradicional batina preta com filetes e faixa vermelhos usada pelos cardeais, Dom Leonardo Steiner afirmou que o papa Francisco trouxe a Amazônia e seus habitantes para o centro de discussões importantes. “Estamos aqui na Basílica de São Pedro, no velório do Papa Francisco. Nós da Amazônia temos muito a agradecer ao papa Francisco por, de novo, trazer a Amazônia para a discussão, mas especialmente nos despertar para o cuidado com a Amazônia, não só com a região amazônica, mas com os povos que ali vivem, para as culturas. Por tudo isso somos muito gratos ao papa Francisco, por nos ter ajudado a repensar e ajudado a incentivar as comunidades a viverem sua fé nessa realidade da Amazônia. Muito obrigado papa Francisco”, disse o religioso. O sentimento de gratidão e admiração ao primeiro pontífice latino-americano da história já havia sido expressado pelo cardeal. No dia da morte do líder da igreja católica, Steiner conversou com a imprensa e destacou o compromisso do papa Francisco com os mais pobres, sua atenção às periferias e sua postura acolhedora diante dos desafios contemporâneos da Igreja. Dom Leonardo Steiner é um dos sete cardeais brasileiros com direito a voto na eleição. A escolha do sucessor de Francisco acontece após a morte do pontífice, ocorrida na última segunda-feira (21), às 2h35 (horário de Brasília). Francisco faleceu aos 88 anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), seguido de falência cardíaca. Ele ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos. Quem é o Cardeal da Amazônia Natural de Forquilhinha, no interior de Santa Catarina, Leonardo Ulrich Steiner nasceu em 6 de novembro de 1950. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1972 e foi ordenado sacerdote em 1978 por Dom Paulo Evaristo Arns. É mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, onde também obteve o doutorado. Entre 1999 e 2003, atuou como secretário-geral da universidade. Ao retornar ao Brasil, foi vigário na Paróquia Bom Jesus, em Curitiba, e professor na Faculdade São Boaventura. Em 2005, tornou-se bispo da prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso e, em 2011, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília, acumulando também o cargo de secretário-geral da CNBB até 2019. Nomeado arcebispo de Manaus em 2019, foi criado cardeal em 2022 por indicação do papa Francisco, recebendo o título de “Cardeal da Amazônia”. Seu lema episcopal é Verbum caro factum est — “O Verbo se fez carne”. Como funciona o Conclave Com a morte do papa Francisco, o Vaticano inicia oficialmente o processo de escolha do sucessor. O Conclave pode durar até 20 dias e só cardeais com menos de 80 anos têm direito a voto. Dos oito cardeais brasileiros, sete poderão participar da eleição. Cardeais brasileiros com direito a voto no Conclave: O único cardeal brasileiro impedido de votar é Raymundo Damasceno, arcebispo emérito de Aparecida, que tem 87 anos. Apesar disso, ele integra o Colégio dos Cardeais, que continuará atuando em assuntos urgentes da Igreja até a eleição do novo pontífice. A palavra “conclave” vem do latim cum clavis, que significa “fechado à chave”. Durante esse período, os cardeais ficam reclusos no Vaticano, na chamada “zona do Conclave”, e fazem um juramento de absoluto sigilo. Não podem usar telefones, ler jornais nem manter contato com o exterior, medidas tomadas para garantir a imparcialidade do processo. As votações ocorrem dentro da Capela Sistina. Para ser eleito, o futuro papa precisa obter dois terços dos votos. Até quatro votações podem ser feitas por dia: duas pela manhã e duas à tarde. Se após três dias ninguém for eleito, há uma pausa de 24 horas para oração. Caso persistam os impasses, novas pausas são permitidas a cada sete votações. Se, após 34 votações, nenhum nome alcançar os votos necessários, os dois cardeais mais votados disputam uma espécie de “segundo turno”, ainda exigindo dois terços dos votos para a eleição. Quando um cardeal é escolhido, a Igreja pergunta se ele aceita o cargo. Se concordar, escolhe um novo nome e é conduzido à “Sala das Lágrimas”, onde veste as roupas papais. Logo após, o novo papa é anunciado ao mundo da sacada da Basílica de São Pedro com a frase: “Habemus Papam” (“Temos um Papa”).
Fóssil revela formiga mais antiga do mundo no Nordeste brasileiro
A mais antiga espécie de formiga identificada até agora viveu no Nordeste brasileiro há 113 milhões de anos, no auge da Era dos Dinossauros, afirma um novo estudo. O fóssil, descrito por cientistas do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), documenta uma fase da evolução desses insetos em que eles ainda eram relativamente raros e estavam longe de se tornar os invertebrados dominantes do planeta. Medindo 1,35 cm de comprimento, a formiga ancestral recebeu o nome científico de Vulcanidris cratensis em artigo recém-publicado na revista especializada Current Biology. Apesar do tamanho diminuto, ela e suas parentes mais próximas costumam receber um apelido assustador na literatura científica em inglês, “hell ants“, ou seja, “as formigas do inferno“. O apelido vem da mandíbula avantajada e incomum do subgrupo ao qual elas pertenciam. Em vez de se movimentar na lateral, como nas espécies atuais de formigas, tudo indica que a mandíbula das “formigas do inferno” se mexia na vertical. Isso levou até alguns pesquisadores a propor que ela podia ser usada para empalar presas. “É uma coisa que a gente debate, porque os insetos costumam ser duros, rígidos, o que dificultaria esse empalamento, a não ser que a presa fosse algum tipo de larva“, diz Anderson Lepeco, primeiro autor do novo estudo. Outra hipótese é que o aparato bucal poderia ser usado para sugar seiva ou outras secreções. “A gente tem de usar o que vê nos grupos viventes e fazer inferências. Do meu ponto de vista, a hipótese mais provável é que elas usassem as mandíbulas para carregar presas, já que temos fósseis mostrando isso“, argumenta ele, destacando que os grupos de vespas ancestrais das formigas, assim como as primeiras linhagens de formigas propriamente ditas, eram carnívoras, assim como as formas mais primitivas do grupo ainda vivas hoje. O fóssil que permitiu a descrição da nova espécie vem da região do Crato (CE), na chapada do Araripe, uma das jazidas de fósseis mais importantes do Brasil e do mundo, o que explica o termo cratensis no nome científico. Já idris vem do termo grego para “providente“, ou seja, uma forma de designar as formigas, famosas pela organização de seus ninhos. E o começo do nome homenageia Maria Aparecida Vulcano (1921-2018), considerada uma pioneira dos estudos sobre insetos no Brasil. Vulcano tinha reunido uma coleção de fósseis dos invertebrados e, após sua morte, a família doou o material ao Museu de Zoologia da USP. Uma série de detalhes da anatomia do fóssil, que foi examinada com a ajuda de microtomografia computadorizada, permitiu que Lepeco e seus colegas concluíssem que se tratava de fato de uma formiga. Entre eles está a presença da chamada glândula metapleural. “Ela é usada como ajuda imune, produzindo algumas substâncias que combatem bactérias e outros patógenos [causadores de doenças]“, explica ele. “É uma característica ancestral das formigas e está presente em boa parte das linhagens atuais e extintas.“ O indivíduo que se preservou tem asas e era do sexo feminino, o que é possível confirmar, curiosamente, observando as antenas. O último segmento da antena, o chamado flagelo, tem dez subdivisões, o que é típico das fêmeas —nos machos, costumam ser encontrados onze subdivisões. Ainda não é possível saber se a espécie contava com uma casta de operárias sem asas, como é comum entre as formigas atuais. De qualquer forma, a preservação de um espécime voador está dentro do esperado porque a região da chapada do Araripe era uma zona pantanosa durante o período Cretáceo, na Era dos Dinossauros. E, num contexto com influência aquática, é mais fácil que insetos com asas acabem sendo preservados. “Nesses ambientes, seria mais fácil eles serem levados pelo vento e depois caírem na água. Com isso, ficariam submersos e depois seriam soterrados rapidamente, o que facilita a preservação“, explica o pesquisador.
Lilo e Stitch | Duração do live-action é revelada (e é maior que a animação)
A duração do remake em live-action de Lilo e Stitch enfim foi revelada, e o filme será mais longo do que a animação original. Lançada em 2002, a animação da Disney tinha duração de 1 hora e 25 minutos. O novo filme terá 1 hora e 48 minutos, o que representa 23 minutos a mais na metragem. O remake de Lilo e Stitch é dirigido por Dean Fleischer Camp, de Marcel, a Concha de Sapatos, e conta com o retorno de Chris Sanders, que dubla o Stitch. O live-action foi pensado no início como um lançamento do Disney+, mas foi confirmado como uma estreia da Disney para os cinemas. O elenco será liderado por Sydney Agudong, que vive Nani, e tem ainda Zach Galifianakis, Billy Magnussen, Courtney B. Vance e Tia Carrere. Lançada originalmente em 2002, a animação Lilo e Stitch narra a história de Lilo, uma garotinha solitária no Havaí, que encontra um amigo no alienígena Stitch, criado para ser uma força de destruição. Stitch, entretanto, é perseguido por alienígenas que querem levá-lo embora da Terra, planeta que o protagonista adota como seu lar. A animalão original custou US$ 80 milhões e fez relativo sucesso, arrecadando US$ 273 milhões em todo o mundo, incluindo US$ 145 milhões somente no circuito americano de cinemas. O filme é uma das grandes apostas da Disney para as bilheterias este ano. Inclusive, o projeto foi tema de diversas campanhas pesadas de marketing, incluindo um criativo comercial no Super Bowl que levou Stitch à partida da NFL. Não por acaso, a estreia será no auge do do hemisfério norte, período das férias escolares que costumeiramente é o mais disputado nos cinemas. Lilo e Stitch também ganhou clipes referenciando outros live-actions recentes da Disney, como Moana e até O Rei Leão. Na época do filme original, os teasers envolviam o sempre bagunceiro Stitch causando o caos em outros universos da Disney, e o live-action está reproduzindo isso. Lilo & Stitch é também mais um dos muitos projetos da Disney de levar ao live-action, animações de sucesso. Recentemente, Mufasa, prelúdio de O Rei Leão, arrecadou mais de US$ 700 milhões pelo mundo. Este ano, o estúdio lançará também o polêmico remake em live-action de Branca de Neve, estrelado por Rachel Zegler e Gal Gadot. A nova versão de Lilo e Stitch teve estreia confirmada para 22 de maio de 2025. Enquanto isso, a animação de 2002 pode ser vista exclusivamente no Disney+.
Congonhas: Tragédia Anunciada | Tudo sobre a série Netflix sobre o desastre
A série Congonhas: Tragédia Anunciada estreou nesta quarta-feira no catálogo da Netflix, e promete esmiuçar os detalhes sobre a tragédia do voo da TAM de 2007 que vitimou 224 pessoas. Entenda a tragédia No ano de 2007, o voo 3054 da TAM Linhas Aéreas partiu do Aeroporto Internacional de Porto Alegre para o Aeroporto de Congonhas. No dia 17 de julho, tentando pousar na pista 35L em São Paulo, a aeronave não conseguiu frear, ultrapassou os limites da pista, planou sobre a avenida Washington Luis e colidiu com o prédio da Tam Express e com um posto de gasolina. Todos os 187 passageiros e tripulantes do voo faleceram, além de outras 12 vitimas que estavam no solo. O relatório final sobre o acidente foi divulgado em 2009, apontando como principal causa do acidente um erro técnico do piloto, que configurou de forma irregular os manetes, além de apontar também problemas na infraestrutura aeroportuária do Brasil, incluindo a ausência de ranhuras na pista de pouso, que facilitaria a aderência das rodas da aeronave. Qual a abordagem da série? A produção investiga o maior desastre aéreo da história do Brasil: o acidente com o voo TAM 3054, ocorrido em 17 de julho de 2007 no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O voo TAM JJ3054, operado por um Airbus A320, partiu de Porto Alegre com destino a São Paulo. A série se propõe a contar histórias inéditas por trás do mais fatal acidente aéreo da história da América Latina. Quem dirige? A série é comandada pelo diretor, roteirista e produtor brasileiro Angelo Defanti, conhecido por obras como Borá, O Clube dos Anjos, Maridos, Amantes e Pisantes e Meia Hora e as Manchetes que Viram Manchete. Quantos episódios a série possui? Congonhas: Tragédia Anunciada é dividida em três episódios: O Chão, O Ar e Os Pousos, com respectivamente 37, 51 e 51 minutos cada. Todos os episódios já estão disponíveis? Sim, a Netflix disponibilizou a minissérie com todos os episódios na quarta-feira do dia 23 de abril. Congonhas: Tragédia Anunciada tem trailer? Sim, confira abaixo o trailer de lançamento da obra.
Regra que exige que jurados assistam aos filmes do Oscar vira piada: ‘Levaram quase um século para fazer essa regra?’
A Academia anunciou nesta semana uma regra que os cinéfilos poderiam imaginar que já estivesse em vigor desde sempre: a partir de agora, os eleitores do Oscar serão obrigados a assistir a todos os filmes indicados em cada categoria em que votarem. E todos viram os olhos ao ler essa notícia. “Como em ‘Casablanca’, estou chocado, chocado ao descobrir que há membros da Academia que não assistem a todos os filmes”, diz Bruce Vilanch, comediante que escreveu roteiros para 25 edições do Oscar, acrescentando que a nova regra era “meio hilária”. Skyler Higley, um roteirista que fez parte da equipe de Conan O’Brien, apresentador do Oscar neste ano, chamou a nova exigência de “antiamericana”. “Neste país, nós votamos com base em vibrações, preferências e preconceitos”, brinca. “Então, exigir que esses caras saibam do que estão falando quando votam simplesmente não é o nosso modo de ser.” Doug Benson, comediante de stand-up e apresentador do podcast “Doug Loves Movies”, disse que a regra era “louca” porque a maioria dos votantes vive ocupada demais produzindo filmes para assisti-los. “Isso é péssimo para os membros da Academia. Mas há uma vantagem para os espectadores. Talvez os favoritos aos prêmios comecem a ter uma duração mais razoável de 88 minutos. Se implementassem a regra este ano, ‘O brutalista’ não teria ganhado nada.” Laurie Kilmartin, comediante que escreveu roteiros para os Oscars mais recentes, destaca que assistiu a todos os filmes apenas para poder escrever piadas sobre eles. “Não acredito que eles não se deram ao trabalho de assistir aos filmes para votar”, lamenta. A mudança exigirá comprometimento na votação de melhor filme, já que a categoria conta com 10 indicados, em comparação com cinco no passado. Nas redes sociais, a medida foi recebida com um misto de alívio e descrença. “Levaram quase um século para fazer essa regra?”, comentou Peter Howell, crítico de cinema do Toronto Star. Em tópicos de discussão no Reddit, alguns usuários observaram como era injusto que membros da academia pudessem votar (ou ignorar) em filmes que não tinham visto. Alguns se perguntaram quais filmes poderiam ter sido roubados no passado. E em alguns círculos acadêmicos, o assunto reacendeu as críticas de que o sistema é falho há muito tempo. Racquel Gates, professora associada de estudos de cinema e mídia na Universidade de Columbia, disse não estar otimista com as mudanças. “É um reconhecimento muito necessário do fato de que os prêmios não foram baseados nos méritos dos filmes ou nas atuações”, disse ela, acrescentando que muitos prêmios foram dados com base na força das campanhas montadas pelos estúdios, na popularidade dos filmes ou na proximidade dos eleitores com os cineastas. Mas como o novo sistema vai funcionar? Roteiristas de cerimônias anteriores tiveram algumas ideias. Para Vilanch, seria divertido ver a Academia penalizando eleitores que não tenham sido honestos sobre seus votos no Oscar. “O sistema de honra sempre funcionou muito bem em Hollywood”, observou secamente. Kilmartin sugeriu que os eleitores deveriam escrever um breve resumo de cada filme antes de poderem votar. A Academia planeja acompanhar o que os membros assistiram em sua sala de exibição digital e exigir que os membros preencham um formulário informando os filmes vistos em outros lugares, incluindo cinemas ou festivais. Se algum filme de uma determinada categoria não tiver sido assistido, o membro não poderá votar nessa categoria. A nova regra surge em um momento em que a academia cresceu nos últimos anos. Atualmente, a premiação conta com cerca de 10.000 membros votantes, contra cerca de 6.700 em 2017. Não é a única premiação que tenta garantir que os eleitores realmente vejam as obras que estão avaliando. Há vários anos, o Tony implementou regras que exigem que os eleitores assistam a todas as produções da Broadway indicadas e marquem sua presença em um portal online.
Cerimônias fúnebres do Papa Francisco começam nesta sexta (25); veja a programação
Nesta sexta-feira (25/4), véspera do funeral do papa Francisco, marcado para o sábado (27/4), será realizada a cerimônia de fechamento do caixão. A urna está na Basílica de São Pedro. A cerimônia desta sexta está marcada para as 20h pelo horário local (15h pelo horário de Brasília). O procedimento será presidido pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana. Todo o rito está previsto no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis (nn. 66-81). Apesar da presidência de Farrell, a celebração terá a participação os cardeais Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício, Roger Michael Mahony, cardeal presbítero, Dominique Mamberti, cardeal protodiácono, e Mauro Gambetti, arcipreste da Basílica Papal de São Pedro no Vaticano, conforme informado pelo Escritório das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Já no sábado, dia do funeral, será celebrada às 10h pelo horário local (5h no horário de Brasília), a missa das Exéquias. A celebração marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao pontífice. A celebração será realizada no átrio da Basílica de São Pedro, sob a presidência do cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício. Depois da celebração eucarística, serão realizados os ritos da Última Commendatio e da Valedictio, que são despedidas solenes com o intuito de marcar encerramento das exéquias. Na sequência, caixão do papa Francisco será levado novamente para o interior da Basílica de São Pedro. Depois disto, a urna segue para a Basílica de Santa Maria Maior, onde será realizada a cerimônia de sepultamento. Falecimento Francisco morreu na madrugada da última segunda-feira (21/4), aos 88 anos. O funeral foi marcado para este sábado (26/4), às 10h no horário de Roma (5h em Brasília). O santo padre se recuperava de uma pneumonia que afetou os dois pulmões, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e coma e colapso cardiocirculatório irreversível.
Ruivinha de Marte denuncia uso indevido de sua imagem por I.A. em conteúdo adulto
A influenciadora amazonense Ruivinha de Marte, conhecida por seu carisma e conteúdo descontraído nas redes sociais, está enfrentando uma batalha contra o uso indevido de sua imagem em conteúdos pornográficos falsos. Em nota publicada nesta quinta-feira (24), ela denunciou a manipulação de suas fotos por meio de inteligência artificial (IA) para criar materiais eróticos divulgados em plataformas como OnlyFans e Privacy, sem sua autorização. Segundo Ruivinha, as imagens manipuladas são extraídas de suas redes sociais ou outros meios públicos e alteradas digitalmente para simular situações que ela jamais produziu ou consentiu. Uma das publicações denunciadas exibe uma foto borrada acompanhada da legenda: “mais de 200 vídeos da Ruivinha de Marte do jeitinho que você gosta, acesse abaixo antes que saia do ar”, com links direcionando para plataformas pagas. “Eu NÃO possuo conta em nenhuma plataforma pornográfica. Todo e qualquer conteúdo desse tipo associado ao meu nome ou imagem é falso e criminoso”, afirmou a influenciadora em sua nota de repúdio. Ruivinha de Marte destacou a gravidade do caso, classificando a prática como uma forma de violência digital. “Peço encarecidamente que não assinem, não compartilhem e denunciem sempre que encontrarem esse tipo de material. Isso é uma forma grave de violência digital, que precisa ser combatida com firmeza”, declarou. Ela também alertou os seguidores para que não interajam com perfis ou sites fraudulentos que utilizem seu nome e imagem, reforçando a importância de denunciar essas publicações. A influenciadora informou que já tomou medidas legais para combater o crime. Ela registrou um boletim de ocorrência, entrou com uma ação judicial contra os responsáveis e solicitou a remoção imediata dos conteúdos falsos das plataformas e redes sociais onde foram veiculados. “Não vou permitir que minha imagem seja usada desta maneira! Confio na justiça e jamais venderia esse tipo de conteúdo”, enfatizou Ruivinha, reforçando sua indignação e confiança no sistema judiciário. O caso de Ruivinha de Marte levanta um alerta sobre os perigos do uso indevido de inteligência artificial para criar deepfakes e outros conteúdos falsos, uma prática que tem vitimado diversas personalidades públicas. A influenciadora pediu o apoio de seus seguidores para combater a disseminação dessas fraudes e reforçou a importância de proteger a própria imagem na internet. “Alerto a todos que qualquer site, perfil ou plataforma que utilize meu nome e imagem para tais fins está agindo de forma fraudulenta. Apenas denunciem!”, finalizou.
Motoqueiro flagra onças-pintadas caminhando em estrada de Parintins
Duas onça-pintada surpreenderam moradores ao aparecerem em plena estrada da Vila Amazônia, em Parintins (AM), no início desta semana. O flagrante, registrado em vídeo e rapidamente compartilhado em grupos de WhatsApp da região, mostra uma das onças com coloração preta — característica conhecida como melanismo, uma variação genética natural dentro da própria espécie. As imagens mostram o momento em que a onça-preta emerge da mata e caminha livremente pela estrada de terra. Logo atrás, surge outro felino, ainda maior, seguindo-a em silêncio. Ambos observam atentamente os ocupantes de uma moto que trafegava na via e, após uma breve pausa, retornam calmamente à floresta. No entanto, no fim do vídeo, os animais voltam a aparecer na estrada, o que aumentou a tensão dos moradores locais. Segundo relatos, o motorista e o passageiro da moto, que seguiam rumo aos lotes do Projeto de Assentamento da Vila Amazônia, administrado pelo Governo Federal, preferiram recuar e adiar o trajeto. Presença crescente e alerta ambiental O caso reacende a discussão sobre o avanço do homem sobre áreas de floresta e o consequente impacto sobre a vida selvagem. Em publicação no Instagram, o superintendente do IBAMA no Amazonas, Joel Araújo, comentou o avistamento e fez um alerta. “Esses animais estão, cada vez mais, perdendo seu espaço vital e, por isso, buscam outras áreas para se alimentarem. Precisamos preservar as nossas florestas para salvar as onças e toda a fauna”, destacou. A presença de onças-pintadas, incluindo variantes melanísticas, é considerada um indicativo da boa saúde do ecossistema. No entanto, quando esses animais começam a aparecer com frequência em áreas de tráfego humano, especialistas enxergam um sinal claro de desequilíbrio ambiental.
Onça que devorou caseiro está em estado crítico, diz boletim médico
A onça-pintada responsável pela morte do caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, em Mato Grosso do Sul (MS), foi capturada na quinta-feira (24), três dias após o ataque fatal ocorrido na última segunda-feira (21). O felino, que foi encontrado debilitado, foi levado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS), onde está recebendo cuidados médicos e exames detalhados. No centro especializado, a onça-pintada passou por uma série de procedimentos de saúde, incluindo coleta de sangue e fezes para análise, além de exames de imagem. Os primeiros exames indicam que o animal pesa 94 quilos, o que é 26 quilos abaixo do peso ideal para sua espécie. De acordo com o professor e pesquisador Gediendson Araújo, especialista em animais de grande porte da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a saúde debilitada da onça chamou atenção. “Como é um caso muito atípico, a partir da avaliação clínica e de sanidade, vamos investigar qual doença ela pode ter, porque não é normal um animal desse porte estar tão magro. Isso pode estar relacionado ao comportamento observado no ataque”, explicou Araújo. Exames revelam estado crítico O primeiro boletim médico da onça revelou que o felino apresenta um quadro grave de desidratação severa, deficiência hepática e mau funcionamento dos rins. Com os órgãos comprometidos, a principal prioridade da equipe veterinária tem sido hidratar o animal e estabilizar seu estado, considerado crítico. O secretário executivo de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, detalhou em entrevista à CNN que a onça está sendo medicada e hidratada por soro. Uma equipe médica especializada está monitorando a saúde do animal com plantões de 24 horas. “Estamos fazendo todo o possível para estabilizar o quadro da onça. O estado debilitado dela nos surpreendeu e pode nos ajudar a entender melhor as razões do ataque”, afirmou Falcette. Plano de recuperação e reabilitação Após estabilizado, o animal passará por uma dieta balanceada que visa sua recuperação e ganho de peso. A expectativa é de que, após os exames finais, o felino seja transferido para um recinto definitivo ou provisório. No entanto, o CRAS ainda aguarda resultados de exames complementares que ajudarão a definir os próximos passos para a recuperação da onça e, eventualmente, seu retorno à natureza. O caso tem gerado grande repercussão na região e levantado questionamentos sobre o comportamento de animais selvagens em áreas de proximidade com humanos. O tratamento e a reabilitação da onça-pintada são fundamentais não apenas para a preservação do animal, mas também para garantir a segurança das comunidades locais.


