Nos próximos dias, cardeais com menos de 80 anos se reunirão no Vaticano para eleger o sucessor do Papa Francisco. O processo, envolto em segredo, ocorre poucos meses após uma eleição papal ficcional ganhar tratamento hollywoodiano no drama “Conclave”, de Edward Berger. O título do filme vem da conferência secreta em que cardeais da Igreja Católica escolhem o próximo líder da instituição. Com uma bilheteria global de US$ 115 milhões, o filme oferece um raro vislumbre de um processo que, na vida real, ocorre sob rigorosas medidas de segurança para garantir a confidencialidade. A produção foi “bastante precisa, exceto em algumas coisas”, segundo Kurt Martens, professor de direito canônico na Universidade Católica da América. “Conclave” foi amplamente celebrado e conquistou os principais prêmios do sindicado dos roteiristas dos Estados Unidos, da academia de cinema do Reino Unido e o Oscar de melhor roteiro adaptado. A seguir, confira o que acontece no filme (atenção: pequenos spoilers) — e o que especialistas em assuntos papais afirmam ser verídico. Sobre o que é o filme ‘Conclave’? O filme começa com a morte de um pontífice fictício e segue o processo dramático de uma eleição papel. Ralph Fiennes interpreta o cardeal Thomas Lawrence, decano do Colégio de Cardeais. Os personagens de Stanley Tucci, John Lithgow, Lucian Msamati e Sergio Castellitto aparecem como candidatos de peso ao papado. O longa acompanha os cardeais ao longo de diversas sessões de votação, refeições em um refeitório comum e nos aposentos do palácio papal onde ficam reclusos. Embora muitos especialistas tenham elogiado o filme como uma das representações mais fiéis de um conclave, Piotr Kosicki, professor associado de história na Universidade de Maryland, faz uma ressalva: “em certo nível, pouquíssimas pessoas fora do Colégio de Cardeais podem realmente falar com propriedade sobre o que acontece a portas fechadas”. Que rituais e processos de votação são mostrados? Muitos dos rituais retratados — as orações, a queima das cédulas, uma agulha costurando os votos — são “mais ou menos corretos”, segundo Kosicki. Durante a votação, cada cardeal escreve o nome de um candidato em uma cédula retangular. Os votos são lidos em voz alta, um por um, e cada cédula é perfurada por uma agulha antes de ser queimada. Se não houver um consenso de dois terços, a fumaça que sai da chaminé da Capela Sistina é preta. São permitidas quatro rodadas de votação por dia. Quando um papa é escolhido por maioria de dois terços, a fumaça que sai da chaminé torna-se branca. No filme, alguns rituais são realizados em inglês e espanhol. Na realidade, “as orações no Vaticano são em italiano ou latim, ponto final”, afirma Kosicki. A política nos bastidores é realmente tão feroz? Embora seja difícil afirmar com precisão o que se passa dentro de um conclave, a eleição de um papa se assemelha à escolha de um chefe de Estado, explica Massimo Faggioli, professor de história na Universidade de Villanova. As articulações ganham força logo após a morte do papa, durante o período que é chamado de “sede vacante”. Alguns cardeais concedem entrevistas à imprensa para ganhar visibilidade ou impulsionar aliados. Há encontros formais e informais, e também congregações gerais, em que todos os cardeais discutem o estado da Igreja e possíveis sucessores. “Desta vez, acho que será um conclave aberto, ou seja, sem um sucessor natural ou um cardeal que seja claramente o favorito”, diz Faggioli. É comum haver várias rodadas sem uma decisão? A palavra conclave deriva dos termos latinos “com” (juntos) e “clavis” (chave), e o processo foi instituído na Alta Idade Média para garantir a escolha rápida de um novo papa. Os cardeais fazem um juramento de sigilo e não podem deixar a área do conclave até que o novo papa seja eleito — salvo raríssimas exceções. No filme, o papa é escolhido ao longo de três dias e sete votações dramáticas. Nos últimos dois séculos, porém, os conclaves não costumam durar mais do que quatro dias, afirma Faggioli. O Papa Bento XVI foi eleito em dois dias, em 2005 — o mesmo aconteceu com o Papa Francisco, em 2013. “Todos preferem quando o processo é rápido, porque simboliza unidade”, comenta Kosicki. “E envia uma mensagem forte ao mundo exterior — aos 1,4 bilhão de católicos.”
Conclave, catafalco, rogito, camerlengo: os significados dos termos nos ritos após a morte do Papa
O termo “conclave”, ao menos, está em alta, muito por influência do filme homônimo do diretor Edward Berger, lançado no Brasil neste ano, que teve oito indicações ao Oscar, conquistando a estatueta na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Outras muitas denominações que soam desconhecidas, no entanto, também aparecem neste período de escolha de um novo Papa. Confira um glossário com os principais termos usados tanto durante o processo de sucessão como relacionados ao funeral: Conclave: reunião dos cardeais eleitores da Igreja Católica que escolhe o próximo Papa. Deve iniciar-se de 15 a 20 dias após a morte ou renúncia do Pontífice, a fim de esperar a chegada de todos os cardeais participantes. Sé vacante: período declarado pela Igreja Católica após a morte do Papa, em que passa a ter uma espécie de governo temporário. Cardeal camerlengo: o funcionário da câmara do soberano, sendo o cardeal encarregado do protocolo do conclave. Na morte do Papa Francisco, Kevin Joseph Farrell assumiu o posto. Cardeais eleitores: os cardeais que votam e podem ser votados (não podendo votar em si) para ser escolhido o novo Papa. Cardeais escrutinadores: verificam e contam os votos dos cardeais, além de queimarem as cédulas de votação no forno. São três escolhidos para essa função. Cardeais revisores: fiscalizam o trabalho dos escrutinadores. São três escolhidos para essa função. Cardeais infamariis: recolhem os votos dos cardeais doentes ou com dificuldade de locomoção. São três escolhidos para essa função. Pro Eligendo Papa: missa que marca o início do processo eleitoral, realizada na manhã do primeiro dia do conclave numa grande solenidade na Basílica de São Pedro. Extra omnes: ordem dada pelo camerlengo que significa “todos fora”, dita após os cardeais jurarem obedecer às normas do conclave. Com a saída, as portas da Capela Sistina, onde ficaram reunidos, são fechadas. Eligo in Summum Pontificem: a frase — que significa “Elejo como sumo pontífice” — está escrita na cédula distribuída aos cardeais eleitores, em que deve ser escrito o nome do candidato de cada um, que deve ter uma letra clara, impessoal e não pode ser um voto em si próprio. Novendiali (novenário): os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido, com início a partir da Missa das Exéquias, uma missa de corpo presente na Praça de São Pedro. Catafalco: plataforma elevada e decorada na Basílica de São Pedro onde o caixão com o corpo do Pontífice morto fica. O Papa Francisco dispensou esta prática. Férula papal: bastão do Papa que comumente é colocado ao lado do caixão. Francisco também dispensou esta prática. Rogito: uma ata em latim que relata os principais atos da vida de Francisco. Círio Pascal: vela branca que representa a Luz de Cristo e será colocada próxima ao caixão do Papa durante o funeral na Basílica de São Pedro. Rito de inumação: o cardeal camerlengo presidirá este rito na Basílica de Santa Maria Maggiore, em que o corpo do Papa Francisco será colocado em sua sepultura. Salve Regina: oração de Salve Rainha cantada em latim, a ser entoada pelos presentes após o rito de inumação. Franciscus: a pedido do Papa Francisco, que simplificou as honras fúnebres, seu túmulo terá esta única inscrição, seu nome papal em latim.
Passo a passo do funeral do Papa Francisco no sábado
Os ritos começaram ainda na segunda-feira, logo após a morte do Pontífice. A primeira etapa prevista no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis, guia cerimonial dos rituais, de constatação da morte (Constatazione della morte), ocorreu nas dependências da capela da Casa Santa Marta, onde o Papa residia. O corpo foi vestido com uma casula vermelha e mitra branca, segurando um rosário nas mãos, e depositado em um único caixão de madeira e zinco. Francisco permanecerá na capela da Casa Santa Marta até a quarta-feira, às 09h (04h de Brasília), quando o caixão do Pontífice será trasladado fechado, em procissão para a Basílica de São Pedro (Traslazione della salma del Sommo Pontefice nella Basilica Vaticana). De acordo com informações divulgadas pelo Vaticano, o trajeto percorrerá a Praça Santa Marta, Praça dos Protomártires Romanos e Arco dos Sinos, até chegar à Praça de São Pedro. O caixão do pontífice entrará na Basílica do Vaticano pela porta central. Quem preside o rito é o cardeal camerlengo, Kevin Joseph Farrell, que primeiro borrifará água benta no Papa morto com um esperge e, em seguida, iniciará a procissão. Durante o caminho, serão recitados diversos salmos e cânticos. O Pontífice será levado para o interior da Basílica de São Pedro, e no trajeto será declamada a Ladainha de todos os santos com o canto gregoriano em latim. O corpo será colocado em frente ao altar de confissão. O camerlengo irá aspergir água benta mais uma vez no corpo e o incensará na sequência, enquanto todos os presentes cantarão o Responsório “Subvenite Sancti Dei”. O traslado é concluído. O caixão permanecerá sem a tampa até a noite anterior do funeral para que os fiéis possam se aproximar do Pontífice e fazer suas orações. Foi abandonada a prática de colocar o corpo sobre um catafalco, plataforma elevada e decorada. Nem a férula papal, que é o bastão do Papa, será colocada ao lado do caixão. A cerimônia seguirá, e o Mestre das Celebrações Litúrgicas dos Pontífices, Diego Ravelli, lerá o rogito, uma ata em latim que relata os principais atos da vida de Francisco. Em seguida, será estendido um véu de seda branca sobre o rosto do Papa que será aspergido com água benta pela terceira vez. No caixão, serão colocados um saco com as medalhas cunhadas durante o pontificado e um tubo com o rogito. A Basílica de São Pedro ficará aberta para a visitação pública até o sábado, período em que serão realizadas orações e celebrações litúrgicas durante a passagem dos fiéis. No sábado, será celebrada a Missa das Exéquias, uma missa de corpo presente na Praça de São Pedro. O ato litúrgico será presidido pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio de Cardeais, e concelebrada por patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos e padres de todo o mundo. O momento marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido. Durante a celebração religiosa, estarão presentes na praça os integrantes das igrejas, os chefes de Estado, as delegações de governos e os fiéis. Não ocorrerá o rito de fechamento do caixão no interior da Basílica, feito quando o caixão de exposição em madeira cipreste era envolto pelo de chumbo e pelo de carvalho — esse rito foi suprimido. O caixão fechado do Papa será transportado por 12 carregadores e sairá da Basílica pelo portão central. O caixão será depositado na frente da escadaria da Basílica sobre um tapete — ali, esperam-se mais de 300 mil fiéis na Praça de São Pedro. Sobre o ataúde será posto um evangelho aberto. A missa de exéquias se iniciará e tem-se a súplica da Igreja de Roma, presidida pelo cardeal vigário, e a súplica das Igrejas Orientais, presidida por um Patriarca Oriental, último rito de encomendação e despedida do Papa. Ao terminar da missa, se iniciará a terceira estação, composta por dois momentos: Procissão ou Traslado ao local da sepultura (Processione) e Sepultamento (Tumulazione della salma del Sommo Pontefice defunto). Ao contrário da maioria dos Papas que foram sepultados sob a Basílica de São Pedro, nas criptas, o Papa Francisco pediu para ser levado para a Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, para ser enterrado. A Santa Maria Maggiore é a primeira igreja no Ocidente dedicada à devoção da Virgem Maria. Francisco visitava essa igreja com frequência quando era cardeal. Depois, como Papa, rezava na Basílica antes e depois de qualquer viagem internacional. Na Basílica de Santa Maria Maggiore, o cardeal camerlengo presidirá o rito de inumação que consiste na colocação do Papa Francisco em sua sepultura. Foi eliminada a deposição e o fechamento do caixão. Os presentes cantarão o Salve Regina (oração da Salve Rainha cantada em latim) e o Pontífice será sepultado. O túmulo permanece em local acessível ao público para visitas e orações. A pedido de Francisco, que simplificou as honras fúnebres, seu túmulo terá uma única inscrição: “Franciscus”, seu nome papal em latim.
Justiça nega habeas corpus e mantém prisão preventiva de advogado João Neto que agrediu mulher em AL
A Justiça de Alagoas negou o pedido de habeas corpus do influenciador digital e advogado João Neto, de 47 anos, que foi preso em flagrante na segunda-feira (14) por lesão corporal contra a companheira em Maceió. Agressão filmada João Neto foi flagrado pelas câmeras de segurança do prédio onde mora quando agredia a companheira, de 25 anos. A vítima saiu do apartamento com o queixo sangrando. A mulher relatou, em depoimento, que já havia sido agredida outras vezes. Segundo o g1, ela contou sobre episódios nos quais foi enforcada, chutada e empurrada. Após a prisão, a presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil, Daniela Borges, classificou o caso como “extremamente grave” e anunciou providências. Apesar de ter sido preso em Alagoas, Neto possui inscrição originária na OAB da Bahia. “Os fatos relatados são extremamente graves e a OAB-BA rechaça toda e qualquer forma de violência contra a mulher. Além de crime, a violência contra a mulher também se caracteriza como infração ético-disciplinar”, afirmou a presidente, por meio das redes sociais. A OAB-BA acrescentou que o caso foi encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina da seccional baiana e que acompanha os desdobramentos na investigação aberta pela OAB de Alagoas. Em nota assinada pelo presidente Vagner Paes Cavalcanti Filho, a OAB alagoana afirmou que “não tolerará quaisquer desvios de conduta, sobretudo aqueles que tratem de violência contra as mulheres e que atentem contra os preceitos que regem o exercício da advocacia”. Quem é João Neto Natural de Salvador, ele é conhecido nas redes por sua abordagem descontraída e polêmica sobre o Direito Penal, dando dicas para quem enfrenta problemas na Justiça. Antes de virar advogado, João Neto foi comerciante e Policial Militar. Atualmente, ele acumula mais de dois milhões de seguidores no Instagram, onde sugere alternativas para que seus seguidores possam se livrar de problemas judicias. Neto é conhecido pelo bordão “no coco e no relógio”. Polêmicas nas redes Em vídeo postado na rede social, ele dá conselhos a quem tenha, por exemplo, matado um ladrão com uma arma sem registro. “Ah, doutor, mas não tem registro. Beleza, diz que a arma é dele. Bota a mão dele na sua arma e imputa a arma para ele”, afirma. Durante uma participação em um podcast no ano passado, João Neto contou ter matado 28 pessoas quando era policial na Bahia. Segundo ele, todos os casos foram legítima defesa. “Matei 28 na Bahia e aqui [Alagoas] eu matei quatro”, relatou o advogado. Em seguida, ele lembrou uma das situações e apontou que “deu no coco” do criminoso. “Está aí para responder e eu não tenho medo não. Eu não quero responder como bandido, mas porque matei um safado…. Eu mato dez”, destacou Neto. Em entrevista a outro podcast, no início deste mês, Neto disse haver uma situação em que se justifica agredir uma mulher. Para ele, isso pode acontecer caso o homem seja agredido primeiro. — Para mim só tem um motivo para homem bater na mulher, só tem um — disse Neto. Ele é interrompido pelas risadas do apresentador do RedCast. Em seguida, prossegue: — Claro que tem. Não tem corte não, pode deixar mesmo. Pode botar o corte e eu falo: o motivo que o ‘doutor’ acredita que pode bater em mulher. Tem um motivo: se ela lhe bater. Porque quem não quer apanhar não bate. Se a mulher sabe que não aguenta com você, ela vai dar um tapa na sua cara para quê? Se ela deu um tapa na sua cara, ela está querendo tomar outro. Então é aquela questão — afirmou o influenciador. — Bateu, levou — completa o entrevistador — Exatamente. Você é Jesus Cristo para tomar um tapa na cara e dar o outro lado? — finaliza o advogado. Defesa de Marçal O advogado criminalista se uniu, em agosto do ano passado, ao então candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), para tentar driblar a decisão da Justiça Eleitoral que determinou a retirada das contas do ex-coach na internet. Em vídeo publicado à época, o advogado aparecia tocando a campainha e sendo atendido por Marçal em sua residência, como se tivesse sido chamado para solucionar o problema. Logo depois, Neto repetia os bordões da campanha do candidato. Em outro vídeo, ele surgia ao fundo de uma live de Marçal e comentava sobre como driblar decisões da Justiça Eleitoral criando contas reservas. Neto defendia que o candidato estava sendo vítima de represálias. — Prego que se destaca toma martelada. Vocês estão com medo porque ele não quer ser prefeito para roubar nada de ninguém porque ele não precisa. Vocês que são corruptos, bandidos, aí quem está falando sou eu, Dr. João Neto, querem simplesmente limar ajudar a população. O intuito do Marçal é justamente ajudar a população, a cidade de São Paulo, acabar com a corrupção — dizia Neto.
Novo atlas destrincha a Amazônia com dados
Explicar os desafios que a Amazônia enfrenta hoje, dando conta de sua complexidade, não é uma tarefa fácil de ser cumprida por um único livro. Uma nova publicação produzida pela Fundação Heinrich Böll no Brasil, porém, teve sucesso nesse objetivo. O novo “Atlas da Amazônia Brasileira”, apesar do nome, não é uma encadernação de grandes mapas da região, apesar de possuir farto material visual. O livro é uma coletânea de 32 artigos escritos por 58 pesquisadores e autores que atuam no território e o explicam de forma didática, mas com grande riqueza de detalhes. Nos artigos mais introdutórios do livro, há texto resumindo conhecimento diversos: a história da ocupação da região contada pela arqueologia, a manutenção dos ecossistemas pelos sistemas de produção indígenas ancestrais e a importância de preservação da diversidade linguística da região como um arcabouço cultural que transcende a língua em si. No eixo de atualidades, os autores abordam temas como o impacto dos megaempreendimentos na região, a dinâmica de desigualdade criada por um modelo de agropecuária de commodities que avança sobre a mata e os desafios das cidades, que abrigam a maior parte da população amazônida e têm problemas graves ainda, como atraso no saneamento. Por fim, visão de futuro é delineada em textos que tratam de assuntos como as propostas controversas de compensação financeira para preservação da floresta como um modelo de negócio. Esse assunto é tratado dentro do contexto da COP30, que coloca a Amazônia como uma parte importante das soluções para a crise do clima, mas nem sempre com propostas consensuais. Atuando no Brasil desde 2000, a fundação Böll é uma organização ligada ao partido verde alemão (Die Grünen), que construiu uma relação forte com os brasileiros tendo ajudado a tornar a Alemanha uma doadora do Fundo Amazônia. O novo atlas é o sexto de uma série que a divisão brasileira da organização produziu depois de outros temas, como a poluição por plástico, a relação do agronegócio com o ambiente e a biodiversidade de insetos. Desta vez, há uma diferença: os editores optaram por construir o livro inteiramente com autores amazônidas ou habitantes na Amazônia. Na lista de nomes há tanto intelectuais da academia, como o biólogo americano Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônica (Inpa), quanto de comunidades indígenas, como a escritora Márcia Mura (Tanãmak). O conselho editorial inclui figuras emblemáticas da região, como a ativista socioambiental Ângela Mendes (filha do líder seringueiro Chico Mendes) e a geógrafa Aiala Colares. O livro, contudo, é mais do que um desfile de nomes qualificados (que aliás só aparecem listados discretamente no final da publicação). Com uma curadoria dedicada, o atlas se divide em três grandes eixos. Terra de alguém O primeiro é mais contextual, fazendo um perfil social, geográfico e histórico da região. O segundo é mais dedicado à conjuntura atual, onde se sobressaem assuntos como o desmatamento, o avanço do agronegócio e a extração mineral. Um terceiro eixo apontas caminhos de desenvolvimento, incluindo discussões sobre a crise do clima e a perspectiva de futuro para a juventude amazônida. A obra tem artigos que ajudam os forasteiros a entenderem problemas um tanto peculiares da Amazônia, como a grilagem. O advogado Pedro Martins, da ONG Fase, explica como a colonização da Amazônia envolveu a fabricação de um caos fundiário baseado na ideia de que a região era “terra de ninguém”. O artigo que abre o livro, da geógrafa Amanda Michalski (Universidade Federal de Rondônia), mostra como muitos dos problemas da Amazônia hoje remontam à criação de fronteiras político-econômicas artificiais para levar a cabo projetos de desenvolvimento no passado. “Essas fronteiras rasgam o conjunto de ecossistemas que formam o bioma, causando danos socioambientais.”, escreve. Segundo os editores, um objetivo do livro é se tornar uma referência que possa servir de ponto de partida sobre diversos assuntos da região. Por isso, foi feito um trabalho pesado de revisão independente de toda a informação contida no atlas, incluindo os 80 infográficos que ele exibe. — Nós pensamos esse atlas um pouco para complexificar a imagem que tanto brasileiros quanto estrangeiros têm da região, porque existem ainda muitas preconcepções sobre a Amazônia. A ideia era ter um material que, pelas vozes de autores amazônicos, pudesse ter a desconstrução desses estereótipos — diz Marcelo Montenegro, coordenador de projetos na Fundação Heinrich Böll. Essa missão é perseguida, por um lado, com textos menos técnicos do que se costuma ver em artigos acadêmicos formais. Por outro lado, as 96 páginas do atlas abrigam uma quantidade maciça de dados, todos referenciados, embasando a narrativa. De olho na COP30 Bancado pelos editores, o livro sai com uma tiragem inicial de 2.000 exemplares, que podem ser solicitados gratuitamente pelo site da fundação no Brasil (br.boell.org). A edição eletrônica em formato PDF será colocada para download livre após o lançamento, que ocorre nesta quarta-feira (23) em Belém. Não foi à toa que a capital paraense foi escolhida para o lançamento da publicação. O que motivou a produção do livro, em grande medida, é o fato de que a cidade abriga neste ano a COP30, a conferência do clima da ONU. Na Amazônia, a crise climática é uma questão que envolve tudo o que ocorre no território do bioma, indo do desmatamento à prospecção de petróleo. Como maior fonte de CO2 no planeta por mudança de uso da terra, a floresta tem por outro lado modos de vida ameaçados pela mudança do clima. O novo atlas mostra que ocupantes da floresta se dividem, de modo às vezes sobreposto, entre vilões e vítimas do aquecimento global. Segundo Montenegro, foi com intenção de contribuir para a solução de questões complexas na região que a fundação decidiu lançar o livro em 2025. — Nós trabalhamos promovendo diálogos para a democracia e buscando contribuir para a garantia dos direitos humanos e da justiça socioambiental — afirma o pesquisador. — Esperamos que o Atlas possa estimular os debates públicos nessas áreas.
Dublês substituem Bella Campos e Cauã Reymond em cena de Vale Tudo
Nos bastidores das gravações do remake de Vale Tudo na manhã deste ultimo domingo de Páscoa (20/4), no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e descobriu com exclusividade que a tensão entre os atores Cauã Reymond (César) e Bella Campos (Maria de Fátima) já começa a impactar diretamente na produção da novela. Segundo apurou a repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, os dois atores estavam escalados para participar das cenas deste domingo, mas foram retirados de cena e substituídos por dublês. A decisão teria sido tomada após Bella Campos alegar que ainda está muito abalada emocionalmente por conta dos desentendimentos com Cauã, veterano e galã da trama. Veja as fotos Cauã Reymond e Bella Campos são substituídos por dublês em cenas de Vale Tudo após treta nos bastidores Bella Campos e Cauã Reymond em gravação externa de “Vale Tudo” Humberto Carrão em gravação externa de “Vale Tudo” Apenas os atores Humberto Carrão, que interpreta Afonso Roitman, e Bernardo Velasco, que dá vida ao personal trainer Igor, marcaram presença nas gravações deste fim de semana. Ainda de acordo com informações obtidas nos bastidores, há um movimento crescente nos bastidores para que Cauã e Bella sejam substituídos por dublês sempre que possível, como forma de evitar novos desgastes entre os artistas e preservar o andamento das gravações.
Rebeca Andrade conquista prêmio Laureus, o Oscar do Esporte, e se torna a primeira brasileira a ter o troféu
A ginasta brasileira Rebeca Andrade, de 24 anos, tornou-se a primeira atleta mulher do país a vencer o Prêmio Laureus, o Oscar do esporte, criado há 25 anos. Nesta segunda-feira (21), a paulista de Guarulhos foi laureada na categoria “Retorno do Ano”, disputada por outros cinco atletas indicados. A cerimônia de gala ocorreu no Palácio de Cibeles em Madri (Espanha). Antes de brilhar nos Jogos de Paris, quando faturou quatro medalhas olímpicas (ouro, duas pratas e um bronze), Rebeca Andrade foi sinônimo de superação longe dos holofotes: ela passou por três cirurgias para tratar lesões no ligamento anterior, que quase a fizeram desistir da carreira. “Eu me sinto muito feliz e honrada por receber meu primeiro Laureus. Estou orgulhosa, me sinto abençoada pela equipe que tenho e pela família que eu tenho. Eles acreditaram em mim mesmo quando eu não acreditava. Eu gostaria de fazer um agradecimento especial para uma pessoa que está aqui conosco essa noite, que foi uma peça importantíssimo para que o mundo me conhecesse não só como atleta, mas como pessoa também, que é a Aline [Wolff], minha psicóloga. Quero agradecer pelo trabalho, companheirismo, pelo cuidado durante meu período de lesões. Fico feliz de ser uma grande referência para as gerações que estão vindo e para pessoas em geral, de força, de mostrar que a gente pode alcançar os nossos objetivos, independentemente do lugar de onde a gente tenha vindo”, disse Rebeca ao receber o prêmio. Concorriam ao prêmio com a ginasta brasileira na categoria “Retorno do Ano” o nadador norte-americano Caeleb Dressel, a esquiadora suíça Lara Gut-Behami, o piloto espanhol de MotoGP Marc Márques, e o jogador indiano de críquete Rishabh Pant e a nadadora australiano Ariame Titmus. Maior medalhista olímpica do Brasil, com nove pódios, Rebeca Andrade foi o centro das atenções em Paris 2024 ao conquistar o ouro na prova de solo, competindo com a multicampeã norte-americana Simone Biles. Na ocasião, ao subir ao topo do pódio, a brasileira foi reverenciada tanto por Biles (prata) como por Jordan Chiles (bronze), também norte-americana. Rebeca encerrou Paris 2024 com outras três medalhas: duas pratas (individual geral e salto) e um bronze por equipes. O último brasileiro a ser contemplado com o Laureus na categoria Retorno do Ano foi Ronaldo Fenômeno, em 2003. O atacante também enfrentou cirurgias no joelho antes de ser campeão mundial de futebol (2002) com a seleção brasileira, no caso o pentacampeonato da amarelinha. Demais vencedores do Laureus 2025 Atleta Masculino do AnoArmand Duplantis (salto com vara – Suécia) Time do AnoReal Madrid (futebol – Espanha) Atleta Feminina do AnoSimone Biles (ginástica artística – EUA) Revelação do AnoLamine Yamal (futebol – Espanha) Retorno do AnoRebeca Andrade (ginástica artística – Brasil) Atleta do Ano com DeficiênciaJiang Yuyan (natação – China) Atleta do Ano em Esportes de AçãoTom Pidcock (ciclismo de montanha – Reino Unido) Prêmio Esporte para o BemKick4life (Lesoto) – usa o futebol para ajudar crianças e jovens em risco Homenagem pela Trajetória Profissional:Kelly Slater (surfe – EUA) Homenagem Ícone do EsporteRafael Nadal (tênis – Espanha)
Autoridades lamentam morte do Papa e Lula decreta luto
Autoridades do Brasil se manifestaram após a morte do Papa Francisco, que ocorreu nesta segunda-feira, 21, em Roma, um dia após as celebrações da Páscoa, onde o pontífice leu uma mensagem aos fiéis que lotaram a Praça São Pedro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de sete dias no País. Em sua mensagem, Lula disse que “a humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo”. “O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade, que são a base dos ensinamentos cristãos”, declarou. Para o presidente do Brasil, o religioso argentino buscou de forma incansável levar a mensagem ensinada na oração de São Francisco de Assis. O Papa era jesuíta, mas escolheu Francisco como seu nome de pontificado. “Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o argentino Jorge Bergoglio buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia. E a compreensão de que somos todos iguais, vivendo em uma mesma casa, o nosso planeta, que precisa urgentemente dos nossos cuidados”, afirmou. Lula também lembrou que Francisco trouxe ao Vaticano, com simplicidade, coragem e empatia, o tema das mudanças climáticas, criticando vigorosamente “os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças”. “Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas. E sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, ressaltou o presidente. Vários ministros do governo federal também publicaram homenagens ao Papa Francisco, em suas redes sociais, lembrando os pontos marcantes do pontificado de 12 anos em que ficou à frente da igreja de Roma. Aos 88 anos, Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, morreu às 7h35 (horário de Roma), segundo anunciado pelo Vaticano, que não divulgou a causa da morte. O Bispo de Roma ainda se recuperava de um quadro de pneumonia, que o deixou 37 dias internado no hospital, entre fevereiro e março deste ano. O pontífice deu a benção de Páscoa, neste domingo, aos fiéis que ocupavam a Praça São Pedro. “Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja”, anunciou o Vaticano, em comunicado. Congresso Nacional O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, lamentou a morte do pontífice e expressou a mais profunda administração e respeito pela vida e obra do Papa. “Como Presidente do Senado e do Congresso Nacional e, como judeu, expresso a minha mais profunda admiração e respeito pela vida e obra do Papa. Em 2019 tive a honra de assistir a uma missa celebrada pelo Papa Francisco, e essa experiência me deixou uma marca profunda. Sua presença, sua palavra e sua benção ficarão para sempre em minha memória”, escreveu. Para Alcolumbre, o Papa Francisco foi um líder espiritual de grande coragem, que pregou o respeito, o perdão e a caridade. “Sua luta e seu serviço aos mais necessitados em todos os cantos do planeta inspirou milhões de pessoas. Que sua herança espiritual permaneça como seu maior legado e que o amor que tanto pregou influencie o mundo a trabalhar pela justiça, pela paz e respeito entre os povos”, reiterou. O presidente da Câmara, Hugo Motta, também se manifestou em suas redes sociais e considera que poucos líderes foram tão marcantes para ele, como Jorge Mário Bergoglio, como era chamado Francisco antes de ser eleito Papa. “Papa Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino a ocupar o posto mais alto da Igreja. Porém, para mim, o que mais marcou sua passagem foram as transformações que ele promoveu. Francisco foi o símbolo do diálogo, do acolhimento, da compreensão e, principalmente, da inclusão. Foi o papa que abriu a Igreja e a colocou no século XXI. Um líder que ficará na história pela força dos seus gestos. Eu e minha família seguiremos em oração por este líder que foi símbolo de esperança e justiça. Sem dúvida um exemplo de vida e luta para todos nós”, afirmou Motta. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não emitiu nota oficial, mas o ministro Flávio Dino, que é católico e tem uma trajetória ligada à igreja, escreveu uma mensagem lembrando as palavras de Francisco, cuja frase se inicia com uma expressão em italiano: FRATELLI TUTTI. “Com poucas e simples palavras, explicou o essencial duma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita”, escreveu Dino. Governador do Amazonas O governador Wilson Lima também usou as redes sociais para publicar uma mensagem sobre a morte do Papa. “Lamento profundamente a morte do Papa Francisco, que teve sua vida marcada pela atenção aos pobres e pela luta por justiça social. Descanse em paz, papa! Que Deus o receba com glórias”, escreveu. Francisco e Amazônia A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou uma série de mensagens em sua página oficial na internet lembrando o legado do pontificado de Francisco e ressalta como o Papa sentia o sofrimento dos Povos da Amazônia. “Provavelmente, nunca os povos originários amazônicos estiveram tão ameaçados nos seus territórios como estão agora”. Essa frase do Papa manifestava sua preocupação com a vida dos povos indígenas, durante o encontro que reuniu mais de 3 mil pessoas em Puerto Maldonado, no Peru, em 18 de janeiro de 2018”. Lembra a mensagem da CNBB. O encontro, conforme a entidade da Igreja Católica no Brasil, “foi marcado por testemunhos e um longo discurso do Pontífice, em que o Papa manifestou a sua preocupação pela ameaça que os povos e o território da Amazônia estão sofrendo. O evento foi marcante no processo de realização do Sínodo para a Amazônia, ocorrido no ano seguinte, culminando com a exortação apostólica Querida Amazônia”. A CNBB também sublinha o olhar
Drones irão coletar lixo e entregar suprimentos para alpinistas no Everest
A startup Airlift Nepal, liderada por Raj Bikram, está usando drones para entregar suprimentos essenciais, como escadas, cordas e cilindros de oxigênio, e coletar lixo acumulado entre os acampamentos da montanha, segundo a emissora norte-americana CNN. A iniciativa começou em abril do ano passado, quando a startup recebeu dois drones doados pela empresa chinesa DJI, em uma parceria com o Comitê de Controle de Poluição de Sagarmatha (nome nepalês para o Everest). Na primeira operação de limpeza, um drone conseguiu transportar cerca de 500 kg de lixo do Acampamento Um para o Acampamento Base, a cerca de 6.000 metros de altitude, em uma ação de mais de 40 voos. Os sherpas, especialistas em navegação nas traiçoeiras cascatas de gelo da Geleira Khumbu, enfrentam riscos mortais. Dezenas perderam a vida nas últimas décadas. “Eles subiam e desciam a montanha várias vezes para traçar rotas e buscar equipamentos. Os drones podem mudar isso”, disse Mingma G Sherpa, da empresa de expedições Imagine Nepal, à CNN. Enquanto sherpas levam de seis a sete horas para percorrer os 2,9 km entre os acampamentos, um drone faz o trajeto em apenas seis minutos. Além de suprimentos, a tecnologia pode entregar medicamentos e auxiliar em operações de busca e salvamento, geolocalizando alpinistas perdidos. “Eles indicam as coordenadas por walkie-talkie, dizendo onde precisam de uma escada ou corda, e nós levamos o equipamento em minutos”, diz Milan Pandey, piloto de drones da Airlift. (Foto: Divulgação/Airlift Technology) Mas operar drones no Everest não é barato. Cada unidade custa US$ 70 mil (cerca de R$ 412 mil), e os gastos com combustível, mão de obra, acomodação e alimentação no Acampamento Base são altos. “Não há eletricidade, então precisamos de muito combustível para carregar as baterias”, explica Bikram. Atualmente, apenas um dos dois drones está em uso. O segundo atua como reserva. Apesar dos custos, a tecnologia é vista como uma evolução. Caroline Ogle, da Adventure Consultants, compara os drones a outras inovações, como previsões meteorológicas e telefones via satélite, que tornaram a escalada mais segura. “Isso protege os sherpas, que trabalham em altitudes extremas”, disse à CNN.
Abril Verde e a conscientização sobre a importância dos EPIs nas construções em Manaus
A campanha Abril Verde é uma iniciativa nacional que visa promover a cultura de segurança e saúde no trabalho em todo o país. Durante o mês de abril, ações de sensibilização e treinamento são realizadas em todo o Brasil para destacar a importância da segurança no trabalho e prevenir acidentes e doenças ocupacionais. Uma pesquisa realizada pelo Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho aponta que uma notificação de acidente de trabalho é feita a cada 51 segundos. Dados desse levantamento apontam que 1 óbito é notificado a cada 3 horas para trabalhadores com carteira assinada. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a construção civil é um dos setores com maior número de acidentes de trabalho no Brasil. Em 2022, foram registrados mais de 100.000 acidentes de trabalho na construção civil, resultando em 314 mortes. A importância do uso de EPIsOs Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são essenciais para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores nos canteiros de obras, e sua utilização é fundamental para prevenir acidentes e doenças ocupacionais. “A segurança no trabalho é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. O uso de EPIs é essencial para prevenir acidentes e doenças ocupacionais”, destacou Alessandro Gonçalves, sócio e diretor de Engenharia e Planejamento da Smart Empreendimentos. Dentre os benefícios do seu uso estão: Exemplos de EPIs Comuns em Canteiros de Obras: Referência em segurança no trabalhoA Smart Empreendimentos, empresa líder em construção e desenvolvimento de projetos imobiliários em Manaus, destaca-se por seu compromisso com a segurança e a saúde no trabalho. Em seus canteiros de obra, como os do Smart Tower Itapuranga e Smart Tower Mosaico, a empresa prioriza o uso de EPIs e implementa medidas rigorosas de segurança para garantir a integridade física e saúde de seus trabalhadores. “A segurança é nossa prioridade número um. Investimos em treinamento e equipamentos para garantir que nossos trabalhadores estejam protegidos e seguros em nossos canteiros de obra”, reforçou Alessandro Gonçalves. Sobre a Smart EmpreendimentosA Smart Empreendimentos é uma empresa que atua em mais de 10 estados do Brasil, tendo entregado mais de 22 mil lares, tendo como prioridade o bem-estar de seus colaboradores, parceiros e clientes. A empresa acredita que o lucro deve ser consequência de práticas que beneficiem todas as partes envolvidas, sempre focando na criação de um futuro melhor para as próximas gerações. Mais do que construir imóveis, a Smart constrói um ambiente de confiança e crescimento, buscando deixar um impacto duradouro tanto em suas comunidades locais quanto em uma possível atuação global.


