Não seria exagero ao dizer que Ryan Coogler opera um dos grandes musicais dos últimos anos em Pecadores. É impossível assistir à segunda metade do filme e não pensar em Amor, Sublime Amor, por exemplo. Se na história de Maria e Tony, o conflito entre as gangues é pautado pela questão dos imigrantes – e pela gentrificação, na versão de Spielberg -, o filme estrelado por Michael B. Jordan coloca humanos e vampiros em uma luta contra o apagamento histórico nos anos 1930, no Mississipi. Ambos são, com suas particularidades, tragédias em suas temáticas. Assim como fez em todos os seus trabalhos anteriores, Coogler aborda a a história pop com referências e significados que vão além do mainstream. Até hoje impressiona a forma como ele conseguiu atualizar a trama de Rocky com Creed, simplesmente mudando o foco dos bairros da Filadélfia. Pantera Negra é, ainda, um dos grandes sucessos de público e crítica da Marvel – vencedor de quatro Oscars – por injetar discursos sociais tanto no herói quanto no vilão e encher de usar referências culturais distintas ao longo da narrativa. Ambas as produções contam com um fator determinante para isso: a música do compositor sueco Ludwig Göransson. Em Pecadores, essa parceriadá um passo além. História do blues e a magia espiritual Em uma coletiva de imprensa que o Omelete participou em janeiro, o diretor de Pecadores afirmou que o filme é “sobre a música americana mais do que qualquer outra coisa”; e contou que ele e o Göransson fizeram o “Caminho do Blues”, no Mississipi, além de visitar a cidade natal de B.B. King. O início do filme, com cânticos gospel em uma igreja e músicos de rua na cidade onde Stack e Smoke (ambos Michael B. Jordan) retornam para abrir seu juke joint, são a comprovação dessa jornada. Os juke joint eram bares e espaços no limite das cidades, onde as pessoas negras podiam ir se divertir, dançar, apostar e beber clandestinamente durante a Lei Seca, que durou de 1920 até 1933. Eram espaços vistos como locais do pecado e do demônio pela sociedade religiosa cristã do estado, principalmente pelas mulheres que frequentavam as igrejas e viam os maridos indo curtir nesses ambientes. Quem tocava nesses bares? Os artistas de rua. Artistas esses que viajavam pelas cidades e tocavam nas ruas para tentar chamar a atenção dos donos dos juke joints, esperando um convite com mais dinheiro do que os centavos que ganhavam nas calçadas. Delta Slim, o músico de Delroy Lindo no filme é a encarnação dessas pessoas. Charley Patton, “pai” do Delta Blues, um subgênero da região do Mississipi, é visto como herói por Sammy (Miles Canton). Outro elemento que ocupa grande parte da história são os campos de algodão, e é de lá que parte uma “disputa” de onde o blues surgiu. Os religiosos dizem que ele nasceu na igreja, no gospel, mas outros apontam que foi na lavoura que o estilo musical tomou forma com os violões e a gaita. De lá, os artistas partiam para tentar a vida nas cidades, assim como acontece com Sammy. Nesse contexto há também uma das grandes histórias do blues: Robert Johnson, músico que era visto como um guitarrista/violeiro comum, para um ano depois voltar como um dos maiores de todos. A lenda diz que Johnson fez um acordo com o próprio diabo para conseguir todo o seu talento e a partir dali se tornou um dos maiores nomes do blues, mesmo tendo poucas músicas e vivendo apenas alguns anos depois do sucesso. Sammy segue estes mesmos passos. Essa lenda, inclusive, pode ser explicada através do hoodoo, uma tradição espiritual do folclore afro-americano baseada em magia e personificada no filme por Annie (Wunmi Mosaku). No hoodoo existem histórias sobre encruzilhadas, criaturas que oferecem conhecimentos e rituais que dariam mais controle aos agraciados. Em um ambiente como o Mississipi, cheio de violência e onde afro-americanos poderiam ser linchados e mortos a qualquer momento por supremacistas ou apoiadores da Ku-Klux-Klan, o hoodoo era uma e a ideia de poder e conforto para aqueles que o seguiam. Com essa ideia, Coogler criou o momento mais incrível de Pecadores. Quando Sammy se apresenta pela primeira vez no juke dos irmãos Stack e Smoke, a música carrega os presentes em uma viagem que transcende o espaço e o tempo, juntando “passado, presente e futuro” em um só momento. Usando um plano-sequência, Coogler passeia no meio de diversas figuras que comandam aquele transe da música, apresentando um guitarrista no melhor estilo de Prince ou Lenny Kravitz, junto com um DJ, figuras com vestimentas tradicionais de religiões de matizes africanas, tribais, chinesa – acompanhando o casal imigrante do país na história -, funk, soul, hip hop, Go-Go, tudo em um só lugar e em um só momento. Isso, claro, chama a atenção dos vampiros da história. Esse poder de união logo se torna alvo de Remmick (Jack O’Connell) e sua gangue, em uma referência sobre o apagamento histórico da cultura afro-americana. Esquecimento financiado pelo estado e resiliência da arte Essas críticas até hoje se estendem, por exemplo, ao título de “Rei do Rock” para Elvis, sendo que ele seguiu influências da igreja e de outros artistas da comunidade afro-americana do Mississipi e do rock. A história dos EUA mostra que sempre existiu um movimento para esquecer os grandes expoentes da cultura negra no país, liderado por autoridades como o FBI na figura de seu diretor por 38 anos, J. Edgar Hoover. De líderes como Martin Luther King, Malcolm X e Medgar Evers e vozes como Sam Cooke, todos assassinados, até outros artistas que foram “substituídos” por algum outro branco, esse processo foi amplamente financiado por setores do governo, que até hoje são acusados de continuá-lo. Isso nos leva direto ao final do filme. Após a luta contra essas criaturas e uma possível salvação de Sammy pelo pai na igreja, a cena pós-créditos de Pecadores nos coloca 60 anos depois, já na década de 1990, com o músico agora tocando em seu próprio bar de blues, em Chicago. Quem vive Sammy nessa parte da história – e uma das maiores surpresas do filme – é ninguém mais, ninguém menos que Buddy Guy, um dos maiores nomes da história do blues. Assim como Sammy, Robert Johnson e tantos outros, a história deles
Veja os 24 bares participantes do ‘Comida di Buteco de 2025’ em Manaus
Petisco é um dos requisitos avaliados pelos jurados, que também julgam atendimento, higiene e temperatura da bebida. — Foto: Divulgação A edição de 2025 do concurso Comida di Buteco, que teve início no dia 11 de abril, segue até 4 de maio de forma simultânea em todo o Brasil, traz como tema “Paixão Pelo Buteco”. O concurso contará com a participação de butecos de todo o país, sendo 24 estabelecimetnos em Manaus. Veja abaixo a lista dos estabelecimentos participantes. Os requisitos de avaliação são divididos em quatro categorias: petisco, atendimento, higiene e temperatura da bebida. Os campeões de cada um dos doze estados concorrentes, mais o Distrito Federal, se classificam para a etapa nacional. Os locais serão visitados por jurados que avaliarão os mesmos quatro critérios. Após a avaliação, é feito a escolha do melhor buteco do Brasil. Veja os botecos participantes em Manaus:
Como é a vida no ‘Parque das Tribos’, maior conglomerado indígena não aldeado do Brasil
Em meio ao contexto urbano de Manaus, o Parque das Tribos resiste como um símbolo de preservação cultural. Localizada na Zona Oeste, a comunidade reúne cerca de 35 etnias que enfrentam os desafios de manter vivas as tradições indígenas. Mesmo em meio a agitação da cidade, costumes, ritos e idiomas são passados de geração em geração como forma de valorização da própria identidade. Fundado em abril de 2014, o Parque das Tribos começou como uma ocupação organizada por diferentes indígenas, que hoje abriga 5 mil pessoas de 860 famílias, provenientes de diversas etnias da Amazônia e de outros estados do Brasil, como Roraima, Pará e Acre. Um dos líderes do local, o cacique Ismael Munduruku, explicou que a comunidade não foi criada por uma única pessoa, mas sim por várias lideranças, que se mobilizaram para ocupar a área de 37 hectares. “Nós temos outras comunidades indígenas dentro de Manaus, no entorno também, mas nós queríamos uma maior, uma que pudesse realmente se tornar um bairro, se tornar uma referência, onde a gente pudesse construir projetos, constituir família, criar raízes”, enfatizou Ismael Munduruku. A diversidade étnica é uma das principais caracterísitcas do Parque das Tribos. Entre as etnias que vivem na comunidade há os Munduruku, Sateré-Mawé, Tikuna, Tucano, Baniwa, Tarianos, Dessanos, Curripaco, Wanano, Mura, Cambeba e Marubo. Para os moradores, a preservação da cultura é um modo de vida. “Nós praticamos a nossa cultura aqui da mesma foram que fazíamos no interior, de onde viemos”, disse o cacique Ismael Munduruku. Uma das bases dessa preservação é o ensino dos dialetos nativos. Cada povo mantém o idioma dos ancestrais, que são repassados para as novas gerações. Eliza Sateré, também liderança local, explica que esses ensinamentos acontecem no cotidiano familiar. “Quando vamos pedir algo, como comida ou água, falamos na nossa língua. Em público, também usamos o nosso idioma para nos comunicarmos com nossos filhos de uma forma que os outros não saibam”, conta. A culinária tradicional é outro elemento que ajuda na preservação cultural no Parque das Tribos. Pratos típicos, como a quinhapira, apelidada de “comida dos deuses”, são parte essencial das refeições. “Eu gosto de comer quinhapira, que é como se fosse uma caldeirada. O acompanhamento é beiju [tipo de tapioca], que eu faço, e bastante pimenta”, enfatizou Helena do Carmem, da etnia Tariano. Alguns disseram que preferem saborear o prato típico com a crocância da formiga saúva. A coleta dos insetos, conhecidas também como “tanajura”, é uma prática que se intensifica a partir de setembro. Os moradores contaram que vasculham os formigueiros e assim que conseguem capturar o inseto os colocam em garrafas PET. Eles explicam que a formiga é rica em gordura natural e, misturada com farinha, a iguaria já pode ser saboreada. Além da gastronomia, as tradições culturais são expressas em celebrações como a “Dança dos Mascarados” e as festas de santos, que unem a comunidade em momentos de devoção e alegria. “Cada evento que a gente faz dentro da comunidade, a gente procura reunir as lideranças, procura reunir a maior quantidade de ‘parentes’ que moram aqui, porque a cultura é bem diversificada. É uma mais linda que a outra. Então é um aprendendo com o outro e sempre um respeitando a cultura do outro. E essa convivência, essa união com eles nos fortalece cada vez mais”, afirmou Eliza Sateré. A Maloca, construída em meio a comunidade, desempenha um papel central na preservação das tradições e funciona como um coração que pulsa a cultura dos povos nativos. Ismael Munduruku conta que é no espaço que ocorre os principais eventos sociais, políticos e religiosos do Parque das Tribos. Lá, os diferentes povos indígenas, que vivem na comunidade, celebram as datas comemorativas, como o Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o Dia Internacional dos Povos Indígenas, em 9 de agosto. Desafios Apesar da comunidade ter acesso a água encanada e ter um uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atendimento da população local e bairros adjacentes, o Parque das Tribos ainda enfrenta desafios na infraestutura, como educação, transporte e saneamento. Na educação, Ismael Munduruku destaca a falta de uma escola que oferte o ensino médio. Outro desafio é a oferta escassa de linhas de transporte público que circulem pela região. Ismael diz ainda que toda comunidade deseja oportunidades iguais para seus moradores e sonha com um local que, além de ser um símbolo da cultura indígena, também seja reconhecido como um lugar de conhecimento e desenvolvimento. “Nós não queremos nenhum privilégio, só queremos ser medidos da mesma forma que o restante do nosso país. Queremos ter as mesmas oportunidades e queremos dar às pessoas daqui essa mesma oportunidade”, finalizou.
Putin anuncia cessar-fogo temporário durante a Páscoa com a Ucrânia
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou um cessar-fogo temporário por ocasião da Páscoa ortodoxa, suspendendo todas as operações militares russas das 18h deste sábado (19/4) até a meia-noite de domingo para segunda-feira (21/4). A decisão, segundo Putin, é motivada por “considerações humanitárias” e inclui a expectativa de que a Ucrânia siga o exemplo. No entanto, ele alertou que as tropas russas permanecerão preparadas para responder a “provocações” ou “ações agressivas” ucranianas. A resposta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi imediata e contundente. Ele rejeitou a proposta russa, acusando Putin de desrespeitar a Páscoa e a vida humana. “Às 17h15, drones de ataque russos foram detectados em nosso espaço aéreo. ‘Shaheds’ [drones iranianos] em nosso céu – essa é a verdadeira atitude de Putin”, declarou Zelensky, informando que as defesas aéreas ucranianas já estavam em ação. Ele confirmou que as operações militares de Kiev continuarão, especialmente nas regiões de Kursk e Belgorod, onde tropas ucranianas avançam para ampliar zonas de controle. O anúncio de Putin ocorre em meio a intensas pressões internacionais, lideradas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se posiciona como mediador para encerrar a guerra iniciada em 24 de fevereiro de 2022. O conflito, que já matou 12,3 mil civis nos dois países, motivou Trump a propor um cessar-fogo imediato de 30 dias, aceito integralmente pela Ucrânia. A Rússia, por sua vez, concordou parcialmente, comprometendo-se a suspender ataques contra infraestruturas energéticas e no Mar Negro, embora as negociações permaneçam frágeis. Na sexta-feira (11/4), Trump usou sua rede Truth Social para pressionar Putin, afirmando que “milhares morrem por semana em uma guerra terrível e sem sentido”. O líder russo, em conversas com o enviado de Trump, condicionou o cumprimento total do acordo à remoção de sanções ocidentais sobre exportações agrícolas russas, impostas pelos EUA e pela União Europeia. As interpretações sobre o cessar-fogo no Mar Negro geraram atritos imediatos. A Rússia vê a trégua como uma oportunidade para retomar um acordo de 2022, apoiado pela ONU, que lhe garantiria controle parcial sobre o transporte comercial marítimo. Já a Ucrânia rejeita qualquer retorno da marinha russa ao oeste do Mar Negro, essencial para suas exportações. Apenas um dia após o acordo inicial, ambos os lados trocaram acusações: Kiev relatou um ataque russo à cidade portuária de Mykolaiv, enquanto Moscou afirmou ter abatido dois drones ucranianos sobre o Mar Negro.
Impressionante: robôs correm meia maratona na China e assustam população
Se você é fã de Black Mirror, a popular série transmitida pela plataforma de streaming Netflix, provavelmente já está familiarizado com a (assustadora) facilidade com que a tecnologia pode invadir o nosso cotidiano. No entanto, o que aconteceu na meia maratona de Yizhuang, na China, não foi ficção. Pela primeira vez na história, robôs competiram contra humanos na capital chinesa, Pequim. Fabricantes como a DroidVP e a Noetix Robotics aproveitaram a ocasião para mostrar ao mundo o quanto suas máquinas estão evoluídas, em um percurso de 21 quilômetros. O resultado foi, no mínimo, curioso. Alguns desses robôs (usando até tênis de corrida, luvas e faixas de suor) foram acompanhados de perto por treinadores humanos — sendo que alguns precisaram de apoio contínuo durante o trajeto. O Tiangong Ultra, desenvolvido pelo Beijing Innovation Center of Human Robotics, foi o robô mais rápido, completando a prova em duas horas e quarenta minutos. Ainda assim, ficou bem longe do vencedor humano, que cruzou a linha de chegada em uma hora e dois minutos.
“O conhecimento ancestral é a última fronteira contra a destruição”, afirma Lula
Neste sábado, 19 de abril, o Brasil celebra o Dia dos Povos Indígenas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em sua conta no Instagram uma mensagem, também divulgada pelo Ministério dos Povos Indígenas, em que valoriza o conhecimento ancestral e reafirma a crença que o futuro não pode prescindir do passado. “Neste Dia dos Povos Indígenas, 19 de Abril, ressaltamos a importância de seus saberes e tecnologias milenares para a preservação da vida no planeta. Em um mundo que corre atrás do novo sem olhar para o passado, os povos indígenas nos lembram que o verdadeiro futuro é o que resistiu. O conhecimento ancestral é a última fronteira contra a destruição – e a nossa chance de mudar. Abril Indígena, um chamado para ouvir, aprender e mudar.” O Ministério dos Povos Indígenas faz um balanço das ações empreendidas pelo Governo Federal até aqui e aposta no protagonismo dos indígenas na cada vez mais próxima COP 30. Leia: Com a chegada do dia 19 de abril, dia dos Povos Indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas celebra a data direcionando esforços para aldear a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em novembro, no estado do Pará. Após mais de dois anos de aldeamento do Estado, com a instituição da pasta em 2023, o Ministério vem realizando uma série de articulações para a maior e melhor participação indígena da história das COPs. (Foto: Divulgação) Divulgada como a primeira COP realizada na floresta, a atual edição da Conferência é um palco estratégico para mostrar ao mundo os desafios de proteção do bioma amazônico e de seus povos, bem como questões envolvendo o meio ambiente em âmbito global. É necessário apostar na participação social, inclusão, diversidade e na criação de um ambiente para avançar em negociações ambiciosas, que consolidem o multilateralismo e apontem para implementações de ações a proteger o meio ambiente e o conjunto dos segmentos sociais impactados pelas mudanças climáticas. Mas antes de analisar o presente, precisamos retornar a exatos dez anos no passado. Assinado em 2015, durante a 21ª Conferência das Partes, a COP 21, a resolução do Acordo de Paris tinha como objetivo limitar o aumento da temperatura média e mantê-la em âmbito terrestre a 1,5ºC para que o planeta não sofresse mais desastres ambientais. O Acordo também estabeleceu metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e, quando foi proposto na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), o documento foi adotado por 196 países-membros. Infelizmente, nos últimos 12 meses, o mundo ultrapassou o 1,5ºC estabelecido como meta no Acordo de Paris. Isso se agrava na atual conjuntura geopolítica extremamente complexa, em que potências, mesmo cientes da emergência climática e de sua responsabilidade pela exploração desenfreada de recursos naturais, atuam contra o enfrentamento desse processo. Por outro lado, o Acordo de Paris também reconheceu a contribuição efetiva dos conhecimentos tradicionais indígenas como conhecimentos necessários para melhores práticas de mitigação e adaptação dos efeitos climáticos. Todavia, isto não resultou em mais políticas em prol dos povos indígenas. O conjunto dos instrumentos de financiamento climático e ambiental vêm demonstrando dificuldade em viabilizar projetos que protagonizam os povos e conhecimentos indígenas. Os estados nacionais também pouco desenvolvem projetos vinculados às metas globais. Como resultado, incluindo os recursos privados e da filantropia, cerca de 1% do financiamento ambiental e climático internacional chega aos povos indígenas e comunidades tradicionais do mundo. Contudo, esses povos são os que mais conservam o meio ambiente: a maior parte da biodiversidade protegida no mundo está em territórios indígenas e, consequentemente, faz-se necessário reconhecer, não só os conhecimentos tradicionais indígenas, mas o conjunto de ações de proteção dos territórios como fundamentais para apresentar caminhos e soluções concretas para combater a emergência climática que vivemos. Assim sendo, o MPI e a Presidência da COP30 vem criando caminhos para que as vozes indígenas sejam mais escutadas e que suas demandas possam ser incorporadas com maior celeridade nas agendas e encaminhamentos da COP. A razão é que a COP 30 precisa proporcionar legados para além de apenas um evento na Amazônia. É crucial que ela possa fortalecer as políticas indigenistas, as organizações e movimentos indígenas no mundo. Uma das conquistas já concretizadas foi a criação do Círculo dos Povos, que conta com uma inédita Comissão Internacional Indígena, ambos presididos pela ministra Sonia Guajajara. A iniciativa foi anunciada durante a 21ª edição do Acampamento Terra Livre, como uma instância para melhor escutar e atender as demandas dos povos que vivem e sustentam a biodiversidade, reconhecendo sua importância e protagonismo na conservação da floresta. Outros desafios importantes e em construção é a de garantir uma participação qualificada do movimento indígena nos diversos espaços de participação da COP, seja na Blue Zone e na Green Zone ou mesmo em outras áreas de Belém. Para isto, MPI e Funai têm liderado o Ciclo COParente, uma ação estratégica composta por 14 encontros pelo Brasil para articular, informar, debater e mobilizar a participação indígena para a COP 30 e para obter mais incidência na governança ambiental global. Com suas etapas, o Ciclo COParente promove a escuta ativa e o protagonismo indígena ao criar um espaço de diálogo, formação e consulta aos povos indígenas de todas as regiões do país e assim fortalecer a atuação junto a esses atores centrais da política global de enfrentamento à crise climática na COP 30. A iniciativa reflete o compromisso do governo federal e da Presidência da COP 30 com a democracia, os ritos coletivos e a valorização dos povos indígenas como parceiros indispensáveis à construção de soluções sustentáveis para o planeta. Ademais, na agenda de ação, o MPI e o Governo Brasileiro estão engajados em anunciar novos mecanismos financeiros, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e a renovação da Promessa, onde países e setores da filantropia se comprometem em apoiar organizações indígenas e políticas indigenistas. Anúncios como estes, dentre outros que podem ocorrer em Belém, pretendem reestruturar a dinâmica de financiamento internacional e vencer a burocracia existente para que os
Marketplace indígena: Tucum conecta mais de 4 mil pessoas de 87 povos originários
Neste Abril Indígena, mês dedicado à valorização das histórias, culturas, vozes e identidades dos povos originários, a Amaz Aceleradora de Impacto celebra junto a Tucum o impacto positivo da empresa na vida de 87 Povos Indígenas. Segundo o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 1,7 milhões de indígenas vivem no país, com destaque para a Amazônia Legal, lar de 867 mil deste montante. Na maior floresta tropical do mundo, essas populações preservam não apenas o ecossistema, mas também saberes, modos de vida e culturas milenares.Atualmente, a Tucum – um dos negócios do portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto – conecta mais de 4.860 mil artesãos e artesãs de 87 povos indígenas e comunidades tradicionais, localizadas na Amazônia Legal, Cerrado e Mata Atlântica. O negócio também contribui para a conservação de mais de 2,9 milhões de hectares de floresta. Para alcançar resultados tão expressivos, a Tucum assegura o repasse justo do valor pago pelos consumidores às artesãs e artesãos que vendem no site. Além disso, oferece formação para lideranças indígenas, com foco na comercialização digital, ampliando o protagonismo dos artistas. Primeiro do Brasil Fundada pela empreendedora e indigenista Amanda Santana, a Tucum consolidou-se como o primeiro marketplace indígena do Brasil. A ideia nasceu após uma imersão de Amanda no território da etnia Krahô, localizado entre os estados do Tocantins, Maranhão e Piauí, onde teve contato direto com o artesanato produzido por mulheres indígenas. Em 2013, ela fundou a primeira loja física da Tucum no bairro Santa Teresa, no Rio de Janeiro (RJ). Dois anos depois, expandiu as operações para o ambiente digital, ampliando o alcance dos produtos e contribuindo para a geração de renda de artesãos e artesãs em diversas regiões do país. O catálogo do marketplace contempla uma ampla gama de peças: biojoias, brincos, pulseiras, bolsas, máscaras, roupas, grafismos em tela, itens de decoração, entre outros. Os produtos são criados por artistas de dezenas de povos tradicionais, como Kayapó, Krahô, Kamayurá, Xipaya, Asurini, Yanomami, Baniwa, Matis, Marubo e Parakanã.“Cada arte carrega a essência, a beleza e a luta de sua cultura. Quando alguém compra uma peça indígena, está colaborando para manter a floresta em pé, com dignidade e respeito ao saber tradicional”, explica Santana. Abril Indígena 2025 Historicamente invisibilizados no Brasil, os povos indígenas neste período organizam um grande movimento de resistência, o Acampamento Terra Livre (ATL) acontece em Brasília (DF) e reúne representantes indígenas de todo o país, especialmente mulheres, para reivindicar direitos, principalmente relacionados ao uso dos territórios. Para muitos povos, a arte é uma forma de resistência. E há mais de uma década, a Tucum atua como uma ponte entre as expressões culturais dos povos indígenas brasileiros e o restante da sociedade. Como reconhecimento, o negócio passou a integrar a Rede Origens Brasil, que assegura e monitora relações éticas entre empresas e comunidades tradicionais. O site do marketplace também foi reformulado, ganhando um design mais intuitivo e imersivo, com fotos, vídeos dos produtos e um Mapa de Impacto, que apresenta as associações e organizações conectadas à rede.“São 12 anos fazendo essa ponte entre povos indígenas e consumidores e transformando vidas. Nada disso seria possível sem a colaboração de tantos colaboradores, parceiros e associações que acreditam na nossa missão de valorizar a arte de quem luta para manter a floresta viva”, finaliza Santana. O marketplace está com itens exclusivos e 15% de desconto em compras acima de R$ 248,00, através do cupom ABRILINDIGENA15. Quem preferir pagar via PIX, ainda garante um abatimento extra de 8%. Impacto na Amazônia Legal A Tucum integra o portfólio da AMAZ, a principal aceleradora e investidora de negócios de impacto do Norte brasileiro a partir de um fundo de financiamento híbrido. Recentemente, lançou a Chamada de Negócios 2025, encerrando um ciclo de cinco anos de investimentos pelo desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal. A Chamada vai selecionar três a seis novos empreendimentos. Para participar da seleção, os negócios devem estar formalizados, em operação (seja em estágio inicial ou avançado) e que ofereçam produtos ou serviços inovadores e com potencial de mercado. Os selecionados vão receber um aporte inicial de R$ 200 mil a R$ 400 mil, com possibilidade de mais R$ 600 mil, totalizando R$ 1 milhão para investimento. Porém, a parte financeira não é o único atrativo. A AMAZ proporciona uma formação completa para os empreendedores por meio de conexões com outros atores do mercado, oficinas e workshops sobre diversos temas, e suporte especializado em assessoria jurídica, contábil e de comunicação. As inscrições seguem abertas até o dia 25 de abril, às 17h (horário de Brasília), por meio do link: https://amaz.org.br. Dúvidas podem ser encaminhadas até 20 de abril pelo e-mail amaz@idesam.org.
Erika Hilton é alvo de transfobia por deputado do Pará
O deputado federal Éder Mauro (PL-PA) fez um comentário transfóbico nas redes sociais contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), após ela denunciar que teve sua identidade de gênero desrespeitada durante a emissão de um visto diplomático para os Estados Unidos. Em tom de deboche, o parlamentar bolsonarista publicou: “O chassi não bateu?”, em referência ao erro no gênero do documento oficial. A postagem foi publicada com uma imagem da matéria da Folha de S.Paulo sobre o ocorrido. “Essa agenda progressista, como essa imposição da ideologia de gênero, que a extrema esquerda tenta empurrar, já não cola mais, nem aqui e nem em lugar nenhum do mundo. A volta de Trump à Presidência dos EUA, da forma como aconteceu, é a prova disso. Não tenho dúvidas de que, no Brasil, o movimento será o mesmo em 2026. E se a Erika Hilton não quer mais ir aos EUA, sugiro que visite a Palestina. Talvez o Hamas, que ela defende na Câmara, seja mais receptivo à identidade de gênero”, disse ao ser questionado sobre as declarações contra a deputada. Éder Mauro coleciona uma série de polêmicas e episódios de agressividade dentro e fora da Câmara. Em 2024, foi acusado de agredir fisicamente o deputado Rogério Correia (PT-MG) durante uma sessão do Conselho de Ética que discutia o pedido de cassação de André Janones (Avante-MG). Correia afirma que tentou intervir para evitar uma possível agressão a Janones e acabou sendo atacado. “Ele me desferiu vários chutes. Fiz exame de corpo de delito, entreguei fotos dos hematomas, laudo médico e vídeos que mostram o deputado se aproximando agressivamente de mim”, relatou o petista, que denunciou a paralisação do processo disciplinar contra Éder Mauro, enquanto outros parlamentares da oposição são alvos de processos em ritmo acelerado. No mesmo ano, Éder Mauro também protagonizou um embate na Comissão de Direitos Humanos da Câmara ao mencionar de forma desrespeitosa a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. “Marielle Franco acabou, porra. Não tem porra nenhuma aqui”, disse ele, durante discussão sobre direitos humanos. Na ocasião, foi duramente criticado por parlamentares do Psol, entre eles Talíria Petrone, que respondeu aos gritos de “torturador” e “matador”. Caso Erika Hilton O governo dos Estados Unidos emitiu um visto diplomático para a deputada federal Erika Hilton com o gênero incorreto, identificado como masculino. Erika é uma das duas primeiras parlamentares trans da história da Câmara dos Deputados e atua como ativista na defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+. A parlamentar já havia obtido visto anteriormente, antes do governo Donald Trump, com a informação correta, respeitando sua autodeclaração de gênero como mulher. Desta vez, no entanto, a emissão do documento desrespeitou sua identidade, mesmo sem que ela tivesse fornecido qualquer informação nesse sentido durante o processo. Erika havia sido convidada para participar da Brazil Conference at Harvard & MIT 2025, em Cambridge, Massachusetts, como representante oficial do Parlamento brasileiro. Sua viagem estava autorizada pela presidência da Câmara, caracterizando a missão como oficial. Ao perceber a alteração no documento, Hilton optou por não utilizar o visto e cancelou sua ida ao evento. Para ela, o episódio configura “transfobia de Estado” por parte do governo norte-americano e deve ser tratado também como um problema diplomático. A deputada enviou um ofício ao Itamaraty solicitando uma audiência com o ministro das Relações Exteriores. Hilton classificou o episódio como extremamente grave e reforçou que o caso exige não apenas indignação, mas providências diplomáticas concretas.
A GUERRA FRIA MODERNA: por que os EUA vão perder (e não têm nem ideia disso)
A revanche que ninguém pediu (mas que está acontecendo) O mundo gira, o tempo passa, e os Estados Unidos continuam agindo como se ainda estivéssemos em 1947 na luta da expansão socialista no mundo, como se a ideia de Stalin ainda estivesse vigorando no mundo moderno. Só trocaram o nome da vez: saiu a União Soviética, entrou a China. E lá vão eles, novamente, com discursos inflamados sobre ameaça comunista, segurança nacional e blá blá blá. A diferença? A China não quer te convencer de ideologia nenhuma, esse é o principal ponto de diferença da URSS e a China, a China não quer expansão ideológica. Ela só quer dominar silenciosamente a cadeia produtiva global. E, spoiler: está conseguindo. Enquanto isso, em Pequim… A China já entendeu o jogo. E o mais impressionante: não só entendeu como mudou as regras. Enquanto o Ocidente ainda insiste em fórmulas desgastadas e discursos repetitivos sobre “liberdade de mercado” e “valores democráticos”, Pequim está ocupada fazendo o que realmente importa: produzindo, inovando e planejando o futuro. Com um terço de toda a manufatura global concentrada em seu território, a China se tornou o coração pulsante das cadeias de produção mundiais. E ela não precisa brigar com tanques ou ameaças diplomáticas para mostrar poder — ela simplesmente não para de entregar resultado. Seu arsenal é outro: chips de última geração, inteligência artificial, robótica, baterias de lítio, painéis solares e trens-bala. Esse é o novo campo de batalha — e a China está jogando como campeã. Trata-se de um império silencioso, mas firme, erguido sobre trilhos, portos, cabos de fibra óptica e servidores quânticos. Enquanto os Estados Unidos estão atolados entre escândalos políticos, redes sociais tóxicas e tiroteios em escolas, a China está construindo um projeto de nação com metas de décadas à frente, executando planos quinquenais com precisão cirúrgica. Tudo isso sob um Estado que — goste-se ou não — sabe onde quer chegar. Enquanto Washington flerta com o colapso interno e transforma cada eleição em um show de horrores, Pequim segue focada em resultados práticos. E antes que alguém repita aquela velha e cansada ladainha de que “a China só copia”, vamos aos fatos: quem lidera o sistema de inovação mais sofisticado do século XXI não é mais o Vale do Silício. É Shenzhen. Sim, Shenzhen, a cidade que há poucas décadas era uma vila de pescadores e hoje é o epicentro global da tecnologia. Lá, as empresas não estão apenas fabricando para marcas ocidentais — estão criando as suas próprias, com patentes, design e soluções que fazem Google e Apple parecerem… lentas. A China deixou de ser a fábrica do mundo para se tornar o laboratório do mundo. E isso, meus amigos, é muito mais difícil de combater do que qualquer guerra comercial com tarifas infladas. A resposta americana? Tarifas (e um pouco de drama) A grande jogada de Trump contra esse dragão asiático? Tarifas. Isso mesmo, tarifas. Como se colocar imposto em caneca de porcelana e brinquedo de plástico fosse o bastante para frear a ascensão de um país que já domina as cadeias globais de valor e está na vanguarda da inteligência artificial. A lógica por trás da estratégia era tão simples quanto ingênua: tornar os produtos chineses mais caros para que os americanos parecessem competitivos. Uma tentativa desesperada de proteger uma indústria que os próprios Estados Unidos deixaram morrer, terceirizando sua produção e vendendo sua alma industrial para o capital especulativo. Resultado? Um tiro que saiu pela culatra. A capacidade de impor tarifas dos EUA é limitada por sua própria dependência da produção chinesa, e quem pagou a conta não foi o Partido Comunista Chinês — foi o cidadão comum norte-americano, que viu os preços subirem nas prateleiras do Walmart. A inflação bateu à porta, as empresas sofreram com insumos mais caros, e a tal “guerra comercial” virou mais um espetáculo político do que uma estratégia econômica coerente. Enquanto isso, Pequim apenas reposicionou sua estratégia global, expandindo mercados, reforçando laços com o Sul Global e investindo ainda mais em tecnologia e inovação. No fim, a tentativa de enfraquecer a China só serviu para expor a fragilidade da economia americana financeirizada, sem base produtiva sólida. Economia de cassino vs. economia de fábrica Aqui está o pulo do gato — e talvez o ponto mais incômodo para Washington: a economia chinesa não é financeirizada. Isso mesmo. Ela não está entregue à especulação, nem refém de algoritmos de alta frequência. Isso dá à China uma musculatura que Wall Street jamais vai entender. Enquanto os Estados Unidos se especializaram em criar castelos de cartas sobre ativos voláteis, a China investiu em produção real, na indústria de base, na energia, na tecnologia e em infraestrutura pesada. Não há hedge fund que concorra com uma siderúrgica operando a pleno vapor ou com uma rede ferroviária de alta velocidade que cruza o país de ponta a ponta. Enquanto Nova York bate recordes em transações de produtos financeiros que existem apenas em planilhas mágicas, Pequim entrega usinas, refinarias, linhas de transmissão, fábricas e portos — e com juros, claro. O que os Estados Unidos chamam de “economia moderna” muitas vezes é só um grande cassino digital, onde se joga com o futuro das aposentadorias, dos salários e dos empregos. A China, ao contrário, aposta no tangível: energia solar, semicondutores, carros elétricos, inteligência artificial e, principalmente, infraestrutura para si e para o resto do mundo. É o velho conceito de base material — algo que os livros de economia esquecidos em Washington já não ensinam há décadas. A diferença filosófica é brutal. A China aposta no concreto. Os EUA, no virtual. E por mais que a nuvem pareça sexy, vendida como solução para tudo, ainda vivemos num planeta onde as pessoas precisam se mover, comer, trabalhar e morar. Isso exige estrada, ponte, usina, linha férrea e água encanada — e a China entendeu isso muito melhor do que seus rivais. Afinal, quando a bolha da próxima “startup revolucionária” estourar em Wall Street, ela vai evaporar em bytes. Mas a
Crianças participam de Caça aos Ovos de Páscoa com a presença do Coelhinho da Páscoa
A Páscoa é um momento de magia, diversão e surpresas para as crianças, por isso, o Studio 5 Shopping realiza uma programação gratuita repleta de brincadeiras. No sábado, 19/04, das 16h às 19h, a praça de eventos do shopping será palco de uma animada Caça aos Ovos, voltada para crianças de 4 a 12 anos que se inscreveram na atividade. Celebrada em todo o mundo, a Páscoa encanta as crianças com tradições que unem diversão e significado. A Caça aos Ovos, presente em diversas culturas, estimula a imaginação e torna a data ainda mais especial. Mais do que a expectativa pelos ovos de chocolate, a data simboliza renovação e reforça valores como solidariedade e compartilhamento. Além Caça aos Ovos, a programação contará com brincadeiras lúdicas, espaços de pintura facial, oficina de Paper Craft e pintura de ovos de Páscoa. Conforme Luana Cavalcante, o Coelhinho da Páscoa estará presente durante o evento, interagindo com as crianças, brincando e tirando fotos. A ideia é criar memória afetiva, proporcionando momentos de alegria que serão lembrados por muito tempo. “Queremos que as crianças vivam uma experiência única e cheia de diversão, associando a data a momentos especiais. A presença do Coelhinho promete encantar o público e garantir registros inesquecíveis para as famílias”, afirma Luana. Programação Mais informações podem ser obtidas no instagram @studio5 e no site: www.studio5.com.br


