A terceira temporada de “The White Lotus” terminou no último domingo (6), mas os fãs têm pressa: o que já se sabe sobre a próxima viagem? E os brasileiros ainda querem saber: alguma chance de os hóspedes da cadeia de hotel mais perigosa da TV desembarcarem no Rio de Janeiro ou em algum outro lugar do Brasil? Abaixo, o que já foi divulgado sobre a quarta temporada da série da HBO e Max. Ainda não se sabe na filial de que país a quarta temporada vai acontecer, mas uma coisa é certa: nunca numa estação fria. Quem garantiu é o produtor-executivo David Bernad no “The Bill Simmons Podcast”. “Me sinto confiante em dizer que nunca faremos uma temporada no frio. Mike White (o criador da série) não é disso. Ele é um cara da Califórnia. Não foi criado para o frio”. Diante disso, o Brasil seria uma boa opção? Bom, só se a HBO desfizesse o acordo com a rede de hotéis (de verdade!) Four Seasons, que abrigou as locações no Havaí, na Itália e na Tailândia. Nao existe hotel da rede em nenhuma cidade brasileira. Na América do Sul, só Bogotá, na Colômbia, e Buenos Aires, na Argentina, têm Four Seasons. Que tal Austrália? Em 2023, Mike White deu uma entrevista dizendo ter vontade de viajar para todos os continentes com a série e sugeriu uma passadinha na Austrália. “E a Austrália é basicamente um continente por si só”, disse ele, na ocasião. A gente vai ter que vir para cá se continuar. Seria divertido. E, claro, tem uma grande riqueza de talentos aqui e a beleza é inquestionável, então parece que preenche todos os requisitos”. Francesca Orsi, chefe de dramas da HBO, no entanto, apontou Europa como um possível continente. “Vamos fazer algumas visitas técnicas nos próximos dias, então saberemos em breve,” disse a executiva ao Deadline em fevereiro de 2025. “Não posso realmente dizer onde vamos, mas é provável que seja em algum lugar da Europa.” Mudanças na música A famosa música de abertura, que chegou a virar hit em boates do mundo inteiro e deu a seu compositor, vai mudar. Isso porque o compositor da trilha, Cristóbal Tapia de Veer, teve desentendimentos com Mike White porque “a equipe criativa repetidamente pedia músicas mais animadas e menos experimentais do que o trabalho que ele queria produzir”, segundo reportagem do The New York Times. “Eu sinto que isso foi, sabe, uma história de banda de rock’n’roll”, disse ele. “Eu pensei: OK, isso é como uma banda de rock em que já estive antes, onde o guitarrista não entende o vocalista nem um pouco.” Sobre a música da terceira temporada, diferente das duas primeiras, ele comentou: “As pessoas ficaram furiosas com a mudança do tema, e eu achei isso interessante. Mandei uma mensagem para o produtor e disse que seria ótimo, em algum momento, dar a eles a versão mais longa com os ‘ooh-loo-loo-loos’, porque as pessoas iam surtar ao perceber que a música ia caminhar nessa direção de qualquer forma. Ele achou uma boa ideia. Mas aí o Mike cortou isso — ele não ficou feliz com a ideia. Quero dizer, naquele ponto, a gente já tinha tido nossa última briga para sempre, eu acho. Ele só estava dizendo não para qualquer coisa. Então, eu simplesmente subi isso no meu YouTube.”
Eu sou a Lenda 2: Will Smith revela mais sobre papel de Michael B. Jordan
O já confirmado Eu Sou a Lenda 2 está em desenvolvimento e Will Smith conversou com o site Gazette Sci-Fi para falar sobre o papel de Michael B. Jordan na produção. De acordo com Smith, o personagem de Jordan não será seu filho na trama, mas ainda terá grande importância. “Íamos fazer um prólogo, mas Akiva Goldsman disse para fazermos uma nova versão do final alternativo do filme original, onde eu estava vivo e o personagem de Jordan é chefe de uma nova base humana“, contou o ator. Ainda de acordo com Will Smith, os dois astros vão se reunir em breve, ou já se reuniram nos últimos dias, para discutir detalhes da produção. O roteiro também está pronto. “Provavelmente estou dando muita informação. Vamos com o final da versão em DVD onde meu personagem viveu. Não posso te contar mais nada, mas Michael B. Jordan está dentro e estamos fazendo acontecer“, adicionou. No corte alternativo do filme original, Neville, protagonista vivido por Will Smith, sobrevive. Já no final que foi aos cinemas, o personagem de Smith se sacrifica para salvar Anna (Alice Braga) e Ethan (Charlie Tahan). Inspirado no livro homônimo de Richard Matheson lançado em 1954, Eu Sou A Lenda conta uma história onde parte da humanidade se tornou vampiro e arrecadou mais de US$ 585 milhões nas bilheterias em 2007. A sequência de Eu Sou a Lenda ainda não tem data de estreia. Enquanto isso, Michael B. Jordan viverá outro papel em filme de fim de mundo com vampiros, em Pecadores, que estreia em1 7 de abril.
Cena da 2ª temporada tem Perseguidores, novo tipo de infectado
Uma nova prévia da segunda temporada de The Last of Us foi revelada nesta terça-feira (08) e mostra Ellie (Bella Ramsey) com os novos infectados da série: os Perseguidores. Confira abaixo. A série da HBO conta com roteiro e direção de Craig Mazin (Chernobyl) e do diretor dos games da Naughty Dog, Neil Druckmann. A segunda temporada vai começar a contar a história de The Last of Us Parte II, o segundo game da franquia. Este, diferente do primeiro jogo que ocupou a primeira temporada inteira, vai ser adaptado em mais de uma temporada. Como novidades do elenco, a segunda temporada tem Kaitlyn Dever como Abby, uma soldado em busca de vingança por aqueles que ama, Isabela Merced como Dina, interesse amoroso de Ellie, e Young Mazino como Jesse, com quem Dina tem um passado. Os três personagens importantíssimos para a história do jogo, e devem ser essenciais para a série também. Danny Ramirez (Top Gun: Maverick), Tati Gabrielle (Uncharted: Fora do Mapa), Ariela Barer (How to Blow Up a Pipeline) e Spencer Lord (Riverdale) também foram escalados para o novo ano da série. Eles viverão os amigos de Abby na história. Ramirez será o otimista Manny, enquanto Gabrielle fará Nora, uma médica assombrada pelo seu passado. Barer fará Mel, uma jovem médica que lida com a realidade do tribalismo, e Lord será Owen, um homem gentil no corpo de guerreiro. Por fim, a segunda temporada contará com Jeffrey Wright (Ficção Americana) como Isaac, mesmo personagem que ele deu vida no jogo.
Balneário é interditado no Mato Grosso do Sul após série de ataques de tambaqui
Bonito (MS), conhecida nacionalmente como a “capital do ecoturismo”, vive um episódio inusitado — e preocupante. Um dos principais balneários da cidade, o Praia da Figueira, foi temporariamente interditado após uma série de ataques de peixes a banhistas, envolvendo principalmente o tambaqui (Colossoma macropomum), espécie nativa da bacia amazônica. A situação mobilizou autoridades ambientais e reforçou um alerta sobre a introdução de espécies fora de seus habitats naturais. Segundo o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), 30 ataques de peixes foram registrados somente em 2025. Em 2024, esse número chegou a 64. As mordidas, algumas severas, aconteceram na lagoa artificial do balneário, que fica próxima ao Rio Formoso. Uma das vítimas chegou a levar oito pontos no dedo da mão após ser mordida por um tambaqui. O TAMBAQUI: UM VETERANO DOS RIOS AMAZÔNICOS O tambaqui não é natural dos rios do Mato Grosso do Sul. A espécie é originária da bacia amazônica e foi introduzida artificialmente em ambientes de outras regiões do país nas décadas passadas, antes da existência de legislações ambientais mais rigorosas que proibissem a translocação entre bacias hidrográficas. Segundo o biólogo e professor visitante da Unicamp, José Sabino, o tambaqui tem características fisiológicas específicas e, embora seja criado em cativeiro no Centro-Oeste, não se adapta naturalmente ao ambiente. “O tambaqui ocorre naturalmente em áreas de planície da bacia amazônica. Desde os anos 1980 tentaram trazê-lo para o Sudeste e Centro-Oeste, mas com limitações fisiológicas para suportar as friagens, as tentativas de introdução não tiveram sucesso”, explicou. Mesmo com a dificuldade de adaptação, exemplares da espécie foram mantidos em ambientes controlados, como é o caso das lagoas turísticas de Bonito. Mas o que parecia ser um atrativo a mais para os visitantes acabou virando um risco. MORDIDAS FORTES E ACIDENTES GRAVES O que causa espanto nos frequentadores é a força da mordida do tambaqui, o que se explica pelo seu hábito alimentar. Ao contrário do que se imagina, esse parente da piranha não é carnívoro: sua alimentação se baseia principalmente em frutos e sementes, muitos deles com cascas duras. Isso faz com que sua arcada dentária seja bastante desenvolvida e resistente. “No caso do tambaqui, os dentes da frente são muito robustos. Ele entra na floresta inundada para comer frutos duros. A boca dele é adaptada para isso”, detalha o professor Sabino. Segundo ele, o tambaqui é considerado um “jardineiro dos rios”, pois contribui para a dispersão de sementes nas áreas alagadas da floresta amazônica. Por estarem habituados a reagir rapidamente a movimentos na água — muitas vezes confundindo-os com frutos caindo — os tambaquis acabam mordendo banhistas, o que explica os acidentes. “Eles ficam sempre atentos a qualquer movimento dentro d’água, podendo se confundir”, completa o biólogo. OUTROS PEIXES TAMBÉM ATACAM Além do tambaqui, outras espécies introduzidas nos balneários da região também podem representar risco. É o caso do dourado, que costuma ser atraído por objetos brilhantes, como anéis, pulseiras ou brincos. “[Os dourados] normalmente comem peixes que brilham. Então, acessórios metálicos podem levar a confusão e, consequentemente, acidentes”, pontua o professor. FECHAMENTO TEMPORÁRIO E ALERTAS Diante da sequência de ataques, o balneário Praia da Figueira foi interditado temporariamente por determinação do Imasul. A decisão visa garantir a segurança dos turistas enquanto medidas preventivas são implementadas. Outros locais, como o Balneário do Sol, também adotaram ações de contenção. Entre as recomendações das autoridades locais, estão evitar alimentar os peixes, prática comum entre os visitantes, e seguir as orientações de guias e placas informativas. Apesar dos transtornos, especialistas pedem cautela e consciência ecológica ao tratar o tema. “A culpa não é do tambaqui. Infelizmente, pelo egocentrismo humano, espécies foram introduzidas fora de seu habitat, e agora colhemos as consequências disso”, ressalta Sabino.
Ônibus com 46 pessoas capota em rodovia no Triângulo Mineiro e deixa ao menos dez mortos
Dez pessoas morreram após o capotamento de um ônibus de viagem na madrugada desta terça-feira na MG-223, em Araguari, no Triângulo Mineiro. Pelo menos 18 vítimas em situação mais grave foram encaminhadas para unidades de saúde. Outras 18 tiveram lesões leves ou não se feriram. Parte dos passageiros foi ejetado do veículo, enquanto outros ficaram presos às ferragens. Entre as vítimas há duas crianças. O ônibus transportava 46 pessoas e seguia de Goiânia (GO) para Ribeirão Preto (SP), mas também teria havido embarque de passageiros nos municípios goianos de Anápolis e Caldas Novas. O motorista teria perdido o controle da direção e atravessando o canteiro central que liga as rodovias MG-423 e a MG-413 e capotando na alça de acesso, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos duas crianças morreram no acidente. Elas tinha “idade aparente entre 2 e 4 anos”, conforme o comunicado da corporação. Os bombeiros também explicaram que alguns dos mortos ficaram presos nas ferragens do ônibus e outros foram ejetados no momento em que o veículo capotou. “Não foi possível precisar a idade e sexo das vítimas uma vez que, em decorrência do sinistro e dessas vítimas serem ejetadas, assim como pertences e documetnações e bolsas, não foi possível fechar todos esses dados. Mas é possível confirmar até então que no interior do ônibus haviam 46 ocupantes, sendo o condutor e 45 passageiros” afirmou o major Fabrício Silva Araújo. UPA superlotada As vítimas resgatadas com vida foram levadas para unidades de saúde da região, como o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguari. Por meio de nota, a Prefeitura de Araguari informou que a UPA municipal recebeu feridos do acidente e “se encontra em estado de superlotação”. “Diante disso, a Prefeitura solicita à população que não se desloque à UPA, salvo em casos de urgência e emergência, e que aguarde a abertura da unidade de saúde mais próxima, a fim de garantir atendimento adequado aos feridos no acidente”, diz o comunicado.
Zona Food – Edição Hambúrguer traz Ricardo Corbucci com desafios gastronômicos em Manaus
Os amantes de hambúrguer e entretenimento já têm um destino certo nos dias 12 e 13 de abril: o Zona Food – Edição Hambúrguer. Realizado no Manaus Plaza Shopping, na Av. Djalma Batista – Chapada, evento reunirá mais de dez hamburguerias locais, incluindo as principais da cidade. Com entrada gratuita, a programação vai das 16h às 22h, em um espaço a céu aberto com vista panorâmica da cidade e a presença de Ricardo Corbucci. Além da gastronomia, o evento traz duas grandes novidades que prometem atrair o público. Uma delas é a presença do influenciador e empresário Ricardo Corbucci, famoso nas redes sociais pelos desafios de comer grandes quantidades de comida em tempo recorde. A outra é o próprio local do evento: o terraço do shopping oferece uma visão privilegiada da cidade, incluindo pontos como a Ponte Rio Negro e a Arena da Amazônia, se tornando um atrativo à parte. Mas o Zona Food vai muito além da comida. A programação também inclui shows ao vivo com bandas de rock e apresentações de DJs, garantindo o clima de festa durante os dois dias. Para os apaixonados por tecnologia e adrenalina, haverá ainda uma Área Gamer e um Cockpit de Fórmula 1, proporcionando diversão para todas as idades e uma experiência completa. “O Manaus Plaza Shopping sempre busca apoiar eventos que valorizam a gastronomia, a cultura e o entretenimento local. E o Zona Food é um exemplo perfeito disso. Teremos uma estrutura especial para receber o público com conforto, segurança e uma vista que só o nosso espaço pode oferecer”, destaca Adriano Aguiar, gerente de marketing do Manaus Plaza Shopping. Mais informações podem ser obtidas no instagram @manausplazashopping e no @zona.alternativa.
Cantor denunciado por agredir companheira em Manaus pede ‘perdão’
O cantor amazonense Diego Damasceno, 29 anos, denunciado por agressão à companheira Kaline Milena Oliveira, 30 anos, pediu desculpas por machucá-la e por ter feito a vítima perder três dentes em Manaus (AM). O áudio do pedido de perdão foi publicado nas redes sociais pela advogada Adriane Magalhães, nesta terça-feira, 8. Na gravação, Diego diz saber que Kaline ficou machucada e afirma que ele também teve um dente quebrado, mas conseguiu “recuperar“. No final da gravação, ele pede perdão à esposa e fala que é “de coração”. “Eu sei que você tá machucada, eu não entendo a dimensão que você tá machucada, mas eu vi algumas gotas de sangue… eu também tô machucado, o meu dente tá quebrado, sorte que eu consegui recuperar meu dente, eu achei ele, mas… me perdoe meu amor, por favor, me perdoe, de coração, me perdoe“, diz Diego Damasceno no áudio. Entenda o caso Nessa segunda-feira, 7, Kaline registrou um Boletim de Ocorrência contra o músico por lesão corporal dolosa, após ele tê-la agredido na última madrugada, no bairro Colônia Terra Nova, localizado na Zona Norte de Manaus. O caso é investigado pelas autoridades policiais como violência doméstica, conforme nota da PC-AM enviada à CENARIUM. O Boletim de Ocorrência aponta que a agressão ocorreu por volta de 1h30 da madrugada. A vítima prestou depoimento na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), na Zona Centro-Sul da capital amazonense. De acordo com a advogada Adriane Magalhães, Kaline perdeu três dentes após uma discussão entre o casal, por ciúmes. Registros da vítima após a agressão mostram-na com o rosto ensanguentado e com a boca ferida. “A vítima, que sofreu graves lesões, perdeu três dentes e necessita urgentemente de cirurgia”, disse a advogada que representa a vítima. A advogada Adriane Magalhães afirmou que pediu a prisão preventiva do cantor. Até o momento, Diego Damasceno ainda não se pronunciou sobre o caso.
Em votação acirrada Ufam define segundo turno para reitoria
MANAUS (AM) – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) definiu nessa segunda-feira, 7, em uma votação acirrada, dois nomes para o segundo turno na eleição à reitoria da instituição. A chapa “Por uma Ufam que Humaniza, Inclui e Transforma” obteve 33,27% dos votos, e a chapa “Mudança!” teve 33,22%. O segundo turno está marcado para o próximo dia 14 de abril. Com 33,27% dos votos, a primeira chapa é encabeçada por Marco Antônio de Freitas Mendonça, com Armando Araújo de Souza Júnior como candidato a vice. Marcão, como é conhecido, publicou um vídeo no Instagram, ao lado do candidato a vice-reitor, agradecendo aos votos direcionados a chapa e afirmou estar confiante para o segundo turno das Eleições. “Pessoal, estamos aqui para agradecer a confiança em nós, nós saímos primeiro na frente e agora só falta mais um pouquinho para ganhar essa eleição. Vamos fazer mais força, só mais uma semaninha, empenho, entusiasmo. Vamos buscar essa vitória“, disse o candidato a reitor Marcão. A chapa “Mudança!”, que tem como candidata à reitora Tanara Lauschner e vice-reitor Geone Maia Corrêa, recebeu 33,22% dos votos válidos. Por meio do Instagram, a chapa também fez um pronunciamento, agradecendo os votos dos eleitores. “Vamos agora para o segundo turno, prontos para mostrar cada vez mais nossas propostas para uma universidade melhor para toda a comunidade acadêmica“, escreveu. Votação Ao todo, docentes e técnicos administrativos ativos e aposentados, estudantes de graduação e pós-graduação puderam escolher entre cinco chapas que estavam concorrendo às eleições para a gestão da Ufam. A votação aconteceu de forma on-line, por meio de um link disponibilizado pela instituição. Nesta nova etapa, os eleitores que não votaram no primeiro turno podem votar no segundo turno. Para se eleger no primeiro turno, as chapas precisavam alcançar mais de 50% dos votos válidos, o que não ocorreu. A média dos votos nas chapas mais votadas para o segundo turno foi de 33%. Veja como ficou a votação: Definição A eleição é a primeira etapa do processo para a escolha dos novos reitores da Ufam. Após a definição dos dois nomes eleitos — primeiro e segundo lugares, respectivamente —, o Conselho Universitário definirá um terceiro nome. Com a lista tríplice fechada, a escolha ficará a carga do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seguindo a tradição, o terceiro candidato pode ser de uma das chapas concorrentes. A eleição de reitores para universidades públicas federais no Brasil está prevista no artigo 16 da Lei nº 5.540/1968, regulamentada pelo Decreto nº 1.916/1996. O processo envolve consultas à comunidade acadêmica e a formação de uma lista tríplice pelo conselho universitário. O presidente da República, conforme o Artigo 207 da Constituição Federal, possui a prerrogativa de nomear o reitor a partir dessa lista, respeitando a autonomia universitária, mas mantendo a vinculação administrativa ao governo federal. Conheça os candidatos Concorrendo nesta chapa, o candidato a reitor Marco Antônio de Freitas tem como candidato a vice-reitor Armando Araújo de Souza Junior. O primeiro possui graduação em Agronomia pela Ufam, mestrado em Ciências de Florestas Tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e doutorado em Agronomia Tropical pela Ufam. Atualmente, é professor de magistério superior, onde ministra disciplinas como Topografia, Topografia Agrícola, Construções Rurais e Instalações Zootécnicas. Armando Araújo de Souza Junior é administrador de empresas, com ênfase em Comércio Exterior, graduado pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), mestre em Engenharia de Produção pela Ufam e doutor em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é professor associado do Departamento de Administração da Faculdade de Estudos Sociais (FES) e docente do Programa de Mestrado Acadêmico em Administração e Desenvolvimento Regional na Amazônia. Nesta chapa concorrem à reitoria e vice-reitoria da universidade, respectivamente, Tanara Lauschner e Geone Maia Corrêa. Ela é graduada em Engenharia Elétrica pela Ufam, com mestrado em Ciência da Computação pela UFMG e doutorado em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRJ). Atualmente, é professora do Instituto de Computação (Icomp) da Ufam. Geone Maia Corrêa é técnico em Química pela Escola Técnica Federal do Amazonas (Etfam), graduado em Licenciatura e possui mestrado em Química pela Ufam. Também possui doutorado em Química pela UFMG. Atualmente, é professor associado da Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (Icet-Ufam). Ufam Localizada na Zona Leste de Manaus, a Ufam desempenha um papel fundamental na sociedade, na economia local e na cultura da região. A universidade forma profissionais em áreas como tecnologia, ciência, comunicação, meio ambiente, literatura e outras. A Ufam tem como reitor o professor doutor Sylvio Puga, que assumiu a gestão em 2021, também por meio de um processo eleitoral. De acordo com o regimento interno e a legislação federal, o reitor de uma instituição federal de ensino só pode exercer dois mandatos consecutivos. Sendo assim, Puga passa a gestão da Ufam ao próximo candidato(a) eleito(a).
Discord é alvo de inquérito da Polícia Civil de SP por apologia à violência digital
A Polícia Civil de São Paulo instaurou em março um inquérito para investigar a plataforma Discord. A decisão ocorreu após investigadores terem solicitado que a rede social derrubasse uma live em um grupo fechado em que imagens de violência eram transmitidas para crianças e adolescentes. O pedido, no entanto, não foi atendido, informa a Secretaria de Segurança Pública. O episódio foi flagrado por policiais do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) enquanto os agentes investigavam um grupo conhecido por disseminar cenas de violência. Segundo a pasta, os líderes do grupo usavam as transmissões para compartilharem cenas de estupros virtuais e automutilação. Na comunidade também foi registrada a venda de pornografia infantil. Segundo a delegada que coordena o Noad, Lisandrea Salvariego, o pedido para que a live fosse derrubada não foi tratado como emergencial pela plataforma. — Nesse caso específico, os investigadores flagraram muita violência sendo transmitida ao vivo, por isso determinamos à plataforma o fim da transmissão e, mesmo assim, não fomos atendidos — disse Lisandrea. Um documento sobre os casos foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que instaurou o inquérito em 28 de março. Os policiais devem colher depoimentos dos representantes da empresa no país, além de outros envolvidos no episódio. O Discord informou em nota que conduziu uma investigação sobre o caso e que conta com “equipes especializadas dedicadas a combater esse tipo de rede, identificando e removendo usuários e espaços em que pessoas mal-intencionadas estejam se organizando em torno de ideologias de ódio”. A rede social diz possuir ferramentas automatizadas de bloqueio de envio de conteúdos que violem as diretrizes da comunidade. Também argumenta já investir em tecnologias para detectar casos de exploração infantil. A empresa informa ainda que mantém diálogo contínuo com órgãos como o Ministério da Justiça e está “comprometida em expandir a colaboração para outras autoridades, incluindo o Noad […] ódio e a violência não têm lugar em nossa plataforma”. Emojis relacionados a conteúdos neonazistas Como mostrou O GLOBO em março, o uso de emojis, siglas e códigos para mascarar diálogos extremistas entre jovens é presente no Discord. O tema ganhou destaque após ser retratado na série “Adolescence”, da Netflix. Os símbolos são usados com essa finalidade em comunidades da internet brasileira frequentadas por adolescentes. O uso de símbolos relacionados a conteúdos neonazistas foi identificado nas chamadas “panelas” do Discord, rede de comunicação que se popularizou no Brasil durante a pandemia. São grupos restritos, para compartilhamento de conteúdo violento, onde surgem símbolos como o “copo de leite” e os “dois raios”, referências a movimentos supremacistas brancos e à SS, a organização paramilitar da Alemanha nazista. Outra particularidade das “panelas” é a venda de pornografia infantil, identificada pelo emoji de um pirulito — ou lolly, em inglês, em referência ao romance Lolita, de Vladimir Nabokov. Por vezes, os usuários são adolescentes vendendo o próprio conteúdo erótico. A plataforma informou ainda que realiza denúncias proativas de comunidades como as “panelas” e que essas ações já resultaram em prisões confirmadas e evitaram a concretização de crimes. “A equipe de Segurança também adota medidas adicionais com base em tendências observadas na plataforma ou em informações recebidas de fontes externas”, diz texto do Discord.
Cientistas “recriam” o extinto lobo-terrível de “Game of Thrones”
Por mais de uma década, a ciência tem se debruçado sobre a ousada ideia de trazer de volta espécies extintas — processo conhecido como desextinção. Agora, a startup de biotecnologia Colossal Biosciences, dos Estados Unidos, afirma ter dado um passo histórico nesse caminho: três filhotes geneticamente modificados nasceram com características marcantes do lendário lobo-terrível (Aenocyon dirus), extinto há cerca de 13 mil anos. Batizados de Romulus, Remus e Khaleesi, os animais foram gerados a partir da edição genética de lobos-cinzentos modernos. Com base em DNA extraído de fósseis milenares, os cientistas alteraram cerca de 20 genes específicos, responsáveis por características como porte maior, pelagem clara e densa, e mandíbulas robustas — traços típicos dos lobos-terríveis. O feito, segundo a empresa, é o primeiro caso bem-sucedido de desextinção funcional. “Estamos criando cópias funcionais de algo que já viveu”, afirmou Beth Shapiro, diretora científica da Colossal. Os filhotes estão sendo acompanhados em cativeiro, em uma área privada nos Estados Unidos, e não há previsão de soltura na natureza. A Colossal afirma que, além do valor simbólico e científico, a pesquisa pode beneficiar espécies ameaçadas, como o lobo-vermelho, hoje criticamente em risco. Criação ou reinterpretação? Especialistas questionam Apesar do entusiasmo em torno do anúncio, parte da comunidade científica tem recebido o feito com ceticismo. Especialistas alertam que os filhotes não podem ser considerados verdadeiros lobos-terríveis — mas sim lobos-cinzentos levemente modificados. “O lobo-terrível está em um gênero completamente diferente dos lobos-cinzentos”, explica o paleogeneticista Nic Rawlence, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. “São animais com algumas características físicas da espécie extinta, mas continuam sendo híbridos.” O professor Corey Bradshaw, da Universidade Flinders (Austrália), também é cético: “Se não foi feita a recriação completa do genoma, não podemos falar em desextinção real. É uma modificação, não uma ressurreição”. Outro ponto de crítica é a ausência de publicação científica revisada por pares. Até agora, os dados divulgados pela Colossal vieram de comunicados de imprensa e reportagens, mas não passaram pela validação formal da comunidade científica. E os lobos de “Game of Thrones”? O quanto eram reais? A série Game of Thrones ajudou a eternizar o imaginário do lobo-terrível ao apresentar criaturas gigantescas, leais e assustadoras. Mas o quanto os lobos de Jon Snow e companhia se aproximam da espécie extinta? Na vida real, os lobos-terríveis eram de fato maiores que os lobos-cinzentos atuais, chegando a pesar cerca de 70 kg e com estrutura óssea mais robusta. Habitavam a América do Norte durante o Pleistoceno e caçavam grandes presas como cavalos e bisões. Porém, ao contrário da imagem da série, não eram tão diferentes visualmente de um lobo comum, e muito menos domesticáveis. Na série, os “lobos-terríveis” foram representados por cães da raça Northern Inuit e depois aumentados digitalmente. O visual foi pensado para ser imponente e simbólico — mas não corresponde exatamente ao animal que viveu na era do gelo. Entre ciência, ficção e bioética A iniciativa da Colossal, que também planeja ressuscitar mamutes-lanosos e já criou camundongos com genes de mamute, levanta não apenas debates científicos, mas também éticos e ambientais. Se os lobos-terríveis voltassem à natureza, encontrariam um ecossistema completamente diferente daquele em que evoluíram. Além disso, o risco de impactos em espécies atuais e de desequilíbrios ecológicos é uma preocupação recorrente. Enquanto parte do público vibra com o avanço tecnológico — e as referências a Jurassic Park se multiplicam nas redes sociais —, cientistas pedem cautela. Como destacou Bradshaw: “Grandes feitos exigem grandes provas. E, até agora, ainda estamos mais no campo da promessa do que da realidade”.


