Um asteroide que gerou temores de uma colisão com a Terra agora tem quase 4% de probabilidade de atingir a Lua, segundo dados do telescópio espacial James Webb. Estima-se que o asteroide tenha cerca de 60 metros e capacidade para destruir uma cidade caso atingisse nosso planeta. A hipótese de uma colisão contra a Terra foi descartada, mas ela já chegou a ser considerada “alta”: 3,1%. Essa foi a maior probabilidade já medida pelos cientistas de um asteroide impactar a Terra. Riscos para a Lua em alta No entanto, as probabilidades de ele se chocar com o satélite natural do nosso planeta têm aumentado constantemente. “Ainda há 96,2% de probabilidades de que o asteroide não impacte a Lua”, acrescentou a Nasa em nota nesta quinta-feira (3). Richard Moissl, diretor do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), disse à AFP que este cálculo coincidia com suas estimativas de cerca de 4%. Tamanho do asteroide: prédio de 15 andares Os novos dados do telescópio Webb também lançam luz sobre o tamanho da rocha espacial, que anteriormente havia sido estimado entre 40 e 90 metros. Agora, acredita-se que meça entre 53 e 67 metros, aproximadamente a altura de um prédio de 15 andares. Isto é significativo porque supera o limite de 50 metros necessário para ativar planos de defesa planetária. Há uma variedade de ideias de como a Terra poderia se defender de asteroides em rota de colisão, inclusive armas nucleares e lasers. Mas só uma foi testada em um asteroide real. Em 2022, a missão DART, da Nasa, conseguiu alterar a trajetória de um asteroide inofensivo, fazendo uma sonda espacial se chocar contra ele. “Um grande experimento” Agora, muitos cientistas esperam que o 2024 YR4 atinja a Lua. “A possibilidade de observar o impacto de tamanho considerável na Lua é efetivamente um cenário interessante do ponto de vista científico”, disse Moissl. O fenômeno forneceria uma variedade de informações, que seria “valiosa para propósitos de defesa planetária”, acrescentou. Mark Burchell, cientista espacial da Universidade de Kent, no Reino Unido, disse à revista “New Scientist” que um impacto lunar seria “um grande experimento e uma oportunidade perfeita”. “Os telescópios (na Terra) certamente o veriam, eu diria, e até binóculos poderiam observá-lo”, acrescentou o cientista Mark Burchell. O asteroide 2024 YR4 é o menor objeto observado pelo telescópio Webb, que no mês que vem voltará a dar aos especialistas novos dados para calcular a probabilidade de impacto.
Amazonas sofre terceiro apagão em menos de um mês
Manaus e diversas cidades do interior do Amazonas enfrentaram, na noite desta terça-feira (2), mais um apagão de grandes proporções. Essa foi a terceira interrupção no fornecimento de energia em menos de um mês, mas, desta vez, o blecaute afetou todo o estado. O problema escancara a fragilidade do sistema elétrico e gera preocupação sobre a recorrência dessas falhas. O que causou o apagão? Segundo a Amazonas Energia, concessionária responsável pela distribuição de eletricidade no estado, o blecaute teve origem em uma falha na linha de transmissão de 500 kV Jurupari-Oriximiná, que faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN). A interrupção ocorreu às 22h06 e afetou todas as cidades amazonenses, deixando milhões de moradores sem luz. O Operador Nacional do Sistema (ONS) autorizou o início da recomposição da carga às 22h54, mas o restabelecimento foi gradual. No momento da autorização, apenas 13% da distribuição havia sido recuperada. Mesmo assim, até as 23h50, bairros da capital e municípios do interior ainda permaneciam sem energia. Três apagões em menos de um mês O histórico recente de falhas no sistema elétrico preocupa a população e coloca em xeque a infraestrutura do setor no Amazonas. Antes do blecaute desta terça-feira, dois outros apagões de grandes proporções atingiram o estado: • 7 de março: Uma falha na linha de 500 kV Jurupari-Silves provocou um apagão generalizado, afetando Manaus, municípios da Região Metropolitana e cidades do interior. Em alguns pontos, o restabelecimento completo levou mais de seis horas. • 27 de março: Um novo blecaute ocorreu devido a uma falha na linha de 230 kV Lechuga-Manaus, deixando várias áreas sem energia por horas. O cenário de apagões recorrentes gera indignação e preocupação entre os moradores, que enfrentam não apenas transtornos diários, mas também prejuízos financeiros e riscos à segurança. Impactos para a população e economia A falta de energia compromete diversos setores essenciais, como saúde, comércio e transporte. Hospitais dependem de geradores para manter equipamentos funcionando, enquanto empresários contabilizam perdas devido a produtos estragados e paralisação das atividades. Além disso, a ausência de iluminação pública aumenta a sensação de insegurança nas ruas. No caso específico da noite desta terça-feira, cidades como Parintins, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Iranduba e Manacapuru foram afetadas, além da capital. Moradores relataram oscilações no fornecimento e dificuldades para obter informações concretas sobre a normalização dos serviços. Quem responde por isso? A Amazonas Energia informou que aguarda um posicionamento oficial do ONS sobre o motivo exato da falha desta terça-feira e os próximos passos para evitar novas ocorrências. No entanto, a população segue sem respostas concretas e teme que os apagões se tornem ainda mais frequentes. A crise energética no estado levanta questões sobre a necessidade de investimentos na infraestrutura elétrica, fiscalização mais rigorosa e um planejamento eficaz para garantir um fornecimento estável de energia. Enquanto isso, os amazonenses convivem com a incerteza e os prejuízos causados por um sistema que deveria ser confiável, mas tem se mostrado cada vez mais frágil. O que esperar? Com três apagões registrados em menos de um mês, cresce a pressão sobre autoridades e órgãos responsáveis para que soluções sejam apresentadas. O setor elétrico no Amazonas precisa de mudanças urgentes para evitar que o estado continue mergulhado na escuridão – tanto no sentido literal quanto no figurado.
Angelina Jolie no Brasil: atriz visita aldeia indígena e se encontra com Cacique Raoni
A atriz Angelina Jolie visitou a aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina, no Parque do Xingu, em Mato Grosso, nesta quarta-feira (2), e encontrou o cacique Raoni, um dos mais conhecidos líderes indígenas no mundo. A artista esteve na aldeia junto com a organização Re:wild, para se encontrar com o cacique e outras lideranças Kayapó, conhecendo de perto a conexão entre o povo indígena e a floresta. Jolie, que há décadas apoia causas humanitárias e de direitos humanos, além de atuar na conservação ambiental no Camboja há mais de 20 anos, passou várias horas conversando com Raoni e outras lideranças indígenas locais, para saber sobre os desafios enfrentados pela comunidade — como o desmatamento, o garimpo ilegal e a expansão do agronegócio sobre terras indígenas. Ela expressou apoio aos esforços de proteção da Amazônia e da cultura indígena. Raoni Metuktire é líder do povo Mẽbêngôkre-Kayapó e vive na Terra Indígena Capoto-Jarina, no município de Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. Em 1977, um documentário sobre a vida de Raoni foi exibido no Festival de Cannes, na França, e, em 1989, ele se encontrou com o cantor Sting, da banda The Police. Os dois embarcaram em uma turnê ao redor do mundo em defesa dos povos indígenas.


