Presidente americano diz que tarifas recíprocas serão de ao menos metade das alíquotas cobradas dos EUA por outros países. Taxas entrarão em vigor amanhã, 3 de abril. Donald Trump, disse que o país cobrará 10% de todas as importações feitas do Brasil. A afirmação foi feita durante coletiva nesta quarta-feira (2). O republicano detalhou, ainda, as demais tarifas recíprocas que serão cobradas dos países que cobram taxas de produtos norte-americanos importados. Segundo Trump, as tarifas recíprocas serão metade das alíquotas cobradas por outros países. Além disso, os EUA imporão uma alíquota mínima de 10% aos seus parceiros comerciais. Entenda o “tarifaço” de Trump Chamada pelo republicano de “Dia da Libertação”, esta quarta-feira (2) marca o início de um conjunto de tarifas — que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros. “Este é um dos dias mais importantes, na minha opinião, na história americana. É nossa Declaração de independência econômica”, afirmou o presidente norte-americano. Na última semana, o presidente norte-americano chegou a afirmar que as tarifas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está disposto a fazer acordos. Além das tarifas recíprocas, outras taxas já anunciadas por Trump também passaram a valer nesta quarta-feira (2), como a cobrança de 25% sobre carros importados pelos EUA e as taxas de 25% sobre as exportações feitas ao país e que não se enquadrem no USMCA (acordo comercial que existe entre os três países), por exemplo. As incertezas sobre como essas taxas devem funcionar e quais os impactos podem ter nas economias do mundo têm impactado o mercado financeiro nas últimas semanas e causado uma série de reações de diferentes países. No Brasil, o Senado Federal aprovou, na véspera, em regime de urgência, um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. O projeto recebeu apoio amplo do Congresso e do governo, e veio após Trump citar o Brasil como exemplo de um país que deve ser taxado.
Max: confira as novidades que chegam ao catálogo em abril de 2025
Chegamos ao quarto mês do ano com uma série de novidades nos catálogos dos serviços de streaming. Desta vez, a Max revelou o que chegará à sua plataforma ao longo deste mês de abril de 2025. Dentre os destaques da vez estão a segunda temporada de The Last of Us, a chegada de Os Colonos e A Herança direto do Cinema para Max, a quarta temporada de Hacks e muito mais. Confira o calendário completo abaixo: Filmes: Series: Documentários:
De cão robô a drone com fuzil: conheça as principais novidades da maior feira militar do país
Entre os novos produtos apresentados ao mercado nacional nesta terça-feira está o robô spot, fabricado pela americana Boston Dynamics e que será comercializado no país pela Radeco. Com quatro patas, o robô, que se assemelha a um cachorro, pode ser customizado com diferentes equipamentos a depender da necessidade do comprador, segundo a Radeco. O robô levado à feira contava com uma câmera que registra imagens em 360 graus na traseira e uma mão robótica. Por ser customizável, ele pode ser equipado com outros itens, como armas. De acordo com a fabricante, as utilidades do robô vão desde a detecção de materiais perigosos e investigação de objetos suspeitos a situações que envolvem reféns, nas quais podem ajudar a colher informações da cena. Outra novidade apresentada foi um protótipo de drone armado da Taurus. Com quatro hélices, a aeronave da empresa brasileira pode ser equipada com fuzis e metralhadoras em voos de curto alcance. A ideia é que o equipamento seja comercializado tanto para forças policiais quanto militares. No mesmo dia em que apresentou o novo drone, a Taurus anunciou ter assinado um Memorando de Entendimento para a possível aquisição da Mertsav, da Turquia. Segundo a companhia brasileira, a eventual compra da empresa turca “permitirá um salto no patamar do portfólio” da Taurus. A Mertsav produz rifles, lançadores de granada e metralhadoras. A fabricante Xmobots, de São Carlos, também apresentou uma novo modelo de drone, o Nauru 100. Menor que outros produzidos pela empresa, que tem entre os seus clientes o Exército brasileiro, ele é transportado em duas mochilas e pode ser lançado ao ar mais rapidamente. Ainda em fase de testes, a ideia da empresa é equipá-lo com câmeras ou morteiros. A empresa já está em conversas com ao menos uma das Forças Armadas do Brasil para vender o equipamento: — Ele é um equipamento extremamente prático. A partir do momento que você chega no campo, em três minutos ele já está voando — disse Thatiana Miloso, chefe de vendas (CSO) da Xmobots. — Ele vai estar a 100 metros de altura e a um quilômetro do alvo e vai conseguir fazer uma leitura de placa e um reconhecimento facial. Ele tem um design, uma tecnologia de cores que o faz ser furtivo. Ou seja, você não consegue nem ver nem ouvir. A gente chama de soldado invisível. Ainda segundo a empresa, a expectativa é que até o início de 2026 outro drone da empresa, o Nauru-1000C, finalize o processo de integração com mísseis. Com isso, ele será o primeiro drone armado do Exército brasileiro. O Edge Group, empresa dos Emirados Árabes, também anunciou o lançamento na LAAD da tecnologia de cibersegurança UNMASK. O sistema tem como objetivo ajudar forças de segurança pública a identificar e combater atividades criminosas cometidas de forma anônima na internet. “A solução capacita as agências com ferramentas avançadas para identificar criminosos na deep web, rastrear atividades clandestinas e neutralizar ameaças cibernéticas emergentes com rapidez e precisão”, explica o Edge Group. — UNMASK foi projetado para atender a uma necessidade crítica e crescente no cenário atual de segurança digital. Ao apoiar agências com maior visibilidade em ambientes online complexos, estamos possibilitando respostas mais rápidas e informadas ao crime digital, ao mesmo tempo em que mantemos os mais altos padrões de responsabilidade e segurança — afirmou Rogério Lemos, CEO da ORYXLABS, subsidiária do Edge Group.
Governo militar de Mianmar anuncia cessar-fogo temporário para ajudar os esforços contra o terremoto
O governo militar de Mianmar anunciou nesta quarta-feira um cessar-fogo temporário nas operações contra grupos armados de oposição, para ajudar nos esforços de recuperação após o terremoto de magnitude 7,7, que provocou a morte de quase 3 mil pessoas. “Para prestar simpatia às vítimas do terremoto em todo o país, para fornecer a operação de resgate e reabilitação eficazes”, a trégua duraria até 22 de abril, disse a MRTV estatal. Três grandes grupos armados de minorias étnicas anunciaram uma pausa de um mês nas hostilidades para facilitar a distribuição de ajuda humanitária. As Forças de Defesa Popular, um grupo criado por dissidentes após o golpe militar de 2021, também já haviam anunciado um cessar-fogo parcial após o terremoto. No comunicado, a junta alertou, no entanto, aos seus opositores que responderá a qualquer ataque de sua parte, sejam atos de sabotagem ou de “reunião, organização e expansão [do controle] de território que possam minar a paz”. As operações de busca e salvamento ainda tentam encontrar sobreviventes cinco dias depois do tremor, quando 2.886 mortos já foram confirmados pelas autoridades — e período no qual a junta militar que tomou o poder em 2021 não interrompeu os combates com grupos rebeldes pró-democracia. Mais de 4 mil pessoas ficaram feridas e 373 continuam desaparecidas, o que significa que o número de mortos deve aumentar. O país também está envolvido em uma guerra civil há quatro anos, desencadeada por um golpe militar sangrento e economicamente destrutivo, que viu forças da junta combaterem grupos rebeldes em todo o país. O golpe e o conflito prejudicaram a infraestrutura de saúde de Mianmar, deixando-a mal equipada para lidar com grandes desastres naturais. Mesmo assim, na noite desta terça-feira, militares do Exército de Mianmar abriram fogo contra um comboio humanitário da Cruz Vermelha Chinesa, na região de Ommati, no norte do estado de Shan, uma das áreas afetadas pelo termor. O porta-voz da junta militar, Zaw Min Tun, afirmou que tiros de advertência foram disparados contra um comboio de nove veículos não parou ao se aproximar de uma área de conflito. Os soldados teriam tentado usar um jogo de luz quando estava a uma distância de cerca de 200 metros para impedir a progressão dos veículos, mas ao não conseguirem, dispararam três tiros para cima. Interlocutores do Exército de Libertação Nacional Ta’ang (TNLA), um grupo rebelde armado, disseram que as tropas do governo teriam disparado no comboio com “metralhadoras pesadas” enquanto os veículos seguiam a caminho de Mandalay. O grupo também afirma que a organização humanitária teria informado sua rota e seus planos de entrega de ajuda — o que os militares negam. Ajuda internacional Equipes internacionais de ajuda e resgate têm chegado a Mianmar, incluindo da China, desde o terremoto matou e deixou milhares desabrigadas. Contudo, o acesso às áreas mais atingidas tem sido dificultado por estradas destruídas, telecomunicações precárias e a violência contínua entre a junta e grupos armados incluindo relatos de bombardeios das Forças Armadas contra posições rebeldes após o terremoto. O estado de Shan, em particular, tem sido palco de intensos combates entre a junta e grupos armados de minorias étnicas que tomaram o controle de grandes áreas do território. A junta e o TNLA têm entrado em confronto perto da vila de Ommati, segundo Zaw Min Tun, acusando que “alguns grupos” estariam “tirando vantagem política” das missões de resgate. Três grandes grupos armados de minorias étnicas anunciaram na terça-feira uma pausa de um mês nas hostilidades para facilitar a distribuição de ajuda humanitária muito necessária. As Forças de Defesa Popular, um grupo criado por dissidentes após o golpe militar de 2021, já haviam anunciado um cessar-fogo parcial após o terremoto. No entanto, o líder da junta, Min Aung Hlaing, respondeu que “atividades de defesa” contra “os terroristas” continuariam. “Se alguns grupos étnicos armados não estão atualmente envolvidos em combate […], estão se organizando e treinando para realizar ataques”, disse em um comunicado na noite de terça-feira. A enviada especial da ONU para Mianmar, Julie Bishop, pediu a todas as partes que “concentrem seus esforços na proteção de civis, incluindo trabalhadores humanitários, e na prestação de assistência”. — Não se pode pedir ajuda com uma mão e bombardear com a outra — disse o especialista em Mianmar da Anistia Internacional, Joe Freeman. Quando solicitado a comentar o incidente, o Ministério das Relações Exteriores da China disse a repórteres que o equipamento enviado pela Cruz Vermelha Chinesa havia chegado e que a equipe e os suprimentos estavam “seguros no momento”. Fio de esperança À medida que o tempo passa, a esperança de encontrar sobreviventes sobre os escombros vai mudando o perfil para uma operação de resgate de corpos. Contudo, alguns casos em particular continuam alimentando a esperança da população de encontrar seus entes queridos com vida. Dois trabalhadores foram retirados dos destroços de um hospital de Naipidau, a capital do país, após cinco dias sob os escombros. Atordoado e coberto de poeira, mas consciente, um jovem de 26 anos foi retirado por uma passagem aberta entre as ruínas e resgatado em uma maca no meio da noite, segundo um vídeo divulgado pelo corpo de bombeiros. O balanço atualizado divulgado pela junta militar é de 2.886 mortos e 4.600 pessoas feridas. O número de desaparecidos está em 373. O terremoto também provocou uma destruição generalizada no país, pobre e devastado por quatro anos de guerra civil. (Com AFP)
Diagnóstico precoce do autismo facilita alfabetização e inclusão escolar
Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a neurocientista e biomédica Emanoele Freitas começou a perceber que o filho, Eros Micael, tinha dificuldades para se comunicar quando ele tinha 2 anos. “Foi, então, que veio o diagnóstico errado de surdez profunda. Só com 5 anos, com novos exames, descobriu-se que, na realidade, ele ouvia bem, só que ele tinha outra patologia. Fui encaminhada para a psiquiatra, e ela me deu o diagnóstico de autismo. Naquela época, não se falava do assunto”, diz a mãe do jovem, que hoje tem 21 anos. Ser de um grau menos autônomo do espectro autista, também chamado de nível 3 de suporte, trouxe muitas dificuldades na vida escolar, que Eros frequentou até o ensino fundamental, com quase 15 anos. “O Eros iniciou na escola particular e, depois, eu o levei para a escola pública, que foi onde eu realmente consegui ter uma entrada melhor, ter uma aceitação melhor e ter profissionais que estavam interessados em desenvolver o trabalho”, acrescenta Emanoele. “Ele não conseguia ficar em sala de aula e desenvolver a parte acadêmica. Ele tem um comprometimento cognitivo bem acentuado. Naquele momento, vimos que o primordial era ele aprender a ser autônomo. Ele teve mediador, o professor que faz sua capacitação em mediação escolar. Meu filho não tinha condições de estar em uma sala de aula regular, e ele ficava em uma sala multidisciplinar”. A inclusão escolar e a alfabetização de crianças e adolescentes do espectro autista estão entre os desafios para a efetivação de direitos dessa população, que tem sua existência celebrada nesta quarta-feira, 2, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e combater o preconceito. Diretora-executiva do Instituto NeuroSaber, a psicopedagoga e psicomotricista Luciana Brites explica que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por déficits de interação social, problemas de comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos, com interesses restritos. Características comuns no autismo são pouco contato visual, pouca reciprocidade, atraso de aquisição de fala e linguagem, desinteresse ou inabilidade de socializar, manias e rituais, entre outros. “Por volta dos 2 anos, a criança pode apresentar sinais que indicam autismo. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento. Como o transtorno é um espectro, algumas crianças com autismo falam, mas não se comunicam, ou são pouco fluentes e até mesmo não falam nada. Uma criança com autismo não verbal se alfabetiza, mas a dificuldade muitas vezes é maior”, diz Luciana. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês) estabelece atualmente que as nomenclaturas mais adequadas para identificar as diferentes apresentações do TEA são nível 1 de suporte, nível 2 de suporte e nível 3 de suporte, sendo maior o suporte necessário quanto maior for o nível. Aprendizado A psicopedagoga ressalta que os desafios que surgem no processo de alfabetização no autismo não impedem que ele ocorra na maioria das vezes. “É possível a inserção do autista no ensino regular. A questão da inclusão é um grande desafio para qualquer escola, porque estamos falando de uma qualificação maior para os nossos professores”. Segundo Luciana, o mais importante é considerar a individualidade de cada aluno no planejamento pedagógico, fazendo as adaptações necessárias. “Atividades que podem estimular a consciência fonológica de crianças com autismo são, por exemplo, com sílabas, em que você escolhe uma palavra e estimula a repetição das sílabas que compõem a palavra. Outra dica são os fonemas, direcionando a atenção da criança aos sons que compõem cada palavra, sinalizando padrões e diferenças entre eles. Já nas rimas, leia uma história conhecida e repita as palavras que rimem”. A psicopedagoga acrescenta que as crianças autistas podem ter facilidade na identificação direta das palavras, ou seja, conseguem decorar facilmente, mas têm dificuldade nas habilidades fonológicas mais complexas, como perceber o seu contexto. “A inclusão é possível, mas a realidade, hoje, do professor, é que muitas vezes ele não dá conta do aluno típico, quem dirá dos atípicos. Trabalhar a detecção precoce é muito importante para se conseguir fazer a inserção de uma forma mais efetiva. É muito importante o sistema de saúde, junto com o sistema de educação, olhar para essa primeira infância para fazer essa detecção do atraso na cognição social. Por isso, é muito importante o trabalho da escola com o posto de saúde”, afirma Luciana. A especialista destaca que a inclusão é um tripé e depende de famílias, escolas e profissionais de saúde. “Professor, sozinho, não faz inclusão. Tudo começa na capacitação do professor e do profissional de saúde. É na escola que, muitas vezes, são descobertos os alunos com algum transtorno e encaminhados para equipes multidisciplinares do município”. Mãe em tempo integral Moradora da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, a dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade é mãe de duas crianças do espectro autista, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Ela explica que o menino tem “autismo moderado”, ou nível 2 de suporte com atrasos cognitivos e hiperatividade. Já a filha, mais velha, tem “autismo leve”, nível 1 de suporte, e epilepsia. “Eu a levei no pediatra porque ela já tinha 2 anos e estava com o desenvolvimento atrasado, não falava muito. Ela falava uma língua que ninguém entendia. Vivia num mundo só dela, não brincava, não ria. Comecei a desconfiar. O pediatra me explicou o que era autismo e disse que ela precisava de acompanhamento. Eu a levei para o neurologista, para psicólogo, fonoaudióloga. Fiz alguns exames que deram alteração”, lembra Isabele. “Já meu filho foi muito bem até 1 ano de idade. Depois de1 ano, começou a regredir. Parou de comer, parou de brincar, não queria mais andar. Chorava muito. Comecei a achar estranho. Ele foi encaminhado ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura. Fizeram a avaliação dele lá, por uma equipe multidisciplinar. Tentei continuar trabalhando, mas com as demandas da Pérola e do Ângelo, tive que parar de trabalhar para levar para as terapias. O cuidado é integral. Parei minha vida. Eu era caixa de lotérica”, conta a dona de casa. O filho menor está matriculado em uma creche municipal
Justiça do AM reconhece vínculo entre avós e netos sem relacão biológica
Historicamente, o Direito brasileiro já reconhece a socioafetividade como fundamento para relações de filiação, valorizando o afeto além do vínculo biológico. Recentemente, esse conceito foi ampliado para abarcar outras formas de parentesco. No caso em questão, o MPAM se manifestou pelo reconhecimento da relação socioafetiva entre avô e neto, incluindo o compartilhamento da guarda da criança entre os avós socioafetivos e os pais biológicos. “A manifestação teve como base os princípios do direito das famílias, tais como a afetividade, convivência familiar, função social da família e solidariedade, os dispositivos legais e constitucionais e os recentes julgados de tribunais brasileiros sobre o tema”, destacou a promotora de Justiça Luciana Toledo Martinho, titular da 37ª PJ. A juíza Priscila Maia Barreto dos Santos acolheu o parecer do MPAM e reconheceu a avosidade socioafetiva, aplicando os princípios que regem o Direito das Famílias em benefício dos envolvidos, especialmente da criança. O reconhecimento jurídico da avosidade socioafetiva representa um avanço significativo na valorização das relações familiares baseadas no afeto, reforçando a importância do vínculo emocional na constituição das relações parentais.
AM tem queda de 31,42% nos focos de calor e 7,57% no desmatamento
Além disso, os focos de calor apresentaram uma queda de 31,42%, com 24 identificados em março deste ano, em comparação com 35 no mesmo período em 2024. De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, esses números refletem o monitoramento contínuo realizado pelo Ipaam, por meio do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), que tem utilizado tecnologia avançada para detectar alterações na vegetação e focos de calor em tempo real. O gestor ressaltou, ainda, que a colaboração entre órgãos ambientais e autoridades competentes é essencial para assegurar a proteção das florestas e a diminuição dos índices de degradação. Nesse contexto, ele mencionou a Rede Mais, uma plataforma inovadora que disponibiliza, diariamente, imagens de 180 satélites de última geração, desempenhando um papel fundamental na preservação das florestas. Em relação aos focos de calor, a coordenadora do CMAAP, Priscila Carvalho, esclareceu que nem sempre esses focos são indicativos de queimadas. Eles podem ser provocados por atividades humanas, como queimadas controladas, ou por fenômenos naturais, como a vegetação seca. Ela ressaltou: “Nem todo foco de calor é resultado de uma queimada ilegal. Muitas vezes, eles têm origem em fatores naturais ou em práticas agrícolas devidamente autorizadas”. Mais dados e multas Entre 1º e 31 de março de 2025, os municípios com as maiores áreas desmatadas foram Lábrea (2.041 hectares), Novo Aripuanã (1.767 hectares) e Apuí (973 hectares) (a 702, 227 e 453 quilômetros de Manaus, respectivamente). Em relação aos focos de calor, São Gabriel da Cachoeira registrou 12, seguido por Santa Isabel do Rio Negro (2) e Apuí (1) (a 852, 630 e 453 quilômetros da capital, respectivamente). O desmatamento ilegal, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008, pode resultar em multas de R$ 5 mil por hectare ou fração da área afetada. Esse valor pode ser dobrado em caso de uso de fogo ou incêndios ilegais. Além disso, as áreas desmatadas podem ser embargadas e os equipamentos utilizados na prática ilegal podem ser apreendidos. Queimadas não autorizadas em áreas agrícolas, destinadas à renovação de pastagens ou cultivo, também são passíveis de autuação, com multas de R$ 3 mil por hectare, conforme o mesmo decreto. Em caso de denúncias, a população pode entrar em contato com a Gerência de Fiscalização (Gefa) do Ipaam pelo WhatsApp: (92) 98557-9454.
Val Kilmer, ator de ‘Batman’ e ‘Top Gun’, morre aos 65 anos
O ator Val Kilmer, conhecido por papéis marcantes em filmes como Batman Eternamente e Top Gun, morreu nesta terça-feira (1º), aos 65 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Segundo informações do The New York Times, a causa da morte foi pneumonia. A filha do ator, Mercedes Kilmer, confirmou a informação. Kilmer havia sido diagnosticado com câncer de garganta em 2014, mas, de acordo com a família, conseguiu se recuperar da doença. Na época, sua recusa inicial ao tratamento foi atribuída a suas crenças religiosas. Com uma carreira que marcou as décadas de 1980 e 1990, Val Kilmer ficou conhecido por sua versatilidade e intensidade em cena. Entre seus papéis mais icônicos estão o cantor Jim Morrison em The Doors (1991) e o piloto Iceman, rival de Maverick (Tom Cruise), em Top Gun (1986). Ele também interpretou o pistoleiro Doc Holliday em Tombstone: A Justiça Está Chegando (1993) e atuou ao lado de Al Pacino e Robert De Niro em Fogo Contra Fogo (1995). Nascido em Los Angeles em dezembro de 1959, Kilmer ingressou na prestigiada escola de artes Juilliard, em Nova York, aos 17 anos, onde estudou teatro. Começou sua trajetória nos palcos, passando pela Broadway e festivais internacionais, antes de conquistar Hollywood. Em 1995, assumiu o papel do Homem-Morcego em Batman Eternamente, sucedendo Michael Keaton. Embora o filme tenha tido bom desempenho nas bilheterias, a recepção da crítica foi mista e Kilmer decidiu não voltar à franquia. Mesmo após a batalha contra o câncer, o ator seguiu trabalhando. Em 2021, lançou o documentário Val, exibido no Festival de Cannes, no qual compartilhou registros íntimos de quatro décadas de sua vida e carreira, além de abordar os desafios enfrentados após a cirurgia que afetou sua fala. Seu retorno ao cinema em Top Gun: Maverick (2022), interpretando novamente Iceman ao lado de Tom Cruise, foi recebido com emoção pelo público e pela crítica, marcando uma despedida simbólica de um dos papéis mais emblemáticos de sua carreira. Val Kilmer deixa dois filhos, Mercedes e Jack, frutos de seu casamento com a atriz Joanne Whalley.
Amazonas FC vence Nacional e conquista o título do Barezão 2025
A Arena da Amazônia foi palco de uma grande decisão na noite desta terça-feira (1º), com a final do Campeonato Amazonense 2025. Em um confronto eletrizante, o Amazonas FC venceu o Nacional FC por 2 a 1 e conquistou seu segundo título estadual. A final reuniu o campeão do primeiro turno, Amazonas FC, e o vencedor do segundo turno, Nacional FC. O time da zona leste de Manaus mostrou sua força e garantiu o título com um gol decisivo do uruguaio Diego Zabala nos minutos finais. Crescimento do futebol amazonense Durante a cerimônia de premiação, o secretário de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), Jorge Oliveira, destacou a estrutura oferecida pelo governo para a realização da final. “O Governo do Amazonas, por meio da Sedel, entrega uma Arena preparada para essa grande final. O Amazonas FC tem disputado a Série B e quero parabenizar o Nacional, que está classificado para a Série D e Copa do Brasil”, afirmou. Nos últimos anos, o Amazonas FC vem crescendo no cenário estadual e nacional. Em 2024, a equipe disputou a Série B do Brasileirão pela primeira vez e, nesta edição do Amazonense, teve uma campanha sólida, com quatro vitórias, dois empates e três derrotas. O presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Ednailson Rozenha, também celebrou o momento do futebol no estado. “Eu fico feliz, porque tenho o apoio do secretário Jorge Oliveira, do governador Wilson Lima, e sem esses apoios a gente não conseguiria ir tão longe. O futebol amazonense vive o seu melhor momento e tende a crescer ainda mais”, declarou. O jogo A partida começou movimentada, com o Amazonas FC impondo ritmo desde os primeiros minutos. Aos 11 minutos, Rodrigo Varanda abriu o placar em bela jogada individual. O Nacional, no entanto, reagiu ainda no primeiro tempo e empatou com Vinícius Balotelli. Quando o jogo parecia se encaminhar para os pênaltis, Diego Zabala apareceu para decidir. O uruguaio marcou o segundo gol do Amazonas FC e garantiu a taça para a equipe aurinegra. Próximos desafios Com o título estadual, o Amazonas FC agora foca na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. O próximo desafio da equipe será no dia 4 de abril, contra o Goiás. Já o Nacional FC encerra sua participação na temporada 2025, mas já tem garantidas as vagas na Série D do Brasileirão e na Copa do Brasil de 2026, competições que podem marcar a retomada do tradicional clube amazonense no cenário nacional.
Musk deixará governo Trump nas próximas semanas, diz site
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao seu círculo íntimo, incluindo membros de seu gabinete, que Elon Musk deixará o governo nas próximas semanas, segundo o site americano “Político”. De acordo com o site, três fontes disseram que Trump e Musk tomaram a decisão em consenso. Afirmaram ainda que o presidente está satisfeito com o trabalho do bilionário como seu conselheiro e líder do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Pouco depois da publicação do artigo, a Casa Branca comentou o assunto e afirmou apenas que Musk se afastará do serviço público quando seu trabalho no DOGE estiver concluído. Um alto funcionário do governo disse que Musk provavelmente manterá um papel informal como conselheiro e continuará a aparecer frequentemente nos arredores da Casa Branca. Outro afirmou que Musk não vai desaparecer completamente da órbita de Trump. A transição, disseram as fontes do site, provavelmente corresponderá ao fim do tempo de Musk como um “funcionário especial do governo”, um status especial que o isenta temporariamente de algumas regras éticas e de conflito de interesses, que dura 130 dias – até o fim de maio ou início de junho. O anúncio teria sido feito durante uma reunião de gabinete em que Musk estava no dia 24 de março. “Elon, quero agradecer a você. Sei que você passou por muita coisa”, disse Trump ao bilionário, em frente a repórteres após a reunião, mencionando ameaças de morte e a onda de vandalismo direcionado aos carros construídos pela Tesla antes de chamá-lo de “patriota” e “amigo meu”. Ambos já haviam dado sinais de uma possível saída do empresário. Na quinta-feira passada, em entrevista à Fox News, ao ser questionado se ele estaria pronto para sair quando seu status especial de funcionário do governo expirasse, Musk essencialmente declarou missão cumprida: “Acho que teremos realizado a maior parte do trabalho necessário para reduzir o déficit em US$ 1 trilhão dentro desse prazo”. Na noite desta segunda (31), Trump disse aos repórteres: “Em algum momento Elon vai querer voltar para sua empresa”. E acrescentou: “Ele quer. Eu o manteria enquanto pudesse mantê-lo”. A possível retirada de Musk do governo Trump ocorre em um momento em que alguns de seus membros e muitos aliados externos estão frustrados com a imprevisibilidade do bilionário e, cada vez mais, o veem como um fardo político. Ela também não significa necessariamente o fim da DOGE. O mandato da equipe de corte de custos expira em 4 de julho de 2026, sob uma ordem executiva assinada por Trump em 20 de janeiro.


