A expectativa é grande para as toadas que vão embalar o Boi-Bumbá Garantido no 58º Festival Folclórico de Parintins, que ocorrerá nos dias 27, 28 e 29 de junho. Com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”, os perrechés prometem emocionar a galera com um repertório que celebra a tradição, a resistência e a identidade cultural amazônica. As toadas são a alma do festival e desempenham um papel fundamental na grandiosidade do espetáculo. Elas não apenas embalam os rituais e coreografias no Bumbódromo, mas também traduzem a essência do Boi da Baixa da Xanda, exaltando a força dos povos amazônicos, como caboclos, quilombolas e indígenas. Desde o último domingo (23 de março), algumas toadas já começaram a ser divulgadas oficialmente pelo Garantido. Veja: Há várias outras versões demo, mas que ainda não foram anunciadas como “oficiais” pelo maior campeão de Parintins. Confira algumas: Raça e tradição O slogan “O Boi do Povão”, criado por Paulinho Faria nos anos 1980, reforça essa conexão do Garantido com suas raízes populares. A cada nova edição do festival, as toadas não só embalam os torcedores, mas também perpetuam a história e a cultura do Amazonas. Com um espetáculo que promete ser vibrante e emocionante, o Boi Garantido chega ao festival reafirmando sua posição como o mais querido do povão. Agora, resta aguardar para conhecer as versões oficiais de todas as toadas que vão marcar mais um capítulo dessa história apaixonante.
Boi Caprichoso divulga toadas selecionadas para o ‘Festival de Parintins 2025’
O Boi Caprichoso anunciou neste sábado, 22 de março, as toadas selecionadas para o Festival de Parintins 2025. O álbum traz 23 toadas escolhidas pelo Conselho de Arte e Conselho Musical que teve a missão de definir as obras que melhor representam a proposta artística do projeto. As toadas vão compor o álbum ‘É Tempo de Retomada’ do bumbá, que busca o tetracampeonato. A seleção faz parte do processo iniciado em outubro de 2024, com o lançamento do edital que recebeu mais de 120 inscrições e foi encerrado no dia 20 de janeiro deste ano. ‘Tivemos a missão de escolher as toadas do Caprichoso. Estamos entregando, nesse primeiro momento, 23 obras, parte delas escolhidas durante o processo, organizadas a partir do edital, seguindo todos os critérios. Fora isso, também organizamos as toadas encomendadas, toadas estratégicas que fundamentam o projeto de arena. As toadas representam, para a gente, a sonoridade do espetáculo que vai assegurar a vitória do Boi Caprichoso”, afirmou Ericky Nakanome, presidente do Conselho de Arte. CONFIRA A LISTA DE TOADAS DO CAPRICHOSO PARA 2025:
Estudo sobre pegada de dinossauro com preservação inédita revela biodiversidade jurássica no RS
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) analisou novas pegadas de dinossauros do período Jurássico no país. Em melhor estado de preservação já encontrado, uma delas representa um espécime do grupo dos terópodes, gigantes bípedes, e a outra indica um Ankylosauria, herbívoros, quadrúpedes e com membros curtos e poderosos, o segundo a ter sido encontrado na Formação Guará. Na descoberta, de conservação ainda não vista no país, é possível verificar alguns pontos antes desconhecidos, como o relevo da pegada do dinossauro, sua morfologia de três dedos e a marca de uma garra. Tudo isso, segundo os pesquisadores, aponta para o fato de a pegada se tratar de um carnívoro da turma que andava sobre duas patas. — As rochas do Jurássico têm poucos registros no Brasil. Leva tempo para o material ser estudado pelos alunos. Uma pegada tão preservada traz informações que não tínhamos, como a morfologia da pata e o tamanho do animal — explica a paleontóloga Paula Francischini, uma das orientadoras do estudo. Os achados foram feitos a partir de 2018, durante visitas técnicas na cidade de Rosário do Sul (RS). Mas, só agora, o artigo, que faz parte da pesquisa de doutorado do paleontólogo Denner Cardoso, foi publicado na revista Journal of South American Earth Sciences, e diz que as marcas deixadas “lançam luz sobre a biodiversidade dos dinossauros na América do Sul”, em especial nas terras gaúchas. — Quando estudamos a história dos dinossauros, independentemente de qual parte do mundo estejamos, é impossível não falar do Rio Grande do Sul. Aqui temos uma riqueza muito grande desses grupos, os dinossauros mais antigos do mundo são do nosso estado, temos muito material do Período Triássico e cada vez mais surgem materiais do Jurássico — celebrou Cardoso. Também conhecidas como icnofósseis, as pegadas registram vestígios de atividades de organismos que viveram no passado e que ficaram preservados em rochas e sedimentos. Apesar de já terem conhecimento sobre a presença destas espécies na região, a publicação reúne detalhes até então desconhecidos sobre os dinos. O acervo pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h, no Museu de Paleontologia da UFRGS, localizado no Campus do Vale, informa a Universidade.
Morre Fuad Noman, prefeito de Belo Horizonte, aos 77 anos
O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), morreu nesta quarta-feira (26), após sucessivas internações em decorrência da fragilização em sua saúde. Fuad estava internado no hospital particular Mater Dei, em Belo Horizonte, desde o dia 3 de janeiro, quando apresentou um quadro grave de insuficiência respiratória. Ele deixa sua companheira há 52 anos, a primeira-dama Mônica Drummond, além de dois filhos e quatro netos. O velório ocorre nesta quinta-feira, às 13h, na sede da prefeitura, e o enterro será restrito à família. Em nota, a prefeitura lamentou a morte. “Fuad Noman dedicou décadas de sua vida ao serviço público, sempre pautado pelo compromisso com a ética, o diálogo e o bem-estar da população de Belo Horizonte. Economista por formação, com sólida trajetória na administração pública, Fuad ocupou importantes cargos no governo federal, governo de Minas Gerais e na prefeitura de Belo Horizonte, sempre deixando marcas de competência, responsabilidade e sensibilidade social”, diz o posicionamento. Sua família prestou uma homenagem a Fuad por meio de uma publicação em suas redes sociais. “Em nossos corações, permanece o marido carinhoso e companheiro, sempre orgulhoso da família que construiu; o pai dedicado, apaixonado por pescaria, que nos ensinou o valor da honestidade; e o avô afetuoso, cuja presença iluminou a vida dos netos com seu exemplo”, diz o texto, assinado por sua esposa, Mônica, seus filhos, Gustavo e Paulo, suas noras, Cláudia e Fabiana, e seus netos, João Pedro, Mateus, Isabela e Rafael. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fuad Noman (@fuad_noman) Quem era Fuad Noman? Natural da cidade de Belo Horizonte, Fuad Noman se orgulhava de seus 55 anos de vida pública, mas seu ingresso em cargos eletivos é recente. Ele começou a trajetória como servidor de carreira do Banco Central do Brasil, passando posteriormente pelo Tesouro Nacional, pela Casa Civil e pelo Banco do Brasil. Entre 2012 e o fim de 2016 viveu uma aposentadoria programada em seu sítio, onde tinha a intenção de acompanhar o crescimento de seus netos. Em especial Isabela, a caçula de 15 anos, e que uma vez o descreveu ao GLOBO como seu “xodó”. Sua proximidade com a política começou quando aceitou o convite do ex-governador Aécio Neves (PSDB) para ser seu secretário de Fazenda. No mandato de Antônio Anastasia (PSDB), continuou no secretariado, mas à frente da pasta de Obras, até 2010, e na presidência da Gasmig, até 2012. Tudo mudou quando Anastasia o convenceu a participar da transição de governo do ex-prefeito Alexandre Kalil. Fuad aceitou o convite, mas disse que voltaria ao sítio antes de Kalil tomar posse.
Réu no STF, Bolsonaro pode ser condenado a até 43 anos de prisão; veja os crimes e as penas
Agora réu no Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser condenado a até 43 anos de prisão pela 1ª Turma da Corte caso sejam aplicadas as penas máximas dos cinco crimes pelos quais foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e também as causas de aumento de punição previstas na acusação. O ex-mandatário disse que a acusação é “infundada”. Para advogados consultados pelo GLOBO, no entanto, o mais provável seria uma condenação no meio do caminho, acima de 14 anos, mas distante do máximo previsto no Código Penal. Veja detalhes dos crimes: Bolsonaro foi denunciado pela PGR em fevereiro pelos crimes de organização criminosa (que prevê penas de 3 a 8 anos de prisão), tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito (4 a 8 anos de prisão), golpe de Estado (4 a 12 anos), dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União (6 meses a 3 anos) e deterioração de patrimônio tombado (1 a 3 anos). A PGR também apontou que, no delito de organização criminosa, houve ainda emprego de arma de fogo, que aumentaria a pena em até 50%, e o exercício do comando da organização, o que aumentaria de um sexto a dois terços da pena. De acordo com o advogado criminalista e professor da Universidade de São Paulo Pierpaolo Bottini, a idade do ex-presidente e o fato de ele ser réu primário contam como fatores de redução de uma eventual condenação. Por outro lado, se Bolsonaro for considerado o mandante dos crimes, como pede a PGR, a pena aumenta. — Acho quase impossível que Bolsonaro seja condenado acima do teto das penas porque o juiz parte sempre da pena mínima, que pode ser aumentada ou diminuída, se houver agravantes ou atenuantes. É muito raro o réu primário ser condenado à pena máxima — diz Bottini. No caso do crime de organização criminosa, há duas majorantes (causas de aumento de pena) possíveis. — A jurisprudência admite a cumulatividade dessas causas de aumento. Assim, a pena aplicada com as majorantes pode ultrapassar os 8 anos previsto como pena máxima, mas isso dependerá das circunstâncias do caso — afirma Fernando Castelo Branco., professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A advogada criminalista Clara Moura Masiero, sócia do escritírio Lacaz Martis, diz que a praxe jurídica é que os juízes apliquem apenas uma condição majorante. — O Código Penal diz que o juízo pode se limitar a um só aumento de pena quando há mais de uma circunstância majorante, prevalescendo a que aumenta mais a pena — ressalta. Castelo Branco ressalta que, se Bolsonaro for considerado o mandante dos atos golpistas do 8 de Janeiro, por exemplo, sua pena será maior que a dos demais participantes. — Pelo fato de ser mandante, o autor intelectual do crime, estaria caracterizada a coautoria — diz. Dos 285 condenados pelos atos antidemocráticos até janeiro deste ano, 79% foram condenados a penas de 14 anos ou mais, segundo relatório do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso.
Tripulação brasileira é resgatada por navio chinês após vários dias à deriva no mar do Nordeste: ‘muita sorte’
Uma tripulação formada por cinco brasileiros e um holandês foi resgatada em alto mar por uma equipe chinesa de um navio cargueiro de bandeira liberiana, na costa do estado de Sergipe, no Nordeste do Brasil. Os náufragos passaram vários dias à deriva após a água invadir e inundar completamente o barco de pesca brasileiro, que ia de Itajaí, em Santa Catarina, para um estaleiro no Rio Grande do Norte. Segundo a agência Xinhua, o capitão da embarcação, Huang Yongchao, recebeu uma solicitação do Departamento Marítimo do Brasil pedindo ajuda para o resgate. Foi mais de uma hora de busca até que a tripulação chinesa conseguisse localizar os pescadores. — Foi uma sensação de voltar a viver, uma sensação de que Deus nos deu outra oportunidade para continuar neste mundo. Encontramos a tripulação chinesa e eles nos salvaram. Tivemos muita sorte de sermos vistos pelo navio — disse o empresário brasileiro Marcelo Bellas Silva Novo à Xinhua. Segundo o capitão, o naufrágio aconteceu na madrugada do dia 15 de março. O trajeto total de 2.700 quilômetros foi interrompido na altura do estado de Sergipe, onde a embarcação enfrentou fortes tempestades que romperam parte do casco. Antes de naufragar completamente, a tripulação passou cinco dias tentando retirar a água que invadia o barco. Segundo Bellas, todos os sistemas eletrônicos e de rádio foram queimados e não havia maneira de se comunicar nem com a Marinha do Brasil, nem com outros barcos. Com o pesqueiro perto de afundar, o grupo de seis pessoas decidiu pular do barco e se abrigar em um bote salva-vidas. Algum tempo depois, na escuridão da madrugada, o capitão do pesqueiro brasileiro enxergou uma luz no fim do túnel: no horizonte viu o que parecia ser um navio, e começaram a enviar sinais com as luzes de emergência do bote. — O capitão chinês viu as luzes e se aproximou para nos salvar. Subimos a bordo da embarcação e nosso amigo holandês conseguiu se comunicar em inglês com eles para explicar a situação — revelou o brasileiro. Segundo o pescador, o barco recém-comprado não apresentava problemas mecânicos, mas sofreu avarias estruturais devido ao mar agitado. O capitão do navio que realizou o resgate, Huang Yongchao, de 43 anos, declarou à Xinhua que como comandante de um navio sentiu a responsabilidade de agir ”imediatamente” para resgatar o grupo. — Minha reação imediata foi que precisávamos salvá-los, independentemente de qual país fossem. Tenho convicção de que qualquer pessoa, ao ver uma situação dessas, também prestaria ajuda — declarou à agência chinesa. Após o resgate, o capitão Huang conduziu os pescadores ao porto de Santos, onde a despedida foi marcada por um momento de emoção. Em um gesto de camaradagem, ele e os tripulantes do barco pesqueiro trocaram abraços, selando a conexão criada no mar. Nas redes sociais, a Embaixada da China no Brasil publicou o resgate e declarou que o “gesto de solidariedade uniu Brasil e China”. 🌊 Em alto-mar, um gesto de #solidariedade uniu #China e #Brasil! O capitão chinês Huang Yongchao e sua tripulação salvaram seis brasileiros após o naufrágio de uma embarcação no Atlântico. “É uma amizade que jamais esqueceremos”, disse um dos resgatados. 🇧🇷🤝🇨🇳 pic.twitter.com/kgeZJXouet — Embaixada da China no Brasil (@EmbaixadaChina) March 24, 2025
STF torna Bolsonaro e sete aliados réus por tentativa de golpe
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados réus por uma suposta tentativa de golpe que teria ocorrido em 2022, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. Os cinco ministros do colegiado votaram para receber a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou para aceitar a denúncia e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. — Acompanho integralmente o relator (Moraes) o parabenizando pelo trabalho. Não deixou pedra sobre pedra — disse Fux ao dar o voto que formou a maioria. O julgamento do STF sobre o recebimento da denúncia é uma avaliação preliminar do caso. Os ministros entenderam que há indícios mínimos para a abertura de uma ação penal. A decisão final sobre absolvição ou condenação ocorrerá posteriormente. Após o julgamento, o advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, disse que vai “provar a inocência” do seu cliente. Além de Bolsonaro, são acusados pela PGR o tenente-coronel Mauro Cid, os ex-ministros Braga Netto (Defesa e Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Anderson Torres (Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa). Também estão na lista o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, deputado federal pelo PL-RJ. Voto de Moraes Relator do caso, Moraes foi o primeiro a se manifestar. Ele afirmou que a denúncia apresentada pela PGR expôs de forma “detalhada e coerente” os fatos criminosos envolvendo os acusados. — A denúncia descreve de forma detalhada, com todos os elementos, todos os requisitos exigidos, tendo sido coerente a exposição dos fatos, com a descrição amplamente satisfatória dos fatos, da tentativa de golpe de estado, tentativa de abolição violenta do estado de direito — afirmou Moraes durante seu voto. O ministro ressaltou ainda que seis dos oito advogados que fizeram sustentação oral na terça-feira “reconheceram a gravidade dos fatos ocorridos no dia 8 de janeiro”. Ele lembrou ainda uma fala sua no julgamento das primeiras ações penais do 8 de janeiro e afirmou que os atos não foram um “passeio no parque”: — Não foi um passeio no parque. Ninguém, absolutamente ninguém que lá estava, estava passeando — disse o ministro, que tratou os episódios de invasão dos prédios do Congresso, do STF e do Planalto como “guerra campal” e exibiu vídeos captados no dia. Para Moraes, a participação de Bolsonaro na trama golpista foi devidamente comprovada na denúncia. Ele citou como exemplo a edição de uma minuta de decreto que previa a instalação de um estado de exceção no país. — Não há dúvida de que Bolsonaro discutiu uma minuta do golpe — disse Moraes. Voto de Dino Dino se manifestou na sequência e acompanhou Moraes. Ele rebateu a alegação de que os atos golpistas do 8 de janeiro foram compostos por “velhinhas rezando com Bíblias”. Dino ainda citou o filme Ainda estou aqui, para afirmar que um “golpe de Estado mata”, e fez uma piada sobre a “dor” dos brasileiros com a derrota por quatro a um para a seleção de futebol da Argentina na terça-feira. — Há às vezes essa ideia: “Fulano de tal estava apenas com uma Bíblia”. Eu, de fato, imagino, pela minha fé religiosa, se a pessoa passa em frente à Catedral de Brasília, um dos mais edifícios mais belos da arquitetura do mundo e resolve rezar, ela não vai rezar na frente do Congresso Nacional — afirmou Dino, acrescentando: — Não precisa vir na Praça dos Três Poderes para fazer orações. O ministro do STF ressaltou que no golpe militar de 1964 não houve mortes, mas que depois “milhares morreram”, e disse que Ainda estou aqui, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional no início do mês, mostrou isso ao retratar o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva. Dino considerou que uma tentativa de golpe que não deixou mortes não pode ser considerada de “menor potencial ofensivo”: — Golpe de Estado é coisa séria. É falsa a ideia de que um golpe de Estado, ou uma tentativa de golpe de Estado, porque não resultou em mortes naquele dia, é uma infração penal de menor potencial ofensivo. Voto de Fux Terceiro a votar a favor da aceitação da denúncia, Fux disse que os fatos narrados na denúncia são graves e que há “materialidade e autoria” para as ações. Neste momento, formou-se a maioria a favor da aceitação da acusação. — Esses episódios contra a nossa democracia vão ser marcantes dia após dia, todos os dias serão dias da lembrança de tudo que ocorreu. Não se pode de forma alguma dizer que não aconteceu nada. É impossível se afirmar isso — afirmou. Voto de Cármen Já com a maioria formada, Cármen Lúcia classificou a sequência de eventos que levaram aos atos de 8 de janeiro como “gravíssimos” e disse ser preciso barrar a “máquina de desmontar a democracia” da história do país. — Ditadura mata, vive da morte, não apenas da sociedade, mas da democracia, de seres humanos de pele e osso que são torturados e mutilados — afirmou a ministra. Voto de Zanin Presidente do colegiado, Zanin deu o último voto e formou unanimidade para tornar réus Bolsonaro e outros sete acusados. Ele destacou que há materialidade na denúncia e ressaltou que a acusação está “longe” de ser amparada apenas pela delação de Mauro Cid, argumento usado por algumas das defesas dos acusados. — Há sim uma série de elementos a amparar a denúncia que estamos a analisar. Longe de ser uma denúncia amparada exclusivamente em uma delação premiada, o que se tem aqui são diversos documentos, vídeos, materiais que dão amparo aquilo que foi apresentado pela acusação — afirmou. — Considero que há materialidade, indício de autoria, a ensejar o recebimento integral da denúncia. Rito do julgamento Os ministros votaram nesta quarta-feira, segundo dia de julgamento, após um primeiro dia em que foi lido o relatório de Moraes, além das manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e
David Almeida pede mais um empréstimo de quase R$146 milhões à CMM
Um dia após a Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovar um Projeto de Lei (PL) autorizando o Executivo Municipal a contratar um empréstimo de R$2,5 bilhões, a prefeitura obteve um novo financiamento de R$145,8 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A medida foi aprovada por maioria, com os votos contrários dos vereadores Rodrigo Guedes (PP), Paulo Tyrone (PMB), Ivo Neto (PMB), Zé Ricardo (PT), Diego Afonso (União), Thayssa Lippy (PRD), Raiff Matos (PL), Coronel Rosses (PL), Sargento Salazar (PL) e Capitão Carpê (PL). Pela segunda vez consecutiva, os vereadores da base do prefeito David Almeida (Avante) solicitaram a inversão da pauta na CMM para iniciar as votações e votar de forma urgente o novo empréstimo, como feito com o anterior. A proposta prevê que o empréstimo será destinado às seguintes atividades: a criação e estruturação do Plano Municipal de Dados Abertos (PMDA) e o desenvolvimento de um novo Portal da Transparência. Essas iniciativas visam aprimorar a disponibilização de informações públicas, garantindo maior acessibilidade e eficiência na gestão de dados municipais. Com esse financiamento, a administração municipal afirmou que poderá usufruir de diversas vantagens, como a melhoria no atendimento ao contribuinte, que terá acesso a todos os serviços da SEMEF em um único local, eliminando a necessidade de deslocamentos. Além disso, haverá redução de gastos com a locação de imóveis do Complexo Tributário da SEMEF, modernização dos serviços por meio de novas infraestruturas tecnológicas, implantação da Rede Metropolitana de Dados e controle de custos. Segundo o PL, os recursos também fortalecem a transparência na gestão, incentivando práticas mais abertas e acessíveis à sociedade, além de trazer vantagens na promoção da justiça fiscal, mediante a efetiva arrecadação dos tributos municipais. Da base do prefeito, o vereador João Paulo Janjão (Agir) defendeu a proposta e criticou os parlamentares que expõem aqueles que votaram favoráveis ao PL: “Nós votamos ontem o empréstimo dessa casa. Não escondo, porque entendo que Manaus necessita, assim como o Estado necessitou ano passado e foi aprovado na Assembleia R$6 bilhões. Estamos vivendo muitos problemas, e agora cabe a mim, como vereador, fiscalizar o prefeito para que se aplique de maneira adequada”. Já a oposição criticou a pressa em aprovar um novo empréstimo um dia após a autorização de financiamento com bancos no valor de R$2,5 bilhões. Zé Ricardo declarou sua posição contrária aos dois empréstimos concedidos: “Estava aqui quando foi discutido esse cheque em branco ao prefeito. Eu sou contrário”. O vereador Rodrigo Guedes pediu “calma” ao presidente da Câmara, David Reis (Avante), por ter ignorado seu pedido de discussão. O parlamentar criticou a postura: “Vossa excelência está ávido para que o prefeito tenha acesso a esse recurso”. Guedes também criticou o prefeito e afirmou que os empréstimos podem quebrar os cofres públicos: “Existe uma forma certa de se quebrar. Qualquer pessoa física, jurídica ou governamental que não faz controle de gastos, não faz gestão fiscal, uma hora a conta não fecha, e quem está pagando esta conta é a população manauara”, disse.
IA auxilia diagnósticos no Hemoam; tecnologia é inédita na rede pública do Norte
A medicina está cada vez mais conectada à tecnologia, e no Amazonas não é diferente. A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) acaba de dar um salto rumo ao futuro ao incorporar a Inteligência Artificial (IA) em seus exames laboratoriais. Com isso, a precisão e a velocidade nos diagnósticos de doenças hematológicas ganham um reforço de peso. Entre as grandes novidades está o uso da IA no exame de cariótipo Banda G, realizado no Laboratório de Citogenética. O Hemoam foi o primeiro hospital público do Brasil a utilizar o GenAsis, um equipamento de ponta que vem auxiliando médicos e pesquisadores desde 2024. No setor de hematologia, outra inovação chama atenção: o CellaVision DM9600, um analisador digital que automatiza a leitura das lâminas de hemograma. Essa tecnologia, inédita na rede pública do Norte do país, agiliza o processo e reduz a possibilidade de erros humanos, garantindo diagnósticos mais precisos. E as novidades não param por aí. O Hemoam também incorporou um Citômetro de Fluxo, equipamento essencial para o diagnóstico e classificação de leucemias e outras doenças hematológicas. Para garantir o melhor uso da tecnologia, técnicos do laboratório de marcadores celulares passam por um treinamento intensivo entre os dias 25 e 27 de março. Com essa modernização, o Hemoam se consolida como referência em inovação na saúde pública, mostrando que tecnologia e medicina podem – e devem – caminhar juntas para salvar vidas.
Jorge Jesus, Filipe Luís, Ancelotti? Possíveis nomes para seleção caso Dorival seja demitido
Dentre os que são vistos como potenciais futuros comandantes da amarelinha, alguns nomes destacam-se nos pedidos dos torcedores. Confira a situação de cada um dos mais especulados: Veja a situação de técnicos especulados na seleção brasileira: Principal alvo da CBF para o ciclo da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti está na quarta temporada seguida no Real Madrid. Dentre os principais títulos da trajetória estão as duas Ligas dos Campeões (21/22 e 23/24) e os dois Campeonatos Espanhóis (21/22 e 23/24). Apesar dos rumores no início de 2025 de uma possível saída do clube merengue, o italiano renovou contrato e afirmou que pretende ficar no gigante espanhol durante todo o mandato do presidente Florentino Pérez. Treinador que marcou época com o trabalho à frente do Flamengo entre 2019 e 2020, Jorge Jesus é um nome bastante pedido na seleção brasileira nos últimos anos. O português já afirmou que “seria um sonho” e deu a entender que perdeu uma oportunidade de realizá-lo no passado. No Al-Hilal, da Arábia Saudita, há duas temporadas, conquistou o título nacional, a Copa do Rei e duas Supercopas. Apesar da primeira temporada de sucesso, não é mais unanimidade entre a torcida atualmente. Tem contrato com o clube saudita até maio e as conversas de renovação ainda não avançaram. Nova sensação do futebol brasileiro, o ex-lateral-esquerdo não tem sete meses como treinador no profissional. Mas o trabalho bastante elogiado e já vitorioso no Flamengo no curto período tornou Filipe Luís como um dos grandes queridinhos dos brasileiros para assumir a seleção. O jovem treinador tem contrato com o rubro-negro até o fim do ano e não costuma comentar sobre seu futuro. A única certeza em relação às suas pretensões, é que o grande objetivo é trabalhar na Europa. Um chamado da pentacampeã do mundo, entretanto, pode fazer o promissor técnico ir para um desafio inimaginável há pouco tempo. Renato Gaúcho já teve o nome ventilado na seleção algumas vezes, na época de Tite e também de Fernando Diniz. Nome de agrado de boa parte dos brasileiros neste passado recente , o ex-atacante já não conta com tanto apoio da opinião pública atualmente, principalmente após o 2024 abaixo do esperado no Grêmio. O tricolor gaúcho, não à toa, não quis renovar o contrato para esta temporada. Desde então, ele está sem clube. Em passagem multicampeão à frente do Palmeiras desde 2020, Abel Ferreira é um técnico especulado frequentemente na seleção. Este ano está no momento mais conturbado da relação de muito mais amor que ódio com a torcida alviverde. Em janeiro deste ano, o português afirmou que este seria seu último ano não só no comando da equipe, como no futebol brasileiro. Mas as declarações indicando uma saída não são inéditas. No passado, o clube conseguiu reverter a situação ao longo da temporada e renovou o vínculo. No momento, seu futuro continua indefinido. Mas uma possível ida para seleção nunca foi comentada por ele. Considerado por muitos como o maior técnico de todos os tempos, Pep Guardiola sempre teve o nome pedido por parte dos brasileiros para a seleção. O espanhol, apesar de demonstrar simpatia à história do futebol brasileiro, já descartou a possibilidade quando foi perguntado sobre a possibilidade. Atualmente, vive a temporada mais complica à frente do Manchester City, da Inglaterra. Entretanto, renovou recentemente o vínculo com o clube inglês até o meio de 2027. Depois da derrota atípica no clássico, a seleção brasileira só voltará a campo em junho. Na quarta colocação das Eliminatórias, com 21 pontos, a amarelinha pode ir para próxima data Fifa — vai enfrentar Equador e Paraguai — com mudança no comando técnico.


