O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por 8 votos a 3, a denúncia contra o governador do Amazonas, Wilson Lima, por supostas irregularidades na gestão da pandemia de Covid-19 em 2020. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (05/02) pela Corte Especial do tribunal.O julgamento teve início em sessão anterior, quando o ministro Raul Araújo abriu divergência em relação ao voto do relator, ministro Francisco Falcão. A tese de rejeição da denúncia foi acompanhada pelos ministros Og Fernandes, Humberto Martins, Sérgio Kukina, Sebastião Reis Júnior, João Otávio de Noronha, Antonio Carlos Ferreira e Benedito Gonçalves, formando a maioria contra o prosseguimento da ação.A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) questionava o transporte de respiradores adquiridos pelo governo do Amazonas no auge da crise sanitária. No entanto, os ministros que votaram pela rejeição da acusação consideraram a excepcionalidade do momento, argumentando que o Estado enfrentava uma corrida contra o tempo para adquirir equipamentos médicos em meio à escassez global, buscando garantir atendimento aos pacientes com Covid-19 na rede pública de saúde.Com a decisão do STJ, o caso não seguirá adiante, encerrando mais um capítulo das investigações sobre a gestão da pandemia no Amazonas.
Argentina deixa a Organização Mundial da Saúde
O presidente da Argentina, Javier Milei, retirou o país da Organização Mundial da Saúde (OMS) por “profundas diferenças em relação à gestão sanitária”, anunciou nesta quarta-feira (5) o porta-voz da presidência, Manuel Adorni, em coletiva de imprensa. A decisão “se baseia nas profundas diferenças em relação à gestão sanitária, especialmente na pandemia” de covid-19, acrescentou Adorni. “Os argentinos não vamos permitir que um organismo internacional interfira em nossa soberania, muito menos em nossa saúde”, enfatizou. O porta-voz explicou que essa medida “dá ao país maior flexibilidade para implementar políticas adaptadas ao contexto de interesses que a Argentina exige, além de maior disponibilidade de recursos e reafirma nosso caminho em direção a um país com soberania na área da saúde”. A decisão do governo argentino está alinhada a um decreto assinado pelo presidente Donald Trump que também retira os Estados Unidos OMS. Assim como Trump, Milei criticou a atuação da agência durante a pandemia de coronavírus. Adorni afirmou nesta quarta que a gestão sanitária do organismo internacional durante a pandemia, junto com o governo de Alberto Fernández, “nos levou ao confinamento mais longo da história da humanidade e à falta de independência diante da influência política de alguns Estados”. O porta-voz esclareceu que a Argentina “não recebe financiamento da OMS, portanto, essa medida não representa perda de fundos para o país”. O funcionário não especificou o financiamento anual que o país repassa ao organismo, o qual, segundo reportagens, gira em torno de 10 milhões de dólares (R$ 57,9 milhões) por ano. Em junho passado, a Argentina rejeitou se juntar a um novo protocolo sobre pandemias proposto pela OMS e deixou claro sua intenção de deixar o organismo. “Nosso país não assinará nenhum acordo sobre pandemias que possa afetar a soberania nacional”, afirmou Adorni na época. “Quarentenas eternas” Após a coletiva, um comunicado do Gabinete do Presidente deu mais detalhes sobre os motivos da decisão argentina. De acordo com o comunicado, a OMS “falhou em sua maior prova de fogo: promoveu quarentenas eternas sem embasamento científico quando teve que combater a pandemia de covid-19”. “As quarentenas provocaram uma das maiores catástrofes econômicas da história mundial”, acrescentou. Nesse sentido, o governo concluiu que “é urgente repensar, a partir da comunidade internacional, para que existem organismos supranacionais, financiados por todos, que não cumprem com os objetivos para os quais foram criados (…) e pretendem se impor acima dos países membros”, conforme o comunicado. “Hoje, a evidência indica que as receitas da OMS não funcionam porque são o resultado da influência política”, afirmou. O anúncio da Argentina segue a decisão de Donald Trump, que em 20 de janeiro, no dia de sua posse, assinou um decreto para retirar os Estados Unidos da OMS. Washington também congelou seu financiamento a programas de luta contra a Aids em países em desenvolvimento. Os Estados Unidos são o maior contribuinte do organismo internacional de saúde, e sua saída obrigou a OMS a revisar seus programas e prioridades.
Porta-voz de Trump afirma que EUA ‘não vão pagar’ pela reconstrução de Gaza e recua sobre a ideia de deslocamento permanente de palestinos
A Casa Branca informou nesta quarta-feira (5) que o presidente Donald Trump não comprometeu os Estados Unidos a enviar tropas para a Faixa de Gaza como parte de sua proposta de controle do enclave palestino. Além disso, a porta-voz da Presidência recuou sobre a ideia de um deslocamento permanente de palestinos, mencionando agora uma “realocação temporária”. Em coletiva de imprensa, Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, afirmou que Trump acredita que os EUA devem se envolver na reconstrução de Gaza para garantir a estabilidade da região, mas enfatizou que “não vão pagar” por essa reconstrução. “Isso não significa que haverá tropas em Gaza”, disse Leavitt. Ela também negou que a proposta de Trump de retirar os palestinos de Gaza seja permanente. “O presidente está comprometido com a realocação temporária dos que estão lá”, afirmou. Na terça-feira (4), Trump havia declarado que os Estados Unidos assumiriam o controle da Faixa de Gaza, afirmando que os palestinos não deveriam ser responsáveis pela reconstrução e ocupação do território. Ele sugeriu que os EUA tomassem conta da área, criando empregos e desenvolvendo a região, e mencionou a possibilidade de transformar Gaza em uma espécie de “Riviera do Oriente Médio”. Trump disse ainda que planeja visitar Gaza, Israel e a Arábia Saudita, mas não divulgou datas para as viagens. Mais cedo, ele sugeriu que a única alternativa para os palestinos seria deixar Gaza, uma ideia apoiada pela extrema direita israelense, mas amplamente criticada por analistas, que a consideram uma forma de limpeza étnica. A Jordânia e o Egito se manifestaram contra a proposta de Trump, defendendo que os palestinos têm o direito de permanecer em suas terras. A Arábia Saudita também rejeitou a ideia de Trump de retirar palestinos de Gaza, afirmando que não estabelecerá laços com Israel até que um Estado Palestino seja criado. A crise gerada pelo conflito entre Israel e Hamas resultou em uma grave situação humanitária em Gaza, com mais de 40 mil mortos. A proposta de Trump levanta preocupações sobre o futuro dos palestinos na região e sobre o impacto na criação do Estado da Palestina.
Governador do Pará recua e revoga lei que levou a ocupação da Seduc por indígenas
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), recuou e vai encaminhar para a Assembleia Legislativa projeto para revogar a lei que retirou artigos sobre educação presencial para indígenas, o que abriria caminho para ensino a distância. A aprovação da lei levou movimentos indígenas a ocuparem o prédio da Seduc (Secretaria de Educação) do governo do estado, em Belém, em 14 de janeiro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5), após acordo fechado com o Sintepp (sindicato de trabalhadores em educação) e comunidades indígenas, quilombolas e populações tradicionais. A revogação tem como condicionantes o fim da paralisação de professores e a desocupação, pelos indígenas, do prédio para permitir o funcionamento da Seduc. O governo se comprometeu a não punir servidores por causa da paralisação. Segundo o termo de compromisso firmado, será criado um grupo de trabalho composto por representantes do estado, do Sintepp e dos povos indígenas, quilombolas e tradicionais para discutir a elaboração de um projeto de lei para instituição do Estatuto do Magistério e Plano de Cargos, Carreiras e Salário dos profissionais públicos da educação básica do Pará. O grupo terá cinco representantes do estado, cinco dos profissionais da educação, além de cinco dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações tradicionais. Segundo o termo, o projeto de lei garantirá a política geral de educação indígena, inclusive dos profissionais de educação vinculados a esta modalidade, e tratará de gratificações, com objetivo de evitar efeito cascata e assegurando a irredutibilidade salarial.
Selton Mello se junta a Jack Black e Paul Rudd para uma performance nos bastidores de ‘Anaconda’
Nesta quarta-feira (5), Selton Mello compartilhou um vídeo descontraído nas redes sociais, mostrando um momento de improviso ao lado de Jack Black e Paul Rudd nos bastidores de Anaconda. Enquanto o ator brasileiro toca violão, Jack Black entra na música com sua voz, e Paul Rudd se junta à dupla na percussão. Na legenda, Selton brincou: “Que tal esse elenco, Brasil? Olha que interessante. Nos bastidores, levando um som. Jack do nada improvisa uma música pro filme, com destaque para o Paul no batuque maroto. Estamos chegando no Natal. Não confundam com Steven Seagal.” Selton, que interpreta um cuidador de animais no longa, está na Austrália para as gravações do filme, que tem estreia prevista para o dia 25 de dezembro. Ao divulgar sua participação, o ator expressou sua felicidade com a nova experiência: “Nova fase do game. Sendo feliz & me divertindo fazendo o que amo de outro jeito, em outra língua, em um outro continente. Tudo diferente, mas parecido.”
Emilia Pérez: Diretor revela sua opinião sobre Karla Sofía Gascón e dispara “Imperdoável”
A crise envolvendo Karla Sofía Gascón e a campanha de Emilia Pérez no Oscar 2025 continua se intensificando. Desta vez, Jacques Audiard, diretor do filme e indicado a Melhor Direção, se pronunciou sobre a polêmica gerada pelos comentários da atriz no X (antigo Twitter). Em entrevista ao Deadline, Audiard expressou sua decepção com a situação. Apesar de guardar boas lembranças do trabalho com Karla Sofía no set, o cineasta classificou as declarações da atriz como “imperdoáveis”. “Infelizmente, essa crise está tomando todo o espaço da campanha do filme, e isso me entristece muito. É difícil para mim pensar no trabalho que fiz com Karla Sofía, na confiança que compartilhamos, na atmosfera excepcional que criamos no set. Quando você tem esse tipo de relação e, de repente, lê algo que essa pessoa disse — coisas absolutamente odiosas —, é inevitável que isso afete essa relação. É como cair em um buraco. O que Karla Sofía disse é imperdoável”, afirmou o diretor. Audiard revelou que não entrou em contato com a atriz e não pretende fazê-lo, pois acredita que ela precisa de espaço para refletir sobre suas atitudes. “Não falei com ela e não quero falar. Ela está em um processo autodestrutivo no qual não posso interferir, e realmente não entendo por que continua. Por que está se machucando? Por que está ferindo pessoas que estavam próximas a ela? Penso em toda a equipe que trabalhou incansavelmente neste filme, em mim, na Zoe [Saldaña], na Selena [Gomez]. Não entendo por que ela continua nos machucando.” O diretor também criticou a forma como Karla Sofía tem lidado com a polêmica, sugerindo que ela tenta se afastar da imagem de “vilã” para minimizar o impacto na própria reputação. “Ela está realmente se colocando como vítima, o que me surpreende. Parece que não entende que palavras machucam.” A controvérsia envolvendo Karla Sofía Gascón começou após a descoberta de publicações racistas e xenofóbicas feitas por ela nas redes sociais, a maioria entre 2020 e 2021, durante a pandemia da COVID-19, mas com alguns comentários mais recentes também expostos. Além disso, na semana passada, Karla acusou a equipe de Fernanda Torres e do filme Ainda Estou Aqui de atacá-la na internet, apesar de a atriz brasileira já ter pedido aos fãs que não incentivassem esse tipo de comportamento. Posteriormente, Karla negou as acusações e afirmou que se referia apenas a comentários vindos de alguns seguidores. Emilia Pérez chega aos cinemas brasileiros em 6 de fevereiro, após conquistar 13 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.
Isabelle Nogueira anuncia término com Matteus Amaral: ‘Temos diferenças irreconciliáveis’
Na tarde desta quarta-feira (5), Isabelle Nogueira usou suas redes sociais para anunciar o término de seu relacionamento com Matteus Amaral. A influenciadora esclareceu que a decisão foi mútua e motivada pela incompatibilidade entre os dois. O comunicado oficial confirma os rumores que circularam nas redes sociais desde segunda-feira (3), indicando o fim do romance entre os ex-BBBs. As especulações surgiram devido à distância entre o casal: enquanto Isabelle estava em São Paulo, Matteus permanecia em Alegrete. Apesar disso, a assessoria deles havia negado inicialmente a separação. “Nosso sentimento nasceu de forma genuína e verdadeira, e assim permaneceu até hoje. Nos apaixonamos um pelo outro, especialmente pela simplicidade e pela história de vida que compartilhamos, tão parecida em muitos aspectos. Sempre buscamos o melhor que poderíamos ser juntos. Com o tempo, percebemos que, apesar de tantas semelhanças, somos incompatíveis. E é essa consciência que nos leva, a partir de agora, a seguir caminhos separados como casal. Queremos esclarecer – principalmente em respeito às pessoas que nos amam – que essa não foi uma decisão unilateral. Foi uma escolha refletida e compartilhada, justamente para preservar um sentimento que continua sendo único e genuíno: nosso amor. Também deixamos claro que não nos separamos há poucos dias, como foi especulado, e que jamais permanecemos juntos por pressão de fãs. Sempre vivemos nossa relação de forma real, com altos e baixos, e seguimos tentando, não por terceiros, mas por nós mesmos. Aos nossos fãs, queremos que sintam todo o carinho e gratidão que temos por vocês. Somos imensamente gratos por cada demonstração de amor que nos enviaram ao longo desse tempo. A verdade é simples: somos apenas incompatíveis. E, por isso, escolhemos encerrar aqui, guardando nosso sentimento e as boas memórias que construímos juntos. Pedimos que não se deixem levar por especulações infundadas. Que Deus abençoe nossas vidas e a de cada um de vocês.” Isabelle e Matteus ficaram noivos em novembro de 2024, durante uma viagem romântica a Paris. Matteus aproveitou a ocasião para surpreender a então namorada com um pedido especial, que foi registrado em vídeo e compartilhado por Isabelle. “Mil vezes sim!”, escreveu ela na época. O casal se conheceu no BBB 24, no início do ano, e engatou o romance na reta final do programa, algumas semanas após a eliminação de Deniziane, com quem Matteus havia se envolvido no início do reality. Em maio, oficializaram publicamente o namoro, e o noivado aconteceu seis meses depois. Agora, apesar do término, Isabelle e Matteus deixam claro que seguirão cada um em seu caminho, mas com respeito e carinho pelo que viveram juntos.
Lula promete reduzir custo de vida e tornar a cesta básica mais acessível
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (5), que vai baixar o custo de vida no país e que a cesta básica de alimentos vai ficar mais acessível ao povo brasileiro. Em entrevista à rádios de Minas Gerais, Lula disse que o governo “leva muito a sério” a inflação e que ela está “razoavelmente controlada”. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao longo do ano passado o grupo alimentos e bebidas foi o que mais pressionou o bolso dos brasileiros. Em 2024, a inflação oficial do país fechou em 4,83%. “Nós levamos[a inflação] muito a sério e eu acho que está razoavelmente controlada”, disse. “Nós temos consciência que nós vamos baixar a inflação, nós temos consciência que nós vamos baixar o custo de vida, e nós temos consciência que a cesta básica vai ficar mais acessível ao povo brasileiro, porque é disso que o povo precisa, alimento barato de qualidade na mesa, e o governo inteiro está trabalhando com isso”, afirmou o presidente. O presidente Lula concorda que há determinados alimentos que seguem com preço alto, e disse que o governo vem dialogando sistematicamente com os setores produtivos e de distribuição para encontrar uma solução para o barateamento dos produtos. “Por exemplo, a carne tá muito alta, nós temos outros produtos que estão altos e nós precisamos discutir com os setores por que esses preços cresceram tanto de 12 meses para cá? Porque a verdade é que, em 2023, a carne caiu 30% e depois ela voltou a subir. Não tem um único fator que mostra o preço das coisas. O que nós precisamos é tentar ajustar, porque a inflação causa muito prejuízo ao povo trabalhador”, disse. Lula comentou ainda sobre a preocupação do governo com o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. A Petrobras está analisando um possível reajuste no valor do litro do óleo diesel, que acumula defasagem de preço por causa do dólar ao longo dos últimos meses. “Nós estamos discutindo para saber o seguinte, como é que a gente faz a compensação na hora que você tem um reajuste em que esse reajuste pode impactar no preço do transporte e o transporte impactar no preço do alimento”. Reforma ministerialO presidente concedeu entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, todas de Minas Gerais, que o questionaram sobre a possível indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ser ministro. Pacheco também é cotado para ser o candidato da base do PT ao governo mineiro em 2026. Lula afirmou que não tem pressa de fazer nenhuma reforma, mas que quer “ajustar as peças que nós temos que trocar”. O PSD, aliado do governo, já conta com três ministérios na Esplanada, o de Minas e Energia, com Alexandre Silveira; Agricultura e Pecuária, com Carlos Fávaro; e Turismo, com Celso Sabino. O presidente garantiu que, ao menos, Silveira ficará no cargo. “Não há porque mexer numa coisa que está fazendo uma revolução no setor energético brasileiro e no setor de minas desse país”, disse, elogiando o ministro. Sobre os demais ministérios, Lula afirmou que vai discutir com o PSD e com outros partidos aliados sobre eventuais mudanças.
Universitário se fantasia de ‘As Branquelas’ para aliciar crianças
Um estudante de odontologia, de 24 anos, foi preso nesta terça-feira (4) durante operação ‘As Branquelas’ por armazenar e compartilhar mais de 40 conteúdos de pornografia envolvendo crianças e adolescentes. O autor costumava se vestir como um dos personagens de um filme de comédia norte-americano, possivelmente como uma forma de atrair as vítimas. De acordo com a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a investigação começou após a equipe da delegacia receber um aparelho celular. Durante a análise inicial para identificar o proprietário, os agentes encontraram grande quantidade de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Com isso, foi solicitada à Justiça a quebra de sigilo do dispositivo, que foi autorizada. Segundo a delegada, após a autorização judicial, os investigadores identificaram o dono do celular e confirmaram seu envolvimento na divulgação de conteúdo pornográfico infantil. Com isso, foram solicitados um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão para sua residência, ambos autorizados e cumpridos na terça-feira.A autoridade policial informou que o suspeito costumava mudar de endereço com frequência, mas foi localizado, e ao perceber a chegada da polícia, ele tentou se desfazer de um novo celular que já estava utilizando, sem sucesso. Ele foi interceptado e durante a abordagem, os agentes encontraram mais arquivos de conteúdo pornográfico infantil no novo dispositivo, e ele foi autuado em flagrante por isso. Operação Branquelas O nome da operação faz alusão ao fato de que o autor costumava se vestir como um dos personagens de um filme de comédia norte-americano, possivelmente como uma forma de atrair as vítimas. Procedimentos O homem responderá por armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil. Ele passará por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.
Plano de Trump para controlar Gaza inclui retirada de palestinos e recebe críticas internacionais
Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a possiblidade do país “assumir o controle” e liderar a reconstrução da Faixa de Gaza abalaram o cenário internacional nas últimas horas, ganhando repercussão nos principais jornais do mundo. As afirmações do líder da Casa Branca foram feitas durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta terça-feira (4). “Os Estados Unidos vão assumir o controle da Faixa de Gaza, e faremos um grande trabalho lá. Será nossa responsabilidade desmontar todas as bombas não detonadas e outras armas, nivelar o solo e nos livrar dos edifícios destruídos para impulsionar o desenvolvimento econômico que gerará uma quantidade ilimitada de empregos e moradias para a população”, disse Trump. A declaração do presidente americano que mais provocou reações foi uma sugestão de que os palestinos deveriam ser realocados enquanto o enclave é reconstruído. Países árabes como Arábia Saudita e Egito prontamente rejeitaram a proposta, junto com grupos que atuam em Gaza, como o terrorista Hamas. Por meio de um comunicado, a Arábia Saudita afirmou que se opõe “firmemente” a qualquer violação dos direitos legítimos do povo palestino, incluindo “tentativas de deslocá-los de suas terras”. O país também manteve sua posição de que não estabelecerá relações diplomáticas com Israel a menos que haja um Estado palestino independente. Um dos principais objetivos de Trump neste segundo mandato é chegar a um acordo entre Israel e Arábia Saudita para restabelecer as relações diplomáticas, um objetivo que já perseguiu em seu primeiro mandato (2017-2021) e que o governo Biden também tentou sem sucesso. O Egito, por sua vez, defendeu a reconstrução da Faixa de Gaza, mas “sem que os palestinos abandonem” o enclave. Durante uma reunião que contou com a presença do ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelaty, e o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mohammad Mustafa, foi destacada “a importância de avançar com projetos e programas de recuperação rápida, remover escombros e fornecer ajuda humanitária em ritmo acelerado, sem que os palestinos deixem a Faixa de Gaza, especialmente por causa de seu apego à sua terra e sua recusa em deixá-la”. Países da Europa também rejeitaram o plano do presidente dos EUA. A Alemanha, por meio da ministra das Relações Exteriores Annalena Baerbock, enfatizou que “a Faixa de Gaza pertence aos palestinos, e a expulsão seria inaceitável e contrária ao direito internacional”. O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, também se posicionou nesse sentido ao afirmar que “temos sido claros em nossa crença na solução de dois Estados. Os palestinos devem viver e prosperar em suas terras, em Gaza e na Cisjordânia”. França e Espanha também se opuseram ao projeto americano. O governo de Paris classificou a iniciativa como uma “grave violação do direito internacional” e uma “ameaça à estabilidade regional”, incluindo para “nossos parceiros próximos, Egito e Jordânia”, enquanto a Espanha, por meio do ministro José Manuel Albares, deixou claro que “Gaza é a terra dos palestinos de Gaza, e eles devem permanecer lá”. Antes da coletiva com Netanyahu, a equipe de Trump já havia dado pistas da proposta que seria comentada momentos depois. Autoridades da Casa Branca afirmaram mais cedo na terça-feira que, sem um projeto de reconstrução, “Gaza continuará sendo uma zona de demolição nos próximos 10 a 15 anos e que seria melhor para os habitantes do enclave se mudarem temporariamente”. “O presidente Trump vê a Faixa de Gaza como uma zona de demolição. Ele considera irrealista a ideia de que ela possa ser reconstruída em três ou cinco anos. Ele acredita que levará pelo menos 10 a 15 anos e que é desumano forçar as pessoas a viverem em um território inabitável, cheio de escombros e munições não detonadas”, comentou um dos funcionários. Por esse motivo, a mesma fonte argumentou que Trump está procurando “soluções” para ajudar os habitantes de Gaza a levar uma “vida normal” enquanto a reconstrução do território é realizada. O enviado regional de Trump, Steve Witkoff, que desempenhou um papel fundamental nas negociações de cessar-fogo em andamento entre Israel e Hamas, disse publicamente nesta terça-feira que concorda que a reconstrução de Gaza pode levar muito mais tempo do que o governo Biden estimou. O prazo de reconstrução de cinco anos fazia parte da proposta de cessar-fogo de Biden para maio de 2023, que formou a base para a trégua alcançada entre Israel e Hamas em 19 de janeiro. A nova proposta do governo Trump, segundo funcionários da Casa Branca, surgiu nos últimos dias e foi mantida em segredo. De acordo com o jornal The Wall Street Journal, pessoas fora do círculo interno de Trump não sabiam que a ideia estava na mesa durante os dias de planejamento para a reunião com Netanyahu. Nesta quarta-feira (5), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, fomentou ainda mais a discussão ao escrever no X que os EUA querem tornar a Faixa de Gaza “bonita novamente”. “Como o presidente compartilhou, os Estados Unidos estão prontos para liderar e tornar Gaza bonita novamente. O que buscamos é paz duradoura na região para todas as pessoas”, escreveu Rubio, que está em viagem pela América Central.


