Mundo – Imagens das filmagens do live-action de Moana: Um Mar de Aventuras no Havaí, capturadas na última quarta-feira (20), mostram Dwayne “The Rock” Johnson em ação como o semideus Maui. Nas fotos, o ator aparece com trajes tradicionais, incluindo uma saia de grama, uma peruca longa e as icônicas tatuagens do personagem, recriando fielmente o visual da animação de 2016. O filme, dirigido por Thomas Kail e com estreia prevista para 10 de julho de 2026, adapta a história original que celebra a cultura polinésia. Com canções compostas por Lin-Manuel Miranda, a produção promete emocionar o público ao trazer um visual autêntico e respeitoso às tradições da região. Johnson, que dublou Maui na animação, expressou seu entusiasmo desde o anúncio do projeto em abril de 2023. “Trazer Maui à vida em live-action é um sonho e uma responsabilidade”, disse o ator, que também destacou sua conexão pessoal com a história e a cultura polinésia. O elenco conta com Catherine Laga’aia no papel de Moana, que destacou a importância de representar sua ancestralidade samoana. “É uma honra celebrar Samoa e inspirar jovens garotas que se veem em mim”, afirmou a atriz novata. Também estão confirmados John Tui como Chefe Tui, Frankie Adams como Sina e Rena Owen como Vovó Tala. A trama segue fiel à animação original, com Moana desafiando as tradições de sua tribo para salvar sua ilha. Ao lado de Maui, ela embarca em uma jornada pelo oceano, enfrentando desafios, criaturas místicas e descobrindo sua conexão ancestral com os navegadores da Polinésia. As fotos dos bastidores sugerem uma produção visualmente deslumbrante, com cenários tropicais autênticos e caracterizações impressionantes, alimentando a expectativa dos fãs para essa nova versão de uma história já querida pelo público.
VÍDEO: carro atropela e arremessa homem na Djalma Batista em Manaus
Manaus – Um homem foi atropelado e arremessado por um carro na manhã desta sexta-feira (22), na avenida Djalma Batista, sentido bairro/Centro, próximo à esquina com a avenida João Valério, no bairro São Geraldo, zona centro-sul da cidade. O momento foi registrado por câmeras de segurança de um estabelecimento na área. Por volta das 9h, a vítima, vestida com uma camisa laranja, estava na calçada em frente a uma loja de comunicação visual, aparentando aguardar para atravessar a via. O acidente aconteceu quando um Fiat preto perdeu o controle e atingiu o homem, que foi projetado a uma longa distância. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde da vítima ou do motorista envolvido no incidente. Autoridades estão investigando as circunstâncias do acidente.
Um Ritual Cinematográfico de Exumação Histórica e Resistência – Praia Formosa (2024) Review
O filme Praia Formosa, de Julia de Simone, estabelece um diálogo instigante entre passado e presente, escavando não apenas os vestígios materiais de uma história dolorosa, mas também as camadas emocionais e sociopolíticas que permanecem assombrando o Brasil contemporâneo. Partindo de uma perspectiva de terror arqueológico, a obra transcende o tradicional para propor uma experiência híbrida e fragmentada, que é tão inquietante quanto necessária. O núcleo temático do filme — a exposição literal e simbólica das marcas deixadas pela escravidão no contexto da reforma urbanística do Porto Maravilha — é tratado com coragem e sensibilidade. Julia de Simone não permite que o passado permaneça acomodado ou enterrado; ela o desenterra, confronta, e força o público a encarar aquilo que muitas vezes é ignorado. Este gesto ressoa como um ato de resistência, uma tentativa de interromper o esquecimento e criar espaço para reflexão. Embora este seja o primeiro esforço ficcional da cineasta, Praia Formosa rejeita estruturas narrativas tradicionais em favor de uma abordagem fragmentada, que ecoa a ideia de peças quebradas de um objeto desenterrado. Essa escolha é eficaz para refletir a forma como o passado é reconstituído: nunca de forma completa, mas através de fragmentos — documentos históricos, performances, e encenações que se justapõem ao vazio de um presente ainda marcado por essas feridas. A construção estética do filme é tão multifacetada quanto seu tema. As cenas da personagem solitária caminhando por espaços desertos, como túneis de luz fria e ruas vazias, evocam uma sensação de isolamento e desolação que captura a ausência tanto física quanto espiritual de vidas perdidas e esquecidas. Esses momentos performáticos contrastam com os resgates históricos e depoimentos, criando uma textura audiovisual rica e desconcertante. Ao fundir performance, documentação, pesquisa e ficção, Julia de Simone desafia as categorias convencionais do cinema. Essa abordagem, embora possa afastar espectadores que esperam uma narrativa mais linear, é coerente com a intenção do filme de perturbar e provocar. Cada fragmento do filme carrega um significado próprio, mas é na justaposição que eles encontram maior impacto. A direção de Julia de Simone se destaca pela ousadia de enfrentar o trauma histórico sem oferecer respostas fáceis ou uma catarse reconfortante. Ao invés disso, Praia Formosa funciona como um ritual cinematográfico de exumação, onde a diretora se torna uma arqueóloga não apenas de objetos, mas de memórias. Sua visão é deliberadamente desconfortável, como se buscasse criar uma ponte entre o espectador e o peso tangível da história. No entanto, essa abordagem arriscada pode alienar parte do público. O ritmo do filme e sua estética minimalista — marcada pelo vazio e pela repetição — podem ser interpretados como difíceis ou excessivamente abstratos. Ainda assim, essa escolha estética é um reflexo apropriado da complexidade do tema e do estado emocional que ele evoca. O timing de Praia Formosa é particularmente relevante. Em um Brasil onde o passado colonial continua a influenciar profundamente questões sociais, econômicas e culturais, a obra de Julia de Simone atua como um espelho incômodo. Ela desafia a amnésia histórica, revelando que o que está enterrado nunca desaparece completamente. O conceito de “terror arqueológico” é brilhantemente explorado, pois o filme transforma a escavação do passado em uma experiência assombrosa e perturbadora. As cicatrizes deixadas pela escravidão, representadas pelos espaços comerciais onde pessoas eram tratadas como mercadorias, adquirem uma dimensão quase fantasmagórica — são mais do que ruínas; são testemunhas silenciadas de um horror ainda presente. Praia Formosa é uma obra que mistura ousadia criativa e relevância histórica de forma singular. Embora sua fragmentação formal e seu tom desolador possam não agradar a todos, é exatamente essa ruptura com as convenções que dá ao filme sua força e autenticidade. Julia de Simone cria um convite — ou, talvez, uma convocação — para refletir sobre as histórias que insistimos em enterrar e sobre as formas como o passado continua a moldar nosso presente. Praia Formosa é um filme que não apenas narra, mas também performa e questiona, tornando-se não apenas um produto artístico, mas uma intervenção política e emocional no tecido histórico brasileiro.
Vereador Sassá abre espaço na CMM para discussão sobre o Fim da Escala 6×1
A Câmara Municipal de Manaus abre espaço, nesta segunda-feira, 25/11, para a discussão da PEC pelo fim da escala 6×1. A proposta que pretende acabar com o atual modelo de escala de trabalho em que o trabalhador trabalha seis dias consecutivos e folga apenas um. A iniciativa é do vereador Sassá da Construção Civil, PT, que vai ceder seu espaço de fala para a advogada Fernanda Mourão, representante do movimento Vida Além do Trabalho (VAT) aqui no estado. A intenção é buscar apoio de seus pares no parlamento e da própria sociedade sobre os prejuízos que a jornada 6×1 impõe aos trabalhadores. Em suas redes sociais , Fernanda agradeceu a oportunidade e destacou o convite como uma oportunidade de levar mais informações para a sociedade sobre o tema. Fernanda também fez um convite para que a população e, principalmente, os trabalhadores compareçam à CMM na próxima segunda-feira. O vereador Sassá também destacou em suas redes, a importância da discussão. “O Movimento pelo fim da Escala 6×1 ganhou força com a mobilização da sociedade e conquistou as assinaturas necessárias para que a PEC comece a tramitar na Câmara Federal. Mas, não podemos parar por aqui, a pressão e a luta para pôr fim a essa jornada desumana para milhões de trabalhadores não pode parar!”, destacou o parlamentar. A proposta, liderada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), conta com mais de 1,3 milhão de apoiadores que assinaram uma petição pública e conseguiu as mais de 171 assinaturas para começar a fazer tramitar da Câmara Federal, mas esbarra na resistência da maioria parlamentares. Texto: assessoria do parlamentar


