Manaus – Na tarde desta terça-feira, (03), um acidente de trânsito grave foi registrado na zona sul de Manaus, próximo ao Porto do Chibatão. Uma carreta que transportava um contêiner tombou sobre um veículo de passeio, um Onix de cor prata, que estava trafegando pela região. Segundo informações preliminares, o motorista do veículo teria sido identificado como Italo da Silva Prado. Era morador do bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, e trabalhava na empresa Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC).Manaus – Na tarde desta terça-feira, (03), um acidente de trânsito grave foi registrado na zona sul de Manaus, próximo ao Porto do Chibatão. Uma carreta que transportava um contêiner tombou sobre um veículo de passeio, um Onix de cor prata, que estava trafegando pela região. Segundo informações preliminares, o motorista do veículo teria sido identificado como Italo da Silva Prado. Era morador do bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, e trabalhava na empresa Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC). A morte foi confirmada pela Polícia Militar (PM-AM). O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM) está no local trabalhando na remoção do corpo entre às ferragens do carro que foi completamente destruído.O trânsito na área está comprometido. Agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) estão no local orientando os motoristas em rotas alternativas. veja o vídeo abaixo:
Prisão dos condenados da Boate Kiss é reestabelecida por decisão do supremo
Os quatro réus condenados pelo trágico incêndio da Boate Kiss, que ocorreu em 2013 em Santa Maria, foram presos novamente após uma reviravolta judicial. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu reverter a anulação do júri, que havia sido determinada anteriormente pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) em agosto de 2022. Esta decisão restabelece as condenações e resulta na volta dos réus ao sistema prisional.Na segunda-feira (2), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) confirmou a prisão de três dos condenados: Elissandro Callegaro Spohr, em Porto Alegre; Luciano Augusto Bonilha Leão, em Santa Maria; e Marcelo de Jesus dos Santos, em São Vicente do Sul. Na manhã de terça-feira (3), Mauro Londero Hoffmann, que havia tido um habeas corpus negado pelo TJ-RS, se apresentou voluntariamente às autoridades.Os condenados agora aguardam audiência de custódia, que determinará se permanecerão presos durante o andamento do processo.A anulação do júri em 2022, que havia gerado grande controvérsia, foi baseada em alegações da defesa dos réus sobre supostas nulidades processuais, incluindo falhas na seleção dos jurados, reuniões sem a presença das partes, e irregularidades na formulação dos quesitos do julgamento. No entanto, com a nova decisão de Toffoli, esses argumentos foram descartados, e as condenações, que foram originalmente impostas pelos graves erros que levaram à morte de 242 pessoas e mais de 600 feridos na boate, foram restabelecidas.A defesa dos réus não se pronunciou até o momento sobre a decisão.Essa tragédia, uma das piores da história recente do Brasil, ainda reverbera profundamente em Santa Maria e em todo o país, e o novo desenrolar do caso reacende debates sobre justiça, responsabilidade e o impacto duradouro sobre as famílias das vítimas.
Manejo sustentável do pirarucu nas comunidades indígenas e ribeirinhas salvou a espécie da extinção
O pirarucu (Arapaima gigas), um dos maiores peixes de água doce do mundo, quase desapareceu das águas amazônicas na década de 1990 devido à pesca predatória. No entanto, graças a iniciativas de manejo sustentável implementadas em comunidades indígenas e ribeirinhas, a espécie foi salva da extinção e transformada em uma fonte de renda vital para essas populações. Em 1996, diante do risco iminente de extinção, o Brasil proibiu a pesca do pirarucu, que já havia sido listado na Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES). Essa medida foi o primeiro passo para a criação de um sistema de manejo sustentável, implementado oficialmente em 1999 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. Desde então, o manejo sustentável do pirarucu, que celebra 25 anos em 2024, trouxe resultados notáveis. Entre 2012 e 2016, a população de pirarucus nos rios amazônicos aumentou em 99%, com um crescimento médio anual de 19%, segundo o Coletivo do Pirarucu. Além disso, o manejo sustentável fortaleceu a organização social das comunidades, melhorou a segurança alimentar e reduziu as desigualdades. Os povos indígenas Paumari do Tapauá e Deni do rio Xeruã são exemplos do sucesso desse modelo. Os Paumari, pioneiros no manejo do pirarucu em terras indígenas, conseguiram aumentar em mais de 600% a população do peixe em seu território desde 2009. Já os Deni, apoiados pela experiência dos Paumari, alcançaram em 2023 a maior cota de pirarucus em seis anos de manejo: 150 peixes, totalizando cerca de 9,5 toneladas de pescado. O projeto Raízes do Purus, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN), tem apoiado essas comunidades há mais de uma década, gerando receitas significativas e contribuindo para a conservação de milhares de hectares de floresta. Em 2023, as atividades de manejo resultaram em uma receita bruta superior a 300 mil reais para as comunidades envolvidas. Em reconhecimento ao sucesso do manejo sustentável, a OPAN homenageou o Ibama e o Instituto Mamirauá, que foram fundamentais na implementação dessa política pública. Durante as comemorações dos 25 anos do manejo, em junho de 2024, as instituições receberam obras da artista Lívia Rocha, inspiradas em fotografias de Adriano Gambarini que retratam o trabalho dos povos Deni e Paumari. Esses 25 anos de manejo sustentável do pirarucu celebram não apenas a recuperação de uma espécie ameaçada, mas também o fortalecimento das comunidades que dependem dela, a valorização do conhecimento ancestral e a construção de um futuro sustentável na Amazônia.
Mais um suspeito de linchar motorista após briga de trânsito se entrega à polícia
O caso ganhou destaque após um vídeo do linchamento, contendo cenas de extrema violência, circular nas redes sociaisAyan Ferreira de Souza, de 29 anos, terceiro suspeito de linchamento do motorista, Jones Mota Lopes, de 55 anos, se entregou na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) nessa segunda-feira (2), na zona Leste de Manaus.Francisco de Oliveira Galvão Neto, 31 anos, e Klinger Luan Ferreira Costa, 23 anos, conhecido como “Ferreirinha”, também se entregaram e foram presos na semana passada, suspeitos de participarem do mesmo crime, filmado por uma testemunha, na Autaz Mirim, bairro Tancredo Neves.Os três mandados de prisão em nome dos suspeitos são temporários, onde permanecerão presos cinco dias podendo ser prorrogado pelo mesmo tempo. Após este período, o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, poderá pedir à Justiça a conversão da temporária para a preventiva.O crimeO caso ganhou destaque após um vídeo do linchamento, contendo cenas de extrema violência, circular nas redes sociais. Nas imagens, a vítima, Jones Mota Lopes, é brutalmente espancada por vários motociclistas, sendo retirada de seu veículo e agredida até a morte, sem chance de defesa. As filmagens foram fundamentais para investigação, permitindo polícia identificar os envolvidos.


