O jornalista e pré-candidato a vereador de Manaus pelo partido Agir, Raphael Tavares, mais conhecido como “Fofinho”, durante entrevista ao podcast Flagrante, disse que um dos seus projetos para a capital é a criação de um Corpo de Bombeiros Municipal Voluntário. De acordo com o “Fofinho”, o projeto pretende seguir exemplos dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que atuam com bombeiros civis voluntários em algumas cidades daquela região. “Essa organização sem fins lucrativos trabalha com os bombeiros civis da cidade, e cada profissional recebe a partir de 150 reais por dia trabalhado. O sociedade contribui doando, as empresas privadas também financiam esse tipo de ação, e a prefeitura também pode ajudar”, pontou o pré-candidato. Ainda conforme “Fofinho”, os voluntários atuam em questões relacionadas a defesa civil, mas também no combate a incêndios de pequenas e grandes proporções. “Tem um exemplo que eu cito que é o incêndio que teve no bairro praça 14, na zona sul de Manaus, onde várias pessoas perderam suas casas para um incêndio onde bombeiros civis e militares atuaram juntos para conter as chamas e controlar o sinistro”, explicou o jornalista. Para o pré-candidato, o projeto envolve conversas com o sindicato e a associação dos bombeiros civis em Manaus para que os profissionais possam atuar como voluntários na capital.
Subterfúgios de uma estrada sem fim – Review Mais pesado é o Céu (2023)
Aqui temos um belo melodrama que passeia fluidamente em vários sentimentos pontuais para que sejamos fisgados pela trama como se tudo partisse da lógica da paisagem e do cenário árido e melancólico com tons de horror e cheio de identidade. Um road movie em uma estrada de incertezas e subterfúgios que parece nunca ter fim. Antônio, vivido por Matheus Nachtergaele em poucos minutos de filme tem uma conversa com um caminhoneiro que logo nos conta todo o background daquele personagem, de onde veio e do que está atrás, e isso é uma lógica que a narrativa e texto do filme abraçam pra contar a história dos personagens e construir as personas deles sem que o filme pare para nos contar isso. As alegorias que, portanto, são importantíssimas para a trama e ajudam a esse filme na sua composição e mise en scene fazem com que o ritmo e progressão andem juntos, mesmo que os próprios personagens cada vez mais estejam presos no lugar onde estão, com um único lampejo de felicidade e inocência que é o que os conecta. Me remeteu muito à “O que Ficou para Trás”, produzido pelo Netflix no ano de 2020 que muito se fala sobre o seu lugar no mundo, o que foi perdido, o que você irá perder e fantasmas do futuro que você está criando no presente que se tornará o seu passado. Que vezes mais pesado é o Céu flerta aqui usando a casa em que eles estão como um lugar quase sobrenatural com uma força ancestral que infelizmente acaba por ficar no caminho da narrativa. Narrativa essa que acaba por nos dar não só sofrimento e a busca pela mínimo em cenas de tortura sexual para com a mulher, que é onde para mim, perde força, e não pelo ato em si, mas sim em como o filme abraça o impacto dessa tragédia anunciada em cenas gráficas e expositivas como muleta pra dar substância e estímulo sendo que no seu próprio universo no rádio em alguns momentos se é falado sobre um assassino que vem fazendo vítimas. Gosto de como Ana Luiza Rios trabalha com a fisicalidade pra construir sua personagem falando as vezes apenas com o olhar e em como seu corpo fica com peito estufado, ou diminuta diante de uma realidade difícil de mudar na qual ela se encontra. Mais pesado é o céu é um longa que se mantém astuto e lindo durante toda sua duração, mas que tropeça por não nos fazer torcer para com nossos personagens indo para um caminho de tortura que mais faz você questionar a escolha criativa de como abordar o sofrimento em meio a tantos dispositivos que foram criados durante o filme. Mas com certeza Petrus Cairy é um diretor para ficar de olho em seus próximos trabalhos.
Manaus Enfrenta Crise de Qualidade do Ar com Níveis de Fumaça “Muito Ruins”
Manaus (AM) – A capital amazonense continua a enfrentar sérios problemas com a qualidade do ar, que nesta segunda-feira (12) foi classificada como “muito ruim” devido à intensa cobertura de fumaça. A situação crítica tem sido constante nos últimos dias, com a visibilidade reduzida afetando não apenas a saúde pública, mas também o tráfego nas estradas e vias fluviais, aumentando o risco de acidentes. Recentes dados do governo indicam que o estado enfrentou um aumento alarmante no número de focos de incêndio, com mais de 12 mil novos casos registrados nas últimas semanas. Essa expansão dos incêndios está exacerbando a poluição do ar, provocando sintomas como irritação ocular, dor de garganta e dificuldades respiratórias na população. Os problemas de qualidade do ar têm sido acompanhados de perto pelas autoridades, que destacam a gravidade da situação. A fumaça, que continua a cobrir a cidade, também tem impactos diretos na segurança, devido à visibilidade prejudicada nas estradas e rios. A questão da poluição do ar em Manaus tem gerado preocupações similares às enfrentadas no ano passado, quando a cidade também foi severamente afetada por queimadas. Especialistas têm observado a presença de uma neblina densa que lembra aqueles períodos críticos, embora alguns acreditem que possa ser uma frente fria originada na massa de ar polar continental que está se movendo para o sudoeste do Amazonas. Ainda não há informações sobre ações específicas para mitigar os efeitos imediatos da crise, mas a situação continua sendo monitorada de perto pelas autoridades locais.
Morre Márcio Souza, ícone da literatura e teatro no Amazonas
O Amazonas lamenta a perda de um de seus maiores ícones culturais, Márcio Souza, que faleceu na manhã desta segunda-feira, 12 de agosto, em Manaus. Aos 78 anos, o renomado jornalista, escritor e dramaturgo não resistiu a um infarto, apesar dos esforços de atendimento no Serviço de Pronto Atendimento do São Raimundo. Márcio Souza, conhecido por suas contribuições significativas à literatura e ao teatro, deixa um legado imensurável. Em sua carreira, destacou-se como autor de importantes obras da literatura brasileira, incluindo ‘Galvez, o Imperador do Acre’, ‘Mad Maria’, ‘Operação Silêncio’ e ‘O Fim do Terceiro Mundo’. Seu impacto também se estendeu ao teatro, onde exerceu um papel crucial como diretor do histórico Teatro Experimental do Sesc nos anos 70 e como autor de peças marcantes como ‘A Paixão de Ajuricaba’ e ‘As Folias do Látex’. A notícia de sua morte foi confirmada pelo Governo do Estado, e a Academia Amazonense de Letras, da qual Souza era membro, emitiu uma nota de pesar. No momento de sua morte, Márcio estava alocado na Biblioteca Pública do Amazonas. Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento. A partida de Márcio Souza deixa um vazio profundo no cenário cultural amazonense, que perde um verdadeiro mestre e pioneiro.
Mãe afirma que agressão de médico foi a causa da morte de filho
O caso de Richard Ferreira da Cruz, um jovem de 20 anos, ganhou grande repercussão após sua mãe, Alessandra, acusar um médico do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, de ter causado sua morte. Richard havia sido internado no sábado (10) à noite, após ser esfaqueado no pescoço durante um assalto. Segundo a mãe, ele estava estabilizado até que uma confusão com a equipe médica resultou em agressões fatais. De acordo com Alessandra, o filho, que sofria de depressão e bipolaridade, foi atendido inicialmente e estava em repouso no hospital. Contudo, após ser informado por telefone de que Richard estava agitado, ela foi ao hospital e pediu que ele fosse sedado. Durante uma discussão entre Richard e a equipe médica, a situação teria escalado, e um médico supostamente agrediu o jovem com chutes e socos, atingindo diretamente a ferida causada pela facada, o que, segundo a mãe, levou à morte do filho. Em nota oficial, o hospital alegou que Richard estava agitado e agressivo, atacando os profissionais de saúde, o que forçou a equipe a adotar “medidas de proteção”. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a morte foi causada pelos ferimentos anteriores, recebidos durante o assalto, e não pelas alegadas agressões. A identidade do médico envolvido não foi divulgada. A polícia foi acionada, e a investigação, inicialmente conduzida pela 16ª DP (Barra da Tijuca), foi transferida para a Delegacia de Homicídios. A mãe de Richard registrou a agressão na delegacia antes de voltar ao hospital, onde recebeu a notícia da morte do filho. A Secretaria Municipal de Saúde lamentou o ocorrido e afirmou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e que a polícia já está investigando as circunstâncias do caso. O trágico episódio levanta questionamentos sobre a conduta dos profissionais de saúde e as circunstâncias que levaram à morte de Richard.


